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quinta-feira, 15 outubro 2026
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CPI mostra que negro da periferia é a maior vítima de homicídios

Ana Paula dos Santos, grávida de nove meses, morta no caminho para uma lanchonete perto de casa. Ângelo Damasceno, sequestrado e assassinado por policiais depois que a família não conseguiu o dinheiro do resgate. Luis Fernando Dalla Favera, assassinado na saída de um show de música sertaneja. Fabrício Alves Farias morto com um tiro nas costas depois de fugir de uma abordagem policial porque estava sem o documento da moto que pilotava.

Esses são apenas alguns dos 31 mil jovens entre 15 e 29 anos assassinados no país todos os anos. Os dados estão no relatório final da CPI do Assassinato de Jovens, apresentado nesta quarta-feira (8), no Senado, e mostram números preocupantes: a maior parte das mortes é de negros moradores da periferia. São 23 mil por ano. Sessenta e três por dia. Um a cada 23 minutos.

O relator da CPI, Lindbergh Farias, do PT, atribui a uma série de fatores a ocorrência dessas mortes. Entre elas, operações policiais mal sucedidas, racismo e preconceito, além de falta de preparo.

O relatório final apresenta uma série de medidas para tentar conter a violência contra essa parcela da população. A discussão de um Plano Nacional de Redução de Homicídios, a criação do Observatório Nacional sobre Violência, no Congresso, e a criação de um banco nacional de dados com informações consolidadas e sistematizadas sobre a violência em todo o país.

O relator propõe, ainda, medidas como a reestruturação e a desmilitarização da polícia e a criação de um Fundo Nacional de Promoção da Igualdade Racial.

Mesmo assim, as medidas são consideradas muito distantes da realidade das mães que perdem um filho para a violência.

Antônia Assunção da Silva teve a filha assassinada dentro do batalhão ambiental onde trabalhava, em Manaus, pelo próprio namorado, também policial.

Até hoje, o culpado pelo crime não foi punido, mesmo com os laudos apontando que ela estava desarmada e não reagiu ao ataque. O que fica, para Antônia, é o sentimento de injustiça e revolta.

Por Priscilla Mazenotti

Inflação volta a subir e taxa acumulada em 12 meses é de 9,32%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA voltou a subir, fechando o mês de maio em 0,78%, resultado 0,17 ponto percentual superior ao de abril, que foi de 0,61%. Esta é a taxa mais elevada para os meses de maio desde 2008, quando atingiu 0,79%.

Os dados relativos ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, foram divulgados hoje (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a alta de maio, o IPCA passa a acumular variação de 4,05% nos primeiros cinco meses do ano, resultado, no entanto, inferior em 1,29 ponto percentual aos 5,34% de igual período em 2015.

O IPCA acumulado dos últimos doze meses (a taxa anualizada) ficou em 9,32%, ligeiramente acima dos 9,28% relativos aos doze meses imediatamente anteriores. Em maio de 2015, o IPCA fechou em 0,74%.

A principal contribuição para a alta de maio veio do grupo habitação, que subiu 1,79%, e colaborou com 0,27 ponto percentual para o IPCA do mês, tendo como principal contribuição para a aceleração do grupo a taxa de água e esgoto, com alta de 10,37%. Foi o item de maior contribuição individual no mês, com 0,15 ponto percentual.

Ainda no grupo habitação, outros itens importantes exerceram pressão no IPCA do mês: energia elétrica (2,28%), mão de obra para pequenos reparos (0,87%), artigos de limpeza (0,85%) e condomínio (0,79%). Energia elétrica, com alta de 2,28%, também exerceu pressão sobre o grupo habitação.

Outras contribuições

Além do grupo habitação, também contribuíram para a alta do IPCA de maio os grupos saúde e cuidados pessoais (1,62%); e alimentação e bebidas, com alta de 0,78%. No primeiro caso, a contribuição para a alta de 0,78% do IPCA foi de 0,18 ponto percentual e no segundo 0,2 ponto.

No caso do grupo saúde e cuidados pessoais, destaca-se o impacto de 3,1% do aumento nos preços dos remédios, que, em abril, também já haviam subido 6,26%. Com isto, nestes dois meses, os remédios acumularam alta de 9,55%, como reflexo do reajuste de 12,5% em vigor desde o dia 1o de abril.

No grupo da saúde (1,62%), também sobressaem, por aumentos significativos nos preços, os itens artigos de higiene pessoal (1,17%), plano de saúde (1,06%) e serviços médicos e dentários (0,91%).

Já nas despesas pessoais (1,35%), o destaque ficou com o cigarro, cuja alta foi a 9,33%, refletindo reajustes entre 3% e 14%, conforme a marca, em vigor a partir de 1o de maio. Destacaram-se, ainda, os itens empregado doméstico (0,87%) e manicure (0,64%).

Alimentação e bebidas

Embora tenham subido menos que o 1,09% de abril, os preços do grupo alimentação e bebidas fecharam maio com variação de 0,78% (o mesmo do IPCA do mês). Vários produtos tiveram aumentos significativos, a exemplo da batata-inglesa, que ficou 19,12% mais cara de abril para maio e já acumula alta de 50,91% neste ano. A cebola subiu 10,09% em maio, depois de ter fechado com deflação (inflação negativa) em abril: -2,36%.

Em contraposição, alimentos importantes na despesa das famílias se apresentaram em queda de um mês para o outro, principalmente a cenoura, que chegou a fechar maio com deflação de 23,08% e já acumula nos primeiros cinco meses do ano variação de 43,15%. Produtos importantes para o consumo das famílias também fecharam com deflação como o óleo de soja (-42%); carnes (-0,53%) e o feijão-fradinho (-0,91%).

Por região

Entre as regiões do país envolvidas na pesquisa relativa ao IPCA cinco fecharam maio com resultado superior à variação média de 0,78%, com destaque para Fortaleza, com alta de 0,99%.

Em São Paulo, a de maior peso na composição do IPCA (30,67%), a alta foi de 0,93%; em Porto Alegre, 0,92%; Recife (0,9%); e Salvador (0,83%). A região metropolitana de Belo Horizonte fechou com a mesma variação da média nacional: 0,78%.

Na outra ponta, entre as sete regiões que fecharam com alta abaixo do IPCA do mês, a menor taxa foi a de Goiânia, onde o IPCA teve variação de 0,28%. No Rio de Janeiro, a alta foi de 0,60% e em Brasília, de 0,45%.

Metodologia

Indicador utilizado pelo governo federal para balizar o plano de metas fixado pelo Banco Central, o IPCA deste mês envolve os preços coletados entre os dias 29 de abril a 30 de maio, comparados aos preços vigentes no período de 31 de março a 28 de abril.

É calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Por Nielmar de Oliveira

Pesquisa CNT: reprovação ao governo Temer é de 28%; 11% aprovam

Para 20,1%, o atual governo está melhor do que o anterior, enquanto 14,9% o consideram pior
Para 20,1%, o atual governo está melhor do que o anterior, enquanto 14,9% o consideram pior

Pesquisa CNT/MDA divulgada hoje (8) indica que 11,3% dos brasileiros avaliam positivamente e 28% negativamente o governo interino do presidente Michel Temer. Para 30,2% dos entrevistados, o atual governo é regular, enquanto 30,5% dizem não saber opinar.

No que se refere ao desempenho pessoal do presidente, 40,4% desaprovam, e 33,8% aprovam. Na comparação entre os governos Temer e Dilma Rousseff, 54,8% dos entrevistados disseram que os governos estão iguais e que não percebem nenhuma mudança no país desde que Temer assumiu interinamente o governo. Para 20,1%, o atual governo está melhor do que o anterior, enquanto 14,9% o consideram pior.

A pesquisa revela que 46,6% dos brasileiros acreditam que a corrupção no governo Temer será igual à ocorrida no governo Dilma. Ainda segundo a CNT, 28,3% acreditam que ela será menor; enquanto 18,6% avaliam que será ainda maior.

A CNT perguntou o que o brasileiro pensa em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff: 62,4% dos entrevistados consideram correta a decisão pelo afastamento e 33% avaliam como um erro. Enquanto 61,5% dizem que o processo foi legítimo, 33,3% avaliam que foi ilegítimo. Para 68,2%, Dilma será cassada e Temer permanecerá no cargo, 25,3% acreditam que Dilma reassumirá o cargo.

Apesar de o impeachment ter sido motivado pelos atrasos nos repasses a bancos públicos para pagamento de benefício sociais feitos pelo governo Dilma, por meio das chamadas pedaladas fiscais, 44,1% dos entrevistados dizem que o motivo do afastamento é a corrupção no governo federal; e 37,3% dizem que o motivo é a tentativa de obstrução da Lava Jato. Apenas 33,2% citam as pedaladas fiscais como o motivo.

A pesquisa revela que 89,3% das pessoas dizem ter acompanhado ou ter ouvido falar da Lava Jato. Deste total, 66,9% consideram Dilma culpada pela corrupção que está sendo investigada (o que corresponde a 59,7% da população). Também dentro do percentual de pessoas que se disseram informadas sobre a Lava Jato, 71,4% acreditam que o ex-presidente Lula é culpado (o que corresponde a 63,7% do total de pessoas pesquisadas).

A democracia brasileira sairá fortalecida do processo de impeachment, segundo 45,6% dos entrevistados. Já 34,3% avaliam que a democracia sairá enfraquecida. A antecipação das eleições de 2018 para este ano é bem vista por 50,3% dos brasileiros, 46,1% discordam.

A pesquisa perguntou sobre as ações consideradas prioritárias pela população e 57% responderam que o mais importante é gerar empregos. Em segundo lugar, veio como mais importante a melhoria da saúde, que deve ser prioridade em termos de ações governamentais para 41,4% dos entrevistados. O combate à corrupção é o que deve ser priorizado para 30,6% das pessoas consultadas pela pesquisa. A melhoria dos resultados da economia é prioridade para 24,7%; e a redução de gastos do governo, para 15,5%. Em seguida, apareceram como prioridades a melhoria da segurança (14,8%) e as reformas necessárias ao Estado (6,8%).

A CNT avaliou também os governos estaduais e municipais. Segundo a pesquisa, 3,6% dos brasileiros avaliam como ótimo o seu governador; 22,9% consideram-no bom e 34,7% avaliam o governador de seu estado como regular. Para 17,2%, o governador é ruim e para 17,7% ele é péssimo. No âmbito municipal, 4,2% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo; 22,4% como bom; 25,8% como regular; 15,4% como ruim; e 29,8% como péssimo.

O levantamento buscou identificar também as expectativas da população para os próximos seis meses, relativas a emprego, renda, saúde, educação e segurança pública. Para 27,2% da população, os empregos vão melhorar nos próximos seis meses; 33,4% acreditam que a situação vai piorar; e 37,5% acreditam que a situação permanecerá igual. Em relação à renda mensal, 19,8% acreditam que a renda vai aumentar no próximo semestre, enquanto 26,4% acha que a renda vai diminuir; e 51,1% acredita que ficará igual.

Para 20,4% da população, a saúde registrará melhora nos próximos seis meses. O número é menor do que os que acreditam que vai piorar (36,6%) e dos que creem que ficará igual (41,3%). A educação deverá melhorar ao longo do mesmo período, de acordo com a expectativa de 20,7% dos entrevistados, mas piorará, segundo 32,5%; e ficará igual, segundo 45% dos consultados para a pesquisa. Perguntados sobre como acreditam que a segurança pública estará daqui a seis meses, 19,3% disseram que ela estará melhor, 38,8% acreditam que vai piorar e 40,2% que ficará igual.

A pesquisa CNT/MDA ouviu 2002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas entre os dias 2 e 5 de junho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

Por Pedro Peduzzi

Em defesa no STF, Dilma reitera que está em curso em golpe de Estado no país

A presidenta afastada Dilma Rousseff entregou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação na qual afirma que está em curso no país um golpe de Estado. Esta foi a resposta de Dilma à interpelação judicial feita ao STF, no mês passado, pelos deputados Júlio Lopes (PP-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Pauderney Avelino (DEM-AM), Rubens Bueno (PPS-PR), Antônio Imbassahy (PSDB-BA), Paulo Pereira da Silva (SD-SP). Os parlamentares questionaram o fato de a presidenta ter dito várias vezes que o processo de impeachment é golpe de Estado.

“Uma razão move a Sra. Presidente da República, ora requerida, ao decidir apresentar sua resposta a esta interpelação. É a sua convicção, acompanhada por escritos de juristas e de cientistas políticos brasileiros e estrangeiros, de artigos e de editoriais de importantes jornais de todo o mundo, de que realmente está em curso um verdadeiro golpe de Estado no Brasil, formatado por meio de um processo de impeachment ilegítimo e ofensivo à Constituição”, diz o texto entregue ontem (7) ao STF.

Os  deputados pediram que a presidenta explicasse, entre outros pontos, quais atos compõem o golpe denunciado por ela, quem são os responsáveis, quais instituições atentam contra seu mandato e quais as medidas que ela pretende tomar, na condição de Chefe de Governo e Chefe de Estado, para resguardar a República. A relatora da ação, ministra Rosa Weber, determinou, no mês passado, prazo para que a presidenta se manifestasse.

A manifestação é assinada pelo ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidenta, e tem 42 páginas. No texto, a defesa diz que a presidenta se manifesta porque ao se silenciar com relação a ação estaria submetendo-se a intimidações.

“Silenciar diante desta interpelação, seria negar uma vida e submeter-se a uma tentativa de intimidação. Uma vida que resistiu à prisão e às torturas impostas durante o período da ditadura militar, sem abdicar das suas crenças. Uma vida, de quem se orgulha de ser mulher e de não se curvar diante de ameaças, de intimidações ou de arbítrios, venham de onde vierem”, diz o documento.

No texto, a defesa diz que membros e defensores do governo interino têm se demonstrado incomodados com o uso da expressão “golpe”. “Tem sido público o incômodo dos membros e dos defensores do governo interino com a palavra golpe, quando utilizada para se referir ao atual processo de impeachment em curso. As palavras, sempre que expressam uma realidade que se deseja ocultar, ferem de morte os ouvidos dos que preferem o silêncio à revelação da verdade” diz a peça da defesa.

Em outro trecho, a defesa diz que “fica evidente de que todos os agentes públicos e privados, que de forma dolosa tenham atuado, de algum modo, para que esse processo de impeachmenttivesse andamento, indiscutivelmente, devem ser tidos do ponto de vista histórico e político como coautores deste golpe de Estado em curso no Brasil”.

Na manifestação, são citadas também as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. “Ao serem divulgados pela imprensa, estes diálogos, demonstraram cabalmente, que a verdadeira razão deste processo de impeachment não é a aplicação de eventuais crimes de responsabilidade a uma Presidenta da República que eventualmente os tivesse praticado. A intenção é, na verdade, afastar uma Presidente da República, pelo simples fato de ter cumprido a lei, ou seja, ter permitido que as investigações contra a corrupção no país avançassem de forma autônoma e republicana.”

Por Michèlle Canes

Goleiro reclama de críticas após derrota do Belo para a Raposa

Goleiro do Botafogo-PB, Michel Alves
Goleiro do Botafogo-PB, Michel Alves
Goleiro do Botafogo-PB, Michel Alves

A vitória do Botafogo-PB sobre o ABC-RN, no último domingo (5), deixou a equipe paraibana na segunda colocação do grupo A da Série C, com seis pontos ganhos. Neste confronto, a torcida botafoguense não compareceu ao estádio Almeidão em grande número como na última quarta-feira (1º), quando a equipe saiu derrotada para a Raposa na primeira partida da final do Campeonato Paraibano. Em tom de desabafo, o goleiro alvinegro Michel Alves tentou justificar as cobranças recebidas pela equipe após a derrota comparando a partida anterior com a da vitória diante do ABC. Acesse o Voz da Torcida.

“Nem sempre quando você ganha você é o melhor e deve se empolgar. Nem sempre quando você perde está tudo errado. Obviamente, tem que haver a cobrança. Mas não pode achar que está tudo perdido. Estou falando da derrota para o Campinense, junto à vitória de hoje. Ganhamos o jogo. Faz parte para quem quer alguma coisa. É normal, jogamos dentro de casa. Mas quando perde, não está tudo perdido. Tem opções para buscar e trabalhar. O importante é ter equilíbrio. Não podemos agir em alguns momentos com a emoção. Este é o sentido”, explicou o goleiro.

O placar de 2 a 0 apontou o segundo êxito consecutivo do Belo na competição nacional. Nesta quinta-feira (9), a delegação botafoguense pega voo com destino a Belém (PA), onde enfrenta o Remo no próximo sábado (11), em partida válida pela quarta rodada da competição nacional.

A segunda partida da decisão do Campeonato Paraibano 2016 será na quarta-feira (15), no estádio Amigão, em Campina Grande. O Belo precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença para reverter a vantagem do Campinense.

Do PBVale, com Portal Correio, via Voz da Torcida

Fundo do mar é mais desconhecido que solo lunar, dizem especialistas

Fundo do mar é mais desconhecido que solo lunar, dizem especialistas
Fundo do mar é mais desconhecido que solo lunar, dizem especialistas
Fundo do mar é mais desconhecido que solo lunar, dizem especialistas

“É muito lamentável que no dia de hoje não se saiba exatamente como é o fundo do mar”, criticou Françoise Gaill, pesquisadora francesa e membro da plataforma Oceano e Clima, uma aliança entre ONGs e cientistas.

Atualmente conhece-se menos de 10% do relevo dos fundos marinhos além dos 200 metros de profundidade, segundo a Organização Nacional Francesa de Hidrografia (OHI). Cerca de dois terços da superfície do planeta são cobertos por água.

“Não há razão para que se conheça melhor a Lua que o fundo dos oceanos”, afirmou Françoise Gaill. “Adquirir estes conhecimentos é caro, mas tudo é questão de prioridades”, acrescentou, indicando que o tema está neste ano no primeiro plano do Dia Mundial dos Oceanos, organizado por sua plataforma e a Unesco.

Segundo um estudo americano de 2001, seria possível mapear a totalidade do fundo do mar além dos 500 metros de profundidade com um único navio oceanográfico trabalhando durante 200 anos.

“Com 40 embarcações, levaria 5 anos”, disse Walter Smith, geofísico da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA), ao estimar o custo da operação entre 2 e 3 bilhões de dólares.

“Pode parecer muito, mas é menos do que a Nasa prevê gastar em sua futura missão de exploração de Europa, a misteriosa lua de Júpiter”, afirmou o cientista.

Tarde demais
“Temos uma ideia do fundo do mar graças aos satélites, mas não é muito precisa”, afirmou Thierry Schmitt, especialista em batimetria da Marinha francesa. “Só a aquisição de dados marinhos através de sondas acústicas permite dispor de uma maior precisão. Mas se tratam de técnicas geralmente lentas”, avaliou o pesquisador.

Consequência: as caixas-pretas do voo Air France AF447 desaparecido em 1º de junho de 2009 foram, por exemplo, recuperadas após 23 dias a 3.900 metros de profundidade em uma zona particularmente caótica do Oceano Atlântico.

Quando alguém cai no mar, uma embarcação está em risco ou um avião cai no oceano, deve-se poder estimar os movimentos das correntes. No entanto, é difícil estabelecer modelos das mesmas em zonas em que o relevo marinho é pouco conhecido, explicou Walter Smith. “Esperar que um avião caia para mapear uma zona é tarde demais”, reforçou.

Um melhor conhecimento dos fundos marinhos permitiria, ainda, saber mais sobre os recursos marinhos disponíveis antes de sua exploração ou preservação, a origem dos deslizamentos de terreno submarinos e as ondas provocadas por tsunamis e furacões.

As disparidades no conhecimento sobre fundos marinhos são relevantes em todo o mundo. Mais de 95% das zonas de 0 a 200 metros de profundidade no sudoeste do Pacífico e as regiões polares são ignoradas por completo, contra 30% das do Reino Unido ou 40% dos Estados Unidos, segundo dados de 2013 do OHI.

O organismo alertou, ainda, para uma redução em 25 anos de 35% dos meios náuticos dos países costeiros para desenvolver campanhas de dados batimétricos.

“As prioridades orçamentárias nacionais se concentram em outras áreas fora dos meios navais e infraestruturas de investigação”, lamentou Yves Guillam, do secretariado da OHI, antes de observar que os benefícios econômicos e ambientais destas políticas só se concretizam no longo prazo.

Da AFP

Quatro são presos pela PRF durante fiscalização em rodovias do Litoral Norte

Drogas foram apreendidas dentro de carro que seguia de Natal para Campina Grande, segundo PRF (Foto: Divulgação/PRF-PB)
Drogas foram apreendidas dentro de carro que seguia de Natal para Campina Grande, segundo PRF (Foto: Divulgação/PRF-PB)
Drogas foram apreendidas dentro de carro que seguia de Natal para Campina Grande, segundo PRF (Foto: Divulgação/PRF-PB)

Quatro homens foram presos na noite de terça-feira (7) durante etapa da Operação Rota Segura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101 nas cidades de Alhandra e Mamanguape. Nos dois casos, os suspeitos foram pegos em flagrante. No primeiro, um homem foi flagrado com uma motocicleta com documentação falsa, e no segundo, uma dupla foi pega em um carro com maconha, cocaína e crack.

Em Alhandra, no Litoral Norte, dois homens que estavam em uma motocicleta foram abordados por uma equipe da PRF. Ao apresentarem o documento da moto, os agentes identificaram que era falso e o veículo havia sido clonado. A motocicleta tinha sido roubada em novembro de 2015 na cidade de Aliança, na Zona da Mata de Pernambuco.

Poucos horas depois, em Mamanguape, na Zona da Mata da Paraíba, dois homens foram presos transportando na mala de um carro, na BR-101, cerca de 16kg de maconha, 1,5kg de cocaína e 300g de crack. A dupla presa também usava dois rádios comunicadores. Segundo a PRF, os suspeitos seguiam de Natal, no Rio Grande do Norte, para Campina Grande.

Um dos presos na noite de terça-feira em Mamanguape já havia cumprido pena no presídio do Serrotão, em Campina Grande, suspeito de participar de uma quadrilha de roubo a bancos. Ele tinha se envolvido a um assalto em 2013 na cidade de Queimadas.

Todos os suspeitos foram encaminhados para delegacias de Polícia Civil. Além das prisões, a PRF aplicou 170 autos de infração de trânsito, 355 pessoas e 351 veículos foram abordados.

Da Redação, com G1

Polícia encontra fábrica clandestina de armas durante operação na PB

Polícia apreendeu simulacros e partes de armas de fogo durante operação em Araruna (Foto: Sílvia Torres/TV Cabo Branco)
Polícia apreendeu simulacros e partes de armas de fogo durante operação em Araruna (Foto: Sílvia Torres/TV Cabo Branco)
Polícia apreendeu simulacros e partes de armas de fogo durante operação em Araruna (Foto: Sílvia Torres/TV Cabo Branco)

Uma oficina clandestina de fabricação e manutenção de armas de fogo foi descoberta pelas polícias Civil e Militar durante uma operação realizada na cidade de Araruna, no Agreste paraibano, desde a madrugada desta quarta-feira (8). De acordo com o delegado Diógenes Fernandes, até as 8h30, três pessoas foram presas durante a operação e duas foram conduzidas à delegacia, ouvidas e liberadas.

A operação Têmis, cujo nome foi em homenagem à deusa grega da Justiça, teve início por volta das 4h. Segundo o delegado, o objetivo da operação é o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão. “Essa operação é o desdobramento de várias outras ações da polícia que resultaram na prisão de suspeitos de crimes variados. Com a investigação baseada nos depoimentos dos presos, fizemos esta operação para apreender materiais ilícitos”, disse Fernandes.

Oficina funcionava em uma sala oculta dentro de uma casa (Foto: Sílvia Torres/TV Cabo Branco)
Oficina funcionava em uma sala oculta dentro de uma casa (Foto: Sílvia Torres/TV Cabo Branco)

Durante a ação, no início da manhã, a polícia encontrou um cômodo oculto dentro de uma casa onde funcionava uma oficina de fabricação e manutenção de armas para pessoas envolvidas com os crimes. “A entrada da oficina ficava escondida por baixo de uma máquina de lavar. No local, achamos simulacros e partes de armas de fogo, munições, ferramentas e equipamentos usados para trabalhar nas armas”, explicou o delegado.

No total, a polícia apreendeu mais de 100 pedras de crack, uma pequena quantidade de maconha, uma motocicleta com suspeita de estar com o chassi adulterado, além do equipamento encontrado na oficina. “Cinco pessoas foram conduzidas para a delegacia, todos homens que já tinham passagem pela polícia, incluindo um que cumpre pena em regime semiaberto”, comentou Diógenes Fernandes.

Dos cinco suspeitos, dois foram ouvidos e liberados, segundo o delegado eles são responsáveis pela motocicleta, que vai passar por perícia e caso ela esteja adulterada, eles podem ser indiciados por este crime. Os outros três foram presos, um por tráfico de drogas, outro por posse de drogas e o terceiro, responsável pela oficina, por posse de munição e por fabricação, manutenção e comércio irregular ou clandestino de arma de fogo. As informações são do G1.

Incêndio atinge casa de veraneio em Baía da Traição, no Litoral da Paraíba

Um incêndio atingiu um quarto de uma casa de veraneio em Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba, no fim da tarde de terça-feira (7). Segundo informações do sargento Roberto Batista, do Corpo de Bombeiros de Guarabira, o fogo atingiu um dos cômodos do primeiro andar do imóvel.

Ainda não se sabe o que causou o incêndio. De acordo com o sargento Roberto, a porta da frente da casa estava violada. Ainda vai ser investigado se a porta foi arrombada por criminosos que iniciaram o fogo ou se foi por populares que queriam ajudar a conter o incêndio.

O Corpo de Bombeiros conseguiu controlar o fogo e ninguém ficou ferido. Os donos do imóvel, que estava vazio, não foram identificados. Com informações do G1.

Polícia prende suspeito de vários homicídios na região de Sapé

Foi apreendido ainda em poder do suspeito, um revólver calibre 38 com seis munições deflagradas e mais sete intactas.
Foi apreendido ainda em poder do suspeito, um revólver calibre 38 com seis munições deflagradas e mais sete intactas.
Foi apreendido um revólver calibre 38 com seis munições deflagradas e mais sete intactas.

Policiais militares do Núcleo de Inteligência do 7º Batalhão prenderam, nessa terça-feira (7), um homem de 41 anos suspeito de praticar dezenas de homicídios na região de Sapé.

A prisão ocorreu no município de Sobrado, após os policiais terem recebidos informações de que Severino de Oliveira Filho estaria escondido na zona rural da cidade.

Diante das informações levantadas, foi montada uma operação para capturá-lo. Ao chegarem ao sítio, os policiais cercaram a propriedade.  Severino ainda tentou fugir pela parte de trás da residência, chegando a efetuar disparos contra os policiais, que revidaram. Durante a troca de tiros, o suspeito ficou ferido e foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma da Capital

Foi apreendido ainda em poder do suspeito, um revólver calibre 38 com seis munições deflagradas e mais sete intactas.

Segundo o capitão Melquisedec Lima, comandante da 3ª Companhia do 7º BPM, subunidade responsável pelo policiamento da área, o homem estava com documentos falsos no momento da prisão. “Ele é considerado um criminoso de alta periculosidade e é suspeito de envolvimento em dezenas de homicídios na área, possuindo ao menos três mandados de prisão em seu desfavor”, pontuou o oficial.

A arma e as munições apreendidas foram levadas para Delegacia de Sapé onde também foi lavrado o flagrante.

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