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Delator diz que PC do B recebeu propina no Minha Casa, Minha Vida

Aldo Rebelo foi citado em delação do ex-deputado Pedro Corrêa (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)
Aldo Rebelo foi citado em delação do ex-deputado Pedro Corrêa (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)
Aldo Rebelo foi citado em delação do ex-deputado Pedro Corrêa (Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil)

Aldo Rebelo recebeu 1/3 da propina do partido, afirmou Pedro Corrêa. Ex-ministro diz que afirmações são falsas e que vai processar ex-deputado.

O ex-deputado federal e delator da Operação Lava Jato Pedro Corrêa relatou aos procuradores um esquema de corrupção vinculado ao programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida. Em depoimento, Corrêa disse que o Partido Progressista (PP), o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PC do B) foram beneficiados pelo esquema, que durou até 2013.

A delação do ex-deputado Pedro Corrêa, que está preso desde abril de 2015 e já foi condenado a 20 anos de prisão, tem 72 anexos, cada um com um tema. A delação ainda não foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas, se o acordo for aceito, ele terá de pagar multa, e poderá cumprir prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Segundo Corrêa, o esquema no Minha Casa, Minha Vida teve como origem a indicação ao cargo de diretor de Produção Habitacional do Ministério das Cidades de Daniel Vital Nolasco, filiado ao PC do B. O delator atribuiu ao ex-ministro Aldo Rebelo, do mesmo partido, a indicação de Nolasco para a função, e disse que ele tinha “pleno conhecimento” de que as nomeações dos partidos da base aliada eram feitas com objetivo de arrecadar propina.

Aldo Rebelo negou as afirmações de Pedro Corrêa e disse que irá processá-lo. 

G1

Janot vê indícios de que ministro da Educação recebeu propina em 2014

Mendonça Filho é ministro da educação do governo Temer
Mendonça Filho é ministro da educação do governo Temer
Mendonça Filho é ministro da educação do governo Temer

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no começo deste ano e tornado público no sistema da Corte nesta sexta-feira (17), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, aponta suspeitas de pagamento de propina de R$ 100 mil, em 2014, para a campanha à reeleição do ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), para a Câmara dos Deputados.

Os dados constam de inquérito aberto contra o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Edinho Silva (PT), que teve o processo remetido para a Justiça Federal do Paraná depois que deixou o governo federal e perdeu o foro privilegiado. Em meio à investigação do petista, foi identificada uma mensagem no celular do ex-diretor financeiro da construtora UTC Walmir Pinheiro Santana, um dos delatores da Lava Jato, que fazia menção a Mendonça Filho.

Janot explicou ao Supremo que, em meio ao material enviado pelo juiz federal Sérgio Moro da apuração sobre Edinho, havia uma imagem arquivada no celular de Pinheiro que se referia a uma doação de R$ 100 mil da UTC para o atual ministro da Educação. À época, Mendonça Filho era deputado federal.

“Além da pessoa do ministro Edson Antonio Edinho da Silva, foram encontrados indícios de possível recebimento de propina por parte do deputado federal José Mendonça Bezerra Filho, do DEM/PE, consistente em imagem arquivada em um dos celulares apreendidos em poder de Walmiro Pinheiro, compatível com folha impressa identificando o partido Democratas e informando dados bancários de uma conta para doações de campanha eleitoral para o ano de 2014, havendo manuscrito de R$ 100.000,00 (cem mil reais) e do nome do dep. Mendonça Filho, além de registro impresso do tesoureiro do partido, Romero Azevedo”, escreveu Janot no pedido de investigação encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato na Suprema Corte.

O chefe do Ministério Público ressaltou ao tribunal que era “curioso observar que, na prestação de contas oficiais da campanha de Mendonça Filho, há o registro de doação de exatos R$ 100 mil pelas construtoras Odebrecht e Queiroz Galvão.

Janot observou ainda que a UTC fez uma doação de R$ 100 mil ao diretório nacional do DEM em 5 de setembro de 2014 e outra, de igual valor, em 5 de agosto de 2014.

O procurador-geral da República disse ao STF que, “diante de elementos indiciários de possível pagamento de propina para a campanha” de Mendonça Filho, a Corte teria competência para investigar a suspeita de prática criminal.

À TV Globo, Mendonça filho declarou que não recebeu doação da UTC na campanha para deputado em 2014. Ele também disse que, na ocasião, foi procurado por interlocutores da construtora oferecendo doação legal de R$ 100 mil, mas afirma que recusou e sugeriu que fosse feita ao partido. O ministro relatou que a empresa fez a doação ao DEM e o valor foi declarado à Justiça Eleitoral.

G1

Pré-candidato a prefeito pelo PTdoB em Mamanguape elabora plano de Governo

Flávio Serafim é pré-candidato a prefeito pelo PTdoB
Flávio Serafim é pré-candidato a prefeito pelo PTdoB
Flávio Serafim é pré-candidato a prefeito pelo PTdoB

O pré-candidato a prefeito de Mamanguape pelo PTdoB, vereador Flávio Serafim, já entrou na fase de discussão para montar seu plano de governo.

Segundo o vereador, a construção do plano terá um formato diferente e será feita em um grande ciclo de debates onde a população discutirá os problemas do município em conjunto com um corpo técnico e político que, ao término das discussões, apresentará uma proposta viável e realista.

“A população está cansada de promessas genéricas ou fora da realidade, precisamos construir com a população a solução para os problemas de nossa cidade. Fazer plenária para perguntar os problemas da cidade, não atende a população, é um método ultrapassado. O povo quer saber de soluções por que os problemas a população já conhece e sofre com eles todos os dias”, afirmou Serafim.

O parlamentar afirma que na próxima semana se reunirá com os partidos que fazem seu arco de aliança para organizar a estratégia que será utilizado para eleição proporcional.

Hoje a aliança com o PTdoB é formada pelos partidos do PRB, PT, PSC e PTC.

Questionado sobre qual seria o principal desafio da pré-campanha, Flávio Serafim é rápido na resposta. “Levar o nome do pré-candidato a todas as regiões da cidade, nos quatro cantos. Mamanguape é muito grande e precisamos avançar muito, já que o tempo de campanha, que ainda nem começou, este ano será reduzido”, finalizou.

Estado abre 400 vagas para agente socioeducativo, com remuneração de até R$ 1,8 mil; veja edital

Fundac João Pessoa
Fundac João Pessoa
Fundac João Pessoa

Inscrição e entrega da documentação devem ser feitas entre os dias de 27 de junho e 8 de julho, no horário das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h, na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (ESPEP).

A Fundação de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Fundac) está selecionando 400 agentes socioeducativos para as unidades em João Pessoa, Lagoa Seca e Sousa, conforme publicado a partir da página 9 do Diário Oficial do Estado (D.O.E); veja aqui. A remuneração chega a R$ 1,8 mil, incluindo os acréscimos.

A inscrição e entrega da documentação devem ser feitas entre os dias de 27 de junho e 8 de julho, no horário das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h, na Escola de Serviço Público do Estado da Paraíba (ESPEP), situada à Rua Neusa de Sousa Sales, S/N, em Mangabeira VII, na Capital. A documentação exigida e a ficha de inscrição constam no edital ou no site da Fundac.

O processo de seleção vai ocorrer em duas etapas, sendo a primeira por meio de avaliação de títulos, prevista para ocorrer de 11 a 15 de julho, com resultado previsto para ser divulgado em 20 de julho; e a segunda que consiste em uma entrevista oral, que vai ocorrer entre 25 de julho e 4 de agosto. O resultado preliminar deve sair em 10 de agosto e o definitivo no dia 23 do mesmo mês.

A seleção é para os cargos de ‘agente socioeducativo plantão noturno’, com remuneração de R$ 1.587,95; ‘agente socioeducativo supervisor plantão diurno’, com R$ remuneração de 1.782,95; e ‘agente socioeducativo supervisor plantão noturno’, com remuneração de R$ 1.887,95. As especificações e exigências para o exercício dos cargos devem ser consultadas no edital.

Polícia prende jovens suspeitos de traficar drogas no rio do gelo, em Rio Tinto

Ao avistarem a PM, os suspeitos tentaram fugir entrando no rio
Além das drogas, com o grupo também foi encontrada uma quantia em dinheiro
Além das drogas, com o grupo também foi encontrada uma quantia em dinheiro

Policiais da Força Tática (FT) da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar de Mamanguape prendeu nesta sexta-feira (17), Flaviano Costa de Azevedo, 24 anos, e Geovane Gomes da Silva Junior, 25 anos, e um menor, suspeitos de praticar tráfico de drogas na região do rio do gelo, em Rio Tinto.  

De acordo com o soldado Patrício, após receber denúncias anônimas, a Força Tática montou um cerco policial na região e conseguiu localizar o trio na região, de posse 85 papelotes de maconha, e uma trouxa da mesma substância já triturada, além de mais 39 pedras de craque e uma espingarda de cano cerrado.

Ao avistarem a PM, os suspeitos tentaram fugir entrando no rio
Ao avistarem a PM, os suspeitos tentaram fugir entrando no rio

Segundo a PM, quando os suspeitos avistaram a Polícia, tentaram fugir mergulhando no rio, houve perseguição e os integrantes da (FT – 1 e 2), os alcançaram, dando voz de prisão.

“A espingarda não podemos revelar de quem era a titularidade, mas, estava próximo a eles. Eles irão responder por tráfico de drogas”, revelou o PM.

Da redação

Polícia Civil do Rio encerra inquérito de estupro coletivo; sete são indiciados

A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou ontem (17) que sete pessoas foram indiciadas no caso da adolescente que sofreu estupro coletivo no mês passado. A titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima, Cristiana Bento, pediu à Justiça a prisão preventiva dos indiciados e encaminhou o caso ao Ministério Público. Apesar disso, as investigações continuarão a buscar possíveis partícipes do crime, que causou comoção nas redes sociais após a divulgação de imagens em que a adolescente era violentada.

Leia mais: “Parem de me culpar”, diz adolescente vítima de estupro

O inquérito foi concluído com o indiciamento de Raí de Souza e Raphael Duarte Belo pelos crimes de estupro de vulnerável e produção e divulgação de material pornográfico com menor de idade; um menor de idade, por ato análogo aos mesmos crimes; Moisés Camilo de Lucena e Sérgio Luiz da Silva, por estupro de vulnerável; e Michel Brasil e Marcelo Miranda, pela divulgação das imagens.

O jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte Santos, que também foi investigado e chegou a ser preso, não foi indiciado porque as investigações não apontaram sua participação no crime.

A delegada Cristiana Bento afirmou que a perícia no celular de Raí de Souza foi fundamental para que as investigações determinassem a atuação de cada um dos indiciados. No aparelho, foram encontradas mais imagens e conversas em que os investigados combinavam os depoimentos.

Cristiana Bento disse esperar que os indiciados recebam “penas exemplares”. “Que sirva de exemplo para a comunidade que a mulher não é uma coisa, e que deve ser respeitada. E que praticar sexo com adolescente ou qualquer mulher desacordada, que não possa oferecer resistência, é crime”, afirmou ela, que acrescentou: “Acredito que [esse caso] fez a sociedade pensar no conceito de estupro e na cultura do estupro. A cultura do estupro pretende colocar a culpa na vítima ou despenalizar o agressor, absolvendo como doente ou psicopata. É um alerta que se faz”.

Com Agência Brasil

Dornelles anuncia que “medidas muito duras” serão tomadas no Rio

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública por causa da crise financeira
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública por causa da crise financeira
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou estado de calamidade pública por causa da crise financeira

O governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, anunciou que a decretação do estado de calamidade pública abrirá espaço para a tomada de medidas muito duras nos próximos dias para enfrentar a crise econômica no estado. Dornelles falou com a imprensa no início da noite desta sexta-feira (17), no Palácio Guanabara, mas não quis detalhar quais medidas serão tomadas a partir da próxima semana.

“O decreto de calamidade pública tem objetivo de chamar a atenção de toda a sociedade do Rio para os problemas que vive o estado, abrindo caminho para que a gente possa tomar medidas muito duras no campo da administração. Isso, no momento oportuno, nós vamos equacionar”, disse o governador.

Dornelles explicou porque houve a decretação do estado de calamidade pública. “Eu quero que todas as pessoas do Rio de Janeiro compreendam que o estado vive uma grande crise financeira. Houve um problema na área de petróleo, houve um problema de recessão econômica, com nossa siderurgia, com o nosso setor automobilístico, perdemos uma grande arrecadação de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços], perdemos uma grande quantidade de royalties do petróleo e essa medida de calamidade pública tem objetivo de chamar a atenção de cada cidadão para as dificuldades financeiras que vive o estado.”

O governador disse que os salários dos professores estão garantidos, porque recebem pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), mas não quis comentar sobre os salários dos demais servidores, que atualmente recebem parcelado e com atraso. “Hoje, cada coisa no seu momento e na sua hora”.

Dornelles disse que o estado não deixará de pagar suas dívidas e que espera ajuda do governo federal. “Não se pretende dar calote. Eu espero do governo federal uma grande compreensão, principalmente um trabalho conjunto na área da segurança, da saúde e da mobilidade, que são pontos extremamente importantes para o Rio de Janeiro.”

Vladimir Platonow – Repórter da Agência Brasil

Governo interino paga Bolsa Família sem reajuste; Dilma critica decisão

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário informou que o pagamento dos benefícios do Bolsa Família de junho começou a ser feito hoje (17) sem o reajuste de 9%, que estava previsto para ser aplicado a partir deste mês e foi anunciado na gestão de Dilma Rousseff. De acordo com o ministério, o atual governo está fazendo uma avaliação nos cortes promovidos pela gestão anterior para poder conceder o reajuste. Em ato no Recife, mais cedo, a presidenta afastada Dilma Rousseff  chamou de “mesquinharia” o não pagamento do reajuste.

“O governo Dilma ficou dois anos sem dar reajuste no Bolsa Família. Estamos fazendo uma avaliação nos cortes promovidos pelo governo anterior, que chegam a R$ 1,6 bilhão, para poder conceder o reajuste”, informou o ministério.

O reajuste de 9% no Bolsa Família foi concedido pelo governo anterior por meio de um decreto publicado no dia 6 de maio, uma semana antes da votação do processo de impeachment de Dilma no Senado. Na época, o governo disse que o valor médio do benefício médio pago para 13,8 mil famílias passaria de R$ 162 para R$ 176 mensais.

Em ato público no Recife, a presidenta afastada disse que há recursos para o pagamento do reajuste. “Hoje eles não pagaram o reajuste do Bolsa Família, de 9%, que nós tínhamos deixado os recursos e aprovado direitinho. Quanto custa isso? Menos de um bilhão de reais. Mas ao mesmo tempo eles vão e aumentam o déficit, e dentro do déficit dão aumento a todos que lhes interessam. Pro povo pobre desse país um bilhão é muito. Para os ricos 56 bilhões é pouco”, disse.

A presidenta afirmou que a decisão “é uma mesquinharia com o povo pobre desse país e mostra o verdadeiro intuito desse governo provisório, ilegítimo e interino, que é reduzir o máximo que puderem os direitos conquistados, os direitos sociais. Os direitos de cada um dos brasileiros, principalmente os mais pobres”.

O pagamento do benefício começou a ser feito hoje e segue até o dia 30, conforme previsto no calendário do programa. No dia de hoje, recebem os beneficiários com o número de identificação social (NIS) de final 1. O ministério diz que estão sendo transferidos mais de R$ 2,2 bilhões às famílias beneficiárias.

Recife

Na capital pernambucana, Dilma participou de manifestação organizada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. O ato “Mulheres com Dilma pela democracia e contra a violência” foi realizado na Praça do Carmo, centro do Recife. Foi a segunda agenda da presidenta afastada na cidade. No início da tarde, ela participou de um ato na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde recebeu apoio de professores, técnicos e alunos de universidades públicas, além de funcionários de órgãos de pesquisa nacionais e do reitor da UFPE, Anísio Brasileiro. 

No ato com mulheres, a presidenta afastada voltou a criticar projetos do governo Temer, como a criação de um teto de gastos públicos vinculado ao crescimento da inflação, e também a falta de representatividade da diversidade brasileira na equipe ministerial interina. “É um governo de homens brancos ricos e velhos”.

Além de movimento de mulheres, parte da equipe do longa-metragem pernambucano Aquarius, selecionado para o Festival de Cannes, esteve presente. No festival, ocorrido na França em maio, o grupo fez um protesto com cartazes criticando o processo de impeachmentno país e afastamento de Dilma da presidência.

“Queria cumprimentá-la. É uma presença muito simples, muito rápida”, disse o cineasta e diretor do longa-metragem Kleber Mendonça Filho. “Acho que o que acontece no país é extremamente sério, e se você tem um ponto de vista e tem um posicionamento, e é importante defender esse posicionamento”.

A atriz Maeve Jinkings defendeu que o impeachment é uma tentativa de barrar a Operação Lava Jato. “Acho que o impeachment é uma ferramenta para livrar alguns políticos, que estão articulando o processo, para se livrar da cadeia, da punição. São pessoas que reproduzem o que eles próprios apontam como errado. A gente tem que discutir reforma política e devolver o cargo da presidenta”.

A estudante do ensino médio, Eveline Marinho, 17 anos, também participou do ato. “Acho que a gente está num momento do país que não dá para ficar imparcial. Não dá para ser mais a bela, recatada e do lar. A nossa presidenta sofreu um golpe machista, e a gente como jovem, estudante e futuro do país tem que se posicionar. A juventude não está aliendada, está na rua lutando pela democracia”, disse, acrescentando que não participou de eventos anteriores sobre o impeachment.

Agência Brasil

Vital é citado em delação de ex-presidente da Transpetro sobre pagamento de propina

Vital do Rêgo é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)
Vital do Rêgo é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)
Vital do Rêgo é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU)

“Ele teria recebido uma doação de valor não divulgado, mas que estaria contemplada dentro num montante de R$ 40 milhões em doações ao PMDB para campanhas em 2014”.

O paraibano Vital do Rêgo, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), foi citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que detalhou o esquema de pagamento de propina a políticos de vários partidos. Vital teria recebido uma doação de valor não divulgado, mas que estaria contemplada dentro num montante de R$ 40 milhões em doações ao PMDB para abastecer campanhas da legenda ao Senado em 2014.

Em sua delação premiada, Machado relatou ter repassado recursos ilícitos a mais de 20 nomes de diferentes partidos, entre eles PMDB, PT, PP, DEM, PSDB e PSB. No trecho em que o nome de Vital é citado, Machado disse ter ouvido que a empresa JBS iria fazer a doação. Além dele, seriam beneficiados os senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Eduardo Braga, Edison Lobão e outros.

Por meio da assessoria do TCU, o ministro Vital do Rêgo afirmou que não se manifestará “tendo em vista desconhecer os termos da referida delação”. A assessoria disse ainda que as contas de sua campanha para o governo da Paraíba nas eleições de 2014 “foram apreciadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado”.

Da redação

Com Blog do Gordinho

Henrique Eduardo Alves é o terceiro ministro de Temer a pedir demissão

Depois de um mês no cargo, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pede demissão. Ele foi citado nos depoimentos de Sérgio Machado, dados em acordo de delação premiada à força-tarefa da Lava JatoJosé Cruz/Agência Brasil
Depois de um mês no cargo, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pede demissão. Ele foi citado nos depoimentos de Sérgio Machado, dados em acordo de delação premiada à força-tarefa da Lava JatoJosé Cruz/Agência Brasil
Depois de um mês no cargo, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pede demissão. Ele foi citado nos depoimentos de Sérgio Machado, dados em acordo de delação premiada à força-tarefa da Lava JatoJosé Cruz/Agência Brasil

Após ser citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu hoje (16) demissão do cargo. A informação foi confirmada pela Assessoria de Imprensa da Presidência da República.

O ex-presidente da Câmara Henrique Alves teria recebido, segundo Machado, R$ 1,55 milhão em doações eleitorais com recursos ilícitos.

Ele é o terceiro ministro, após pouco mais de um mês do governo interino de Michel Temer, a cair depois de denúncias relacionadas à Operação Lava Jato. Romero Jucá, que foi ministro do Planejamento, e Fabiano Silveira, da Transparência, Fiscalização e Controle, saíram dos cargos após divulgação de trechos da delação de Machado, em áudio, em que eles criticavam a operação. 

Alves enviou uma carta com o pedido de demissão a Temer, mas, até o final da tarde, o teor não foi divulgado. Na noite de ontem (15), o ministro esteve no Palácio do Planalto reunido com o presidente interino.

O sigilo dos depoimentos de Sérgio Machado à força-tarefa da Operação Lava Jato foi retirado pelo ministro do Supremo Tribunal Federall (STF) Teori Zavascki, relator dos inquéritos da operação na Corte. Machado citou o presidente interino Michel Temer e mais de 20 políticos, entre eles o presidente do Senado,Renan Calheiros, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Romero Jucá (PMDB-RR), além do ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT) e do ex-presidente José Sarney (PDMB-AP). Os políticos negaram as acusações.

A assessoria de imprensa do Ministério do Turismo publicou a íntegra da carta com o pedido de demissão de Alves no início da noite. Veja a íntegra:

Brasília, 16 de junho de 2016.

Excelentíssimo Senhor Presidente Michel Temer,

O momento nacional exige atitudes pessoais em prol do bem maior. O PMDB, meu partido há 46 anos, foi chamado a tirar o Brasil de uma crise profunda. Não quero criar constrangimentos ou qualquer dificuldade para o governo, nas suas próprias palavras, de salvação nacional. Assim, com esta carta entrego o honroso cargo de Ministro do Turismo.

Estou seguro de que todas as ilações envolvendo o meu nome serão esclarecidas. Confio nas nossas instituições e no nosso Estado Democrático de Direito. Por isso, vou me dedicar a enfrentar as denúncias com serenidade e transparência nas instâncias devidas.

Pensei muito antes de tomar esta difícil decisão, porque acredito que o Turismo reúne as melhores condições para ajudar o Brasil a enfrentar o momento difícil que vive. Esta foi a motivação que me levou a voltar ao comando do Ministério depois de tê-lo deixado por uma questão política, de coerência partidária.

Acredito ter honrado os desafios do setor no pouco mais de um ano que estive no Ministério do Turismo. Registramos conquistas importantes como a isenção de vistos para países estratégicos durante a Olimpíada e Paralimpíada, a redução do imposto de renda para o turismo internacional e a execução de obras de infraestrutura turística em todas as regiões, para citar alguns exemplos.

Presidente Michel, agradeço à sua sempre lealdade, amizade e compromisso de uma longa vida política e partidária, sabendo que sempre estaremos juntos nessa trincheira democrática em busca de uma nação melhor. A sua, a minha, a nossa luta continuam. Pelo meu Rio Grande Norte e pelo nosso Brasil.

Respeitosamente,

Henrique Eduardo Alves

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

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