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Lavagem de dinheiro pode ter financiado campanhas de Eduardo Campos, diz PF

Cerca de 200 policiais federais dão cumprimento a 60 mandados judiciais. Foto: PF/Divulgação
Cerca de 200 policiais federais dão cumprimento a 60 mandados judiciais. Foto: PF/Divulgação
Cerca de 200 policiais federais dão cumprimento a 60 mandados judiciais. Foto: PF/Divulgação

O esquema de lavagem de dinheiro formado por uma rede de empresas e cerca de 30 pessoas de Pernambuco e Goiás, alvo da Operação Turbulência, da Polícia Federal (PF), pode ter atuado no financiamento das campanhas do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) de 2010 e de 2014, e também no desvio de recursos da Petrobras e da obras de transposição do Rio São Francisco. De acordo com a PF, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010.

Leia aqui: PF investiga relação de lavagem de dinheiro a avião de Eduardo Campos

A investigação reuniu indícios de um esquema criminoso que envolve contas bancárias de 18 pessoas físicas e jurídicas, a maior parte delas empresas de pequeno porte, muitas de fachada, que movimentavam valores milionários entre si e para terceiros com o objetivo de lavar dinheiro de atividades ilegais. “Nós detectamos o envolvimento de políticos, pelo menos no sentido de serem beneficiários de recursos. Agora não posso alegar que apenas políticos faziam uso dele. Acredito que, na verdade, seja bem mais amplo”, aponta a delegada de Combate à Corrupção, Andréa Pinho, que atua no caso.

O delegado Daniel Albuquerque, cedido da PF de Alagoas para contribuir na investigação, explica as transações: “Cada empresa tem uma participação. Todas as empresas foram identificadas tendo movimentações financeiras com as organizações envolvidas ou com os próprios investigados, ou pessoas que emprestaram suas contas – e eventualmente recebiam alguma coisa para isso – para eles são as formas que eram utilizadas para que o dinheiro circulasse e se distanciasse de sua origem, provavelmente ilícita”, explica.

Os empresários acusados de serem os líderes da organização foram presos preventivamenteentre a madrugada e a manhã desta terça-feira (21). São eles Apolo Santana Vieira, Eduardo Freire Bezerra Leite e João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, que recebiam valores milionários por meio das empresas e seriam donos de várias delas.

Mandados

Ao todo, foram expedidos 60 mandados judiciais, cinco deles de prisão preventiva. Além dos três empresários apontados como líderes da organização, Arthur Roberto Lapa Rosal foi preso sob acusação de atuar como testa de ferro, assim como Paulo César de Barros Morato, que está foragido. Outros 24 mandados de condução coercitiva foram cumpridos e essas pessoas prestaram depoimento na sede da PF em Pernambuco.

Além disso, estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão. Até o fim da manhã já tinham sido apreendidas três aeronaves – dois helicópteros e um avião – avaliadas em R$ 9 milhões, além de US$ 10 mil apreendidos com Eduardo Leite, que viajaria para Miami e desembarcava com João Carlos Lyra, em São Paulo, quando foi detido. O bloqueio de contas e bens também está sendo realizado pela Polícia Federal.

Entre as empresas investigadas está uma com sede no Uruguai, cujo dono é Oscar Algorta Raquetti, citado na Operação Lava Jato por ter ajudado o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró a lavar dinheiro na compra de um apartamento de R$ 7,5 milhões em 2009.

“Chamou a atenção que no mesmo endereço dela existem 180 outras empresas, então há indicativo de que sejam de fachada. Em segundo lugar ela integra o quadro social de uma empresa sediada em Goiás que também está sendo alvo de investigação e que também não funciona na prática. Mas a despeito disso, ela possui movimentações milionárias, que tem como beneficiários, via de regra, os principais integrantes da organização criminosa”, detalha Andréa Pinho.

Em Goiás, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva – de um dos sócios da Oeste Pneus, ligada à empresa do Uruguai e classificada pela PF como de fachada, já que não possuiria atuação prática, e da procuradora da organização uruguaia investigada.

Lava Jato

Para conseguir evidências de que as empresas e pessoas investigadas estavam ligadas a transações ilícitas, a equipe da Operação Turbulência cruzou dados com outros inquéritos da Polícia Federal, inclusive três ligados à Operação Lava Jato. Dois deles estão no Supremo Tribunal Federal (STF), e um segue na Justiça Federal em Curitiba (PR).

No inquérito da Lava Jato de Curitiba, há indícios de que os operadores financeiros de empreiteiras citados em delações premiadas estariam vinculados aos operadores pernambucanos. No Supremo, existem menções ao uso da organização criminosa em um processo contra os parlamentares alagoanos Benedito de Lira (PP) e Arthur Lira, pai e filho, que usariam o esquema para receber propina da Petrobras.

Outro inquérito que está no Supremo e cita os investigados da Operação Turbulência é sobre o recebimento de doação ilegal para a campanha de Eduardo Campos ao governo do Estado, onde figura o nome do senador por Pernambuco Fernando Bezerra Coelho (PSB), ex-ministro da Integração de Dilma Rousseff (PT), como a pessoa que buscou esses recursos.

“O envolvimento do governador não está sendo alvo das investigações, mas podemos afirmar, com base em colaborações premiadas e no compartilhamento de provas que tivemos com outros inquéritos, que as campanhas vinculadas ao ex-governador foram favorecidas ou pelo menos tiveram recursos que vieram de empresas apuradas hoje na Operação Turbulência”, declarou Andréa Pinho.

Ela também reforçou que os objetos da investigação tornada pública hoje não são os políticos citados em outros processos, mas as organizações envolvidas no suposto esquema de lavagem de dinheiro.

Por telefone, o senador Benedito de Lira disse à Agência Brasil que apenas recebeu doação do partido para campanha de 2010. “Eu recebi apenas uma doação na minha campanha de 2010, que foi de R$ 400 mil e veio do meu partido. Não recebi mais nada de ninguém, não devo nada a ninguém. Não conheço essas pessoas, nunca vi”, disse

Em nota, o senador Fernando Bezerra Coelho repudia “a incorreta vinculação do nome dele à “Operação Turbulência”, uma vez que o senador não é sequer mencionado nos autos desta investigação”. “Fernando Bezerra afirma que não foi coordenador das campanhas de Eduardo Campos, à Presidência da República, nem em 2010 nem em 2014; não tendo, portanto, exercido qualquer função financeira nas campanhas de Campos”.

“Quanto à investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) – ainda não concluída –, Fernando Bezerra Coelho ratifica que sempre esteve à disposição para colaborar com os ritos processuais e fornecer todas as informações que lhe foram e, porventura, venham a ser demandadas. O senador reitera, ainda, que mantém a confiança no trabalho das autoridades que conduzem o processo investigatório no STF, acreditando no pleno esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado, divulgado pela assessoria de imprensa.

Avião Cessna

O ponto de partida da investigação foi o avião Cessna Citation PR-AFA, usado por Eduardo Campos na campanha à Presidência da República em 2014, e cuja queda o matou no dia 13 de agosto com mais seis pessoas. Naquele mesmo ano, João Carlos Lyra já tinha afirmado que havia comprado o avião, mas chamou a atenção da polícia o fato de que nenhum valor partiu pessoalmente dele.

“Então detectamos que o dinheiro que saiu para comprar o avião partiu de empresas de fachada e pessoas vinculadas a esse dono, também presos hoje na Operação Turbulência”, afirmou a delegada Andréa Pinho. Uma das empresas citadas é a Câmara e Vasconcelos Locação e Terraplenajem, apontada pela PF como organização de fachada. Em 2014, ano da compra da aeronave, ela recebeu mais de R$ 18 milhões da construtora OAS –- como pagamento de locação e terraplanagem realizada na obra de transposição do Rio São Francisco.

A construtora, no entanto, não é alvo nesse primeiro momento da operação. “A questão da OAS não tem vínculo direto com a compra do avião, é bom que fique claro. Ela transfere o dinheiro para a empresa que vem a contribuir para adquirir o avião”, ressaltou a delegada. Mais cedo, durante a entrevista coletiva à imprensa, a delegada afirmou que caberá a OAS explicar o pagamento para uma empresa identificada como de fachada.

Por telefone e por e-mail, a construtora OAS informou que não vai se manifestar sobre a operação.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa dos presos e das empresas citadas.

Agência Brasil

Bolsonaro vira réu no STF por incitação ao crime de estupro

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou hoje (21) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e queixa-crime da deputada Maria do Rosário (PT-RS) contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por incitação ao crime de estupro.

Com a decisão, Bolsonaro passa à condição de réu por incitação ao crime de estupro e por injúria.

No dia 9 de dezembro de 2014, em discurso no plenário da Câmara, Bolsonaro disse que só não estupraria a deputada Maria do Rosário porque ela “não merece”. No dia seguinte, o parlamentar repetiu a declaração em entrevista ao jornal Zero Hora.

Relator dos dois processos, o ministro Luiz Fux entendeu que a manifestação de Bolsonaro teve potencial de incitar homens a prática de crimes conta as mulheres em geral. No entendimento do ministro, o emprego do termo “merece” pelo deputado, confere ao crime de estupro “um prêmio, favor ou uma benesse”, que dependem da vontade do homem.

“Cuida-se de expressão que não apenas menospreza a dignidade da mulher, como atribui às vítimas o merecimento dos sofrimentos. Percebe-se na postura externada pelo acusado desprezo quanto às graves consequências para a construção da subjetividade feminina, decorrente do estupro e aos desdobramentos dramáticos desta profunda violência”, disse Fux.

De acordo com o relator, Bolsonaro não está coberto pela regra constitucional que garante ao parlamentar imunidade criminal em relação às suas declarações, porque as afirmações foram feitas em entrevista ao jornal e fogem do embate político.

“Essa repercussão significa também que a incitação há de colher resultados e ressonância pela opinião pública. Se essa opinião pública [do deputado] é exteriorizada pela internet ou através de jornais, significa dizer que o seu resultado foi alcançado, na medida em que várias manifestações públicas, principalmente na rede mundial de computadores, ecoaram essa afirmação”, disse o ministro.

O voto do Fux foi seguido pelos ministros Edson Fachin e Rosa Weber. Luís Roberto Barroso acrescentou que a imunidade parlamentar não permite a violação dignidade das pessoas.“Ninguém deve achar que a incivilidade, a grosseria e a depreciação do outro são formas naturais de viver a vida. O instituto da imunidade parlamentar é muitíssimo importante. Porém, não acho que ninguém possa se escudar na imunidade material parlamentar para chamar alguém de ‘negro safado’, para chamar alguém de ‘gay pervertido’, disse o ministro.

O ministro Marco Aurélio foi o único a divergir e entendeu que os fatos fazem parte de desavenças entre os dois parlamentares. Segundo o ministro, é “lastimável” que o Supremo “perca tempo” julgando a questão, pelos fatos estarem cobertos pela imunidade parlamentar.

Defesa

A defesa de Bolsonaro alegou durante o julgamento que o parlamentar não incitou a prática do estupro, mas apenas reagiu a ofensas proferidas pela deputada contra as Forças Armadas durante uma cerimônia em homenagem aos direitos humanos. Para os advogados, o embate entre Maria do Rosário e Bolsonaro ocorreu dentro do Congresso e deve ser protegido pela regra constitucional da imunidade parlamentar, que impede a imputação criminal quanto às suas declarações.

André Richter – Repórter da Agência Brasil

PF investiga relação de lavagem de dinheiro a avião de Eduardo Campos

Avião que transportava Eduardo Campos caiu em 2014
Avião que transportava Eduardo Campos caiu em 2014
Avião que transportava Eduardo Campos caiu em 2014

O avião usado pelo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) na última campanha presidencial levou a Polícia Federal (PF) a investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro que atuava em Pernambuco e Goiás e que teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010. A operação Turbulência cumpre hoje cinco mandados prisão preventiva contra suspeitos que integrariam a organização criminosa.

De acordo com a PF, a investigação começou a partir da análise de movimentações financeiras das contas de empresas envolvidas na aquisição da aeronave Cessna Citation PR-AFA, que transportava Campos na campanha  à Presidência da República. No dia 13 de agosto de 2014, o avião caiu em Santos, litoral paulista, matando sete pessoas, entre elas, o ex-governador.

Em nota, a polícia afirma que constatou que algumas dessas empresas eram de fachada e estavam em nome de “laranjas”. Ainda segundo divulgado pela corporação, as emrpesas faziam transações entre si e com outras empresas fantasmas – inclusive com algumas investigadas na Operação Lava Jato.

Há suspeita de que parte dos recursos que passaram pelas contas examinadas servia para pagamento de propina a políticos e formação de caixa 2 de empreiteiras. O esquema sob apuração encontrava-se ativo, pelo menos, desde 2010.

Além das cinco prisões preventivas, são cumpridos outros 55 mandados judiciais, dos quais 33 de busca e apreensão e 22 de condução coercitiva. Tambem foi determinada a indisponibilidade de contas e o sequestro de embarcações, aeronaves e helicópteros dos principais suspeitos.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em 18 localidade de Pernambuco, entre bairros do Recife e cidades do interior de Pernambuco.Tanto os presos quanto os conduzidos coercitivamente serão levados para a sede da Polícia Federal no Recife. Os envolvidos responderão, na medida de seu grau de participação, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Agência Brasil

Município paraibano reduz salário de prefeito e vereadores para um salário mínimo

Prefeitura de Água Branca
Prefeitura de Água Branca
Prefeitura de Água Branca

Não se sabe até quando, mas a decisão dos vereadores do município paraibano de Água Branca de reduzir para um salário mínimo os próprios vencimentos, também do prefeito, do vice e dos respectivos secretários municipais ganhou repercussão, inclusive em nível nacional. Porém, só passará a valer na próxima legislatura, a partir de janeiro de 2017. Veja abaixo o texto publicado no portal Diário do Poder, que hospeda o blog do jornalista Cláudio Humberto:

Uma decisão inusitada da Câmara Municipal de Água Branca, município do Sertão Paraibano, pegou os moradores do local de surpresa. Os vereadores da cidade decidiram reduzir o próprio salário de R$2.800 para apenas um salário mínimo. O presidente da Câmara receberá mais um salário, a título de despesas de representação.

A decisão ocorreu nesta sexta-feira (17) a partir da aprovação de projeto de resolução apresentado pelo vereador Eilsom do Carmo Lima. O prefeito do município, Tarcísio Firmino, liderou o esforço e obteve a adesão dos vereadores, tendo em vista a grave crise financeira. O prefeito ganhava R$5.600 por mês e passará a receber mensalmente o equivalente a dois salários mínimos.

Ainda está previsto na resolução aprovada que “a ausência de vereador na ordem do dia de sessão plenária ordinária ou extraordinária, sem justificativa legal, determinará um desconto de 10% em seu subsídio”.

TRE julgará ações de contas de gestores antes da eleição

Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba
Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba
Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba

“Segundo o procurador regional eleitoral João Bernardo da Silva, ações devem ser julgadas até as eleições deste ano, evitando que políticos corruptos possam ser eleitos”.

De acordo com garantia dada nesta segunda-feira (20) pelo procurador regional eleitoral João Bernardo da Silva, todas as ações envolvendo os nomes divulgados em lista de gestores que tiveram contas reprovadas pelo Tribunal de Contas devem ser julgadas até as eleições deste ano, evitando que políticos corruptos possam ser eleitos, mesmo sendo inelegíveis.

“Essas impugnações feitas pelo Tribunal de Contas serão analisadas pela Justiça Eleitoral e Ministério Público Eleitoral para que, caso a caso, se verifique as causas da reprovação das contas pelo TCE”, disse o procurador, acrescentando que, se comprovadas ilicitudes, pode-se impugnar eventuais candidaturas.

Haverá tempo para defesa e recursos, que serão analisados, para que após o julgamento sejam deferidas ou não as candidaturas. “A partir dessa divulgação podemos iniciar o novo trabalho de fiscalizar estas eleições e analisar estas impugnações. O que nos chegar será investigado e todas as ações serão julgadas”, concluiu.

Portal Correio

Confira nomes: TCE divulga lista de 607 gestores com contas reprovadas que podem se tornar inelegíveis

Lista foi disponibiliada pelo TCE-PB
Lista foi disponibiliada pelo TCE-PB
Lista foi disponibiliada pelo TCE-PB

“Os nomes de 607 gestores paraibanos que tiveram contas rejeitadas nos últimos oito anos será analisada pela Justiça Eleitoral, que poderá impugnar candidaturas”

A lista do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) entregue na manhã de ontem ao Ministério Público Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) deve dificultar a vida de muitos pré-candidatos na Paraíba. Os nomes de todos os 607 gestores paraibanos que tiveram contas rejeitadas nos últimos oito anos, que inclui, entre outros. Marcos Odilon, João da Utilar, Fabiano Lucena, José Régis e Lúcia Braga será analisada pela Justiça Eleitoral e quem desejar ser candidato nas eleições deste ano poderá ter a candidatura impugnada em virtude da Lei da Ficha Limpa.

Gestores com contas reprovadas. Período de 05 de julho de 2008 à 16 de junho de 2016.

A reprovação de contas é um dos critérios para decretar a inelegibilidade de candidatos, segundo a Lei da Ficha Limpa, no entanto, o presidente em exercício do TCE-PB, conselheiro André Carlo Torres Pontes, destacou que a lista entregue hoje não é necessariamente de gestores inelegíveis. Esta decisão ficará a cargo da Justiça Eleitoral que poderá decretar ou não a elegibilidade de cada um dos nomes listados.

“Estamos trazendo ao conhecimento da Justiça Eleitoral através do Ministério Público Eleitoral e do TRE, estas pessoas que tiveram suas contas rejeitadas nos últimos oito anos pelo TCE. E por imperativo legal, o Tribunal de Contas entrega aos órgãos encarregados estas informações para que eles possam a partir do conhecimento desempenhar suas atividades no âmbito das respectivas funções. Quem dá a chancela da elegibilidade é a justiça eleitoral, nosso papel é de informar quem teve conta rejeitadas”, esclareceu.

Segundo ele, as principais irregularidades são a ordenação de despesa sem comprovação e o não cumprimento dos índices constitucionais. Todos os processos já foram julgados e encerrados. A lista pode ser atualizada em 5 de julho e todos os processos citados já transitaram em julgado e os que ingressaram com recurso também estão incluídos, pois estes recursos não têm efeitos suspensivos.

O procurador Regional Eleitoral da Paraíba, João Bernardo da Silva, destacou que todos os nomes serão verificados e analisados nas razões para a rejeição das contas. “Essas impugnações que foram feitas pelo TCE vão ser analisadas pelo MPE e pela Justiça Eleitoral para verificar caso a caso as razões para a reprovação das contas. A partir do momento que se verificar que alguns destes prefeitos que tiveram as contas rejeitadas são candidatos, verificaremos se essas rejeições são fruto de alguma ilicitude e a partir deste momento é que poderá ser impugnada a candidatura”, explicou.

Vagas no Fies podem ser consultadas a partir de hoje

O Fies oferece financiamento de cursos em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao anoWilson Dias/ABr
O Fies oferece financiamento de cursos em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao anoWilson Dias/ABr
O Fies oferece financiamento de cursos em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao anoWilson Dias/ABr

Os interessados em financiar o curso de ensino superior pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) poderão consultar, a partir de hoje (21), no site do programa, as vagas disponíveis. As inscrições deverão ser feitas de 24 a 29 de junho, também pelo portal. Serão oferecidos 75 mil financiamentos.

Para participar da seleção, é preciso ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010 e obtido 450 pontos na média das provas, além de ter tirado nota maior que 0 na redação. Os candidatos precisam ainda ter renda familiar bruta por pessoa de até três salários mínimos, o que equivale a R$ 2.640.

Os estudantes podem se inscrever apenas para um curso. A opção pode ser alterada até o fim do prazo de inscrição. Uma vez por dia, o Ministério da Educação (MEC) divulga a nota de corte de cada curso, que é a estimativa da nota mínima para ser aprovado com base nas inscrições feitas até o momento. A nota de corte não é calculada em tempo real e não garante a vaga ao estudante.

O resultado será divulgado no próximo dia 30. Aqueles que não forem selecionados serão automaticamente inscritos em lista de espera. As vagas que não forem ocupadas pelos estudantes pré-selecionados serão ofertadas à lista de espera de 4 de julho a 10 de agosto.

O Fies oferece financiamento de cursos em instituições privadas a uma taxa de juros de 6,5% ao ano. O percentual do custeio é definido de acordo com o comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita do estudante. Atualmente, 2,1 milhões de estudantes participam do programa.

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

Acordo com estados terá impacto de R$ 50 bilhões em três anos, diz Meirelles

O acordo para o alongamento da dívida dos estados com a União, firmado hoje (20), terá impacto de R$ 50 bilhões nos próximos três anos. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em 2016 o custo da negociação será R$ 20 bilhões e para 2017 e 2018, R$ 15 bilhões em cada ano.

Para este ano, segundo o ministro, o impacto está previsto na reestimativa de deficit de R$ 170,5 bilhões enviada ao Congresso Nacional pelo governo. “O custo será de R$ 20 bilhões, em 2016, que está de acordo com as estimativas que foram feitas por ocasião do cálculo e da previsão do déficit de 2016”.

O ministro ressaltou que o acordo não é um perdão das dívidas, mas sim reescalonamento. “É uma revisão até o final do contrato e isso será pago no restante do contrato. Não há perdão de divida”.

Com o acerto, o ministro disse que o Supremo Tribunal Federal será comunicado. “Será informado ao Supremo que foi cumprida a determinação que dever-se-ia procurar um acordo entre a União e o estado. Isso foi feito e, portanto, atendeu-se a determinação do acordo entre as partes”.

São Paulo

Maior economia do país e dono da maior dívida entre os estados, São Paulo terá a parcela da dívida reduzida em R$ 400 milhões até dezembro, acima do limite de R$ 300 milhões concedido pela União aos estados no período. Assim, o estado pagará R$ 900 milhões até janeiro.

“Houve um acordo com São Paulo na medida em que a dívida do estado, em virtude do tamanho e da dimensão da sua economia, é muito maior do que os outros estados. O estado concordou em limitar esse desconto inicial que prevalece no mês de julho a R$ 400 milhões. O que significa que do total de R$ 1,3 bilhão pagos pelo estado de São Paulo, no primeiro momento, ele pagará R$ 900 [milhões]. Significa que é, percentualmente, um desconto menor, mas, em termos numéricos, é o maior desconto, evidentemente, porque é o maior pagador”.

Rio de Janeiro

O ministro da Fazenda disse que a situação do Rio de Janeiro, que decretou estado de calamidade pública na sexta-feira (17), não foi discutida na reunião com todos os governadores e será debatida, ainda hoje, a parte. Apesar de não antecipar o montante do socorro que será dado ao estado, Meirelles disse que haverá “uma solução complementar” para o Rio de Janeiro.

“A questão do Rio de Janeiro e o equacionamento da questão da dívida do Rio a parte complementar, em virtude da existência esse ano da Olimpíada e do fato de que todos os estados entenderam e foram solidários a se ter uma solução complementar para viabilizar a questão da Olimpíada e pelo fato de que o Rio de Janeiro decretou o estado de calamidade pública em decorrência da crise financeira. Isso, portanto,  demanda uma ação específica para atender a esse estado de calamidade e não seria razoável que isso ocorresse e viesse a impedir as Olimpíadas. Todos os estados entenderam, foram solidários e vamos concluir as tratativas e as medidas adequadas que serão anunciadas em seguidas”.

Agência Brasil

Ministro da Cultura visita Campina Grande e defende mudanças na Lei Rouanet

Ministro concedeu entrevista ao PBVale
Ministro concedeu entrevista ao PBVale
Ministro concedeu entrevista ao PBVale

Depois de conhecer os principais pontos turísticos de Campina Grande, a bordo do Forró Bus; dançar um xote no Teatro Municipal Severino Cabral; passar pelo distrito de Galante; e visitar o I Salão de Artesanato do município, na Estação Velha, onde também está o Museu do Algodão, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, ficou encantado com o Parque do Povo, onde encerrou o primeiro dia de compromissos no município, na noite deste domingo, 19.

Recepcionado pelo deputado federal Rômulo Gouveia e pelos secretários Bernardo Pimentel (Cultura) e Eva Gouveia (Assistência Social), Calero acompanhou os shows do Poeta Francinaldo e d’Os Gonzagas, no camarote da Prefeitura.

“É uma experiência maravilhosa conhecer O Maior São João do Mundo. A cidade fica completamente entusiasmada, mobilizada para comemorar e curtir a festa. E a gente pode perceber isso em cada rua, com a decoração e a alegria do povo. Fechar o dia conhecendo o Parque do Povo, no ponto alto da festa, é realmente testemunhar a grandiosidade desse evento”, comentou o ministro.

Marcelo Calero destacou que está impressionado com a estrutura da festa e principalmente com a riqueza cultural do São João de Campina Grande.

“A cidade está de parabéns. Em plena noite de domingo e as pessoas lotando o Parque do Povo, comemorando pacificamente essa que é uma das manifestações que formam a base da nossa identidade cultural”, pontuou.

O ministro da Cultura encerra sua agenda em Campina Grande na manhã desta segunda-feira, 20, visitando a única fábrica de sanfonas do Brasil, a Leticce, instalada na zona sul da cidade.

Lei Rouanet

Segundo o ministro, o governo irá encaminhar uma proposta de mudança da Lei rouanet, mas antes, será feita todas as interlocuções possível, disse. “A gente precisa escutar muita gente até formatar uma reforma. A gente precisa trabalhar no aumento da base das empresas que podem trabalhar os mecanismos, corrigir distorções, e a regionalização dos investimentos”, revelou.

Izaías Bessa e Karine Lyra comemoram Emancipação de Mataraca ao lado do povo

Evento aconteceu na última sexta-feira (17)
Izaías Bessa e Karine Lyra comemoram Emancipação de Mataraca
Izaías Bessa e Karine Lyra comemoram Emancipação de Mataraca

Os pré-candidatos a prefeito e vice respectivamente, Izaías Bessa (PSL) e Karine Lyra (DEM), receberam na noite da última sexta-feira (17) amigos, correligionários, lideranças, pré-candidatos e pessoas do povo, para comemorar os 53 anos de Emancipação Política do município de Mataraca, Litoral Norte do Estado. o evento também contou com a participação do presidente estadual do PSL, deputado Tião Gomes. 

Karine Lira concedeu entrevista a imprensa
Karine Lira concedeu entrevista a imprensa

Karine disse ter ido as casas das pessoas, com a realização de um ciclo de plenárias, no intuito de ouvir a população, com demandas e sugestões para incorporar ao plano de governo, que será apresentado no período de campanha.

Quanto avaliar a atual gestão, a ex-prefeita disse que o povo quem fará sua avaliação nas eleições de outubro.

Izaías Bessa disse que sempre caminha ao lado do povo e que Mataraca foi abandonada pelo atual gestor.

Izaías Bessa disse que Mataraca foi abandonada pelo atual gestor
Izaías Bessa disse que Mataraca foi abandonada pelo atual gestor

O pré-candidato disse que está pronto para ouvir as oposições, mesmo certificando de que sua chapa já está consolidada, com sua vice sendo Karine Lyra, mas lembrou que uma gestão não se faz apenas com prefeito e vice. “Dentro de qualquer composição que poderá vir a ser feita em outro âmbito em função de nossa chapa já fecha. Uma gestão não faz apenas com prefeito e vice, portanto estamos abertos ao dialogo”, acrescentou Bessa.

Izaías adiantou de que em breve estará anunciando adesões ao seu grupo.

Evento aconteceu na última sexta-feira (17)
Evento aconteceu na última sexta-feira (17)

“Temos recebido várias manifestações de apoio. Essas pessoas dizem que Mataraca precisa de mudanças e de um novo caminho de construção. Estamos buscando ouvir a população para que tenhamos o cuidado de formatarmos uma gestão que atenda aos anseios do povo”, finalizou.

Da redação

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