Brasil, São José dos Campos, SP. 15/08/2010. Recenseador aborda moradora de São José dos Campos, interior paulista, para colher os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que compõem o Censo 2010, neste domingo (15). O Censo deste ano tem sua captação de dados digitalizadas. - Crédito:LUCAS LACAZ RUIZ/AE/AE/Codigo imagem:89052
Terminam nesta terça-feira (19) as inscrições para a seleção pública do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para contratação temporária de pessoal para a realização de pesquisas econômicas e sociodemográficas. Na Paraíba são ofertadas mais de 200 vagas. A remuneração oferecida é de R$ 1.250 e é exigido o nível médio de formação escolar.O edital completo pode ser conferido no site da Cesgranrio.
As vagas no estado são ofertadas nos municípios de Areia, Campina Grande, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, João Pessoa, Patos, Pombal, Santa Luzia, Sousa e Sumé. A capital é a cidade que oferece mais oportunidades, com 91.
O certame vai selecionar em todo o país 7,5 mil profissionais, que vão trabalhar em 550 municípios, mais o Distrito Federal. Os interessados podem realizar a inscrição no site da organizadora do certame, a Fundação Cesgranrio. A taxa de inscrição é de R$ 30.
As provas objetivas estão marcadas para o dia 4 de setembro e vão conter 60 questões sobre português, geografia e raciocínio lógico. O resultado final vai ser divulgado no dia 3 de outubro.
Meu trabalho é honesto, ninguém tem o direito de me julgar | Crédito: arquivo pessoal
Meu trabalho é honesto, ninguém tem o direito de me julgar | Crédito: arquivo pessoal
“Gravei 14 filmes eróticos porque precisava da grana: não queria que minhas meninas passassem as mesmas necessidades que eu na infância”
“Transar você já vai de qualquer maneira. Melhor fazer isso ganhando dinheiro e sustentar suas filhas do que fazer de graça e passar fome”. Foi assim que meu pai reagiu quando contei pra ele que tinha recebido uma proposta para trabalhar num filme pornô, em 2001. Fiquei feliz por saber que ele e minha mãe me apoiavam. Encarei aquilo como uma oportunidade de sair do sufoco e dar às minhas três filhas uma condição melhor de vida do que eu tinha tido na infância, trabalhando na roça e passando necessidade. Todo mundo faz sexo. Qual o problema de as pessoas me verem fazendo?
Sonhava em sair da roça e ter uma vida melhor
Comecei a ajudar meus pais na lavoura aos 7 anos. Não foram tempos fáceis. Quando havia uma colheita ruim, a gente passava fome. Por isso, assim que cresci um pouco mais, aos 14 anos, me agarrei ao que considerava uma boa oportunidade para deixar a casa dos meus pais: me casei com um trabalhador do campo da nossa região, no interior de Santa Catarina. Só que ele não tinha a menor ambição. Ao contrário de mim, meu companheiro planejava passar o resto da vida plantando em sua terra, perto de sua família. Tivemos três filhas e um casamento bastante conturbado, que terminou quando eu tinha 21 anos. Aí, aluguei uma casinha em Florianópolis (SC) e ralei muito para sustentar minhas meninas. Trabalhei como faxineira, ajudante de cozinha, doméstica… Só que, por mais que eu me desdobrasse, o dinheiro nunca era suficiente. Então, em 1999, pra me livrar de um namorado possessivo, acabei me mudando para a casa de uma amiga em São Paulo.
Participei de um teste para um quadro na TV
Essa minha amiga tinha conhecidos na TV e conseguiu que eu fizesse algumas pontas em programas de auditório. Aí, me ofereceram um teste para participar do quadro Flagrante, do programa Eu Vi na TV, com o João Kléber, que passava na RedeTV!. Como eu nunca tinha assistido, não sabia do que se tratava, mas topei mesmo assim. Chegando lá, a produtora achou que eu tinha mais o perfil de outro quadro, o Teste de Fidelidade, em que uma atriz ou ator sensuais tentam seduzir alguém a pedido do seu cônjuge. Quando eu disse que não tinha namorado, ela logo perguntou: “Topa ficar de calcinha e sutiã e beijar o convidado?”. Eu estava solteira, era bonita e segura do meu corpo. Por que não? Mandei tão bem que eles me aceitaram na hora! Me divertia gravando o quadro e, aos poucos, fui ficando conhecida. Só que, quando chegava o pagamento, era uma tristeza só: cerca de R$ 1.000 por mês. Quando completei um ano no programa, fiquei muito conhecida e não podia mais fazer o quadro. Por isso, fui dispensada. Passei a fazer shows de strip-tease pelo Brasil até encontrar um empresário que me convidou para fazer um filme pornô. Uau!
Consultei meus pais e minhas filhas antes de aceitar a proposta
A primeira coisa que fiz foi conversar com meus pais para ver o que eles achavam. Expliquei que o pagamento era uma bolada (cerca de R$ 30 mil por meia hora de filme!) e que eu gostaria de fazer. Eles sempre confiaram nas minhas escolhas e disseram que me apoiariam. Também conversei com minhas filhas, que na época estavam com 11, 9 e 7 anos. Elas não entendiam muito bem a situação, mas percebiam que o que eu estava fazendo era pelo bem delas. E era mesmo. Eu queria proporcionar o melhor para minhas meninas. Não queria que elas passassem as dificuldades que passei. Além do mais, poderia fazer aquilo de uma forma profissional. Afinal, quem não faz sexo? A única diferença é que as pessoas iam me ver fazendo. Conversei com meu namorado na época e ele disse que não se importava. Então, topei o convite e fui fazer os testes de aids e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) que eles nos pediam.
Na primeira cena, fiquei supernervosa e travei
No primeiro dia de gravação, achei aquilo tudo bem esquisito. Fiquei me arrumando em um quarto e só fui apresentada ao meu parceiro na hora da cena. Eles me instruíram sobre como seria o desenrolar da história e que deveríamos começar pelo beijo, para então partir para o sexo oral e, finalmente, para a penetração. Fiquei supernervosa e não consegui me soltar. Aí, o diretor pediu para que só quem era imprescindível ficasse no set e me deu um pouco de uísque. No final, bebi quase a garrafa toda! Fiquei tão à vontade que atingi o orgasmo no fim da gravação!
Perdi o namorado, mas ganhei fama e dinheiro
Quando o filme estava para ser lançado, meu namorado não aguentou a pressão e acabou me deixando. Fiquei triste, mas sabia que eu estava fazendo a coisa certa. A prova foi o sucesso do filme, que me fez receber convites para participar de outras 13 produções nos seis anos seguintes. Fiquei famosa até no exterior! Contracenei com diversos atores famosos no meio, como o Alexandre Frota. Fiz meu trabalho com muito empenho, me esforçando para me soltar e para sentir o prazer que estava demonstrando. Nunca fiz nenhuma cena que me desagradasse e, se sentisse o menor desconforto, já pedia para parar.
Minhas meninas nunca foram desrespeitadas pelos coleguinhas
Sempre agi com tanta naturalidade e de uma forma tão bem resolvida em relação ao meu trabalho que acabei passando essa tranquilidade para as minhas filhas. No colégio, elas nunca foram desrespeitadas pelos coleguinhas nem sofreram desaforo. Simplesmente sabiam que o que eu fazia era honesto e digno como qualquer outro serviço, e que era para o bem delas. Da mesma forma, meus amigos sempre me respeitaram e elogiaram o meu trabalho. Diziam que eu era uma ótima atriz e que assistiam aos filmes com suas parceiras! É claro que de vez em quando aparece algum otário que me aborda com vulgaridade. Mas sei colocar os desaforados no lugar deles.
Com minhas meninas: Michelle (27), Leila (23) e Keila (25)
Meu trabalho é honesto e ninguém tem o direito de me julgar
Queria que as pessoas entendessem que um filme pornô é uma arte e um trabalho como qualquer outro. Sei que o que fiz ajudou a inspirar outras mulheres na cama, pois muitas já me disseram que buscaram conhecer seu corpo e ter mais prazer. Desde 2007, trabalho apenas fazendo shows de strip-tease em casas noturnas e gosto muito. Não fiquei rica, mas dá pra viver com dignidade. Não me arrependo de nada do que fiz e acredito que ninguém tem o direito de me julgar!
O Sistema Nacional de Empregos na Paraíba (Sine-PB) está oferecendo 73 oportunidades de emprego esta semana. Há vagas para assistente administrativo, cozinheiro industrial, condutor de ambulância, entre outros, distribuídas nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Bayeux, Mamanguape, Guarabira e Cajazeiras.
Os interessados devem procurar a sede do Sine-PB, localizada na Avenida Duque de Caxias, 305, no Centro de João Pessoa (próximo ao Shopping Terceirão), portando RG e CPF. Mais informações podem ser obtidas também pelos telefones (83) 3218-6619, 3218-6618 ou 3218-6624 (em João Pessoa) e (83) 3310-9412 (em Campina Grande).
Às vésperas das convenções partidárias que definirão os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador para disputar as Eleições Municipais 2016, o calendário eleitoral estabelece que a partir do dia 20 de julho “não poderão servir como juízes nos tribunais eleitorais, ou como juiz eleitoral, o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o segundo grau, de candidato a cargo eletivo registrado na circunscrição” (Código Eleitoral, artigo 14, parágrafo 3º).
São parentes consanguíneos em primeiro grau pai, mãe e filhos e de segundo grau irmãos, avós e netos. Já os parentes por afinidade em primeiro grau são sogro, sogra, genros e noras, e os de segundo grau são padrasto, madrasta, enteados e cunhados.
De acordo com a norma, essa restrição se estende até a diplomação dos candidatos eleitos e nos feitos decorrentes do processo eleitoral, observada a homologação da respectiva convenção partidária. A escolha dos nomes que irão concorrer ao pleito deste ano deverá ser feita de 20 de julho a 5 de agosto pelas agremiações partidárias. Esse prazo também é destinado para que os partidos possam deliberar sobre coligações.
Antes da Reforma Eleitoral 2015 (Lei nº 13.165/2015), as convenções partidárias deveriam ocorrer de 10 a 30 de junho do ano da eleição. A Lei também alterou de 60 para 30 dias o prazo para o preenchimento das vagas remanescentes, no caso de as convenções partidárias não conseguirem indicar o número máximo de candidatos.
Zenóbio e Marcus formam chapa da situação em Guarabira
(Foto: Padrak Guarabira / Facebook)
Zenóbio e Marcus formam chapa da situação em Guarabira (Foto: Padrak Guarabira / Facebook)
Após desistência de Zé do Empenho de concorrer a reeleição, o prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano (PSDB), se reuniu, na manhã deste domingo (17), com aliados e pré-candidatos a vereador e escolheu um novo vice da sua chapa majoritária.
O novo companheiro da chapa de reeleição do tucano será o vereador Marcus Diogo (PSDB), ex-secretário de infraestrutura, ex-diretor do Hospital Regional de Guarabira e parlamentar mais votado na eleição de 2012.
De acordo com Zenóbio Toscano, Marcus Diogo é bastante conceituado na cidade e uma pessoa da sua confiança.
A chapa Zenóbio Toscano e Marcus Diogo será confirmada na próxima quarta-feira (20) durante a convenção do PSDB em Guarabira.
O tucano escolheu o primeiro dia do período permitido para as convenções para que tenha mais tempo de cuidar da parte burocrática da campanha e evitar imprevistos de última hora.
Sobre a desistência do atual vice, Zenóbio disse que não foi nenhuma surpresa. De acordo com Zenóbio, Empenho já tinha manifestado insatisfação por não receber salário como vice-prefeito por ser funcionário da UEPB e queria uma posição dele sobre o problema.
“Disse a ele que não tinha solução para dar nesse sentido. Mas tudo bem, não há problema nenhum. Está tudo sobre absoluto controle”, afirmou.
As faculdades Facisa e de Ciências Médicas em Campina Grande estão com inscrições abertas para processo seletivo de professores. As inscrições acontecem na segunda (18) e terça-feira (19).Acesse o edital.
Há vagas para profissionais das áreas de Administração, Biomedicina, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Farmácia, Biomedicina e Fisioterapia.
Os interessados devem procurar a coordenação pedagógica do Centro de Ensino Superior e Desenvolvimento (Cesed) Av. Senador Argemiro de Figueiredo, no bairro Itararé, portando currículo.
Técnico de petróleo tem salário superior a R$ 5 mil
Neste momento de dificuldade econômica que atravessa o Brasil, encontrar um emprego que pague um bom salário é um privilégio. Para facilitar a vida de quem está em busca de uma nova colocação no mercado, a recrutadora Catho listou os 10 cargos mais bem remunerados e que não exigem formação superior e chegam a pagar R$ 5.000 mensais.
Com a décima melhor média salarial do ranking elaborado pela recrutadora aparece o cargo de projetista mecânico, que paga cerca de R$ 3.810 mensais. A função de técnico de planejamento é o único cargo relacionado na área de administração e oferece remuneração média de R$ 3.813.
Há ainda oportunidades para atuar como ferramenteiro de moldes plásticos e receber, em média, R$ 3.886. Já para o cargo de ferramenteiro de manutenção, o salário médio oferecido aos profissionais figura na casa de R$ 3.892.
È possível trabalhar também na área de engenharia sem ter ingressado no ensino superior. A função de técnico em obras paga, em média, R$ 3.940. A quinta colocação do ranking, com remuneração média de R$ 3.979, aparece listado o cargo de inspetor de qualidade de instrumentos.
Na área de assistência técnica, a função de técnico em inspeção de equipamentos paga, em média, R$ 4.127 mensais. Com remuneração média mensal de R$ 4.273, o cargo de técnico sucroalcooleiro figura com o terceiro melhor salário para quem não tem faculdade.
Já para a função de funileiro de corte e repuxo, o salário oferecido é de, em média, R$ 4.662 mensais. Com o mais alto salário médio mensal, de R$ 5.406, aparece o cargo de técnico de petróleo.
Professor Milton Marques júnior (Foto: Rafael Passos/ Correio Online)
Professor Milton Marques júnior (Foto: Rafael Passos/ Correio Online)
O exercício político no Brasil hoje é um espetáculo onde o importante é dominar a cena, construindo um discurso, que, apesar de vazio, convença. Para o professor da UFPB Milton Marques Júnior, especialista no pensamento grego, o Brasil surpreende “porque nesse campo inventamos mais que os gregos”. Nessa conversa com o Correio, Milton Júnior explica a concepção do que é política, democracia e Justiça para os gregos, onde elas foram desvirtuadas e o que é necessário fazer para mudar de rumo, que ele reduz a uma única palavra: educação. Mas educação não nos moldes do que está sendo feito, onde não há compromissos com as novas gerações. Ele defende escolas integrais estruturadas para promover uma revolução na formação dos alunos.
– Dá para avaliar o momento político, especialmente, o brasileiro, a partir do legado que os gregos deixaram?
– Pode fazer. Não só pode fazer, porque nesse campo nós inventamos mais do que os gregos. Em se tratando de corrupção, inventamos muito mais. A corrupção é impossível de ser extinta. É como chuva, seca, neve, fenômenos da natureza que nunca serão extintos.
– Por quê?
– Porque é um fenômeno humano. Pode ser combatido duramente e, obviamente, minimizado. Na Grécia antiga havia corrupção. A Grécia inventou a democracia, exatamente, por conta de arbitrariedades de governantes, que se mantinham no poder por uma questão de hereditariedade, de nobreza. E um governo plenipotenciário faz o que bem entende porque não tem que prestar contas.É irresponsável e, inclusive, forja genealogias para dizer que é o tal.
-Dá para ilustrar essa afirmação?
– Por exemplo, um dos últimos tiranos gregos chamava-se Pisistratus, que forjou uma genealogia com um mito chamado Nestor de Pilos – herói mítico grego – que participou da guerra de Tróia como um dos mais velhos combatentes, mas na condição de mentor dos dois grandes generais Agamenon e Menelau. Como um dos filhos de Nestor de Pilos se chamava Pisistratus, o rei forjou a genealogia dizendo que descendia de Nestor de Pilos para poder se fazer um grande herói.
– Deixou um mau exemplo para a História…
– Mas ele fez algo bom: se achando um descendente de Nestor de Pilos ele mandou que um grupo de poetas passasse para o papel o que só existia na oralidade: a Ilíada e a Odisseia só para manter a narrativa de sua História. Então, a corrupção sempre existiu e sempre via existir.
– E em todas as civilizações?
– Na Grécia antiga, na Roma antiga. Por isso, na Grécia se instituiu a democracia no século V antes de Cristo. Mas a democracia não está infensa à corrupção e a limitações. Tanto é que quando se instituiu a democracia se viu que determinada pessoa que exercia a função pública estava sendo muito admirado pelo povo e muito seduzido por essa admiração.
– O que os gregos fizeram para combater, digamos, essa vaidade?
– Convocavam um assembleia de votação, na Ágora grega para decidir se aquela pessoa que estava com muita fama e caindo nas graças do povo não deveria ser exilada por algum tempo. Foi quando se instituiu o ostracismo: dez anos exilado exatamente para que perca essa lembrança de sedução do povo por ele e dele pelo povo.
– Algum outro exemplo da corrupção entre os gregos?
– Falam que Péricles, por exemplo, corrompeu e foi corrompido para a construção do Parthenon dando a preferência a Fídias para a construção desse templo que é um dos mais perfeitos do mundo antigo, que teria envolvido mais dinheiro público do que o necessário. Não só a corrupção, mais o aumento na verba, o sobre preço ou superfaturamento.
– Por que no Brasil as próprias instituições que deveriam fiscalizar e controlar acabam se corrompendo?
– Todos devem ter acompanhado há uma semana que um dos conselheiros do Carf – Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – foi preso pedindo propina. Um órgão, que deveria fiscalizar, cometendo corrupção. Cometendo o crime que deveria combater.
– Fica até complicado explicar…
– Por que isso acontece? Porque não temos perseverança no que fazemos: o brasileiro é campeão mundial de falta de perseverança, é imbatível nesse ponto. Começa algo com muita diligência e muito entusiasmo, isso dura uma semana e vai embora. Veja o combate à zika, que teve até autorização para entrarem nas casas atrás do mosquito transmissor, forças armadas e depois de uma semana… Para o Brasil, uma semana para fazer espuma, fumaça é o necessário, porque tudo é eleitoreiro, é politiqueiro.
– Diante desse quadro, fazer o quê?
– É preciso consistência, um combate diário à corrupção. Mas também não podemos pensar que a corrupção vai acabar simplesmente por causa do combate diário. A corrupção acabará quando nós, simples mortais, anônimos, também não compactuarmos com ela.
– No entanto, ela está presente na rotina…
– No dia a dia. Se renunciarmos à corrupção e passarmos a combatê-la individualmente, junto com as instituições, pode ser que dê certo. Porém, é preciso que haja não só leis para combatê-la, mas que essas leis sejam exeqüíveis, eficazes, porque lei sem punição não resolve absolutamente nada.
– Na verdade, falar é fácil, difícil é cada um fazer sua parte…
– A nossa questão é entendermos qual é a competência de cada um e qual é a obrigação de cada um. Nós estamos sempre procurando a Justiça fora da gente, quando a Justiça está dentro de cada um.
– O brasileiro acostumou-se a recorrer ao Estado para que ele arbitre sobre qualquer desavença…
– Exatamente, que o Estado faça algo que é da nossa competência. O Supremo Tribunal Federal teve que decidir um dia desses se o consumidor poderia levar comida de fora para dentro do cinema. Você não pode levar sua pipoca de casa, porque teria que comprar a do cinema? Foi parar no Supremo. Isso é ridículo, mas no Brasil tudo se judicializa e termina no Supremo, até roubo de galinha, quando o Supremo deveria decidir sobre coisas restritas à Constituição.
– Por que a política no Brasil ganhou dimensões completamente diferentes do que os gregos pensaram?
– Política na sua essência é uma coisa. O que se faz no mundo – com raríssimas exceções em países de alto desenvolvimento humano e político, como os escandinavos – inclusive no Brasil é politicagem.
– O que era a política para os gregos?
– O grande legado que os gregos nos deixaram foi a política e a reboque da política a democracia. O que é a política para os gregos? Os gregos instituíram a polis, que é a cidade, lugar onde se resolvem todas as questões importantes para o seu desenvolvimento e dos cidadãos. O cidadão é o polites , aquele que habita a polis. E a ação que esse cidadão desenvolve para o bem comum se chama política. É todo ato do cidadão em prol do bem comum.
– O bem coletivo é mais importante?
-Isso significa que ele abre mão de privilégios. Ele pode, inclusive, estar fazendo algo contra ele individualmente, mas que vai beneficiar a todos e como vai beneficiar a todos, aquele benefício vai voltar para ele em determinado momento.
– E a democracia?
– A democracia se reúne em torno dessa política porque vai ser o poder dado ao povo, que governava com as decisões, evidentemente, que havia o mandatário escolhido pelo povo, em eleição livre, que ia realizar as decisões.
– Qual a comparação com hoje em dia?
– Não se faz mais política no sentido de visar o bem comum e sim o bem pessoal. Não há nenhum partido no Brasil que pense no bem comum. A política tornou-se uma profissão para, não lhe dar um sustento digno, mas para alguém enricar e se perpetuar no poder fazendo falcatruas. E se perpetua gerações após gerações. O nepotismo é uma cadeia que não se quebrou no Brasil. A política passa a ser hereditária.
– Interessante é que muita gente acredita que tudo é só uma questão de lei…
– Não é só uma questão de lei. A lei tem que existir porque não há sociedade sem leis. A democracia lhe dá direitos, porém os deveres e os encargos que ela traz para sustentar os seus direitos são muito maiores. Para ter um direito básico há deveres 24 horas por dia.
– É um problema de educação?
– Por que não vamos para frente? Porque não há nenhum partido político que realmente faça e realize um projeto nacional de educação. Existe conversa fiada, mas não se faz educação falando de educação, com slogan. Se faz com oito horas por dia durante um mínimo de oito anos de escola pública obrigatória. Com professores bem pagos e sendo cobrados pelo que fazem, qualificados. Com bibliotecas e laboratórios e com garantia de alimentação digna e assistência médica aos alunos, além de recreação.
– A escola com essas características não deixaria praticamente tempo livre para as crianças…
– A escola integraria todos como um lugar agradável, de tal maneira que se ocupa a criança e o adolescente nesses oito anos que ele vai chegar em casa para dormir. Não vai chegar em casa com a mente vazia e nem será cooptado para fazer outras coisas. Então, a primeira coisa que nos falta é uma política séria para educação.
– Falta conteúdo?
– O importante hoje é o discurso. Antes, quando alguém se propunha a fazer as decisões vinham do povo. Então, era a reunião do povo na praça pública que decidia como é que a coisa ia ser feita. O comandante só poderia tomar decisões sem consultar o povo se fosse uma guerra iminente. Evidentemente que uma cidade-estado como Atenas, com 50 mil habitantes não era um País com 200 milhões de pessoas. Não dá para botar todo mundo na rua para discutir, embora haja planos e projetos que veem da população, mas ela não é ouvida.
– A representatividade frustrou?
– Frustrou, porque, na realidade, não temos representatividade, que é só aparente. Ela existiria se houvesse o voto distrital, onde o deputado é cobrado pela comunidade, pelo projeto que ele apresentou e pelo que prometeu à região. Aqui não existe isso. Absolutamente. O candidato faz uma campanha difusa e quando chega no Congresso acabou: ele não presta contas a ninguém.
– O senhor vê alguma saída?
– A convocação de uma Constituinte sem nenhum desses parlamentares que estão no Congresso atualmente. Botar gente nova que ainda não está comprometida, não está viciada nesse processo político. E evitar a reeleição indefinida, que é um grande mal, porque faz com que essa representatividade seja sempre nula e que o discurso, a encenação valham mais do que qualquer realização.
– Que exemplo o senhor usaria?
– Vou dar um bem prático. Os discursos são os seguintes: Lula construiu 50 escolas técnicas, quando foi presidente da República; Dilma expandiu a universidade. Construir é fácil, expandir em termos de espaço físico é muito fácil, há dinheiro e muito. Quero ver é equipar com bibliotecas, com laboratórios, contratar professores suficientes – porque na cabeça do político, professor não faz nada, só dá aula. Embora esse professor possa dar conta de 50 assuntos diferentes cuidando de 60 pessoas numa sala de aula. O que interessa é a estatística e não a essência, o conteúdo.
– É só jogo de cena?
– Estamos vivendo o momento da “espetacularização”, em que o discurso vale mais do que qualquer raciocínio. Até porque raciocinar é difícil, muito custoso. Se as pessoas raciocinassem não votariam em nenhum desses políticos que estão aí. Mas uns votam porque não raciocinam outros porque precisam , outros por laços de amizade.
– A Justiça não tem culpa pela lentidão para tomar decisões, pela execução das penas, enfim pela impunidade?
– O livro mais importantes do Ocidente – deixemos a Bíblia de lado – é A República de Platão. É um longo diálogo para explicar o que é Justiça, que é fazer o bem comum. É tão importante, que é melhor você sofrer uma injustiça do que praticá-la. É tão importante que ela nunca está fora de mim. Então, tenho que descobrir a Justiça dentro de mim, praticando-a todos os dias para que possa descobri-la fora de mim. Outra coisa que Platão disse e ninguém aprendeu: nós somos responsáveis pelos nossos próprios atos. Nós costumamos culpar os outros ou transferir a responsabilidade.
– Talvez seja o mais genuíno de nossa essência?
– Exatamente: nossos atos. Se nos responsabilizáramos por eles, iremos para frente. Isso significa saber escolher e, sobretudo, reivindicar.
Nova pesquisa Datafolha sobre intenção de voto indica que o ex-presidente Lula lidera o primeiro turno da disputa para presidente nas eleições de 2018.
Num cenário onde a disputa fica entre Lula, Marina (Rede) e o senador Aécio Neves (PSDB), o petista lidera com 22%, Marina fica em segundo com 17% e o tucano teria 14%.
Nesse caso, Jair Bolsonaro (PSC) teria 7%, Ciro Gomes (PDT) 5%, Michel Temer (PMDB) 5%, Luciana Genro (PSOL) 2% e Ronaldo Caiado (DEM) e Eduardo Jorge (PV) teriam 1% cada um.
De acordo com o Datafolha, o ex-presidente Lula não conseguiria vencer num possível segundo turno a ex-senadora Marina Silva (Rede) ou o ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB).
A pesquisa foi realizada nos dias 14 e 15 de julho e entrevistou 2.792 pessoas em 171 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
Veja os resultados da pesquisa Datafolha sobre intenção de voto para presidente em 2018:
O diretor médico do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ortopedista João Grangeiro, pediu que as associações e sociedades médicas incentivem seus membros a participar como voluntários da Paralimpíada. Enquanto a Olimpíada utiliza cerca de 1,5 mil médicos voluntários, os Jogos Paralímpicos necessitam entre 400 e 500 médicos voluntários.
Embora entenda que um profissional não tem disponibilidade para atuar como voluntário nos dois eventos, Grangeiro reforçou o pedido para que sejam feitas novas inscrições para a Paralimpíada, no e-mail adriano.valadao@rio2016.com.
Os profissionais voluntários da Olimpíada e Paralimpíada trabalham em emergência médica. “O profissional tem que estar capacitado para atender emergência médica pré-hospitalar”, disse Grangeiro. O atendimento começa no campo de jogo, onde a disputa está ocorrendo.
Alguns voluntários vão trabalhar também em postos médicos, enquanto outros darão expediente na policlínica montada dentro da Vila dos Atletas. “Os profissionais estão todos distribuídos na estrutura médica que montada para os jogos”, explica o diretor médico do comitê organizador.
O esquema se repete nas cidades onde ocorrerão partidas de futebol olímpico (São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Manaus). Cada cidade tem seu ponto focal organizador e o trabalho segue o mesmo conceito tendo, preferencialmente, como voluntários, médicos que residem naqueles locais, para evitar problemas de deslocamento e outros.
Se um atleta ou outro membro de delegação se acidentar ou passar mal, será imediatamente atendido no local de competição. “Caso seja uma lesão ou queixa médica simples” – explica Granjeiro – “ela é resolvida ali mesmo, no estádio. Caso seja uma coisa de maior complexidade, o paciente é transferido por uma ambulância para a nossa policlínica, na Vila dos Atletas, ou para um hospital de referência”. O trabalho do médico voluntário se estende, nesse caso, até a transferência do atleta ou membro da delegação para o hospital. A partir dali, a equipe médica da unidade hospitalar assume o caso.
De acordo com o Comitê Rio 2016, os hospitais de referência para atendimento durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos são o Hospital Municipal Souza Aguiar e a Coordenação de Emergência Regional (CER) do centro, para atendimentos na região central da cidade, que engloba o estádio do Maracanã e o Sambódromo; o Hospital Municipal Salgado Filho e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Engenho de Dentro, na região do Méier, na zona norte, para casos nos estádios do Engenhão e Maracanã; o Hospital Municipal Albert Schweitzer, na região de Deodoro, zona oeste; o Hospital Municipal Lourenço Jorge e a CER Barra, na região da Barra da Tijuca, também na zona oeste do Rio de Janeiro; e o Hospital Municipal Miguel Couto e a CER Leblon, na zona sul.
No total, considerando os profissionais ligados à área de saúde, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outros, vão atuar na Olimpíada e Paralimpíada 4,5 mil pessoas, sendo três mil na Olimpíada e 1,5 mil na Paralimpíada.
Esta é a décima olimpíada da qual João Grangeiro participa como médico do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e a primeira efetuada na América do Sul e no país. O médico representou também o Brasil como jogador de vôlei na Olimpíada de 1980, em Moscou, quando a seleção brasileira terminou em quinto lugar.
Realizada pelo PT da Paraíba com o governador Lucas, em parceria com diversos partidos aliados, a plenária contou com a presença do governador Lucas Ribeiro, do senador eleito João Azevêdo, da presidente estadual do PT e deputada estadual reeleita Cida Ramos, além de deputados e deputadas eleitos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes regiões do estado.
A deputada estadual Francisca Motta (Republicanos) celebrou, nesta segunda-feira (5), a eleição de Olívia Motta para a Assembleia Legislativa da Paraíba e destacou o avanço da representatividade feminina nas eleições deste domingo (4).
Hervázio Bezerra agradeceu a votação recebida em Tavares, onde foi o quarto deputado estadual mais votado com 317 votos. O parlamentar destacou o apoio dos eleitores e de lideranças políticas durante a campanha.