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Definidas novas regras para candidatos negros em concursos

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão estabeleceu regras de verificação da autodeclaração prestada por candidatos negros em concursos públicos. A partir de agora, os candidatos que se inscreverem nas vagas destinadas a cotistas deverão se apresentar pessoalmente a uma comissão designada para tal fim. As orientações para os órgãos e entidades federais foram publicadas na edição desta terça-feira (2) Diário Oficial da União.

As novas regras regulamentam a Lei nº 12.990, de 2014, que reserva aos negros 20% das vagas oferecidas em concursos públicos. Podem concorrer a essas vagas aqueles que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público.

De acordo com a norma, os editais devem prever e detalhar os métodos de verificação da veracidade da autodeclaração, com a indicação de uma comissão que terá seus membros distribuídos por gênero, cor e naturalidade. As formas e critérios de verificação levarão em conta apenas os aspectos fenotípicos do candidato, que são suas características físicas, e não a ascendência.

Segundo o diretor executivo da organização não governamental Educafro, Frei David Santos, entre os pretos não há problema para definir cotas. O problema está na hora de definir entre os três grupos de pardos: o pardo-preto, o pardo-pardo e o pardo-branco.

“Todo o problema está no pardo-branco, porque ele tem poucos traços fenotípicos do povo negro e usa a genotipia [genética/ascendência] para usurpar um beneficio que não lhe pertence”, disse.

Frei David explicou que os dois últimos grupos [pardo-pardo e pardo-branco] não são alvo dos processos de exclusão.

“Quando a polícia faz uma revista em pessoas que passam na rua ou entra em um ônibus, ela vai diretamente em quem julga negro: preto ou pardo-preto. Nunca vai em um pardo-pardo ou pardo-branco. Das várias vezes que passei por revista, nunca vi um pardo-branco reivindicar o direito de ser revistado. Agora é para ter benefício?”, criticou.

Para o diretor da Educafro, a questão das regras de verificação ainda será alvo de muita polêmica, mas que será positivo. “Entendemos que o Brasil passa por um momento especial. Estamos discutindo fortemente um elemento da identidade nacional que nunca foi discutido. Quando é para tornar o Brasil um país mais igual, há omissão da classe dominante. Nós precisamos entender que o Brasil só vai ser melhor quando pretos e pardos tiverem oportunidades reais no cenário nacional”, destacou.

Frei David disse ainda que é fundamental que as comissões que farão as averiguações tenham um treinamento, porque o olhar das pessoas varia muito conforme suas definições pessoais. Segundo ele, o Ministério do Planejamento já deu dois treinamentos do tipo recentemente. “Conclamamos que multipliquem treinamentos para as comissões do Brasil inteiro.”

Fraudes

A verificação da autodeclaração deve acontecer antes da homologação do resultado final do concurso público. Caso se verifique que a autodeclaração é falsa, o candidato será eliminado do concurso, sem outras sanções. Haverá, no entanto, a possibilidade de recurso para candidatos não considerados pretos ou pardos após decisão da comissão.

Conforme Frei David, além de ser eliminado da seleção, o candidato que prestar a declaração falsa “merece ser processado imediatamente por falsidade ideológica”. “Quando não se encaminha o fraudador para a polícia, percebemos que ainda não está sendo levado a sério a identidade do povo brasileiro.” Acrescentou que os movimentos organizados pedirão que seja criada também uma comissão para avaliar a aplicação dessa orientação normativa.

Os concursos públicos que estão em andamento e que não tiverem previsão de verificação da autodeclaração deverão ter seus editais retificados para atender às novas regras. Segundo o diretor da Educafro, é necessário avançar mais e que governos estaduais e municipais e universidades públicas também tenham regras mais claras sobre as cotas.

Da Agência Brasil 

Izaías e Karine fecham ciclo de Plenárias e realizam Convenções na próxima sexta, em Mataraca

Plenária do PSL de Mataraca
Plenária do PSL de Mataraca

O pré-candidato a prefeito de Mataraca, Izaías Bessa (PSL) e sua pré-candidata a vice, Karine Lyra realizaram no último dia 29, a 6ª plenária, fechando um ciclo que chegou a passar por várias comunidades do município e o Distrito de Barra do Camaratuba também foi ouvido com intuito de elaborar o plano de governo, que começa ser apresentado, ainda no mês de agosto, com o início do período eleitoral.

A comunidade pediu melhoria na merenda escolar e na educação, construção de calçamento, iluminação, investimento no turismo, construção do mercado de artesanato com feira cultural, além investimento na pesca e reforma na quadra de esportes.

Karine pediu que numa futura gestão Izaías leve para o Distrito de Barra de Camaratuba, uma subprefeitura, com o objetivo de descentralizar a administração buscando agilidade a população. “Vamos colocar no projeto e queremos cumpri-lo item por item”, disse a ex-prefeita.

Izaías lembrou o tempo que estava nas feiras de Barra de Camaratuba, levando no lombo de um burro bananas para que fossem vendidas e hoje depois de muito trabalho chegou a ser agropecuarista. Bessa falou da importância da participação da população, em especial os moradores da Barra, que terão gerenciamento direto no plano de gestão. “A vitória de um homem que trabalha, está na consciência do povo”, discursou.

As Convenções que homologarão os nomes de Izaías e Karine serão na próxima sexta-feira (05), com todos os partidos aliados, o PSL, DEM, PSC, PEN e PRB. O evento será realizado a partir das 17h, no ginásio de esportes municipal.  

Por Alex Figueiredo 

 

Ricardo e Isabel têm candidaturas homologadas na Convenção do PSB em Curral de Cima

Evento contou com participação de deputados, lideranças políticas da região do Vale
Evento contou com participação de deputados e lideranças políticas da região do Vale

O partido Socialista Brasileiro – PSB de Curral de Cima homologou em Convenção realizada no último sábado (30), os nomes de Ricardo Fernandes (PSB), para prefeito e Isabel Cristina (PSC), para vice, numa aliança formada pelos partidos PSB, PSC, PTB, DEM e PMDB. O evento contou com as participações da deputada estadual Camila Toscano (PSDB), do deputado estadual João Gonçalves (PSD), do deputado federal Efraim Filho (DEM), lideranças políticas de Curral de Cima e região do Vale, militância dos partidos aliados, convencionais e pessoas do povo.

A deputada Camila Toscano, umas das parlamentares votadas nas eleições estaduais, dentro do grupo que formam a atual conjuntura, deu seu apoio, falando de sua parceira com a vereadora e pré-candidata a vice, Isabel e Ricardo Fernandes.

O deputado João Gonçalves disse que o evento mostrou que as pessoas de Curral de Cima querem sempre o melhor para seu município. Lembrou de que todo o grupo recebe o apoio do governador Ricardo Coutinho, que tem mantido suas parcerias trabalhando para que o município receba obras do Governo do Estado, dando com exemplo a escola que será inaugurada nos próximos dias, orçada em mais de R$ 2 milhões.  “Curral de Cima vive um dos melhores momentos de sua história política. Um grupo unido, recebendo grandes apoios”, acrescentou.

O deputado federal Efraim Filho falou do seu trabalho pelo município ao lado do prefeito Nadir Fernandes, com o que viu no evento, tem a certeza de que valeu apena, na medida em que a população aprovou sua luta.  Efraim anunciou emenda parlamentar para construção de uma ‘academia da saúde’ no valor de R$ 180 mil. “Trabalhei com Nadir e vou continuar trabalhando com Ricardo Fernandes, no seu futuro governo”, destacou.  

A vereadora Isabel Cristina, que entra na chapa, na vaga de vice começou seu discurso enaltecendo as qualidades do companheiro de chapa Ricardo, dizendo que ele (Ricardo) sempre se portou como sendo alguém que cumpre com seus compromissos. Isabel disse que fez a escolha certa quando se uniu a Ricardo para formação da chapa. “Fiz a escolha acreditando que vamos trabalhar para que nosso município tenha um futuro de desenvolvimento”, finalizou.  

Ricardo agradeceu as lideranças políticas e aos participantes, lembrou a tradição política da família, citando o primeiro prefeito de Curral de Cima, seu avô, o saudoso Manoel Lourenço. Ricardo lembrou o apoio recebido e a confiança recebida do prefeito Nadir, a quem chamou amigo e irmão, mostrando o título que ganhou como sendo “o prefeito das águas”, no Vale do Mamanguape. Como empresário Ricardo disse que sempre foi alguém trabalhou para cumprir com seus compromissos e levar isso para vida pública. 

Por Alex Figueiredo

Fechado: Eugênio Neto será o vice de Marcão em Rio Tinto

Eugênio Neto (PPS)
Eugênio Neto (PPS)
Eugênio Neto (PPS)

O PPS de Rio Tinto anunciou, nesta terça-feira (2), o apoio do partido à pré-candidatura do vice-prefeito Marcos Aurélio (Marcão/PR) à Prefeitura do município. Na ocasião, foi indicado o nome do jovem contador, professor universitário e bancário, Eugênio Neto, para compor a chapa majoritária.

A confirmação veio após reunião com partidários na casa da família Gerbasi, sob a chancela do casal de ex-prefeitos, Magna e Marcos Gerbasi (ambos PTB).

Em contato com a coluna, Marcão falou sobre a adesão do PPS, destacando que a união foi baseada no diálogo. “Essa é uma aliança a favor de Rio Tinto, construída com um diálogo franco e promissor”.

Por outro lado, Eugênio Neto frisou que irá apostar em uma junção de projetos. “Vamos seguir com humildade, apresentando agora uma fusão de propostas. Nosso intuito é que o município avance”, relatou. Segundo ele (Eugênio), um dos principais motivos para a formação da aliança partiu de um acordo com: mudanças de atitude; gestão pública voltada para os interesses do povo e inovação na forma de fazer política. 

A chapa será oficializada na convenção partidária que acontecerá na próxima sexta-feira, 5 de agosto. Com a chegada do PPS, o bloco liderado pelo pré-candidato Marcão conta agora com 11 partidos.

Da Redação, PBVale

Adiada para a próxima semana votação de PEC que limita gastos públicos

Ficou para a próxima semana, ainda sem data marcada, a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC 241/16), enviada pelo governo interino de Michel Temer, que limita os gastos públicos para as despesas primárias nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Nesta terça-feira (2), depois que o relator da proposta, deputado Danilo Forte (PSB-CE), leu o parecer favorável à medida, diversos parlamentares apresentaram pedido de vista adiando a decisão sobre o texto.

Nos primeiros momentos da reunião da CCJ, partidos da minoria, como PT e PSOL, defenderam a retirada do texto da pauta de votações. Manifestantes que representavam sindicatos de diversas categorias apoiaram a estratégia que acabou derrotada.

O grupo vaiou parlamentares que declararam apoio à PEC e, por mais de uma vez, foi alertado pelo presidente da CCJ, Osmar Serraglio (PMDB-PR), sobre o risco de ser retirado do plenário se continuasse com os gritos de guerra como “Tira, Tira [da pauta]”.

Sinal ao mercado

Parlamentares aliados reiteraram o posicionamento da equipe econômica de Temer, que defende a medida como um sinal ao mercado de que há uma política de rigidez nos gastos públicos. Danilo Forte admitiu que cada um dos poderes enfrentará restrições financeiras com a adoção do texto, “mas o modelo proposto não impõe qualquer preponderância de um dos poderes sobre os demais”, garantiu.

Forte ainda rebateu críticas ao texto e afirmou que não há afronta a direitos ou garantias individuais. “A PEC altera, por prazo determinado, o sistema de vinculação de receitas a despesas com ações e serviços públicos de saúde e com manutenção e desenvolvimento de ensino. Diferentemente de outras despesas, a essa foi concedida a garantia de atualização a cada ano. Em outras palavras, ainda existirá a obrigatoriedade de aplicação mínima nos setores de saúde e educação pública, embora em outros moldes, mais condizentes com a situação fiscal que presenciaremos nos próximos anos”, afirmou.

A CCJ terá que analisar apenas a admissibilidade do texto. Se aprovada, a proposta que cria limites para os gastos públicos federais durante 20 anos segue para analise de uma comissão especial que terá até 40 sessões para apresentar e votar um parecer. A PEC ainda precisa ser discutida e votada no plenário da Câmara, em dois turnos, antes de seguir para o Senado. Para ser aprovada são necessários – no mínimo – 308 votos dos deputados em cada turno.

Pelo texto enviado pelo governo, o aumento do gasto público ficará limitado à variação da inflação oficial do ano anterior.

Da Agência Brasil 

Parque da Lagoa ganha 16 novos brinquedos, em João Pessoa

Crianças poderão brincar em mais 16 equipamentos
Crianças poderão brincar em mais 16 equipamentos

Para comemorar o aniversário de 431 anos da Capital, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) disponibiliza à população 16 novos brinquedos nesta sexta-feira (5). Eles são feitos de madeira e estão instalados em toda área do Parque da Lagoa Solon de Lucena.

Ao todo, as crianças poderão brincar em mais 16 equipamentos: quatro balanços, dois bichinhos em eucalipto (rinoceronte e girafa), uma casinha sem ponte, uma casinha com ponte, uma casinha dupla, uma casinha de boneca, uma gangorra dupla, um escorrego, uma escalada horizontal, uma escalada vertical, uma tirolesa e um ranger.

“A Secretaria de Infraestrutura ainda está instalando os equipamentos, por isso, eles estão interditados desde a semana passada. Mas a previsão para conclusão dos trabalhos e início das atividades é o dia cinco de agosto. Os brinquedos vêm reforçar nosso Parque, que já conta com pista de skate de padrão internacional, parede de escalada, slackline, além de ciclovia e pista de cooper e patins. O espaço está sendo frequentado por milhares de crianças diariamente e já se consolida como uma das melhores opções de lazer da Capital””, explicou o administrador do Parque da Lagoa, Américo Cabral.

Do PBVale, com Portal Correio 

Venda de veículos novos cai 20,29% em julho, diz Fenabrave

A venda de veículos novos em todo o país caiu 20,29% em julho, na comparação com julho do ano passado, segundo dados divulgados hoje (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O percentual leva em conta automóveis leves, comerciais leves, caminhões e ônibus.

No acumulado do ano, foi registrada queda de 24,68% na comparação com o mesmo período em 2015.

No mês passado, foram comercializados 181.416 unidades, contra 227.606 unidades em julho de 2015. Em relação a junho, houve alta de 5,59%. No acumulado, foi registrada queda de 24,68% na comparação com o mesmo período em 2015.

A comercialização de automóveis leves cresceu 5,03% em julho, na comparação com junho. Em julho, foram emplacadas 146.590 unidades, contra 139.572 unidades em junho. Na comparação com julho de 2015, foi registrada queda de 21,61%.

No período, foram comercializadas 186.995 unidades. No acumulado do ano, foi registrada redução de 24,21% em relação ao mesmo período de 2015.

Na comparação com junho, a categoria ônibus destacou-se com elevação de 62,6% no total das vendas em julho. Foram vendidas 1.948 unidades em julho, contra 1.198 unidades em junho. Na comparação com julho do ano anterior, foi registrada alta de 14,72%

Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, esclareceu que, por ser ano eleitoral, as prefeituras renovaram a frota de seus coletivos. “Nos centros maiores, há essa tendência histórica de renovação da frota de ônibus no período eleitoral”, acrescentou.

Considerando todo o setor, que inclui motocicletas e implemento rodoviário, houve alta de 3,09% em julho em relação a junho. No comparativo com julho do ano anterior, foi registrada queda de 22,06%. A limitação do crédito à população de baixa renda, principal consumidora de motocicletas, têm prejudicado o setor.

Projeções

Alarico informou que a previsão de continuidade do desemprego e de dificuldade de recuperação da economia são limitadores, mas não devem atrapalhar o setor.

Pelas projeções, as vendas em todos os segmentos de veículos, incluindo motocicletas, devem ter uma redução de 16,14% no fechamento deste ano. Considerando só os automóveis e comerciais, a previsão é de um recuo de 18%.

O presidente da Fenabrave têm visão positiva em relação ao futuro da economia. “Temos a crença de que o pior já passou. Antes, chegamos no fundo do poço. Terminou essa hemorragia. Esse sangramento está estacado”, concluiu.

Com informações da Agência Brasil

Mamanguape lança concurso com vagas exclusivas para agente de trânsito; veja edital

Mamanguape

A Prefeitura Municipal de Mamanguape, município do Litoral Norte do estado, a 61 km de João Pessoa, abriu um novo concurso público, desta vez para contratação de agentes de trânsito, com nível médio completo. Nesse certame, são oferecidas sete vagas, com remuneração de R$ 880. Confira aqui o edital.

As inscrições começam às 8h na segunda-feira (8) e seguem até as 23h59 do dia 28 deste mês. O interessado vai pagar uma taxa de R$ 60, em qualquer casa lotérica e caixas eletrônicos da Caixa, e deve fazer a inscrição exclusivamente pela internet, no site da empresa responsável pelo concurso.

O concurso vai ter validade de um ano, podendo ser prorrogado por igual período. A carga horário para o cargo de agente de trânsito é de 40 horas semanais.

Outro concurso em Mamanguape

A Prefeitura de Mamanguape também segue com inscrições abertas no concurso público que oferece 28 vagas para a Secretaria Municipal de Saúde, no cargo de Agente Combate de Endemias.

O candidato precisa ter o nível fundamental e os aprovados terão remuneração de R$ 1.014 mil para jornada de 40 horas semanais. A prova está marcada para ser aplicada no dia 11 de setembro.

Do PBVale, com Portal Correio 

MPF denuncia servidores da Caixa por fraudes no ‘MCMV’ na PB

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) denunciou 11 pessoas envolvidas na Operação Falsa Morada, deflagrada em outubro de 2015, que resultou na desarticulação de um grupo suspeito de causar prejuízos ao Sistema Financeiro Nacional e ao programa ‘Minha Casa Minha Vida’. Entre os suspeitos estão uma advogada, um funcionário público e dois funcionários da Caixa Econômica Federal.

Leia também: Advogada liderava fraudes de R$ 1,7 mi no ‘Minha Casa, Minha Vida’ na PB; Caixa emite nota

Segundo o MPF-PB, a organização criminosa aliciava pessoas para, de forma fraudulenta, figurarem como beneficiárias de financiamentos da Caixa.

Ao todo, o banco havia descoberto irregularidades na concessão de 17 financiamentos para a aquisição de casa própria, mediante o emprego de documentação falsa.

Com as investigações, foram constatadas 50 irregularidades em contratos, sobre os quais se apurou que os respectivos financiamentos foram concedidos mediante fraude e, em boa parte deles, para unidades habitacionais inexistentes. Os empréstimos eram realizados em João Pessoa e as casas situadas em Santa Rita.

“O dinheiro era repassado pela Caixa, a organização criminosa desviava os recursos em proveito próprio e, na maioria das vezes, não construía as unidades habitacionais”, afirmou o MPF-PB.

Segundo o MPF-PB, os réus vão responder pelo crime de organização criminosa. Alguns deles também vão responder por crime contra o sistema financeiro nacional, crime de falsificação de documentos, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e peculato.

Do PBVale, com Portal Correio 

Venezuela repudia ‘direita extremista’ de Brasil, Argentina e Paraguai

País reforça já estar no comando e rejeita a "tese" dos outros países-membros.
País reforça já estar no comando e rejeita a "tese" dos outros países-membros.
País reforça já estar no comando e rejeita a “tese” dos outros países-membros

Ministério das Relações Exteriores da Venezuela divulgou na noite desta segunda (1º) um comunicado em que denuncia “as artimanhas da direita extremista do sul do continente” para impedir que o país assuma o comando rotativo do Mercosul -bloco que passa por uma de suas maiores crises.

A nota foi publicada após o chanceler brasileiro, José Serra, enviar uma carta a seus pares do grupo na qual diz considerar vaga a presidência do Mercosul “uma vez que não houve decisão consensual a respeito”.

Na última sexta (29), o Uruguai informou que havia finalizado seu período à frente do grupo e que não via argumentos jurídicos para não transferir o comando à Venezuela.

Antes mesmo do anúncio uruguaio, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, já havia dito que seu país assumiria o bloco e que a decisão era inadiável.

O Paraguai informou, então, que não aceitava que o governo de Nicolás Maduro liderasse. A Argentina, por sua vez, adotou uma postura mais diplomática e afirmou que nenhum país -não apenas a Venezuela- poderia ficar à frente do Mercosul sem uma transferência oficial da Presidência.

No documento publicado na noite desta segunda, a Venezuela reforça já estar no comando e rejeita a “tese” dos outros países-membros, “sem suporte legal”, de que a Presidência está vaga.

‘TRÍPLICE ALIANÇA’

O governo de Maduro chama ainda Brasil, Argentina e Paraguai de nova Tríplice Aliança, em uma referência à união entre Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai na guerra do século 19.

“Essa Tríplice Aliança pretende reeditar uma espécie de Operação Condor contra a Venezuela, persegue e criminaliza seu modelo de desenvolvimento e democracia, [em uma] agressão que não hesita em destruir as instituições e a legalidade do Mercosul”.

Na nota, o governo venezuelano ainda “alerta” à população dos países-membros em relação às “mentiras dos inimigos da integração”.

O conflito entre os países se arrasta há alguns meses. Pela regra, a Presidência é transmitida a cada seis meses em ordem alfabética. Por isso, em julho, o Uruguai deveria ter passado a liderança à Venezuela.

Com exceção do Uruguai, os membros são contra Maduro por considerarem que seu governo viola direitos humanos ao manter opositores presos.

Com informações do Folhapress

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