Em todo o Nordeste, os custos mais elevados da construção civil foram encontrados na Paraíba no último mês de julho. É o que revela o Boletim nº 15 do Diário Econômico do Banco do Nordeste, publicado no dia 22 deste mês pelo Etene (Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste).
Segundo o Etene, o custo médio da construção civil por metro quadrado na Paraíba atingiu no mês passado o valor de R$ 972,82. Em segundo lugar no ranking ficou o Maranhão (R$ 966,74) e em terceiro, o Piauí (R$ 957,90). No mesmo período, o Rio Grande do Norte registrou o metro quadrado mais barato de todo o país: R$ 875,02.
O mesmo boletim informa que “o custo nacional da construção por metro quadrado subiu para R$ 1.009,76 em julho, sendo R$ 527,97 relativos aos materiais e R$ 481,79 à mão de obra”. Já os custos regionais por metro quadrado alcançaram R$ 1.017,74 (Norte); R$ 938,97 (Nordeste); R$ 1.060,85 (Sudeste); R$ 1.034,04 (Sul); e R$ 1.000,06 (Centro-Oeste)”.
Nordeste bate o Brasil no Sinapi
O Diário Econômico destaca ainda que o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação acumulado nos últimos doze meses de 6,47%, com 3,56% (materiais) e 9,83% (mão de obra). De janeiro a julho deste ano, o índice nacional acumulou crescimento de 4,81%, composto por 2,30% nos materiais e 7,68% na mão de obra.
Em julho, o Nordeste foi a região onde ocorreu a maior elevação (0,48%) do Sinapi, superando em mais que o dobro a variação nacional (0,20%). O resultado vem do comportamento dos dois principais componentes do índice: o valor médio dos materiais caiu 0,40%, mas a mão de obra teve alta de 1,57%, a maior do Brasil para o mês passado.
A Paraíba registrou 1.744 ocorrências policiais durante o fim de semana. Segundo a Polícia Militar, em pouco mais de 48 horas dezenas de criminosos foram detidos. Houve também apreensão de armas e veículos roubados.
Conforme balanço das atividades ocorridas entre as 18h da sexta-feira (26) e o fim desse domingo (28), 46 suspeitos de roubos, tráfico de drogas e tentativas de homicídio foram levados para a delegacia.
Entre os detidos, 26 são suspeitos de roubos ou furtos, 10 levaram voz de prisão por porte ilegal de arma de fogo, quatro por estarem com drogas, quatro por força de mandado de prisão e dois por homicídios tentados ou consumados.
Ainda foram apreendidas 20 armas de fogo e 17 veículos com queixa de roubo ou furto. As apreensões de armas aconteceram nas cidades de João Pessoa, Esperança, Cuité, Bananeiras, Campina Grande, Cajazeiras e Taperoá. As informações são do Portal Correio.
Após promover Tiago Leifert para comandar o ‘Big Brother Brasil’, a Globo já começou a discutir quem será o substituto do apresentador no “The Voice Brasil Kids”.
De acordo com o colunista Fernando Oliveira, Márcio Garcia está cotado para apresentar a segunda temporada do reality show musical. Porém, alguns executivos defendem que uma mulher fique com a vaga.
Vale lembrar que André Marques e Zeca Camargo também estão interessados em assumir o “The Voice Brasil Kids”.
Como a competição volta a ser exibida a partir de janeiro de 2017, Tiago Leifert não poderá apresentá-la, pois estará responsável pelo “Big Brother Brasil 17″, que é transmitido na mesma época pela Globo.
No último sábado (27), Leifert se despediu oficialmente do “É de Casa”. O matinal continuará com Cissa Guimarães, Zeca Camargo, Ana Furtado, André Marques e Patrícia Poeta no comando.
Com a crise econômica e a diminuição de clientes dos planos de saúde, o número de paulistanos que retiram remédios na rede pública da capital cresceu 30% neste ano, passando de 4,1 milhões nos oito primeiros meses de 2015 para 5,4 milhões no mesmo período deste ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde obtidos com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo.
A alta demanda agravou o quadro de falta de medicamentos básicos em algumas unidades e obrigou a secretaria a rever o planejamento de compras de cada uma das mais de 500 farmácias municipais. O problema é alvo de inquérito do Ministério Público Estadual.
De acordo com a pasta, o aumento da procura por medicamentos gratuitos se deve a duas principais razões: o crescimento do número de pessoas atendidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), onde ficam a maior parte das farmácias, e a migração de pacientes da rede privada para a pública. Somente na cidade de São Paulo, 330 mil pessoas deixaram de ter plano de saúde entre 2014 e 2016, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
“Embora esses medicamentos básicos não sejam ofertados pelos planos, muita gente que começou a se consultar no SUS ficou sabendo quais remédios estão disponíveis de graça e passaram a usar esse serviço. Tem aqueles pacientes também que continuam na rede privada, mas que, para poupar um pouco de dinheiro nesse momento de crise, passaram a retirar os remédios nas farmácias dos postos. Tivemos um aumento de receitas vindas da rede privada”, afirma o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o secretário, 32% das prescrições recebidas nas farmácias da Prefeitura neste ano vieram de médicos particulares ou de unidades de outros municípios. No ano passado, esse porcentual era de 26%.
Mudança
Foi no último mês de junho, quando cancelou o plano de saúde, que a técnica de enfermagem Patrícia de Oliveira, de 37 anos, passou a buscar atendimento e medicamentos na rede pública. “Eu tinha um convênio que custava R$ 437, mas fui avisada que subiria para R$ 690. Não dava mais para pagar”, conta. No mês seguinte, ela passou mal e precisou ir a um médico da Assistência Médica Ambulatorial (AMA) próxima de sua casa, na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte. “O médico me passou buscopan e dipirona e já peguei no posto mesmo para economizar. Tive a sorte de encontrar, porque minha mãe sempre retira os medicamentos na farmácia do posto e tem alguns que vivem faltando”, conta ela.
Na última quinta-feira, 25, Patrícia levou a mãe, a aposentada Antonia Costa de Oliveira, de 65 anos, à AMA por causa de uma crise de bronquite. “Dessa vez não tivemos tanta sorte porque um dos remédios, o prednisona, está em falta. Vamos ter que comprar agora, mas está uns R$ 30, não é tão barato”, reclama Patrícia.
Para Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), o aumento da demanda por remédios pode também estar relacionado ao crescimento da oferta de consultas. “Houve uma expansão da atenção básica nos últimos anos. Se as consultas aumentam, a retirada de medicamentos também”, diz.
Dos cinco remédios mais retirados, quatro são indicados para o tratamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabete. As zonas leste e sul, as mais populosas da capital, são as responsáveis pela maior demanda de remédios. Do total de pacientes atendidos nas farmácias municipais neste ano, 25,6% eram moradores da região leste e 24,4%, da sul.
A secretaria lançou em 2015 o aplicativo Aqui Tem Remédio, que indica os medicamentos disponíveis em cada unidade. O app já é o mais usado da Prefeitura, com 300 mil acessos.
Ao menos 35 civis e 25 militantes curdos morreram em ataques neste domingo (28).
Ao menos 35 civis e 25 militantes curdos morreram em ataques neste domingo (28)
A Turquia continuará atacando os combatentes curdos no norte da Síria até que recuem ao leste do Eufrates, afirmou nesta segunda-feira (29) o ministro turco das Relações Exteriores, no sexto dia de uma ofensiva de Ancara no país vizinho.
“As YPG [Unidades de Proteção do Povo Curdo, milícia curda], como prometeram os Estados Unidos e eles mesmos declararam, devem passar ao leste do [rio] Eufrates o mais rápido possível, e enquanto não fizerem isto continuarão sendo um objetivo”, afirmou Mevlüt Cavusoglu durante uma entrevista à imprensa ao lado do chanceler holandês Bert Koenders.
O Exército turco dispõe atualmente de 50 tanques e centenas de soldados em território sírio, como parte da operação “Escudo de Eufrates”, iniciada na quarta-feira (24) contra as milícias curdas e a facção terrorista Estado Islâmico.
Ao menos 35 civis e 25 militantes curdos morreram em ataques neste domingo (28) no norte da Síria.
Cavusoglu também acusou as YPG de dirigir uma “limpeza étnica”. “Para onde vão as YPG forçam todos a migrar, incluindo os curdos que não pensam como eles, e procedem uma limpeza étnica”, disse.
Ancara considera o Partido da União Democrática (PYD) e seu braço armado, as YPG, organizações “terroristas”, apesar de contarem com o apoio de Washington -por lutarem contra o Estado Islâmico. Os EUA, por sua vez, também são aliados da Turquia.
Apesar disso, o enviado especial do presidente Barack Obama para a coalizão que combate o Estado Islâmico criticou nesta segunda os combates entre turcos e grupos no norte da Síria.
“Nós queremos deixar claro que consideramos esses confrontos, em áreas onde o Estado Islâmico não está presente, inaceitáveis e fonte de profunda preocupação”, disse Brett McGurk em sua conta no Twitter.
Já o porta-voz da milícia YPG, Redur Xelil, afirmou à agência Reuters que a ofensiva da Turquia no norte da Síria não passa de um pretexto para tomar o território do país vizinho.
“Não há reforços militares do YPG sendo enviados para Manjib [cidade no norte da Síria]. As alegações da Turquia de que ela está lutando contra o YPG a oeste do Eufrates não têm fundamento e são apenas pretextos para expandir sua ocupação do território sírio”.
Tecnologia promete dobrar autonomia de bateria em dispositivos móveis. (Foto: Divulgação)
Tecnologia promete dobrar autonomia de bateria em dispositivos móveis. (Foto: Divulgação)
“Os pesquisadores substituíram o uso do grafite, um material tradicional, por uma fina folha de metal”.
Um dos principais problemas nos dispositivos móveis atuais é a duração de bateria que acabam não sendo compatíveis com o uso diário. Pensando nisso, cientistas da SolidEnergy descobriram uma maneira capaz de duplicar a capacidade energética das tradicionais baterias de lítio em celulares, smartwatches e até mesmo drones, que costumam oferecer por volta de apenas 1 hora de carga.
Os pesquisadores substituíram o uso do grafite, um material tradicional, por uma fina folha de metal. Além de ocupar menos espaço nos aparelhos móveis, a peça tem uma alta capacidade de retenção energética, o que aumenta consideravelmente a duração da bateria.
Em um iPhone 6, por exemplo, o projeto ocuparia praticamente metade do espaço no smartphone da Apple, mas faria com que os usuários usassem o celular por mais tempo sem precisar de um carregador portátil ou de uma tomada.
Segundo os pesquisadores responsáveis pelo projeto, as novas baterias estão previstas para serem utilizadas em drones a partir de novembro deste ano. Os primeiros testes poderão ajudar principalmente quem está trabalhando com ações para levar Wi-Fi a lugares com poucos pontos de rede.
“Vários usuários estão usando drones e balões para fornecer Internet gratuita para o mundo em desenvolvimento, além de ajudar em desastres. É uma aplicação muito excitante e nobre”, afirma Qichao Hu, um dos cientistas envolvidos.
Em 2017, os cientistas também pretendem utilizar a tecnologia com folha de metal em smartphones, smartwatches e wearables em geral.
Mais de 17.530 trabalhadores ainda não sacaram o benefício do abono salarial do Programa Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimonio do Servidor Público (Pasep) referentes ao exercício de 2014 na Paraíba, segundo o Ministério do Trabalho. O prazo para o saque do benefício, no valor de R$ 880 – o equivalente a um salário mínimo – termina na quarta-feira (31). Depois desse período o valor retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Segundo a lista com o nome de todos os trabalhadores que tem direito e ainda não sacaram o abono salarial ano-base 2014, disponível no site do Ministério do Trabalho desde a quinta-feira (25), entre as cidades paraibanas com o maior número de beneficiários que ainda não realizaram o saque estão João Pessoa, Campina Grande, Patos, Guarabira, Sousa, Itabaiana, Itaporanga, Mamanguape, Monteiro, Santa Rita, Sapé, Cabedelo, Bayeux, Bananeiras, Areia, Cajazeiras e Esperança.
Têm direito ao abono salarial os trabalhadores que tenham exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias em 2014 e recebido até dois salários mínimos por mês nesse período. Além disso, é necessário estar cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos.
Busca por CPF ou número do PIS/Pasep Em outra ferramenta, disponibilizada no final de julho (http://abonosalarial.mte.gov.br/), os trabalhadores também podem consultar se tem direito ao benefício inserindo CPF ou número do PIS/Pasep e data de nascimento.
Para ter direito ao abono salarial de 2015 (ano-base 2014), o trabalhador precisa:
– estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; – ter recebido remuneração mensal média de até 2 salários mínimos em 2014; – ter exercido trabalho remunerado por pelo menos 30 dias em 2014; – ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais
Como sacar o PIS/Pasep – Antes de sacar o PIS, o trabalhador deverá verificar se o benefício não foi depositado diretamente na conta. Caso contrário, deve comparecer com o Cartão do Cidadão e senha cadastrada nos terminais de autoatendimento da Caixa ou em uma Casa Lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, o beneficiado pode receber o abono em qualquer agência da Caixa mediante apresentação de um documento de identificação.
– Já os participantes do Pasep (Banco do Brasil), após verificar se houve depósito na conta, devem procurar uma agência e apresentar um documento de identificação.
– As informações sobre o direito ao saque também podem ser obtidas pela Central de Atendimento Alô Trabalho – 158; pelo 0800-7260207, da Caixa; e pelo 0800-7290001, do Banco do Brasil.
Três militares do Exército foram presos na madrugada deste domingo, 28, por homens da Polícia Civil ao serem flagrados transportando três toneladas demaconha em um caminhão das próprias Forças Armadas. O flagrante ocorreu na rodovia SP-101, na região de Campinas.
Segundo policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), houve troca de tiros com três soldados do Exército que estavam no caminhão. Os cabos Higor Abdala Costa Attene e Maykon Coutinho Coelho, lotados no 20º Regimento de Cavalaria Blindado, sediado em Campo Grande, foram presos na hora. O cabo Simão Raul, do mesmo regimento, foi ferido e conseguiu fugir, mas foi capturado mais tarde em um hospital de Limeira.
O caminhão vinha do Mato Grosso do Sul e era acompanhado por um carro civil, que também teria participado do tiroteio. Outros dois homens foram detidos.
Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), após três meses de investigação, uma equipe da 5ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), do Denarc, descobriu que um carregamento de drogas seria entregue em uma empresa desativada de Campinas.
Os policiais civis ficaram de campana no local. Os suspeitos desconfiaram da movimentação e tentaram fugir, quando houve a troca de tiros. Além dos três militares e dois civis presos, a polícia suspeita que outros dois envolvidos na ação tenham conseguido fugir.
Procurado, o Centro de Comunicação Social do Exército brasileiro confirmou que os três militares estão presos e afirmou que, “diante da gravidade do fato, que desonra a instituição e atinge a nossa sociedade”, os cabos serão expulsos do Exército.
Disse ainda que será instaurado um inquérito policial militar para a apuração de todos os fatos e responsabilidades e que se coloca à disposição das autoridades policiais de São Paulo para auxiliar nas investigações.
“A Força Terrestre procederá minuciosa investigação na Organização Militar de onde os militares e a viatura são oriundos, com o objetivo de corrigir procedimentos de segurança, para que falhas desta natureza não voltem a ocorrer”, disse o órgão, em nota.
Especialistas defendem a presença da família para evitar excessos
Especialistas defendem a presença da família para evitar excessos
A chegada do Pokémon Go ao Brasil traz também uma onda de debates que já ocorrem em outros países que adotaram o jogo há mais tempo. Entre os assuntos mais discutidos estão a segurança dos jogadores, que às vezes se arriscam para caçar pokémons, e a situação psicológica de alguns deles, que podem se tornar compulsivos e ter sérios prejuízos sociais. Especialistas defendem e criticam o jogo, ao mesmo tempo, dividindo as análises entre vários aspectos, citando vazios existenciais e compulsividade como responsáveis pelos excessos cometidos por jogadores, ausência de desenvolvimento de habilidades adultas ou elencando benefícios em tratamentos hospitalares.
O jovem estudante Hyago Dias, que mora em João Pessoa, não se considera um jogador compulsivo. Ele disse que se diverte com o Pokémon Go nas horas vagas, nos intervalos das aulas da faculdade ou depois que sai do trabalho. “Conheço muitas pessoas da minha geração que jogam. Já era fã do desenho Pokémon”, afirmou , lembrando que o jogo é um complemento do famoso desenho japonês que fez sucesso no fim dos anos 90.
O psicólogo Flávio Faissal participou do Correio Debate, da Rede Correio Sat, onde explicou que, para ele, o jogo não é um problema se quem o utiliza sabe que se trata de uma ferramenta para diversão nas horas vagas. Segundo o especialista, o caso que deve ser analisado de perto é a compulsão, que faz as pessoas se dedicarem demasiadamente ao aplicativo, o que pode trazer graves consequências ao convívio social ou nas atividades diárias.
“O jogo é o primeiro em realidade aumentada, divulgado massivamente em todo o mundo. Para a área de tecnologia, representa um grande avanço. Como toda inovação, a gente precisa lidar com essa inovação. É importante avaliar sem generalizar”, disse o especialista, introduzindo a explicação cautelosa para não culpar o jogo pelos problemas.
“Existe um problema na sociedade, que é um grande vazio existencial. Esses jogos [por exemplo] vêm para preencher o vazio das pessoas. Uma personalidade compulsiva pode ser complicadora na hora de usar um jogo como esse”, disse o psicólogo.
Flávio comparou o jogo a outros vícios, como álcool e drogas, que causam sérios danos quando mal administrados por pessoas que podem desenvolver compulsão e precisam preencher vazios. “O Pokémon Go é uma ‘metáfora’. [O problema] pode ser o aplicativo, álcool ou drogas… O que está em jogo aqui não é um game, mas a compulsão”.
Pais devem participar para impor limites
O especialista reforçou que uma solução para evitar a compulsividade ou falta de controle com o Pokémon Go entre crianças e adolescentes é a efetiva participação dos pais na brincadeira.
“Pais e mães devem ter consciência que esta geração nasceu na tecnologia, o que é diferente de outras épocas. A compulsividade pode partir de uma ausência dos pais, algo como ‘meu pai não brinca comigo, então o pokémon brinca’. Tenho pacientes pais e filhos que têm tardes agradáveis brincando com o jogo, sem nenhum problema. Os pais devem participar do que os filhos gostam”, falou, ao reforçar que a presença da família é essencial para evitar excessos e impor limites.
Especialista elenca mais pontos ruins
Diego Tavares, psiquiatra e pesquisador do programa de transtornos afetivos (GRUDA) do Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo (USP), é um pouco mais pessimista quanto ao jogo, apesar de elencar pontos positivos. Ele disse que o Pokémon Go não requer nenhum tipo de habilidade adulta.
“Não estimula habilidades que adultos deveriam ter como raciocínio lógico, planejamento de resolução de problemas reais e nem mesmo criatividade para jogá-lo. Um jogo que envolve o treino de problemas reais envolvendo interações entre pessoas e questões bem mais complicada como lidar com frustração, controlar a impulsividade, saber a hora de desistir de um projeto, entre outras questões seria muito bem vindo e ajudaria adultos a desenvolverem habilidades que lhes seriam úteis”, explica o médico.
Para Diego Tavares, a febre do jogo ocorre porque ela resgata a fantasia da criança que existe dentro de cada adulto, em especial nos ‘kidults’, ou seja, nos adultos que desejam trazer de volta elementos da infância em busca de felicidade. Daí a procura pelo conforto dos referenciais nostálgicos e da diversão de quando se era apenas uma criança e a vontade louca de caçar um Pikachu.
“É preciso lembrar que a geração adulta de hoje foi a que assistiu ao desenho Pokémon e, com as tecnologias que trazem para o mundo quase real – já que não deixa de ser virtual – o que só ocorria na fantasia da animação, o jogo se torna um grande sucesso na faixa etária acima de 21 anos”.
Apesar disso, Tavares não fala somente em pontos negativos. Segundo ele, muitos hospitais têm utilizado o aplicativo para tirar crianças doentes dos leitos e fazê-los caminharem pelos corredores buscando pokémons. “Tudo isso é muito útil quando utilizado de forma segura e controlada e visando ao uso terapêutico destes aplicativos”, comenta o médico.
Conheça o game e o desenho que o originou
Pokémon Go é um game de smartphones e tablets que pode ser baixado gratuitamente e é inspirado no anime japonês Pokémon, sucesso há pelo menos duas décadas no mundo, focando uma realidade onde existem seres equivalentes a animais, que têm diferentes tipos e poderes, sendo esses capturados e treinados por jovens.
O novo jogo, que foi lançado em julho em alguns países, mas só chegou ao Brasil no último dia 3 de agosto, já é uma febre mundial. Ele é compatível com os sistemas operacionais Android e iOS e oferece aos jogadores a tecnologia de realidade aumentada. Com o recurso, os praticantes podem ter uma experiência muito próxima da que os personagens do desenho vivenciam, saindo em jornadas, capturando os ‘monstrinhos’ e duelando com outros participantes na luta para se tornar um grande ‘treinador’.
A realidade aumentada é um tipo de mídia que mistura o mundo real com elementos criados virtualmente. No caso do jogo em questão, o jogador visualiza os arredores na tela do celular capturados pela câmera do aparelho e o aplicativo insere os pokémons nesses lugares.
Para funcionar, o jogo utiliza o sistema de GPS dos celulares/tablets e faz com que os jogadores se desloquem fisicamente para conseguir capturar os pokémons em diferentes locais.
No game, existem os PokéStops, que são lugares nos quais o usuário pode conseguir itens importantes gratuitamente. Eles aparecem em destaque no mapa do aplicativo e permitem que o jogador consiga PokéBolas (objetos virtuais utilizados para capturar os pokémons) sem precisar gastar dinheiro. O participante na jornada precisa andar até o PokéStop mais próximo. Nesses locais, o jogador também pode conseguir ovos de pokémons, que são chocados após o usuário andar alguns quilômetros.
Assim como no anime, também existem ‘ginásios’ no jogo. Eles aparecem em marcações coloridas no mapa, assim como os Pokéstops. Ao alcançar o nível cinco e se juntar a uma das equipes do jogo – vermelha (Red), amarela (Yellow) ou azul (Blue) – o jogador poderá desafiar ginásios adversários ou treinar os pokémons naqueles que pertencem ao time que escolher.
Os pokémons capturados podem ficar mais fortes. Conforme o jogador captura várias vezes o mesmo personagem, ganha dois itens: uma ‘StarDust’ e um ‘Candy’. O aumento de nível de poder de luta requer um determinado número desses itens. O que deve ser feito, então, é capturar todos os pokémons que aparecerem.
A conta de energia fica mais cara a partir deste domingo (28) para mais de 1,3 milhão de consumidores paraibanos atendidos pela Energisa Paraíba. O reajuste médio ao consumidor vai ser de 5,13% e foi autorizado nessa terça-feira (23), pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Segundo a Aneel, para conceder o reajuste, foi levada em consideração a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.
Com isso, o reajuste ficou em 5,17% para consumidores de baixa tensão e 5,04% para as indústrias. Nessa sexta-feira (26), a Aneel informou que abandeira tarifária vai permanecer verde em setembro,o que evita um reajuste ainda maior para o bolso do consumidor, caso a bandeira passasse a ser amarela.
Entenda o sistema de bandeiras
As bandeiras funcionam como um semáforo de trânsito – com as cores verde, amarela e vermelha – para indicar as condições de geração de energia no país. Por exemplo, quando a conta de luz vier com a bandeira verde, significa que os custos para gerar energia naquele mês foram baixos, portanto, a tarifa de energia não terá acréscimo.
Se vier com a bandeira amarela, é sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando. Nesse caso, a tarifa de energia terá acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kWh consumidos. Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração naquele mês está mais alto, com o maior acionamento de termelétricas, e haverá um adicional de R$ 3 a cada 100 kWh.
A cobrança pelo sistema de bandeiras tarifárias é dividida por subsistemas, o que quer dizer que os consumidores de estados do Sul podem pagar um valor diferente daqueles que moram mais ao Norte do país. No entanto, a bandeira aplicada mensalmente será a mesma para todas as distribuidoras de cada subsistema.
Entrou em vigor na Paraíba a Lei nº 14.736/2026, de autoria do deputado estadual Wilson Filho, que cria o Estatuto do Estudante-Paciente Oncológico. A norma assegura direitos como manutenção da matrícula, justificativa de faltas por tratamento, acompanhamento pedagógico individualizado e apoio psicológico e social para estudantes com câncer matriculados em escolas públicas e privadas.