O radialista morava no Bairro do Castelo Branco, em JP
O radialista morava no Bairro do Castelo Branco, em JP
O radialista Bernardo Filho, 69 anos, faleceu na tarde desta quarta-feira (31) vítima de infarto em sua residência, no bairro do Castelo Branco, em João Pessoa.
A informação foi confirmada pelo filho do comunicador, o jornalista Fábio Bernardo em sua conta no Facebook.
“Pessoal! Infelizmente informo q meu pai, meu herói, meu guia acaba de falecer. Bernardo Filho foi morar com os anjos”, postou Bernardo.
De voz forte e marcante, Bernardo Filho passou por várias emissoras de Rádio de João Pessoa com forte para transmissão esportiva, mas uma atração que teve a sua marca foi ‘A Hora da Bronca’, que foi veiculado em algumas emissoras da Capital como Correio e Sanhauá.
Atualmente vinha apresentado programa na Rádio Sanhauá, em João Pessoa. O velório ocorrerá no cemitério Parque das Acácias, a partir das 18h.
O Tribunal de Contas da Paraíba, reunido nesta quarta-feira (31), emitiu pareceres favoráveis à aprovação das contas anuais apresentadas por sete prefeitos paraibanos.
Foram eles os de Santa Cruz (Raimundo Antunes Batista), Assunção (Rafael Anderson de Farias Oliveira), Cuité (Euda Fabiana de Farias Palmeira Venâncio), Borborema (Maria Pala Gomes Pereira), Condado (Caio Rodrigues Bezerra Paixão) e Remígio (Melchior Naelson Batista da Silva), referentes ao exercício de 2014.
Houve aprovação, ainda, às contas de 2013 do prefeito de Belém, Edgar Gama, em grau de recurso. As Municipais de Caldas Brandão, Jericó e Imaculada obtiveram a aprovação das contas de 2014, com ressalvas nos dois primeiros casos.
As de 2013, encaminhadas pela prefeita do município de Joca Claudino (Lucrécia Adriana de Andrade Barbosa) foram reprovadas em vista de problemas que incluíram o não recolhimento de contribuições previdenciárias e aplicações em MDE e Fundeb abaixo dos limes mínimos constitucionais. Mas ela ainda pode recorrer dessa decisão tomada conforme proposta do relator Renato Sérgio Santiago Melo.
Gastos previdenciários não documentalmente comprovados ocasionaram, ainda, a reprovação das contas de 2014 do presidente da Câmara Municipal de Araruna, Francisco Edinaldo Pinto Martins, a quem foi imputado débito superior a R$ 71 mil, conforme voto do relator Nominando Diniz, contra o qual também cabe recurso.
Conduzida pelo presidente em exercício André Carlo Torres Pontes (em razão de viagem institucional do titular Arthur Cunha Lima), a sessão plenária teve as participações dos conselheiros Arnóbio Viana, Fábio Nogueira, Fernando Catão, Nominando Diniz e Marcos Costa. Também, dos conselheiros substitutos Antonio Gomes Vieira Filho, Antonio Cláudio Silva Santos, Oscar Mamede e Renato Sérgio Santiago Melo. O Ministério Público de Contas esteve representado pela procuradora geral Sheyla Barreto Braga de Queiroz.
Depois de aprovar a perda do mandato de Dilma Rousseff, o Senado também manteve, por 42 votos a 36, os direitos políticos de Dilma. Com isso, ela pode ocupar cargo público. Foram registradas três abstenções. A votação deste quesito foi feita separadamente a pedido de senadores do PT, que apresentaram o requerimento logo no início do dia e que foi acatado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, mesmo sob protestos de aliados do presidente interino Michel Temer.
Encaminhamentos
A senadora peemedebista Kátia Abreu (TO) foi a primeira a argumentar contra a perda dos direitos políticos de Dilma Rousseff. Para fundamentar a argumentação, ela leu trecho escrito pelo presidente interino Michel Temer dizendo que as penas “são autônomas e independentes” e não “acessórias”.
“É uma pessoa que com certeza pode ser convidada para dar aulas em universidades”, disse. “A presidente Dilma precisa continuar trabalhando para poder suprir suas necessidades. Não vote pelas palavras de uma pessoa, mas pela sua consciência e por aquilo que acreditam na personalidade da presidente Dilma”, disse.
Na defesa pela perda dos direitos, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) afirmou que o Senado não protagonizou uma farsa, como declararam aliados de Dilma. “É um procedimento legítimo, que legitima a decisão que tomamos agora. Aqui não houve golpe”, assegurou. Nunes ainda criticou a comparação feita pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ), minutos antes, do atual julgamento com a sessão que declarou a vacância do cargo até então ocupado por João Goulart. “É uma burla a história deste país. Não tem nada a ver. Primeiro porque não houve deliberação do Congresso naquela ocasião. Em segundo porque o Congresso estava sitiado. As únicas desordens hoje em dia são promovidas pelas informações factoides que vive o PT. Pessoas que incendeiam pneus, pessoas que tiveram audácia de dizer que pegaria em armas se o impeachment fosse aprovado”, disse .
Nunes disse que a Constituição deixa claro que a perda do mandato no caso de crime de responsabilidade está associada à perda dos direitos políticos e afirmou que é possível ocupar função pública sem ocupar cargo público. “Além de invocar a letra da Constituição, quero invocar o artigo que trata da perda do mandato com a inabilitação”, pediu.
Sereno, o senador Capiberibe fez um apelo “em nome da conciliação” e do reencontro. “O sectarismo só nos divide mais”, afirmou ao destacar que a política tem que ser uma “atividade conciliadora”. “Não tivemos a capacidade de construir uma alternativa mais consensual. Fomos para o confronto. Mas não podemos esquecer o amanhã. Não basta derrotar? Tem que esmagar?”, disse.
Num tom dramático, Jorge Viana (PT-AC) fez uma analogia com a morte de Tiradentes e afirmou que a votação em duas fases está prevista na Lei do Impeachment (1.079). “Não estamos em Ouro Preto enforcando ninguém e para ter certeza, esquartejando”, disse. Viana disse que Dilma não poderá sequer dar aula em universidades se perder os direitos políticos. “Excessos todos cometemos aqui, mas todos nós, ainda mais num processo delicado como este, vamos ter que seguir convivendo com os outros”, disse.
O líder tucano Cássio Cunha Lima (PB) afirmou que “por trás” da possível manutenção dos direitos políticos há “mais um acordo entre Dilma e [o ex-presidente da Câmara Eduardo] Cunha porque o resultado dessa cassação terá repercussão na votação de Cunha [que vai definir o futuro de seu mandato em sessão agendada para o próximo dia 12]. O que estaremos fazendo é permitir que a presidente Dilma perca seu cargo e amanhã inicie uma campanha Brasil afora”, disse.
Cunha Lima antecedeu o presidente de seu partido, Aécio Neves (MG), que emocionado declarou: “Venceu a democracia, venceu a Constituição, venceu o Brasil”, comemorando o resultado. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu a palavra e antecipou o voto contrário à inabilitação da petista.
Carolina Gonçalves e Karine Mello – Repórteres da Agência Brasil
Michel Temer toma posse como presidente da República em solenidade no Congresso NacionalFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Michel Temer toma posse como presidente da República em solenidade no Congresso NacionalFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O plenário do Congresso Nacional acaba de dar posse a Michel Temer como presidente da República. Ele já estava no cargo interinamente desde o afastamento de Dilma Rousseff por consequência da abertura do processo de impeachment dela, em maio deste ano. A posse foi dada pelo presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A cerimônia ocorreu no plenário do Senado, que estava lotado de senadores, deputados, ex-parlamentares e convidados. Temer leu juramento em que se compromete a defender e respeitar a Constituição. Em seguida, foi lido o termo posse.
A posse foi marcada logo após o plenário do Senado decidir pelo impedimento da presidenta e Temer ser notificado de que assumiria definitivamente a Presidência da República até 31 de dezembro de 2018, quando termina o mandato.
Michel Temer é jurista especializado em direito constitucional e atuou como parlamentar por cerca de 25 anos, entre mandatos assumidos como eleito e suplente. Foi presidente da Câmara dos Deputados por três vezes e foi eleito como vice-presidente junto com Dilma Rousseff em 2010 e depois reeleito em 2014.
Dilma faz pronunciamento após Senado aprovar seu afastamento definitivo da Presidência da RepúblicaJosé Cruz/Agência Brasil
Dilma faz pronunciamento após Senado aprovar seu afastamento definitivo da Presidência da RepúblicaJosé Cruz/Agência Brasil
Em pronunciamento no Palácio da Alvorada, a ex-presidenta Dilma Rousseff disse hoje (31) ter sofrido o segundo golpe de Estado em sua vida. “O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo”.
Dilma classificou de “inequívoca eleição direta” a aprovação do impeachment por 61 senadores e garantiu que vai recorrer em todas as instâncias possíveis contra o que chamou de “fraude”. Ao final, ela disse ainda que, neste momento, não dirá adeus ao povo brasileiro, mas “até daqui a pouco”.
Confira na íntegra o pronunciamento da ex-presidenta:
“Ao cumprimentar o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumprimento todos as senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.
Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.
Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.
É o segundo golpe de Estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.
É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.
Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.
O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.
Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.
Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.
O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.
O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.
Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.
Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.
A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.
Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.
Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País. Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.
Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.
Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.
Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.
Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.
Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.
Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.
Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski: ‘Não estamos alegres, é certo, Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las, Rompê-las ao meio, Cortando-as como uma quilha corta.’
Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.”
O setor público consolidado, formado por União, estados e municípios, registrou déficit primário, receitas menos despesas, sem considerar os gastos com juros, de R$ 12,816 bilhões, em julho, informou nesta semana o Banco Central (BC). Esse foi o pior resultado para o mês na série histórica, iniciada em dezembro de 2001. O resultado do mês superou o déficit primário de R$ 10,019 bilhões registrados em julho de 2015.
Nos sete meses do ano, o resultado negativo chegou a R$ 35,592 bilhões, contra superávit de R$ 6,205 bilhões, em igual período de 2015.
Em 12 meses encerrados em julho, o déficit primário ficou em R$ 154,046 bilhões, o que corresponde a 2,54% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
Em julho deste ano, o Governo Central (Previdência, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou déficit primário de R$ 11,853 bilhões. Os governos estaduais também apresentaram resultado negativo, com déficit primário de R$ 283 milhões, e os municipais, de R$ 51 milhões. As empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas empresas dos grupos Petrobras e Eletrobras, registraram déficit primário de R$ 629 milhões, no mês passado.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, os resultados negativos são explicados pela retração da economia, o que leva à queda na arrecadação de tributos. Maciel destacou que, nesse cenário, há um descompasso entre receitas e despesas. De janeiro a julho, enquanto as despesas cresceram 3%, as receitas caíram 5,2%, na comparação com igual período de 2015. “Esse descompasso na evolução desses dois fluxos vem ocorrendo há algum tempo”, disse.
A meta fiscal que prevê um déficit primário de até R$ 163,9 bilhões nas contas públicas, este ano. Para chegar a esse resultado do setor público consolidado, a expectativa é que o governo apresente déficit primário de R$ 170,496 bilhões e estados e municípios, um superávit de R$ 6,554 bilhões.
Em julho, os gastos com de juros nominais ficaram em R$ 40,587 bilhões, contra R$ 62,753 bilhões em igual mês de 2015. De janeiro a julho, os gastos chegaram a R$ 213,899 bilhões. Em 12 meses encerrados em julho, as despesas com juros ficaram em R$ 427,062 bilhões, o que corresponde a 7,04% do PIB.
O déficit nominal, formado pelo resultado primário e os resultados de juros, ficou em R$ 53,403 bilhões, no mês passado, ante R$ 72,772 bilhões registrados em julho de 2015. Nos sete meses do ano, o resultado negativo ficou em R$ 250,491 bilhões, contra R$ 282,418 bilhões em igual período de 2015. Em 12 meses encerrados em julho, o déficit nominal ficou em R$ 581,108 bilhões, o que corresponde a 9,58% do PIB.
A dívida líquida do setor público (balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 2,571 trilhões, em julho, o que corresponde a 42,4% do PIB, alta de 0,4 pontos percentuais em relação a junho. A dívida bruta (contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais) chegou a R$ 4,214 trilhões ou 69,5% do PIB, com elevação de 1 ponto percentual em relação a junho.
Dilma Rousseff é afastada pelo senado por 61 votos a 20
Dilma Rousseff é afastada pelo senado por 61 votos a 20
Por 61 a 20, o plenário do Senado acaba de decidir pelo impeachment de Dilma Rousseff. Não houve abstenção. A posse de Temer ocorrerá ainda hoje (31).
O resultado foi comemorado com aplausos por aliados do presidente interino Michel Temer, que cantaram o Hino Nacional. O resultado foi proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado na última quinta-feira (25).
Agora, os senadores irão decidir se Dilma perde os direitos políticos por oito anos.
Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, foi o primeiro chefe de governo brasileiro afastado do poder em um processo de impeachment, em 1992. Com Dilma Rousseff, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no mesmo tipo de processo.
Dilma fará uma declaração à imprensa. Senadores aliados da petista estão se dirigindo ao Palácio da Alvorada para acompanhar o pronunciamento de Dilma.
Julgamento
A fase final de julgamento começou na última quinta-feira (25) e se arrastou até hoje com a manifestação da própria representada, além da fala de senadores, testemunhas e dos advogados das duas partes. Nesse último dia, o ministro Ricardo Lewandowski leu um relatório resumido elencando provas e os principais argumentos apresentados ao longo do processo pela acusação e defesa. Quatro senadores escolhidos por cada um dos lados – Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pela defesa, e Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ana Amélia (PP-RS), pela acusação – encaminharam a votação que ocorreu de forma nominal, em painel eletrônico.
Histórico
O processo de impeachment começou a tramitar no início de dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara dos Deputados e um dos maiores adversários políticos de Dilma, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aceitou a peça apresentada pelos advogados Miguel Reale Jr., Janaína Paschoal e Hélio Bicudo.
No pedido, os três autores acusaram Dilma de ter cometido crime de responsabilidade fiscal e elencaram fatos de anos anteriores, mas o processo teve andamento apenas com as denúncias relativas a 2015. Na Câmara, a admissibilidade do processo foi aprovada em abril e enviado ao Senado, onde foi analisada por uma comissão especia, onde foi aprovado relatório do senador Antonio Anastasia (PMDB-MG) a favor do afastamento definitivo da presidenta.
Entre as acusações as quais Dilma foi julgada estavam a edição de três decretos de crédito suplementares sem a autorização do Legislativo e em desacordo com a meta fiscal que vigorava na época, e as operações que ficaram conhecidas como pedaladas fiscais, que tratavam-se de atrasos no repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos responsáveis pelo pagamento de benefícios sociais, como o Plano Safra.
O presidente interino Michel Temer recebe os atletas olímpicos no Palácio do Planalto Elza Fiúza/Agência Brasil
O presidente interino Michel Temer disse ontem (29) que não teve “tempo” e “satisfação” de acompanhar o depoimento da presidenta afastada Dilma Rousseff no julgamento final do processo de impeachment no Senado, ao ser questionado por jornalistas no Palácio do Planalto.
Temer deu a declaração durante evento no Palácio do Planalto, quando se encontrou com cerca de 60 atletas olímpicos. No encontro, Temer garantiu mais recursos para desenvolver o esporte brasileiro.
Enquanto Dilma voltava, após o intervalo de almoço, a responder questionamentos dos senadores, o presidente interino recebeu, no Palácio do Planalto, uma delegação de atletas olímpicos.
Perguntado sobre como avaliava o discurso da presidenta afastada no início da manhã, Temer disse não ter tido tempo para assistir à defesa da presidenta afastada. O presidente interino passou a manhã no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República.
“Sabe que eu não tive tempo de ouvir. Confesso que não tive tempo de ouvir [o discurso de Dilma]. Fiquei trabalhando em uns despachos e não tive a satisfação de acompanhar o discurso”, disse Temer após o encontro com os atletas.
O presidente interino acrescentou que acompanhará essa etapa do julgamento “com tranquilidade absoluta”. “Sou obediente às instituições e espero respeitosamente a decisão do Senado Federal”, disse.
Rio 2016
O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, também participou da cerimônia. Segundo ele, os bons resultados nos Jogos Olímpicos aumentaram o compromisso do país em dar qualidade e aperfeiçoar os programas esportivos. “Teremos cada vez mais o esporte como política pública de primeira grandeza”, disse o ministro.
Após ouvir a fala de Picciani, Temer reiterou o interesse do governo em, apesar das dificuldades fiscais, investir no esporte. “É mais do que legítimo que sua pasta tenha mais recurso para desenvolver o esporte brasileiro”, disse o presidente interino em discurso, além de ressaltar a importância da atuação da Força Nacional na segurança dos jogos.
Dirigindo-se aos atletas, o presidente interino destacou a boa influência que eles passam aos jovens. “Vocês são brasileiros que dão exemplo para todo o Brasil. Muitos jovens que encontrei têm agora como sonho participar dos Jogos Olímpicos”.
Após o término do evento, ministros de diversas áreas deram início à reunião sobre a organização da Paralimpíada, que começará no dia 7 de setembro. Participam da reunião ministros da Justiça, Turismo, Cultura, Casa Civil, Advocacia-Geral da União e Segurança Institucional.
Douglas se disse orgulhoso em representar a Paraíba
Douglas se disse orgulhoso em representar a PB
O jogador paraibano Douglas Santos, que conquistou a primeira medalha de ouro da Paraíba em Jogos Olímpicos, fazendo parte da Seleção Brasileira de Futebol na Rio 2016, recebeu, nesta segunda-feira (29), do governador Ricardo Coutinho, a comenda de Mérito Esportivo Tarcísio de Miranda Burity. O atleta, de 22 anos, nasceu em João Pessoa e atua como lateral do Atlético Mineiro.
Douglas Santos estava acompanhado pela família e disse que ficou muito feliz com a receptividade dos paraibanos. “Graças a Deus, pude fazer um bom trabalho nas Olimpíadas e estou recebendo reconhecimento do meu estado, a Paraíba, do qual eu sinto muito orgulho. Fiz questão de mostrar a bandeira paraibana durante a solenidade de entrega das medalhas de ouro na Olimpíada para mostrar ao mundo de onde eu vim. Essa bandeira é forte, tem poder e fiquei muito satisfeito em representar a Paraíba nos jogos. Receber os parabéns e essa comenda tem um grande significado para minha carreira e para minha história de vida”, comemorou.
O motorista Marcos Justino, pai de Douglas, afirmou que se encheu de orgulho ao ver o filho recebendo a medalha de ouro. “Ele começou a jogar futebol com uns quatro anos na escolinha do Flamengo e hoje realiza esse grande sonho que é ganhar uma medalha olímpica. É um menino muito persistente, determinado e que sempre se identificou com o futebol. Para nossa família foi uma emoção sem tamanho ver nosso filho fazendo bonito nas Olimpíadas do Rio, carregando a bandeira paraibana”, falou.
“Essa comenda é uma forma de reconhecermos os esforços e conquistas dos paraibanos na área esportiva. Douglas é um grande destaque por ser o primeiro paraibano a ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas e aconteceu justamente aqui no Brasil, o que torna a conquista ainda mais especial. Então, é uma homenagem muito merecida a este jovem que está trilhando uma carreira brilhante. Todos os paraibanos se orgulharam ao ver Douglas levantar a bandeira da Paraíba, mostrando suas origens e valorizando nosso Estado”, disse Ricardo Coutinho.
“Ter um paraibano medalhista de ouro nas olimpíadas é muito importante porque traz reconhecimento para nosso Estado e incentiva outros atletas a buscarem vencer. Douglas será um exemplo de êxito no esporte paraibano. Fui medalhista de prata em Olimpíada e sei o quanto isso trouxe bons frutos. Nosso trabalho hoje na área do esporte é cuidar para que as crianças e jovens paraibanos tenham mais oportunidades e cresçam como atletas”, destacou o secretário executivo de Juventude, Esporte e Lazer, José Marco.
O conflito também já forçou três milhões de pessoas a sair de casa
O conflito também já forçou três milhões de pessoas a sair de casa
Pelo menos 10 mil pessoas foram mortas nos 18 meses de guerra civil no Iêmen, afirmou a Organização das Nações Unidos (ONU) nesta terça-feira (30). O número que representa quase o dobro das 6.000 mortes estimadas por autoridades e agências humanitárias.
O coordenador humanitário da ONU Jamie McGoldrick disse em entrevista coletiva na capital iemenita, Sanaa, que os novos números têm como base informações oficiais das instalações médicas do Iêmen. O número ainda pode aumentar, uma vez que algumas áreas não têm instalações médicas e muitas pessoas são enterradas sem qualquer registro.
O conflito também já forçou três milhões de pessoas a sair de casa no Iêmen e levou 200 mil a buscar refúgio no exterior, disse, McGoldrick.
Segundo ele, a ONU tem informações de que 900 mil pessoas entre essas desalojadas pretendem tentar voltar para casa.
“Esse é um grande desafio, especialmente em áreas que ainda enfrentam conflitos”, disse McGoldrick.
Cerca de 14 milhões dos 26 milhões de habitantes do Iêmen precisam de ajuda alimentar e 7 milhões estão sofrendo de insegurança alimentar, acrescentou.
Entrou em vigor na Paraíba a Lei nº 14.736/2026, de autoria do deputado estadual Wilson Filho, que cria o Estatuto do Estudante-Paciente Oncológico. A norma assegura direitos como manutenção da matrícula, justificativa de faltas por tratamento, acompanhamento pedagógico individualizado e apoio psicológico e social para estudantes com câncer matriculados em escolas públicas e privadas.