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quarta-feira, 14 outubro 2026
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Lula comandava esquema de corrupção identificado na Lava Jato, diz procurador

O procurador da República Deltan Dallagnol explica denúncia que envolve o ex-presidente LulaReprodução/TV
O procurador da República Deltan Dallagnol explica denúncia que envolve o ex-presidente LulaReprodução/TV
O procurador da República Deltan Dallagnol explica denúncia que envolve o ex-presidente LulaReprodução/TV

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou ontem (14) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o “comandante máximo do esquema de corrupção identificado na [Operação] Lava Jato”. Dallagnol fez a declaração durante entrevista coletiva em que a força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) responsável pela operação, detalhou a denúncia que envolve Lula, a esposa dele, Marisa Letícia, e mais seis pessoas.

O ex-presidente foi denunciado à Justiça Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 32 anos e seis meses de prisão.

Segundo os procuradores, Lula recebeu vantagens indevidas das empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, como a compra de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral paulista, a reforma e decoração do imóvel, além de contratos milionários para armazenamento de bens pessoais. Essas vantagens, somadas, totalizariam mais de R$ 3,7 milhões.

Dallagnol ressaltou que a corrupção identificada nas investigações é sistêmica e envolve diversos governos e partidos. De acordo com o procurador, existe uma “propinocracia” em curso no Brasil, no qual os poderes Executivo e Legislativo trocam favores, nomeações políticas e cargos, para obter “governabilidade corrompida, perpetuação criminosa no poder e enriquecimento ilícito”.

Para Dallagnhol, o sistema é bancado por cartéis de empresas que se aproveitam do esquema para garantir a assinatura de contratos milionários com o Poder Público.

Segundo a denúncia do MPF, existem 14 evidências de que Lula é o chefe do esquema de corrupção. O trabalho da força-tarefa remete a outros escândalos de corrupção, como o do mensalão, esquema de pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio ao governo, no primeiro mandato de Lula na Presidência da República.

O procurador da República Deltan Dallagnol explica denúncia que envolve o ex-presidente LulaReprodução/TV
O procurador da República Deltan Dallagnol explica denúncia que envolve o ex-presidente LulaReprodução/TV

“Mesmo depois da saída de José Dirceu [ministro-chefe da Casa Civil na época, 2005] e com a troca de tesoureiros no Partido dos Trabalhadores, o esquema prosseguiu através do petrolão. Isso demonstra que havia um vértice em comum, e esse vértice é o Lula”, afirmou Dallagnol.

É a primeira vez que o ex-presidente é denunciado à Justiça Federal no âmbito da Lava Jato.

Três focos

De acordo com Dallagnol, a denúncia apresentada nesta quarta-feira segue três focos de investigação, todos  envolvendo o ex-presidente Lula. O primeiro diz respeito a três contratos assinados entre a OAS e a Petrobras, referentes às refinarias Repar e Renest, entre 2006 e 2012. Segundo o procurador, a empreiteira venceu a licitação mediante cartelização, com o pagamento de propinas pagas a diversos beneficiários, inclusive Lula. Nessa etapa dos trabalhos, o MPF denuncia Lula por corrupção passiva e Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e o ex-executivo da empreiteira Agenor Medeiros, por corrupção ativa.

A segunda parte da denúncia trata da aquisição, reforma e decoração do tríplex de Guarujá. O MPF apresentou evidências de que o apartamento foi adquirido por Lula e Marisa por intermédio da OAS, que também foi responsável pela reforma e decoração. Conforme a denúncia, o total em benefícios indevidos é superior a R$ 2,4 milhões. Além do ex-presidente e da esposa, deLéo Pinheiro e dos ex-executivos Paulo Gordilho e Fábio Yonamine foram denunciados nessa etapa por lavagem de dinheiro.

No último foco, os procuradores informam que a OAS manteve, durante cinco anos, bens pessoais de Lula em contratos de armazenagem. De acordo com os procuradores, a empreiteira fez pagamentos sucessivos, entre 2011 e 2016, em benefício de Lula, que chegam a R$ 1,3 milhão. Nessa etapa, além do ex-presidente são denunciados o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e Léo Pinheiro também pelo crime de lavagem de dinheiro.

A denúncia segue agora para a 13ª Vara Federal de Curitiba, para apreciação do juiz Sérgio Moro. Caso seja acatada pelo juiz, Lula, Marisa e os outros denunciados se tornarão réus na operação.

O texto foi ampliado às 17h18 e às 18h06

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

TCE-PB promove ciclo de debates para discutir gastos públicos e políticas sociais em um cenário de crise

Ciclo de debates do TCE-PB.
Ciclo de debates do TCE-PB.
Ciclo de debates do TCE-PB.

O Tribunal de Contas da Paraíba, por meio da Escola de Contas Otacílio Silveira – Ecosil, vai realizar nesta quinta-feira (15), das 8hs às 18hs, o Seminário “Gasto Público e Políticas Sociais em um Cenário de Crise”, evento idealizado pelo Ministério Público de Contas junto ao TCE e que deverá reunir especialistas renomados do País. O Seminário acontecerá no Auditório do Centro Cultural Ariano Suassuna, anexo ao prédio sede do TCE-PB.

As inscrições são gratuitas e estão abertas no portal do Tribunal de Contas do Estado, endereço eletrônico tce.pb.gov.br. Faça sua inscrição AQUI

A programação de palestras será aberta, às 8h, pela Procuradora Jurídica do Município de Rio de Janeiro, Vanice Regina Lírio do Vale, expondo sobre ‘Discricionariedade e Escolha nas Políticas em um Cenário de Crise’. A conferência de encerramento, sobre o tema central do evento, será proferida pelo Professor Doutor Otacílio dos Santos Silveira Neto, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Destinado aos gestores que compõem o público de jurisdicionados do TCE-PB, e também a advogados, contadores e administradores, além de estudantes dessas três áreas, o seminário tem programação distribuída em três painéis.

De acordo com procuradora geral do Ministério Público de Contas, Sheyla Barreto Braga de Queiroz, o objetivo do seminário é tratar de quatro eixos temáticos ( Saúde, Educação, Previdência e Responsabilidade Social), sob a perspectiva dos resultados da boa aplicação dos recursos públicos.

O primeiro painel temático terá exposição do professor José de Souza Silva – PhD em Sociologia e pesquisador da Embrapa-, sobre o tema ‘Educação para o Desenvolvimento ou para a Vida ? ‘

O segundo painel abre com a Procuradora geral Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira, do Ministério Público de Contas do Distrito Federal, falando sobre ‘As Múltiplas Formas de Cooperação no Controle e Fiscalização das Ações e Serviços de Saúde’ .

E o terceiro, a cargo do Gerente de Programas do Ministério da Previdência, Hélio Carneiro Fernandes, traz à discussão o ‘Panorama dos Regimes Próprios de Previdência Social’.

O evento, idealizado pela procuradora geral Sheyla Barreto e sob organização da Escola de Contas Otacílio Silveira – que é coordenada pelo conselheiro Marcos Costa- terá também exposições de técnicos e auditores dos quadros do TCE, e dos conselheiros Fernando Catão e Nominando Diniz.

PROGRAMAÇÃO

Primeiro painel

Dr. José de Souza Silva. (Ph.D. em Sociologia e pesquisador da EMPBRAPA) – Temática: ‘Educação para o Desenvolvimento ou para a Vida?’

Conselheiro Fernando Rodrigues Catão. Temática: ‘A Construção do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) pelos Tribunais de Contas do Brasil’

Auditor Josedilton Alves Diniz. Temática: ‘O Projeto Indicadores de Desempenho do Gasto Público em Educação na Paraíba (IDGPB)’.

Professor Doutor Nazareno de Andrade (Universidade Federal de Campina Grande). Temática: ‘A Utilização das Ferramentas de TI para o Exercício do Controle Social visando ao Empoderamento’.

Segundo painel

Procuradora geral Cláudia Fernanda de Oliveira Pereira (do Ministério Público de Contas do Distrito Federal). Temática: ‘As Múltiplas Formas de Cooperação no Controle e Fiscalização das Ações e Serviços de Saúde’.

Conselheiro Nominando Diniz. Temática: ‘Terceirização e Quarteirização na Saúde Pública’.

Auditora Adriana do Rêgo. Temática: ‘Auditoria Operacional em Saúde Pública’.

Terceiro painel

Auditor Hélio Carneiro Fernandes (Gerente de Programas do Ministério da Previdência). Temática: ‘Panorama dos Regimes Próprios de Previdência Social’.

Auditora Sara Rufino. Temática: ‘Radiografia dos Principais Problemas dos Regimes Próprios na Paraíba’.

Dr. José Antônio Cavalcanti. (Diretor de Gestão de Pessoas do Tribunal de Justiça da Paraíba e professor de Direito da Seguridade Social). Temática: ‘Principais Diferenças entre o Regime Próprio e Regime Geral de Previdência’.

Encerramento

Dr. Otacílio dos Santos Silveira Neto (Professor Doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Conferência de encerramento: ‘Gasto Público e Políticas Sociais em um Cenário de Crise’.

Mamanguape é a única cidade do Vale a atingir metas do IDEB no fundamental I e II

Mamanguape/PB. Crédito: imagem de Drone - Reginaldo Infortec
Mamanguape/PB. Crédito: imagem de Drone - Reginaldo Infortec
Mamanguape/PB. Crédito: imagem de Drone – Reginaldo Infortec

“Dados 2015 foram divulgados pelo MEC no último dia (8) de setembro”.

O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015 foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), no último dia 8 de setembro. O levantamento aponta que a cidade de Mamanguape foi a única cidade da região do Vale a atingir, no ensino municipal todas as metas projetadas, seja no fundamental I, como no II.

A avaliação de alunos do 1º ao 5º ano subiu de 3,6 em 2013 para nota geral de 3,9 (2015) – (com meta de 3,8 para o ano). Já a nota para o ensino da 6ª até a 9ª série foi de 3,1 – quando a meta era 3,1. Em 2013, o ensino fundamental (II), da rede municipal foi de 3,4 – quando a meta era de 2,8.

Dentro desse cenário, no Vale do Mamanguape, o município administrado pelo prefeito Eduardo Carneiro de Brito foi o único na região a atingir as metas do Ideb, tanto no fundamental I, como no fundamental II.

Evolução e notas do IDEB - Fundamental I
Evolução e notas do IDEB – Fundamental I
Evolução e notas do IDEB - Fundamental II
Evolução e notas do IDEB – Fundamental II

O prefeito Eduardo Brito lembrou que os investimentos que a educação vem recebendo na sua gestão resulta na elevação da nota do Ideb e no cumprimento das metas estabelecidas.

“Como falei no mês de agosto quando entregamos a quinta escola com recursos próprios, hoje temos escolas de qualidade, com infraestrutura adequada. São investimentos tanto de logística como no profissional. Na hora que você oferece isso, o aluno vai ter um aprendizado melhor. Os professores vão está mais motivados a darem aulas, mais motivados a exercerem suas funções”, avaliou Eduardo.

Estados que atingiram metas

Nos anos finais do ensino fundamental, cinco estados cumpriram o Ideb: PE, AM, MT, CE e GO. O ensino médio teve o pior desempenho entre os três níveis. Apenas dois estados cumpriram as metas: PE e AM.

Ideb

O Ideb funciona como um indicador geral da educação nas redes privada e pública. Para se chegar ao índice, o MEC calcula a relação entre rendimento escolar e o desempenho no Saeb/Prova Brasil aplicada para crianças do 5º e 9º ano do fundamental e do 3º ano do ensino médio. O rendimento escolar leva em conta taxas de aprovação, reprovação e abandono.

O índice é divulgado a cada dois anos e tem metas projetadas até 2021, quando a expectativa para os anos iniciais da rede estadual é de uma nota 6,0.

O Ideb foi criado em 2007 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O Ideb divulgado no dia 8 de setembro, diz respeito ao desempenho das escolas, redes, municípios, estados e Brasil em 2015. O desempenho é comparado com as metas calculadas a partir da primeira edição, em 2005, e projetadas para todas as edições futuras, até o ano de 2021.

Leia mais: Em Mamanguape: Prefeito Eduardo entrega a 5ª Escola com recursos próprios

Da redação

 

Paraibano que ganhou ouro na final dos 100 metros rasos volta a disputar nesta sexta-feira

Petrúcio Ferreira perdeu a mão numa máquina de cortar Capim aos 2 anos de idade
Petrúcio Ferreira perdeu a mão numa máquina de cortar Capim aos 2 anos de idade
Petrúcio Ferreira perdeu a mão numa máquina de cortar Capim aos 2 anos de idade

O atleta brasileiro Petrúcio Ferreira dos Santos, 19 anos, ganhou no último domingo (11) medalha de ouro nos 100 metros rasos, categoria T47 do atletismo, nas Paralimpíadas Rio 2016. Petrúcio também quebrou recorde mundial da prova, com tempo de 10s57. Na mesma prova, o brasileiro Yohansson Nascimento chegou na terceira posição e ganhou o bronze.

Após a prova, em entrevista à TV Brasil, Petrúcio agradeceu o incentivo da torcida brasileira para conquistar o ouro. “Eu diria que estar participando em casa, com toda essa torcida aqui nos apoiando, eu diria que essa foi a forcinha a mais que a gente estava precisando. Esse apoio, esse incentivo, esse empurrão do pessoal de casa”, comemorou o paraibano.

Yohansson disse que lutou para chegar em segundo lugar e garantir a dobradinha brasileira no pódio, mas sai da competição de cabeça erguida com o bronze. “Eu dei o meu melhor e o mais importante é estar entre os três melhores da competição ao longo desses 11 anos de carreira”, disse.

O atleta ainda não decidiu se vai participar da tradicional prova de revezamento por equipes do atletismo. “Fico feliz em saber que a nossa equipe brasileira é uma das mais fortes de todos os tempos do revezamento. Os 400 metros ainda tenho que ver se eu vou correr, porque eu me preparei exclusivamente para correr nesses 100 metros”, destacou.

O Brasil soma agora 21 medalhas nos Jogos Paraolímpicos de 2016 (seis ouros, nove pratas e seis bronzes) e segue na quinta posição do quadro de medalhas. 

Petrúcio, que também é recordista mundial nos 200m, ainda corre mais duas provas na Rio 2016: os 400m, na sexta-feira, e o revezamento 4 x 100m rasos T42-47, no sábado.

Sem nova proposta da Fenaban, bancários decidem manter greve

"Nossas reivindicações podem ser atendidas pelo setor mais lucrativo do país”, diz a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia MoreiraRovena Rosa/Agência Brasil
"Nossas  reivindicações  podem  ser  atendidas  pelo  setor  mais  lucrativo  do  país”,  diz  a  presidenta  do Sindicato  dos  Bancários  de  São  Paulo,  Osasco  e  Região,  Juvandia  MoreiraRovena Rosa/Agência Brasil
“Nossas reivindicações podem ser atendidas pelo setor mais lucrativo do país”, diz a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira. Rovena Rosa/Agência Brasil

Em reunião nesta tarde, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou proposta, e o Comando Nacional dos Bancários decidiu manter a greve da categoria. Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na quinta-feira (15), haverá nova reunião a partir das 16h.

“Os bancos chamaram para uma negociação e não apresentaram nenhuma nova proposta para a categoria nesta terça-feira [13], um desrespeito com os trabalhadores e a população. Eles insistem em impor reajuste abaixo da inflação, com perda real. Cobramos também que parem com as demissões. Nossa greve vai crescer, a cada dia, porque sabemos que nossas reivindicações podem ser atendidas pelo setor mais lucrativo do país”, disse a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira.

Em nota, a Fenaban confirmou não ter apresentado nova proposta aos bancários. Segundo a federação, a rodada de negociação de hoje discutiu possibilidades a serem avaliadas para um acordo.

Na última sexta-feira (9), a Fenaban ofereceu aos bancários reajuste de 7% nos salários e benefícios e abono de R$ 3,3 mil, a ser pago 10 dias após a assinatura do acordo. “A nova proposta resulta numa remuneração superior à inflação prevista para os próximos 12 meses, com ganho expressivo para a maioria dos bancários.”

Os bancários, no entanto, pedem reajuste de 14,78% (5% de aumento real, mais a correção da inflação), 14º salário e participação nos lucros e resultados de R$ 8.297,61, entre outras demandas.

A greve dos bancários começou terça-feira passada (6). Segundo o sindicato, 1.048 locais de trabalho mantiveram-se fechados nesta terça-feira em São Paulo e Osasco, e houve adesão de 39 mil trabalhadores ao movimento.

A Fenaban não divulgou balanço da greve.

Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Orquestra Sinfônica da Paraíba apresenta concerto oficial da temporada nesta quinta-feira

Foto: Thercles Silva | CC BY-NC-SA
Com regência do maestro convidado Osvaldo Ferreira, diretor artístico da Sociedade de Concertos de Brasília
Com regência do maestro convidado Osvaldo Ferreira, diretor artístico da Sociedade de Concertos de Brasília

Músicas de dois compositores brasileiros e um alemão integram o programa que a Orquestra Sinfônica da Paraíba vai executar no 7º Concerto Oficial da Temporada 2016 nesta quinta-feira (15), com regência do maestro convidado Osvaldo Ferreira, diretor artístico da Sociedade de Concertos de Brasília. A apresentação começa às 20h30, na Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural, em João Pessoa, com a participação, como solista, do saxofonista Dilson Florêncio, o primeiro e único sul-americano a obter o 1° Prêmio de Saxofone do Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris. Os ingressos custam R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia entrada).

O concerto será aberto com a execução de “Salve, Salvador”, composição do Wellington das Mercês, trompetista baiano que tem feito arranjos de várias canções da MPB e de artistas consagrados como Tom Jobim, Ivan Lins, Moacir Santos e Djavan, dentre outros

Em seguida, os músicos vão mostrar “Fantasia Urbana para Sax Alto e Orquestra Sinfônica”, de Paulo Moura, compositor, arranjador, saxofonista e clarinetista brasileiro de choro, samba e jazz nascido em São José do Rio Preto, no Rio de Janeiro. Paulo Moura, que faleceu em julho de 2010, era considerado um dos principais nomes da música instrumental do Brasil. Para a execução dessa música, a orquestra contará com o saxofonista Dilson Florêncio.

Após o intervalo, será a vez da “Sinfonia nº 3 em Lá Maior, Op. 56 – Escocesa”, de Felix Mendelssohn, compositor e regente de orquestra alemão.  Mendelssohn é um compositor eclético, embora de linguagem muito pessoal. Inspirado por sentimentos românticos, ele criou obras de alta qualidade formal, fiel ao classicismo vienense.

O maestro Osvaldo Ferreira destacou a satisfação em voltar a reger a sinfônica paraibana. “Pela terceira vez, dirijo a Orquestra Sinfônica da Paraíba e regresso sempre com vontade redobrada para trabalhar com este grupo de profissionais com quem tenho partilhado excelentes momentos artísticos. Em todos os programas, tive a oportunidade de reger obras dos grandes clássicos e, ao mesmo tempo, apresentar obras novas de autores brasileiros e partilhar o palco com solistas prestigiados. Apresentaremos a Fantasia Urbana de Paulo Moura e Sinfonia Escocesa de Mendelssohn. Um programa maravilhoso a ser desfrutado por todos no dia 15”, completou.

O regente – Atualmente, Osvaldo Ferreira é o diretor artístico da Sociedade de Concertos de Brasília. Foi o diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná de 2011 até março de 2014 e diretor da Oficina de Música de Curitiba, o maior evento musical da América Latina, desde 2009.

Em Portugal, foi diretor artístico da Orquestra do Algarve, diretor artístico do Festival Internacional de Música do Algarve, diretor e administrador do Teatro Municipal do Faro. Gravou vários CDs com obras de autores portugueses para a Editora Numérica e um CD duplo com Sinfonias de Mozart. Com a Orquestra do Algarve, apresentou-se em Viena, Bruxelas, Lisboa, Sevilha, Porto, Curitiba e Londres.

O seu percurso inclui mais de 600 concertos, cerca de 70 apresentações de óperas e bailados e ainda a apresentação integral das Missas e Réquiem de Mozart em 2007. A sua ligação com a música contemporânea é um dos aspectos mais importantes do seu trabalho, destacando-se a apresentação de estreias e primeiras audições de obras de alguns dos mais importantes compositores da atualidade, tais como, Krzysztof Penderecki, Lera Auerbach, Jean-Luc Ponty, Bernardo Sasseti, Hans Rosenschoon, George Ligeti, entre outros.

A qualidade e criatividade da sua programação foram objeto de rasgados elogios pela crítica especializada em Portugal, em vários anos como diretor da Orquestra do Algarve e como diretor Artístico de vários festivais de música e de ópera, tendo trabalho com alguns dos mais importantes solistas da atualidade.

Maestro convidado regular em Portugal, União Europeia, Rússia, Brasil, África do Sul, Venezuela, Paraguai, México, Canadá e EUA, gravou para a RTP, TV Polonesa, TV Educativa do Paraná, RDP e Editora Numérica, destacando-se o seu trabalho em orquestras como Orquestra Filarmônica de S. Petersburgo, Sinfônica de Roma, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra de Praga, Orquestra Filarmônica de Lodz, Orquestra Filarmônica da Silesia, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Nacional do Paraguay, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Mozarteum de S. Petersburgo, Orquestra do Teatro Nacional S. Carlos em Lisboa, Orquestra do Teatro Olimpico de Vicenza, Orquestra da Extremadura de Espanha, Orquestra da Catalunha, North Shore Orchestra em Chicago, San Diego Arts Center Festival, Orquestra do Festival de Aspen nos Estados Unidos e ainda a Orquestra Nacional da Venezuela, em Caracas.

Realizou Mestrado em direção de orquestra em Chicago e pós-graduação no Conservatório de São Petersburgo, na classe de Ilya Mussin. Laureado em 1999 no Concurso Sergei Prokofiev, na Rússia. Recebeu o “Fellowship” do Aspen Music Festival nos EUA, onde frequentou a American Conductors Academy. Foi assistente de Claudio Abbado em Salzburgo. Estudou ainda com Jorma Panula, David Zinman e Daniel Baremboim e foi bolsista do Ministério da Cultura de Portugal e da Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

O solista – Dilson Florêncio (saxofone) é o primeiro e único sul-americano a obter o 1° Prêmio de Saxofone do Conservatoire National Supérieur de Musique de Paris (CNSMP) e tem uma longa lista de conquistas. Após iniciar seus estudos de saxofone aos 11 anos, na Escola de Música de Brasília, ingressou na UnB (Universidade de Brasília), onde estudou com o professor Luiz Gonzaga Carneiro e lutou pela criação de um curso de saxofone, tornando-se, aos 21 anos, o primeiro brasileiro diplomado em saxofone. Em seguida, continua seus estudos no CNSMP com o grande mestre francês Daniel Deffayet.

Dilson Florêncio, que é artista Jaf Mouthpieces, Selmer Paris e Vandoren Paris, tem se dedicado à divulgação e propagação do saxofone erudito. Nessa sua jornada, apresentou-se em todo o Brasil e na Argentina, Colômbia, França, Espanha e Canadá. Suas apresentações incluem performances como recitalista, quartetos de saxofones e solista em mais de 50 concertos com orquestra, sob a regência de maestros como Isaac Karabtchevsky, David Mackenzie, Fábio Mechetti, Roberto Duarte, Marcos Arakaki, Claudio Cruz, Osman Giuseppe Gioia, Carlos Veiga, Roberto Minczuc, Per Brevig, Silvio Barbato, Ligia Amadio, Pablo Saelzer, Silvio Viegas, Marcelo Ramos e Mário Tavares.

Dilson foi reconhecido igualmente com vários prêmios que – além do prêmio do CNSMP – incluem o prêmio de Vencedor do IV Concurso Jovens Concertistas Brasileiros em 1985 e Primeiro Prêmio nas duas competições regionais que participou na França (1er Prix Supérieur, em 1984, e Prix d’Exellence, em 1985). Como um profissional experiente, foi convidado a integrar o júri de muitos concursos, entre eles, o Concours Léopold Bellan (Paris, 1987), o concurso final do CNSMP, em 2007 (exatamente 20 anos depois que obteve o 1° Prêmio nesse concurso) e o Concurso Internacional Adolphe Sax, em Dinant, Bélgica, em 2010.

Dilson naturalmente compreende a importância do ensino e é apaixonado por ele. Durante sua permanência em Paris (1983-1987), atuou como professor convidado em diversas instituições, entre elas os Conservatoires des 12ème e 17ème Arrondissements de Paris. De volta ao Brasil, foi inicialmente professor da EMB – exatamente onde começou seus estudos. Em 1990, conseguiu mais um espaço para o saxofone no Brasil, ao ser contratado por concurso pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) como o primeiro professor universitário no Brasil dedicado exclusivamente ao saxofone.

Em 2012, após transferência, passa a lecionar na UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Além disso, ensina nos principais festivais de música do Brasil, onde tem grande prazer em motivar e ajudar novos talentos.

Em outubro de 2015, em reconhecimento por todo o seu trabalho em prol do saxofone erudito no Brasil, foi instituído em Brasília um concurso internacional portando seu nome, o “Concurso Internacional de Saxofone Dilson Florêncio”.

Serviço:

7º Concerto Oficial da Orquestra Sinfônica da Paraíba

Data: Quinta-feira (15/09/16)

Hora: 20h30

Local: Sala de Concertos Maestro José Siqueira, no Espaço Cultural

Regente: Osvaldo Ferreira

Solista: Dilson Florêncio (saxofone)

Entrada: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia)

Programa:

– “Salve, Salvador”, de Wellington das Mercês

– “Fantasia Urbana para Sax e Orquestra Sinfônica”, de Paulo Moura, com Dilson Florêncio como solista

– “Sinfonia nº 3 em Lá Maior, Op. 56 – Escocesa”, Felix Mendelssohn

Ascom

Bombeira resiste à tentativa de estupro e briga com tarado na PB

Uma  bombeira  militar paraibana sofreu tentativa de estupro, na tarde desta terça-feira (13), após ter sua casa invadida por um homem, na cidade de Santa Rita, região metropolitana de João Pessoa. Houve luta corporal e, ferida, a mulher foi socorrida para um dos hospitais da Capital paraibana.

De acordo com  a primeiras informações, o homem, aparentando está sob efeito de drogas,  teria pulado do muro da residência e tentado seduzir a mulher. Como houve resistência, ele a agarrou a força.

Por está em desvantagem física com o acusado, a bombeira  gritou por socorro. Neste momento,  o homem saiu da casa pulando o muro, mas logo foi alcançado espancado por populares e quase linchado.

Policias militares que estavam em uma viatura numa distância de trezentos  metros  do local do crime entraram em ação  e prenderam o suspeito em flagrante. Ele foi identificado pelo pré-nome de Carlos, vulgo ‘Sabão’, que já teria passagem pela policia.

A mulher sofreu arranhões no rosto e no pescoço. Ainda não se sabe o seu quadro clínico geral.

Com informações do MaisPB

Nesta quarta: Contas da Câmara de Curral de Cima e mais 10 prefeituras estão na pauta do TCE

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) julgará, na sessão desta quarta-feira (14), contas oriundas de 10 Prefeituras e três Câmaras Municipais.

Ainda serão examinadas, na ocasião, as contas anuais do Tribunal de Justiça (exercício de 2014), da Defensoria Pública (2013), da Fundação Espaço Cultural (2014) e das Secretarias de Estado de Comunicação Institucional (2013) e da Educação e Cultura (2009).

Terão as contas de 2013 verificadas pelo TCE os prefeitos de Nova Floresta (João Elias da Silveira Neto Azevedo), Pedra Branca (Allain Feliphe Bastos de Sousa), Junco do Seridó (Cosmo Simões de Medeiros) e Remígio (Melchior Naelson Batista da Silva).

Também, atinentes ao exercício de 2014, os prefeitos de São José da Lagoa Tapada (Evilásio Formiga Lucena Neto), Juripiranga (Paulo Dália Teixeira) e Caldas Brandão (Neuma Rodrigues de Moura Soares). Da mesma pauta constam, ainda, as contas de 2012 da prefeita de Monteiro (Ednacê Alves Silvestre Henrique) e dos ex-prefeitos de Marizópolis (José Vieira da Silva) e de Santo André (Fenelon Medeiros Filho).

As Câmaras de Vereadores com prestações de contas anuais na pauta do TCE são as de São Mamede (2014), Pilões (2015) e Curral de Cima (2014 e 2015).

Presidido pelo conselheiro Arthur Cunha Lima, o Tribunal de Contas da Paraíba reúne-se, ordinariamente, às quartas-feiras, a partir das 9 horas, com acesso permitido ao público e transmissões ao vivo pela internet (portal.tce.pb.gov.br). Os processos integrantes da presente pauta indicam movimentação de recursos públicos superiores a R$ 1,8 bilhão.

Léo Pinheiro presta depoimento a Moro e cita ex-senador paraibano Vital do Rêgo

O ex-presidente da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, investigado na Operação Lava Jato, disse hoje (13) que está disposto falar “tudo o que sabe”. Pinheiro voltou a prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Na primeira vez, ele permaneceu em silêncio diante de Moro.

No depoimento, Pinheiro confirmou que participou de uma reunião com o ex-senador Gim Argello para discutir como barrar as investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, encerrada em 2009. Na época, a comissão apurava suspeitas de desvios de recursos na estatal e buscava a convocação de empreiteiros ligados à estatal.

Segundo ele, na reunião, estavam presentes o ex-ministro Ricardo Berzoini e o ex-senador Vital do Rêgo, então presidente da CPI. Na época, Argello ocupava cargo de vice-presidente, e foram solicitados R$ 5 milhões, segundo o empreiteiro. No depoimento, Pinheiro disse que a quantia não foi paga porque “fugia ao padrão de doações eleitorais da OAS”.

No primeiro depoimento, prestado no dia 24 de agosto, o empreiteiro permaneceu em silêncio durante audiência com Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na Justiça Federal. Dois dias antes do depoimento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia suspendido a negociação do acordo de delação premiada de Léo Pinheiro, após a divulgação pela revista Veja de vazamentos do acordo.

Pinheiro foi preso pela segunda vez na Lava Jato no dia 5 de setembro. Ao decretar novamente a prisão de Pinheiro, Moro disse que a prisão não tem relação com a suspensão das negociações do acordo de delação premiada. No despacho, Moro também explicou que o pedido de prisão de Léo Pinheiro foi feito em março e que demorou para tomar a decisão para aguardar o andamento das investigações.

Na Lava Jato, o empreiteiro também responde pela suposta participação no esquema de cartel de empreiteiras na Petrobras e por, supostamente, beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos casos do tríplex em Guarujá e do sítio em Atibaia.

Governadores de 14 estados ameaçam decretar calamidade financeira

Governadores de pelo menos 14 estados do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste ameaçaram decretar situação de calamidade financeira, caso o governo federal não conceda a ajuda de R$ 7 bilhões para repor as perdas com os repasses federais. Por cerca de duas horas e meia, eles se reuniram com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e pressionaram pela concessão de um auxílio para compensar a queda de receitas.

De acordo com os governadores, o objetivo é que os 14 estados soltem uma nota conjunta na próxima semana para alertar o governo federal. Caso a ajuda não seja concedida, eles pretendem decretar o estado de calamidade financeira, como o Rio de Janeiro fez em junho. Do Nordeste, apenas Ceará e Maranhão não tomariam a medida.

Pela proposta apresentada hoje, os governadores pediram a antecipação de R$ 7 bilhões de recursos da repatriação (pagamento de tributos sobre recursos mantidos no exterior) que entrarão nos cofres federais até o fim de outubro. Originalmente, os estados propunham que a ajuda fosse equivalente à queda total de R$ 14 bilhões nos repasses da União ao Fundo de Participação dos Estados em 2016 em relação ao ano passado.

Além dos governadores do Norte e do Nordeste, governadores do Centro-Oeste e do Paraná pediram o pagamento de R$ 1,9 bilhão que o governo federal deve ao fundo que garante a reposição das perdas tributárias da Lei Kandir, que isenta as exportações de produtos agropecuários de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Todos os anos, os estados precisam negociar com a União o pagamento da compensação.

O encontro reuniu governadores do Distrito Federal e de 16 estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Segundo o governador do Piauí, Wellington Dias, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, compareceu à reunião em solidariedade aos estados do Norte e do Nordeste. Em junho, o estado recebeu ajuda financeira de R$ 2,9 bilhões da União após decretar estado de calamidade financeira.

De acordo com Dias, o governo federal está em débito com os governos do Norte e do Nordeste, que, mesmo com baixo nível de endividamento, entraram no acordo para renegociar a dívida dos estados com a União. “A economia do meu estado está crescendo. A receita com ICMS [do Piauí] está aumentando, o que está caindo são as transferências do Fundo de Participação dos Estados [repasses da União]. O dinheiro que falta ameaça a saúde pública, a manutenção das cadeias. A ajuda federal precisa ser imediata”, disse.

Segundo o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, Meirelles informou que, no momento, a União não tem condições de conceder o auxílio aos estados. De acordo com ele, o ministro informou que a equipe econômica precisa conhecer o montante que entrará com a repatriação para ver se conseguirá cumprir a meta de déficit primário – resultado negativo sem considerar os juros da dívida pública – de R$ 170,5 bilhões para 2016.

“O problema todo é que, neste país, quem fez o dever de casa, se endividou menos, cortou gastos, diante de uma crise de três anos em que o PIB [Produto Interno Bruto] caiu 7%, a maior depressão econômica que esse país já viu, se vê hoje na condição de que todo trabalho feito corre o risco de ser perdido por falta de um auxílio que se faz necessário”, advertiu Coutinho.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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