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Brasil tem desempenho extraordinário na Paralimpíada

Abertura das Paralimpíadas no Brasil
Abertura das Paralimpíadas no Brasil
Abertura das Paralimpíadas no Brasil

“O Brasil está tendo um desempenho extraordinário na Paralimpíada”, avaliou nesta quarta-feira (14) o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, após participar da entrega do prêmio “Casas de Hospitalidade Rio 2016”, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), destinado às melhores casas temáticas abertas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos por países, empresas e instituições participantes do evento.

Segundo o ministro, o esporte paralímpico brasileiro apresenta uma espiral de evolução crescente, desde a Paralimpíada de Atenas (2004), em relação à edição de Pequim, na China, em 2008, e daí para Londres, em 2012: “E está evoluindo de Londres para o Rio de Janeiro, neste momento na quinta colocação no quadro de medalhas, que era a meta estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB)”. Ele lembrou que os atletas paralímpicos conseguiram neste evento, inclusive, medalhas inéditas, como no halterofilismo.

Por isso, Picciani assegurou que o esporte paralímpico nacional, que tem como principal parceiro o Ministério do Esporte, tem feito na Rio 2016 uma “extraordinária” participação. Isso servirá, acrescentou o ministro, como motivação para que mais brasileiras e brasileiros que tenham algum tipo de deficiência usem o esporte como fator de diversão, de inclusão, e até, “aqueles que tiverem o talento, como sua profissão, como atletas profissionais”.

O ministro disse que não se deve fazer nenhuma comparação entre o desempenho dos atletas paralímpicos e o dos atletas olímpicos, que não apresentam deficiência, seja física ou intelectual. Ele ressaltou que “tanto o esporte olímpico como o paralímpico tiveram evolução”. Picciani lembrou que, na Olimpíada Rio 2016, o Brasil alcançou a melhor colocação na história dos Jogos. “A nossa avaliação é muito positiva, tanto no esporte olímpico como no paralímpico. Os dois nos orgulham e nos engrandecem muito”.

Ao final da Paralimpíada, a intenção do governo federal é manter e ampliar o apoio ao esporte paralímpico, informou o ministro. Ele lembrou que o maior convênio que o Ministério do Esporte tem é com o Comitê Paralímpico Brasileiro, no valor de R$ 67 milhões.

“Além disso, nós temos uma política perene estabelecida por lei (Lei Agnelo Piva, de 2011), onde se destina parte das receitas das loterias para o esporte paralímpico. E nós temos as loterias da Caixa como uma grande patrocinadora também do esporte paralímpico”.

O ministro disse que o Centro Paralímpico Brasileiro, construído em São Paulo, em parceria com o governo daquele estado, será um equipamento importante para a preparação dos atletas de alto rendimento nas modalidades paralímpicas.

Da Agência Brasil 

Colisão de trens deixa ao menos 6 mortos e mais de 100 feridos

© Reprodução
© Reprodução
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Ao menos seis pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na colisão de dois trens na manhã desta quinta-feira (15) na região de Multan, no centro do Paquistão, informaram autoridades locais. Entre os feridos, cerca de dez estão em estado grave.

O acidente envolveu um trem de passageiros que seguia para Karachi e uma composição de carga que estava parada após atropelar um homem que atravessou a linha.

Saima Bashir, responsável pela ferrovia, atribuiu o acidente a uma falha do maquinista do trem de passageiros, que ignorou os sinais de advertência sobre a composição de carga parada na linha. A polícia rodoviária afastou a possibilidade de sabotagem e reafirmou que o caso foi um acidente.

Houve demora na chegada dos serviços de emergência devido ao feriado religioso do Eid no Paquistão, um país de maioria muçulmana com população de 190 milhões de pessoas.

Os acidentes envolvendo trens são frequentes no Paquistão, país que herdou do colonizador britânico uma ampla malha ferroviária. O sistema tem sofrido nas últimas décadas com falta de investimento e manutenção ruim.

Cerca de 130 pessoas morreram em julho de 2005 quando um trem colidiu com outro dentro de uma estação na província de Sindh, e um terceiro trem atingiu os destroços do acidente.

Com informações da Folhapress

TRE-PB lança cartilha com dados estatísticos das eleições 2016

TRE-PB inscreve para lista tríplice até quarta-feira (21) (Foto: Francisco França/G1)

Uma cartilha com vários dados estatísticos sobre as eleições 2016 foi lançada, nesta quinta-feira (15), pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). O material está disponível na internet.

A apresentação e lançamento da cartilha “Eleições em Números” foram feitas pelo desembargador José Aurélio da Cruz,  presidente do TRE-PB. Ela foi elaborada pela Assessoria de Planejamento, Estratégia e Gestão (ASPLAN).

O formato é simples e acessível e contém informações básicas como, por exemplo, quantos eleitores com identificação biométrica estão cadastrados, quantos candidatos foram registrados, qual o perfil desses candidatos, quantas zonas eleitorais a Paraíba possui e a quantidade de urnas disponibilizadas para este ano.

Do MaisPB, via TRE-PB

Ministro diz que reforma do ensino médio pode vir por medida provisória

O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse nesta quinta-feira (15) que o governo pretende aprovar, ainda este ano, a Reforma do Ensino Médio, nem que seja necessário editar uma medida provisória. A reformulação do currículo e estrutura da parte final do ensino básico está em discussão no Congresso Nacional. “Vamos aprovar neste ano, com certeza”, enfatizou o ministro, na abertura do seminário Caminhos para a qualidade da educação pública: impactos e evidências, que acontece em São Paulo, no teatro do Instituto Tomie Ohtake.

O ministro, no entanto, prevê dificuldades em votar a proposta, uma vez que a prioridade do parlamento nos próximos meses deve ser as medidas relacionadas à economia. “Nós temos receio de que no bojo, no momento em que se discutem medidas tão significativas no campo econômico, a gente venha a secundarizar um tema tão relevante quanto à reforma do ensino médio”, disse.

“Se nós percebermos que a Reforma do Ensino Médio não poderá sair até o final do ano via projeto de lei, mesmo com urgência, nós vamos partir para a medida provisória”, adiantou o ministro que disse ter discutido o assunto com o presidente Michel Temer.

Segundo Mendonça, o ministério já enviou uma série de contribuições ao projeto substitutivo que está sendo elaborado pelo deputado Wilson Filho (PTB-PB) a partir do texto inicial do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

Enxugamento e Flexibilidade

O enxugamento do currículo e a flexibilidade na escolha das disciplinas foram alguns dos pontos destacados por Mendonça ao falar sobre as alterações propostas para o ensino médio. “[É importante] ter mais flexibilidade para que o jovem no ensino médio comece a decidir a própria trajetória. Não faz sentido que o jovem que quer ingressar em um curso ligado à área de humanas tenha a mesma base curricular daquele jovem que vai para as ciências exatas”, ressaltou. O ministro também considerou alto o número de 13 matérias obrigatórias que compõem a grade curricular atualmente.

Ampliar a integração entre o ensino convencional e a rede técnica é outro ponto defendido por Mendonça. “A grande maioria das redes da educação média são absolutamente separadas da educação técnica. Nós temos que aproximar mais para oferecer também essa oportunidade para os jovens”, disse ao mencionar como bons exemplos a rede Paula Souza, de São Paulo, e os Institutos Federais.

Para o ministro, também são necessárias adaptações no modo de ensinar. Mendonça atribuiu os elevados índices de evasão escolar, em parte, à falta de interesse dos jovens na escola. “São 1,7 milhão de jovens que nem trabalham, nem estudam”, destacou. “A grande maioria das redes da educação média são absolutamente separadas da educação técnica. Nós temos que aproximar mais para oferecer também essa oportunidade para os jovens”, acrescentou.

Orçamento

Durante a explanação no auditório do seminário, Mendonça foi interrompido por gritos vindos do público, em manifestação contra cortes no orçamento destinado à educação. O ministro negou que haja redução de recursos destinados à área. “Não houve redução do orçamento do Ministério da Educação, ao contrário do que foi dito e propagado”, enfatizou após atribuir as informações a “mentiras” propagadas nas redes sociais. “A gente tem para 2017 um orçamento que é maior do que o para 2016 em 7%”, complementou.

Da Agência Brasil 

Começa a ser pago o abono salarial do PIS/Pasep do mês de setembro

O abono salarial do PIS/Pasep do calendário 2016/2017, para os nascidos no mês de setembro, começa a ser pago nesta quinta (15). Os saques poderão ser feitos nas agências da Caixa, do Banco do Brasil, de casas lotéricas ou, se estiverem com o cadastro em dia, os trabalhadores poderão receber em conta-corrente a partir desta sexta (16), informou o Ministério do Trabalho. O PIS é o Programa de Integração Social e o Pasep é o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público.

No total, R$ 14,8 bilhões estão disponíveis dentro do novo calendário, ano-base 2015 e, segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o governo manterá o esforço para que todos os trabalhadores efetuem o saque, preferencialmente dentro do respectivo mês de pagamento. De acordo com o ministro, o abono é um direito do trabalhador e 22,3 milhões de pessoas deverão receber dentro do novo calendário.

Neste ano, recebem o benefício os nascidos entre julho e dezembro. Já os trabalhadores nascidos entre janeiro e junho, receberão no primeiro trimestre de 2017. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2017, prazo final para o recebimento.

O calendário pode ser consultado no site do Ministério do Trabalho na internet.

O cálculo do valor do abono salarial segue as novas regras definidas por lei. O pagamento será proporcional aos meses trabalhados durante o ano-base. Ou seja, quem trabalhou durante apenas um mês, receberá o equivalente a 1/12 do salário-mínimo e assim sucessivamente. A fração igual ou superior a 15 dias de trabalho será contada como mês integral, destaca o Ministério do Trabalho.

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais, com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2015, e que tenham sido informados corretamente na Relação Anual de Informação Social (Rais). Do exercício 2015/2016, ano-base 2014, 990 mil trabalhadores ainda têm direito a saque. O prazo foi prorrogado até 30 de dezembro de 2016. Confira aqui o calendário do ano-base 2014.

Da Agência Brasil 

 

Mutirão da improbidade pode barrar ex-gestores que tentam novo mandato

Uma equipe especial de juízes e servidores do Tribunal de Justiça está debruçada sobre as ações que envolvem julgamentos de envolvidos na ‘Operação Pão e Circo’, em junho de 2012. A operação foi deflagrada em conjunto pelo Ministério Público Estadual, PF e Controladoria Geral da União. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa especializada em desviar recursos públicos destinados à promoção de eventos festivos em 13 cidades do estado.

O coordenador do mutirão de combate aos crimes de improbidade e contra operário, juiz Aluizio Bezerra, revelou, nesta quarta-feira (14), que no próximo dia 14 será divulgada o quarto lote de sentenças dentro das Meta 4, do Conselho Nacional de Justiça. Serão mais de 120 sentenças contra gestores e ex-gestores.

Na ‘Operação Pão e Circo’ foram presos 28 suspeitos de envolvimentos com esses crimes contra o erário, entre eles os então prefeitos João da Utilar (Sapé), Renato Mendes (Alhandra) e Dr. Chiquinho (Solânea).

No caso dos envolvidos na ‘Operação Pão e Circo’ a equipe do mutirão já trabalha há três meses e a expectativa, segundo o juiz Aluizio Bezerra, é que as sentenças sejam prolatadas até dezembro. Dos três prefeitos denunciados, João da Utilar e Renato Mendes são candidatos a um novo mandato em seus municípios. Aluízio Bezerra lembra que, em caso de sentença condenatória, mesmo eleitos no dia 2 de outubro, esses gestores podem ter os diplomas da Justiça Eleitoral cassados.

Esquema ilegal que, segundo a CGU, envolveria conluio entre empresários de bandas, servidores municipais e até prefeitos. MPPB e CGU utilizaram com base em suas investigações o banco de dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB). Os indícios apareceram nas falhas e incoerências das prestações de contas desses gestores.

O mutirão contra improbidade administrativa na Paraíba vem atuando há quatro anos. A partir de agora, os gestores que estão tentando retardar as investigações estão sendo conduzidos coercitivamente à presença dos juízes. Mais recentemente foi a ex-prefeito de Caaporã, Jeane Nazário, que há seis meses não era localizada para ser notificada judicialmente. O mesmo também ocorria no caso do ex-prefeito de Cajazeiras, Carlos Antônio.

Esse modelo de mutirão judicial está sendo copiado por outros estados. A ideia é limpar a pauta de ações contra improbidade administrativa no Judiciário paraibano. Dentro das Meta 4 do CNJ, os magistrados querem chegar a 70% das ações sentenciadas. São 1 mil ações que eles julgam nesta etapa.

O juiz Aluizio Bezerra salienta que, em curto prazo, com os recursos sendo negados pelo Tribunal de Justiça, as condenações em segundo grau devem ser cumpridas de imediato, que são cumprimentos de prisão. “As matérias de produção de provas se esgotam no segundo grau. Terceiro grau vai discutir vícios processuais”, observou.

Um levantamento dos juízes aponta que 95% das sentenças determinadas no mutirão são mantidas pelo TJPB, tanto em casos de condenação como de absolvição. No terceiro lote da Meta 4, divulgado em junho deste ano, foram condenados 49 gestores e ex-gestores; outros 49 foram absolvidos.

Portal Correio

Paraíba reduz 9,2% de assassinatos de janeiro a agosto de 2016

As ações realizadas pelas Polícias Civil e Militar para prevenção e repressão qualificadas à violência resultaram na queda de 9,2% dos assassinatos registrados na Paraíba de janeiro a agosto deste ano, em relação ao mesmo período de 2015. Os dados são da Secretaria da Segurança e da Defesa Social e também apontam uma redução da taxa de homicídios não só no Estado, mas também na Capital e outras cidades paraibanas.

De acordo com relatório apresentado pelo do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace) da Secretaria da Segurança e da Defesa Social, nos oito primeiros meses de 2016, a Paraíba contabilizou 882 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) – homicídios dolosos ou qualquer outro crime doloso que resulte em morte – enquanto que até agosto de 2015 foram registrados 971 casos. A redução de janeiro a agosto acompanha a tendência de queda nos números de assassinatos no Estado, que acontece ano a ano desde 2012.

Os números da Segurança apontam também redução de assassinatos em João Pessoa (-20,7%), Bayeux (-23,3%), Campina Grande (-23,4%), Mamanguape (-11,8%), Conde (-27,8%), Alhandra (-17,6%), Patos (-48,6%) se comparados os oito primeiros meses de 2016 e 2015.

“Com trabalho integrado, a responsabilidade territorial dos gestores, que foi estabelecida pela LC 111/2012, e ainda por meio de Inteligência Policial, conseguimos reverter o aumento vertiginoso de homicídios na Paraíba, que saiu de 607 casos em 2002 para 1.563 em 2010, sem que nenhuma providência de gestão fosse tomada. A partir de 2012, as ocorrências de assassinatos foram sendo reduzidas, com 1.542 homicídios naquele ano e chegando a 1.502 em 2015”, destacou o secretário da Segurança e da Defesa Social, Cláudio Lima.

O chefe da pasta ainda acrescentou que, por conta da implementação de uma gestão focada em resultados na Segurança Pública, a taxa de homicídios na Paraíba saiu de 41,5 casos por 100 mil habitantes no ano de 2010 para 37,8 em 2015. Na capital, no mesmo período (2010 a 2015), a taxa saiu de 71,3 para 59,4; em Campina Grande de 51,7 para 36,3; e em Patos de 61,6 para 54,6 por 100 mil habitantes.

Assessoria

TCE aprova contas da Câmara de Curral de Cima de 2014 e 2015

O Tribunal de Contas da Paraíba emitiu pareceres favoráveis à aprovação das contas oriundas de sete Prefeituras e três Câmaras Municipais. Também, do Tribunal de Justiça do Estado e Fundação Espaço Cultural (exercício de 2014), além das contas da Defensoria Pública (2013).

Os prefeitos com prestações de contas anuais aprovadas pelo TCE, na sessão plenária desta quarta-feira (14), foram os de Nova Floresta (João Elias da Silveira Neto Azevedo, 2014), Junco do Seridó (Cosmo Simões de Medeiros, 2013), Monteiro (Ednacê Alves Silvestre Henrique), Pedra Branca (Allan Feliphe Bastos de Sousa, 2013, por maioria, vencido o voto do relator Arnóbio Viana).

Ainda, os de Juripiranga (Paulo Dália Teixeira, 2013), Caldas Brandão (Neuma Rodrigues de Moura Soares, 2014) e Remígio (Melchior Naelson Batista da Silva, 2013, com ressalvas).

Houve  aprovação, também, às contas das Câmaras Municipais de Curral de Cima (2014 e 2015), São Sebastião do Umbuzeiro (2011, com ressalvas, em grau de recurso) e São Mamede (2014).

As do exercício de 2015, procedentes da Câmara de Vereadores de Pilões, foram reprovadas conforme voto do conselheiro Nominando Diniz, relator do processo. Contribuíram para a decisão o não recolhimento de contribuições previdenciárias e despesas não licitadas. Ainda cabe recurso.

Conduzida pelo presidente em exercício André Carlo Torres Pontes, a sessão plenária teve as participações dos conselheiros Arnóbio Viana, Fábio Nogueira, Fernando Catão, Marcos Costa e Nominando Diniz. Também, dos conselheiros substitutos Antonio Gomes Vieira Filho, Antonio Cláudio Silva Santos e Renato Sérgio Santiago Melo. O Ministério Público de Contas esteve representado pela procuradora geral Sheyla Barreto Braga de Queiroz.

Assessoria

Denúncia contra Lula é para evitar que ele se candidate em 2018, diz advogado

Advogado do ex-presidente apresentou defesa
Advogado do ex-presidente apresentou defesa
Advogado do ex-presidente apresentou defesa

Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Marisa Letícia, disse ontem (26), em entrevista coletiva, que a denúncia oferecida hoje contra seus clientes pelos procuradores da força-tarefa da Lava Jato é política e tem o objetivo de evitar que Lula se candidate à Presidência nas eleições de 2018. “Essa é uma narrativa da força tarefa mentirosa, incompatível com a realidade dos fatos e incompatível com as provas existentes”, disse o advogado durante entrevista de quase 40 minutos concedida a jornalistas.

“Eles [procuradores] ignoraram os documentos [que ele disse ter apresentado aos procuradores para provar que a propriedade do triplex no Guarujá é da OAS]. Eles usaram hipóteses e ilações apenas com o objetivo de acusar o ex-presidente Lula e Dona Marisa Letícia. É uma acusação que não se sustenta do ponto de vista jurídico e é uma acusação política para o fim, estabelecido desde o início dessa operação, que é impor, a todo custo, uma condenação indevida e injusta a Lula e Dona Marisa”, disse Martins.

Para o advogado, a ideia é evitar que Lula se candidate às eleições de 2018. “Entendo que há um cenário de perseguição e, mais do que isso, há uma real intenção de tirar o ex-presidente Lula do cenário político e eleitoral para 2018”, disse.

Operação Lava Jato

Hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado à Justiça pela primeira vez no âmbito da Operação Lava Jato. A denúncia também inclui a esposa de Lula, Marisa Letícia da Silva, e mais seis pessoas: o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e quatro pessoas relacionadas à empreiteira Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira. Lula foi denunciado por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e falsidade ideológica.

Os procuradores afirmam que o ex-presidente recebeu vantagens indevidas referentes à reforma de um triplex em Guarujá (SP) feita pela empreiteira OAS. Segundo o MPF, a reforma foi oferecida a ele como compensação por ações do ex-presidente no esquema de corrupção da Petrobras.

Documentos

Martins iniciou a coletiva lendo uma nota que foi distribuída à imprensa e em que diz repudiar a denúncia da Lava Jato e onde nega que Lula e Marisa Letícia sejam proprietários do triplex no Guarujá, que foi o alvo desta denúncia na Lava Jato. Depois, ele fez uma apresentação em Power Point mostrando documentos que comprovariam que o apartamento no Guarujá pertence à OAS e não a Lula ou a Marisa Letícia.

Segundo o advogado, Lula esteve apenas uma vez no imóvel, em 2014, e nunca mais voltou, enquanto Marisa Letícia esteve uma outra vez, com um de seus filhos, quando eles desistiram da compra do imóvel. “Eles nunca usaram esse apartamento”, disse o advogado.

Martins disse, em sua explanação, que a esposa de Lula adquiriu, em 2005, uma cota da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) que, caso fosse quitada, daria direito a um imóvel no Edifício Solaris, no Guarujá. “A Bancoop reservou previamente, a cada associado, uma unidade no futuro edifício. Para a Dona Marisa foi reservado o apartamento 141, uma unidade padrão, com três dormitórios e uma área privativa de 82,5 metros. Essa era a proposta de adesão assinada por D. Marisa na época. Em maio de 2005, ela pagou uma entrada no valor de R$ 20 mil. Pagou ainda as prestações mensais e intermediárias de um carnê da Bancoop até 2009. No total, a família do ex-presidente investiu R$ 179,6 mil na aquisição da cota da Bancoop”, explicou Martins.

Em 2009, no entanto, o empreendimento foi transferido à OAS por uma decisão dos cooperados e Marisa passou a ter a opção de usar os valores que foram investidos na cota como parte do pagamento pelo imóvel ou de receber os valores de volta, que foi o que ela decidiu fazer em 2015. A restituição, segundo Martins, ainda não ocorreu, o que obrigou Marisa Letícia a entrar na Justiça para pedir o resgate dos valores que foram investidos no imóvel.

“Lamento profundamente que hoje a força tarefa da Lava Jato tenha se utilizado do tempo e dos recursos dos cidadãos brasileiros para fazer uma narrativa que é falsa, de cunho político e que é estranha à própria denúncia que foi apresentada apenas para atingir a reputação de Lula e de seus familiares”, disse o advogado, que criticou também o fato dos procuradores terem convocado uma coletiva para apresentar a denúncia. Para ele, os procuradores se utilizaram de “seu tempo de agentes públicos e de dinheiro público para fazer uma entrevista coletiva para enxovalhar a honra de um cidadão”.

Agência Brasil

Denúncia do MPF não pede prisão de Lula

A denúncia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por envolvimento no esquema de corrupção idenificado na Operação Lava Jato, feita ontem (14) pelo Ministério Público Federal (MPF), não está acompanhada de pedido de prisão de Lula.

“Não nos manifestamos sobre medidas cautelares. Esse é um padrão que nós seguimos para não antecipar juízos ou avaliações”, explicou o procurador da República Deltan Dallagnol, que faz parte da força-tarefa do MPF na Lava Jato.

Assim, qualquer iniciativa neste sentido está condicionada à avaliação do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos da operação, acrescentou Dallagnol. Segundo o procurador, Moro vai receber a denúncia e decidir se acata o trabalho do MPF. Em caso positivo, os denunciados tornam-se réus na Justiça Federal.

A força-tarefa fez, nesta tarde, o detalhamento da denúncia, que inclui ainda a mulher do ex-presidente, Marisa Letícia, e mais seis pessoas. Na entrevista, Dallagnol afirmou que Lula era o “comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato”. Lula foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas, somadas, podem chegar a 32 anos e 6 meses de prisão.

A denúncia do MPF trata de crimes de corrupção ativa e passiva cometidos em contratos firmados entre a Petrobras e a empreiteira OAS entre 2006 e 2012, referentes às refinarias Repar e Renest. O trabalho do Ministério Público fala também em crime de lavagem de dinheiro na aquisição, reforma e decoração de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral paulista, e em contratos de armazenamento de bens de Lula, que teriam sido bancados pela empreiteira.

Também foram denunciados pelo MPF o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, além de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine e Roberto Moreira Ferreira, todos ligadas à empreiteira.

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

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