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TRE adia outra vez julgamento da Aije das Ambulâncias

Por Rubens Nóbrega

Ainda não foi dessa vez. Na tarde desta terça-feira (20), o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) não julgou e adiou outra vez o julgamento de mais uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) que pede a cassação do governador Ricardo Coutinho (PSB). A acusação, dessa vez, é a de que ele trocou apoio e votos por ambulâncias na campanha de reeleição, em 2014.

A Aije, movida pela coligação A Vontade do Povo, que teve o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) como candidato a governador, acusa Ricardo por abuso de poder político e econômico e conduta vedada. Nota distribuída pelo PSDB informa que o processo voltará à pauta de julgamentos do TRE na quinta-feira (22) à tarde, conforme previsão atribuída ao próprio presidente do órgão, o desembargador José Aurélio da Cruz.

A coligação de Cássio diz que no ano da eleição foram distribuídas mais de 70 ambulâncias, que custaram em torno de R$ 30 milhões. A distribuição deu-se por critérios absolutamente políticos, acrescenta o PSDB. “Recebia ambulância o prefeito que apoiasse a reeleição do governador-candidato, numa demonstração clara de uso de poder político e desprezo às necessidades da população dos municípios que dependem do transporte para socorrer seus doentes em cidades com mais recursos de atendimento”, afirmou o advogado Frederico Rego, que representa o senador no processo.

Frederico garante que existem provas contundentes contra o governador. Cita como exemplo o caso do município de Brejo dos Santos. “O prefeito Luiz Vieira de Almeida apoiava Cássio no primeiro turno das eleições, no segundo passou a apoiar Ricardo Coutinho e recebeu uma ambulância para o município. Há inclusive vídeo gravado por ele confirmando a doação. A entrega foi feita num evento festivo com direito a carreata, fogos, sirene ligada e presença do governador”, disse o advogado.

Ajustes salariais ficam abaixo da inflação

© Reuters
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No mês de agosto, 51,8% das negociações coletivas para reajustes salariais ficaram abaixo da inflação, de acordo com levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), com base em dados do Ministério do Trabalho.

O número de negociações abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) vinha caindo desde janeiro. Tendo o seu melhor resultado em junho, 22%.

Já nos meses seguintes, o número voltou a crescer, atingindo 36,2% em julho e 51,8% em agosto.

O professor da Faculdade de Economia da USP Hélio Zylberstajn, coordenador da pesquisa Salariômetro, afirma em entrevista à Folha de S. Paulo que o crescimento da inflação surpreendeu e pode ser justificado por uma leve aceleração do INPC, que não era esperada pelo mercado, e uma maior dificuldade de negociação das categorias.

 

Em janeiro, a inflação cresceu muito, por isso essa proporção tão grande. Mas agora, surpreendentemente, vemos esse novo aumento. Nós imaginávamos que a tendência de queda continuaria.”

Defesa de Lula diz que Moro não é imparcial para julgá-lo

© Reuters
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A defesa do ex-presidente Lula afirmou que não ficou surpresa com a decisão do juiz Sergio Moro em aceitar a denúncia do Ministério Público Federal.

Para os advogados de Lula, “nem mesmo os defeitos da peça acusatória e a falta de provas impediu Moro de aceitá-la (denúncia)”. Eles acrescentaram ainda que o processo ocorre “sem um juiz que garanta os direitos fundamentais” do investigado.

Eles afirmaram ainda que “esperam que as autoridades competentes reconheçam que Sergio Moro perdeu a imparcialidade para julgar Lula”.

PROCESSO

O juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro contra o ex-presidente Lula, que pela segunda vez, se tornou réu na Lava-Jato, informa o Globo.

A denúncia do Ministério Público Federal diz respeito ao caso do triplex do Guarujá e do armazenamento do acervo presidencial, pagos pela OAS.

Leia também: Decisão de Moro pode atrapalhar candidatura de Lula em 2018

Reforma trabalhista fica para o segundo semestre de 2017

A reforma da legislação trabalhista vai ficar para o segundo semestre de 2017, disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, nesta quarta (21).Segundo o ministro, a prioridade do governo do presidente Michel Temer é resolver o problema fiscal do país.

“De que adianta modernização da legislação se a economia não voltar aos eixos? É uma questão lógica: primeiro as primeiras coisas”, disse Nogueira em evento do jornal “O Estado de S. Paulo” em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

O ministro não entrou em detalhes sobre o que pode mudar na legislação nem se o governo terá tempo hábil para aportar uma reforma no final do próximo ano.

Para Nogueira, a atual legislação trabalhista é datada, por ter sido elaborada na primeira metade do século 20, e precisa ser modernizada. O principal objetivo dessa reforma é dar segurança jurídica às negociações entre trabalhadora e empregadores.

Hoje, a Justiça do Trabalho invalida em muitos casos as negociações feitas entre sindicatos e empresas, por entender que elas desrespeitam a legislação.

Com informações da Folhapress

Barco com 600 refugiados naufraga e faz ao menos 29 mortos

© DR
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Um barco que transportava cerca de 600 migrantes e refugiados naufragou nesta quarta-feira (21) no mar Mediterrâneo, próximo à costa do Egito. Ao menos 29 pessoas morreram após o acidente.

Segundo a Reuters, a embarcação que virou e afundou tinha passageiros de origem egípcia, síria e africana.

De acordo com as autoridades locais, as operações de busca conseguiram salvar 150 pessoas até o momento.

Baía da Traição e Mataraca têm recursos do FPM bloqueados para saques e transferências

Nove municípios paraibanos podem não receber o segundo decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de setembro, creditado ontem nas contas das prefeituras. Essas cidades fazem parte do grupo de entes da federação cujos repasses do FPM estão bloqueados, seja pela Secretaria da Receita Federal, pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional ou pelo Ministério do Planejamento.

Leia também: Prefeituras da PB perdem mais de R$ 5,4 milhões de FPM

É o caso de Baia da Traição, Casserengue, Itabaiana, Juarez Távora, Mataraca, Pedra Lavrada, Pilões, São José dos Ramos e Seridó.  As cidades afetadas poderão identificar o repasse no extrato bancário, mas o recurso estará bloqueado para saques, transferências e outras operações.

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o repasse do FPM é no valor de R$ 23.831.491,61. A quantia representa uma redução de R$ 5.446.865,52 em relação ao mesmo período do ano passado, quando as prefeituras receberam R$ 29.278.357,12.

O bloqueio do FPM geralmente ocorre quando o município não realiza ou atrasa o pagamento do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), ou possui dívidas com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). As cidades citadas no início da matéria devem se encaminhar ao órgão responsável para regularização e desbloqueio dos recursos.

Confira a lista dos municípios bloqueados aqui.

Terminam nesta quarta inscrições para CFO na PB; remunerações chegam a R$ 5,9 mil

As inscrições para o Curso de Formações de Oficiais (CFO) do Corpo de Bombeiros com oito vagas terminam às 9h desta quarta-feira (21). Veja aqui o edital.

Para participar, o candidato deve estar inscrito no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016). As inscrições terminam às 9h desta quarta (21) e devem ser feitas no site dos Bombeiros.

A taxa de inscrição é de R$ 50 e poderá ser paga até esta sexta-feira (23), nas agências e caixas eletrônicos do Banco do Brasil ou no correspondente bancário (Pag Fácil).

As remunerações variam de R$ 2.194,54, para cadete no 1º ano, a R$ 5.955,37, para 2º tenente.

Da Secom-PB

Governo vê indícios de irregularidade em 45% dos auxílios-doença do INSS

Cerca de 45% dos benefícios de auxílio-doença previdenciário e auxílio-doença acidentário concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em maio de 2015, nas áreas rural e urbana do país, apresentam indícios de pagamento indevido. Inicialmente, o governo divulgou que havia suspeitas de irregularidade em 81% dos benefícios, mas corrigiu a informação nesta terça-feira (20).

O levantamento foi feito pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e constatou que, de 1,6 milhão de pessoas beneficiadas, 721 mil tinham o benefício mantido por mais de dois anos; 2,6 mil foram diagnosticados com doenças que não geram incapacidade; e que a situação de 77 mil segurados, por lei, previa o retorno ao serviço em menos de 15 dias.

Além disso, cerca de 500 mil dos 721 mil benefícios não passaram por revisão há mais dois anos ou foram concedidos sem perícia. Esses últimos casos, segundo a CGU, podem ser explicados pela demora no serviço de perícia. De acordo com o levantamento, o segurado espera, em média, 24 dias para o atendimento médico pericial, enquanto o ideal seriam cinco dias.

“O elevado tempo de espera para realização da perícia médica, além de comprometer a qualidade no atendimento aos segurados, tem resultado em decisões do Judiciário, em ação civis públicas ajuizadas pelo Ministério Público determinando a concessão provisória do benefício sem a necessidade de atestar a incapacidade”, destaca o levantamento.

O valor total pago em auxílios-doença em maio de 2015 foi de R$ 1,8 bilhão. Segundo a CGU, se o cenário fosse mantido sem o diagnóstico e correção destas falhas, o prejuízo do INSS poderia chegar a R$ 6,9 bilhões em um ano.

Revisão

O pagamento do auxílio-doença, que tem valor médio de R$ 1.193,73 por pessoa, chegou ao total de R$ 23 bilhões no ano passado. Com as fiscalizações realizadas em 2015 em 57 da 104 Gerências Executivas do Instituto onde são realizadas as perícias, o comando do INSS deu início a revisões que levaram a interrupção de 53 mil benefícios – 46 mil de auxílio-doença e 7 mil de aposentadoria por invalidez – que estavam sendo pagos indevidamente. O resultado foi uma economia de R$ 916 milhões, segundo CGU.

A meta do INSS é convocar 530 mil beneficiários do auxílio-doença e 1,1 milhão de aposentados por invalidez com idade inferior a 60 anos para reavaliar os pagamentos. Segundo o instituto, a revisão de todos os benefícios pode levar à suspensão de 15% a 20% dos pagamentos, gerando economia de R$ 126 milhões por mês.

Beneficiários mortos

O estudo também considerou números do Sistema de Controle de Óbitos e o Sistema de Informações sobre Mortalidade, mantidos pelos ministérios da Previdência e da Saúde, respectivamente, e identificou 54 benefícios que continuam sendo pagos mensalmente pelo INSS mesmo após o registro do óbito do beneficiário nos sistemas, em dezembro de 2014. “Esses casos representam um gasto mensal de R$ 59 mil e anual de R$ 769 mil”, destacou o texto.

Da Agência Brasil 

Comissão vai multar em até R$ 50 mil estabelecimentos homofóbicos da PB

Estabelecimentos devem cumprir lei em defesa da população LGBT

Foi definida nesta terça-feira (20) a Comissão Especial que determinará a aplicação de multas até R$ 50 mil a estabelecimentos que cometam atos de homofobia na Paraíba. O delegado de Crimes Homofóbicos, Marcelo Falcone, e as delegadas Renata Matias e Desireé Vasconcelos, serão encarregados de examinar as denúncias, de acordo com a Lei Estadual 7.309/2003.

Leia também: Lei não cumprida prevê que estabelecimento que comete homofobia deve pagar multa

Segundo a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, o governo do Estado garantiu ao Ministério Público e à OAB que criaria uma comissão para aplicação da lei após reunião realizada durante o mês de agosto com representantes das instituições e do Movimento LGBT.

As delegacias de todo o Estado poderão coletar denúncias e encaminhar à comissão para aplicação da penalidade administrativa. “O secretário de Segurança Claudio Lima entendeu que se trata de tema da maior relevância e adotou rapidamente todas as medidas para a implementação da lei 7.309”, disse Gilberta.

A Comissão pode receber denúncia de manifestação de discriminação, coação e atentado contra os direitos da pessoa em razão de sua orientação sexual praticada por pessoa física, dirigente, preposto ou empregado de pessoa jurídica de direito público ou privado, no exercício de suas atividades profissionais.

Também pode instaurar e conduzir o procedimento administrativo para a apuração das denúncias, tendo como prazo máximo para publicação da decisão 30 dias, a contar da data do recebimento da denúncia, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período, mediante solicitação do Presidente da Comissão Especial ao Secretário de Estado da Segurança e da Defesa Social. Também podeaplicar as penalidades e realizar editais entre as Organizações Não-Governamentais para utilização dos recursos arrecadados.

Quem cometer atos de homofobia pode receber as punições:

– advertência;
– multa de até R$ 50 mil;
– suspensão temporária do alvará ou autorização para funcionamento;
– cassação do alvará para funcionamento;
– A punição prevista quando aplicada a Servidor Público, deverá ser inscrita na respectiva ficha funcional.

A Lei Estadual de número 7.309/2003 prevê a aplicação de multas de até R$ 50 mil a estabelecimentos que cometam atos de homofobia, ou seja, discriminação de pessoas devido à sua sexualidade ou devido ao afeto entre casais do mesmo gênero. O decreto nº 27.604/2003 regulamentou a lei e está em vigor desde 2003, quando foi proposta pelo então deputado estadual Ricardo Coutinho.

Do Portal Correio 

Polícia encerra inquérito do caso Rebeca e indicia padrasto por estupro e homicídio qualificado

Rebeca morreu em 2011
Rebeca morreu em 2011
Rebeca morreu em 2011

A Polícia Civil da Paraíba encerrou o inquérito do assassinato da estudante Rebeca Cristina, encontrada morta e violentava em julho de 2011, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. O cabo Edvaldo Soares da Silva, padrasto da garota, foi indiciado pelos crimes de estupro e homicídio qualificado. Nessa terça-feira (20), o policial teve a prisão preventiva decretada. O policial militar está preso desde julho deste ano.

Leia também: Justiça nega habeas corpus e suspeito na morte de Rebeca permanece preso em JP

Ao Portal Correio, o delegado Glauber Fontes, que há 3 anos comanda às investigações, disse que o inquérito foi entregue ao Ministério Público da Paraíba, que ofereceu denúncia contra o padrasto. O juiz do 1º Tribunal do Júri, Antônio Maroja, acolheu pedido do MP e converteu e a prisão temporária em preventiva.

“A Polícia Civil concluiu o inquérito policial com o indiciamento do padrasto, apontando vinte e dois indícios do convencimento da participação direta do cabo Edvaldo no estupro e morte de Rebeca. Podemos dizer que essa primeira fase do inquérito foi concluída depois de cinco anos de muita investigação”, disse o delegado.

Fontes revelou que um inquérito complementar será iniciado para chegar a outros participantes do assassinato da estudante. “Vamos começar uma nova fase das investigações, mas o principal participante dessa morte brutal foi identificado, está preso e agora virou réu depois do acolhimento da denúncia por parte do juiz. Apesar do cabo Edvaldo mentir várias vezes na tentativa de dificultar as investigações, nós chegamos até ele”, comentou.

Conforme o delegado, entre os indícios apontados pela Polícia Civil, destacam-se: o histórico do suspeito voltado para prática de crimes sexuais, pois, ao longo da investigação, vários casos foram identificados, tendo alguns se transformado em inquérito policial próprio e em sindicância instaurada.

“No dia do crime, Edvaldo Soares não estava escalado oficialmente para trabalhar no Presídio do Róger, como afirmava. Ele usou a unidade prisional apenas para apresentar um álibi que não se sustentou. Esteve ausente do presídio no dia do crime não em qualquer horário do dia, mas, exatamente no período em que a perícia concluiu que houve a morte da estudante Rebeca Cristina. Por diversas vezes, o suspeito tentou tumultuar as investigações, sempre trazendo informações falsas. Quanto à motivação do crime, trabalhamos em duas frentes: Edvaldo mantinha um relacionamento extraconjugal e a vítima teria descoberto isso e a segunda foi em razão de um distúrbio sexual apresentado pelo suspeito”, afirmou Glauber Fontes.

Segundo o delegado, durante cinco anos, foram ouvidas mais de 100 pessoas, cerca de 50 testes de DNA foram realizados e várias linhas de investigações foram apuradas e descartadas. O cabo Edvaldo está preso na sede do 1º Batalhão em João Pessoa.

Por Hyldo Pereira

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