Acidente aconteceu no sentido peixe-boi à BR-101, a cerca de 8km da BR
Acidente aconteceu no sentido peixe-boi à BR-101, a cerca de 8km da BR
Um homem morreu carbonizado e outros dois menores ficaram feridos em um grave acidente na tarde deste domingo (18), na estrada de acesso ao Peixe-boi, na zona rural de Rio Tinto. O acidente aconteceu por volta das 15h30.
De acordo com informações da Polícia Militar, um veículo da marca Gol trafegava na pista quando perdeu o controle e bateu num poste de alta tensão.
Com o impacto o poste partiu ao meio e caiu sobre o veiculo. A rede elétrica incendiou todo o carro e o motorista identificado como Ednaldo Santos de Oliveira, de 28 anos, morreu carbonizado. Dois primos da vítima conseguiram sair ilesos com pequenos ferimentos.
Segundo uma das testemunhas, Ednaldo Santos estava embriagado e voltava de Praia de Campina com destino a sua comunidade, Rio do banco, em Rio Tinto.
O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) acusou o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, homem forte do governo Michel Temer, de estar por trás de irregularidades na operação para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio.
Ao classificar Moreira como “o cérebro” da gestão Temer, Cunha disse que o novo plano de concessões “nasce sob suspeição” e deu sinais de que pode atingir o presidente. “Na hora em que as investigações avançarem, vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no governo”, afirmou, na primeira entrevista exclusiva após perder o mandato.
Ex-presidente da Câmara, Cunha é suspeito de ter cobrado da empreiteira Carioca Engenharia R$ 52 milhões de propina em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para o Porto Maravilha, projeto de revitalização da região portuária. Ele chama a denúncia de “surreal” e aponta o dedo para Moreira.
Cunha também criticou Temer, por “aderir ao programa de quem perdeu a eleição”. E prometeu revelar bastidores do processo de impeachment de Dilma Rousseff em livro que lançará no fim do ano. “Vai ser um presente de Natal.”
O governo avalia que a denúncia da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, na última semana, enfraquece as manifestações “Fora, Temer”. O sr. concorda?
Tudo depende do que está motivando a sociedade para o “Fora, Temer”. Mas temos um problema: o Michel foi eleito com a Dilma com um programa que ela não cumpriu. E ele também não está cumprindo. Por outro lado, ele aderiu ao programa do PSDB e do DEM, que perderam a eleição. Que o Brasil precisa de reforma previdenciária, trabalhista, não tenho dúvida. Mas é difícil fazer uma coisa muito radical, no meio de um mandato, com alguém sem a legitimidade de estar discutindo isso debaixo de um processo eleitoral.
O sr. acha que o presidente Temer não tem legitimidade?
Ele tem legitimidade. Eu disse que talvez não tenha para um programa radical, contrário àquilo que foi colocado no processo eleitoral. A população aplaudiu porque tirou a Dilma, mas não está satisfeita.
O sr. está dizendo que não queriam Dilma, mas também não querem Temer…
Não querem porque não se sentem representados. Me preocupa um jovem virar para mim na rua, me cumprimentar e dizer: “Parabéns, a gente queria tirar essa mulher, queria tirar o PT, mas não tem por que entubar esse vice”.
E o que ele deve fazer?
Acho que tem de ser uma coisa mais light, tentando recuperar aquilo que a Dilma descumpriu, sem movimentos radicais. Uma vez o próprio Michel disse o seguinte: “A presidente não vai conseguir se aguentar com esses índices de popularidade”. Só que ele está (em situação) semelhante. Dilma precisava recuperar popularidade. Ele precisa ganhar, porque não tem. O Michel tem de tomar cuidado porque, no fundo, o PSDB quer jogar a impopularidade no colo dele para depois nadar de braçada. Mas quem manda no governo é o Moreira Franco.
Por que o sr. chamou Moreira Franco de eminência parda?
Ele é muito mais do que eminência parda. Moreira Franco, que se diz sociólogo, é o cérebro do governo. Foi ele que articulou a candidatura do genro, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para ser presidente da Câmara, atropelando a base aliada.
Dilma dizia que o sr. era quem mandava no governo interino.
Fica claro hoje que não era. O Moreira Franco era vice-presidente (de Fundos e Loterias) da Caixa, antes do Fábio Cleto, que fez a delação falando de mim. Quem criou o FI-FGTS na Caixa foi o Moreira Franco. Toda a operação no Porto Maravilha foi montada por ele. No programa de privatização, dos R$ 30 bilhões anunciados, R$ 12 bilhões vêm de onde? Do Fundo de Investimento da Caixa. Ele sabe de onde tirar dinheiro. Esse programa de privatização começa com risco de escândalo. Nasce sob suspeição.
Delatores dizem que o sr. recebeu propina na obra do Porto Maravilha. E Fábio Cleto era ligado ao sr., seu braço-direito na Caixa.
Fábio Cleto era ligado à bancada do PMDB e eu desminto qualquer recebimento de vantagem indevida. Acho engraçado quando você pega e fala de delação, citando Porto Maravilha, quando quem conduziu toda a negociação e abertura de financiamento, em conjunto com o prefeito do Rio (Eduardo Paes), foi o Moreira. E agora aparece uma denúncia e é contra mim? Isso é surreal. Quem comandava e ainda comanda o FI (Fundo de Investimento) chama-se Moreira Franco. E lá tem muitos financiamentos concedidos que foram perdas da Caixa. Na hora em que as investigações avançarem, vai ficar muito difícil a permanência do Moreira no governo.
De que perdas o sr. fala?
Uma de que me lembro foi da Rede Energia. Outra foi da Nova Cibe. O uso de energia, na época, teve escândalo grande.
O sr. tem provas em relação a Moreira Franco?
Estou levantando suspeição, em minha defesa, por uma razão muito simples. Há um inquérito instaurado com uma delação do Fábio Cleto em cima de uma operação que foi feita quando Moreira era vice-presidente da Caixa.
Na última semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, relator da Lava Jato, autorizou a remessa para a Justiça Federal do Paraná da ação em que o sr. é acusado de corrupção por manter contas na Suíça para recebimento de propina da Petrobrás. O sr. tem medo de ser preso?
Medo? Nenhum. Não há provas contra mim. Só se for uma motivação de natureza política. Não se pediu prisão na denúncia apresentada contra o Lula. Por que fariam em relação a mim?
O Ministério Público diz que Lula é o “comandante máximo” da corrupção na Petrobrás, mas o sr. também foi acusado de ser chefe do esquema de propina…
Eu não sei se ele é ou não o comandante máximo, mas o que sempre me deixou estarrecido foi quererem me carimbar como se eu fosse o chefe do esquema. Isso é ridículo. Naquele período de 2006, até 2007, eu estava no grupo do vagabundo daquele (Anthony) Garotinho, numa linha contra o Lula.
O sr. está escrevendo um livro sobre os bastidores do impeachment. Vai revelar conversas comprometedoras?
Não sei se são comprometedoras. Vou contar as reuniões, os diálogos, tudo, doa a quem doer. A conclusão será de quem lê. Quero lançar no fim do ano. Vai ser um presente de Natal.
O sr. sempre foi amigo de Temer, mas agora tem feito ameaças. Auxiliares dele dizem que são bravatas…
Estou ameaçando quem? O distanciamento que existe é porque eu quero. Houve muita hipocrisia. Não há razão para eu manter convivência com um governo que me cassou.
Na sua avaliação, o presidente termina o mandato?
Espero que termine. Desejo sucesso a ele, mas vejo muita dificuldade. Há ainda o risco do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que pode cassar a chapa. Se levar a julgamento, vai cassar. As provas são irrefutáveis. Pergunto: por que o PSDB não desistiu da ação? Para deixar uma faca no pescoço.
Então o sr. avalia que o PSDB teria de deixar o governo?
Não acho que tenha de colocar o PSDB e o DEM para fora, mas esses dois partidos não podem querer tomar conta do governo na mão grande. É isso que solidifica o discurso do golpe. O País ainda não entrou numa estabilidade política.
E vai entrar?
Acho que vamos nessa situação de empurrar com a barriga até a eleição de 2018.
O que o sr. não faria novamente, se pudesse voltar atrás?
Talvez eu devesse ter sido mais Renan (Calheiros, presidente do Senado) e menos Eduardo Cunha. Renan é jogador, é falso, é dissimulado. Eu meço menos o que vou fazer. Outro erro do qual me arrependo foi ter anunciado o rompimento com o governo Dilma. Eu deveria ter rompido na prática, mas não no verbo.
O sr. vai sair do PMDB?
Por que vou sair do PMDB? Minha guerra não está perdida. Ainda está só começando.
Pelo menos sete editais de concursos públicos oferecem 701 vagas de emprego na Paraíba. Os editais foram publicados por prefeituras e câmaras municipais, além dos hospitais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e pelo Ministério Público Federal (MPF).
Nesta semana, apenas o concurso de Pilar termina o prazo de inscrição, neste domingo (18). Também estavam abertas até a quarta-feira as inscrições para o processo seletivo que previa o preenchimento temporário de 62 vagas nos cargos do quadro de pessoal da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) da prefeitura municipal de Patos, no Sertão paraibano, mas o concurso foi suspenso após pedido do Tribunal de Contas do Estado.
Confira mais informações sobre os concursos e processos seletivos na Paraíba:
Pilar A prefeitura municipal de Pilar, na Mata paraibana, prorrogou o prazo de inscrições para um concurso público que prevê o preenchimento de 82 vagas no órgão. De acordo com o edital, no total são oferecidas 78 vagas para ampla concorrência e quatro para pessoas com deficiência, em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários oferecidos variam entre R$ 880 e R$ 2.005,24. As inscrições devem ser feitas exclusivamente por meio da internet, no site da organizadora, até este domingo (18).
Procurador da República O Ministério Público Federal (MPF) abriu inscrições para o 29º Concurso para Procurador da República, com duas vagas na Paraíba, para as cidades de João Pessoa e Guarabira. As inscrições seguem até 28 de setembro, segundo o edital. O salário inicial é de R$ 28.947,55. A inscrição preliminar é realizada exclusivamente nas Procuradorias da República nos estados e no Distrito Federal e nas Procuradorias da República nos municípios relacionadas no Anexo III, das 12h às 18h, horário local. Antes disso, o candidato deve fazer sua pré-inscrição pela internet, no site do Ministério Público Federal, e pagar uma taxa de R$ 250.
Piancó A prefeitura municipal de Piancó, no Sertão paraibano, abriu inscrições em um concurso que prevê o preenchimento de 13 vagas para cargos de nível fundamental completo no órgão. As vagas são para os cargos de agente comunitário de saúde e agente de combate a endemias, com salário previsto de R$ 1.014. As inscrições seguem até 30 de setembro e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no site da organizadora.
Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) – Campina Grande Estão abertas até o dia 3 de outubro as inscrições do concurso público para o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande. De acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra os hospitais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no total estão sendo oferecidas 293 vagas, sendo 89 para área médica, 176 para área assistencial e 28 para área administrativa. As inscrições para as três áreas no HUAC podem ser feitas via internet, no site da organizadora.
Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB) – Cajazeiras Estão abertas até o dia 3 de novembro as inscrições do concurso público para o Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB), em Cajazeiras. De acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que administra os hospitais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no total estão sendo oferecidas 302 vagas, sendo 71 para área médica, 200 para área assistencial e 31 para área administrativa. As inscrições para as três áreas no HUJB podem ser feitas via internet, no site da organizadora.
Criação de emprego com carteira assinada cai 64% no país; é pior balanço em 15 anos
Em época de demissões crescentes, a estabilidade se torna uma preocupação muito grande para os trabalhadores. Por mais que se busque dedicação ao máximo ao trabalho, nem sempre existe garantia sobre manutenção de empregos. Exceto, obviamente, nas situações estabelecidas pela legislação trabalhista. Segundo o advogado Gilberto Bento Jr., os trabalhadores precisam ficar atentos a esses casos. Ele destaca que pelo menos seis direitos devem ser conhecidos pelos trabalhadores. A lista não leva em consideração casos que envolvem eleições sindicais e outras correlatas.
Quando o trabalhador está perto de aposentar, seja integral ou proporcional, desde que haja previsão nesse sentido nas normas coletivas da categoria, ele conquista “estabilidade pré-aposentadoria”, ou seja, no período fixado na norma (que costuma ser de 12 ou 24 meses anteriores à aposentadoria) ele não pode ser dispensado sem justa causa.
Estabilidade pré-dissídio
Muitas categorias asseguram estabilidade de 30 dias antes da data base da convenção coletiva a seus filiados, com base na legislação que aponta que “o empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou não pelo FGTS”.
Portanto, 30 dias antes da data base de dissídio, se algum funcionário for dispensado sem justa causa, caberá uma multa por estabilidade de dissídio. Devido a nova Lei do Aviso Prévio, que a cada 1 ano trabalhado acrescenta-se 3 dias por ano, a data de início da estabilidade será variável dependendo do tempo de trabalho do empregado na empresa.
Acidente de trabalho
O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mínimo de 12 meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa. A estabilidade para esse caso começa a partir do término do auxílio-doença concedido ao empregado que sofreu acidente de trabalho.
Para ter direito à estabilidade de 12 meses é necessário que o afastamento por motivo de acidente seja superior a quinze dias (se for menor não há direito ao beneficio, pois nesse caso os dias que ficou sem trabalhar serão pagos pelo empregador) e o empregado acidentado tem, obrigatoriamente, que dar entrada ao pedido de auxílio-doença junto ao INSS.
Se ele simplesmente deixar de trabalhar por mais de quinze dias e não dar entrada no benefício não terá direito à estabilidade. Caso o empregado contraia alguma doença profissional e for comprovado que essa doença decorreu da atividade que desempenhava também terá direito ao benefício.
Gestação
É proibida a dispensa sem justa causa da trabalhadora gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Se o empregador dispensar sem ter conhecimento da gravidez, terá de reintegrar ao trabalho ou pagar a indenização decorrente da estabilidade em caso de demissão. E a gestante só pode voltar ao trabalho se a demissão ocorrer durante o período de estabilidade.
Caso entre com uma ação trabalhista e a sentença do juiz se dê após o período de estabilidade, só será possível obter a indenização (pagamento de salários e demais direitos que receberia se estivesse trabalhando). Como são cinco meses de estabilidade, então teria direito a receber o valor do salário mais direitos multiplicado por 5.
A empregada que ficar grávida durante o contrato de experiência não tem direito à estabilidade, já que o término do contrato não configura arbitrariedade, porque as partes têm conhecimento de que o contrato tem dia certo para terminar.
Estabilidade por aborto involuntário
Se a gestante sofrer aborto, se tem entendido que a estabilidade fica prejudicada. Ocorrendo o aborto espontâneo, a funcionária goza de apenas duas semanas de repouso.
Documento coletivo da categoria
O direito à estabilidade pode ser garantido em cláusula no documento coletivo da categoria, como criar garantia de emprego para outros casos (estabilidade para quem está para se aposentar, por exemplo) e ainda aumentar o prazo da estabilidade.
Dois foragidos da Justiça foram presos, na noite desse sábado (17), durante abordagens realizadas nos municípios de Catingueira e Mamanguape. Os presos são procurados por tráfico de drogas e estupro.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizou as prisões, um dos homens foi encontrado quando estava bebendo em um bar que fica à margem da BR 361, em Catingueira.
Foragido desde 2015 por tráfico de drogas, o homem foi encaminhado até a Delegacia de Polícia Civil em Piancó.
Já em Mamanguape, o homem procurado por estupro foi preso quando estava dentro de um veículo que trafegava pela BR-101. Preso, o homem foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil de Mamanguape.
Numa missão não muito complicada, o Botafogo-PB carimbou sua classificação para as quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, na noite deste domingo (18). O alvinegro empatou em 0 a 0 com o Fortaleza, no Estádio Almeidão, em João Pessoa. No mata-mata, o Belo vai encarar o Boa Esporte.
No primeiro tempo, o Belo manteve maior posse de bola, mas foram do Fortaleza as chances mais efetivas de gol. A equipe paraibana parecia sem definição de jogadas e cometia muitos erros. A primeira oportunidade clara de abrir o placar do time da casa só surgiu aos 34 minutos, em bomba rasteira lançada de fora da área por Raphael Luz.
O Botafogo-PB tentou botar pressão nos últimos minutos, mas o ímpeto acabou fazendo Jefferson Recife e Marcelo Xavier levarem cartão amarelo após faltas em Pio e Leandro Lima.
No segundo tempo, o Belo voltou mais cansado, com ritmo de jogo inferior ao da primeira etapa. A situação fez o Fortaleza crescer e dominar a posse de bola. Apesar disso, os paraibanos tiveram boa chance aos 19 minutos, em jogada de Marcinho, mas esbarrou em boa defesa do Fortaleza. Aos 32 e aos 36, mais oportunidades perdidas, com Marcinho e Warley.
O gol não saiu, mas a classificação do Botafogo-PB já era praticamente certa depois do bom desempenho na primeira fase. O time terminou em terceiro lugar no Grupo A, com 28 pontos.
A primeira entrega de materiais de limpeza produzidos por reeducandos do sistema prisional paraibano foi realizada esta semana, na última quarta-feira (14). O material foi doado ao Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa. A ação é o resultado do curso de fabricação de sabão artesanal oferecido na Penitenciária de Segurança Máxima “Dr. Romeu Gonçalves de Abrantes” (PB 1), por meio de parceria entre o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Instituto Federal da Paraíba (IFPB), Secretaria de Administração Penitenciária e Primeira Igreja Batista.
A capacitação teve início no dia 20 de julho com o objetivo de ressocialização e produção voltada, inicialmente, a suprir a própria unidade prisional, com a participação de dez apenados, no primeiro momento. Na ocasião, a juíza da Vara das Execuções Penais de João Pessoa, Andreia Arcoverde, ressaltou que, 10% da produção será destinada à doação para entidades filantrópicas.
“Os projeto tem impacto em três frentes: sustentabilidade, com o aproveitamento de materiais recicláveis; ressocialização de apenados, uma vez que há capacitação para o mercado de trabalho e melhoria da qualidade de vida daquela população carcerária, visto que garante a auto-suficiência da unidade em relação a materiais de higiene e limpeza”, afirmou a magistrada.
A juíza informou ainda que o projeto tem contado com a colaboração do 1º Juizado Especial de Mangabeira, onde atua como juíza auxiliar. “Todo mês há um repasse de recursos provenientes de transações penais, para colaborar com a continuidade do curso e do projeto”, revelou.
A magistrada adiantou que a Fábrica de Sabão já tem, inclusive, logomarca, que a identifica. A marca foi criada por Bruno Máximo, filho de um servidor do Poder Judiciário, lotado no Fórum Regional de Mangabeira.
O promotor da Promotoria da Tutela Coletiva do Sistema Prisional e Direitos Humanos de João pessoa, Ricardo Medeiros, comentou a iniciativa. “A ideia é fomentar a cidadania das pessoas e o sentimento de coletividade e solidariedade na sociedade civil”.
Durante a entrega, o major Sérgio Fonseca, que representou o secretário Wagner Dorta na ocasião, ressaltou a busca constante pelo equilíbrio dentro do sistema penitenciário, com a aplicação da disciplina e a implementação de ações concretas de ressocialização.
A coordenadora de Nutrição do Hospital Napoleão Laureano, Josilene Venâncio, agradeceu a ação e falou da parceria. “É de suma importância esta parceria entre a Secretaria de Estado da Administração e o Hospital Napoleão Laureano, é uma ajuda a mais, a gente trabalha com 150 leitos, que todos os dias, 3 vezes ao dia, são limpos, porque existe a rotatividade de paciente, então o gasto com material de higiene é muito grande, portanto é uma soma a mais para o nosso hospital filantrópico”, ressaltou.
Doações – Os interessados em colaborar podem realizar doações de soda cáustica, hipoclorito de sódio (cloro), desinfetante concentrado, essências e óleo de cozinha usado. Os produtos deverão ser entregues na escola de Gestão Penitenciária (EGEPEN), situada ao lado do Hospital São Vicente de Paulo, na Avenida João Machado, João Pessoa.
A Primeira Igreja Batista, no Centro da Capital, também terá um ponto de coleta funcionando às terças-feiras.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, lançou na terça-feira (13), em Brasília, a Campanha Nacional de Multivacinação 2016. O objetivo da campanha é mobilizar os pais ou responsáveis a levarem seus filhos para atualizar o cartão de vacinação. Este ano, a ação será voltada para menores de cinco anos, para crianças de nove anos e adolescentes de 10 a 15 anos incompletos. Para isso, o Ministério da Saúde enviou 19,2 milhões de doses extras de 14 vacinas para os postos de saúde de todo o país.
“Neste ano, estamos incluindo os adolescentes porque esse grupo prioritário é um dos apresenta uma maior resistência a se vacinar. Além disso, muitos pais acreditam que não há necessidade de imunizar os filhos nesta faixa etária” explicou Ricardo Barros. Segundo o ministro, com a campanha serão atualizadas 14 vacinas nesses públicos. “Isso servirá para reduzir o número de não vacinados e aumentar a cobertura vacinal nas crianças e adolescentes”, completou. Ricardo Barros reforçou que é fundamental que toda a população alvo compareça aos serviços de saúde levando a caderneta de vacinação, para que os profissionais de saúde possam avaliar se há doses que necessitam ser aplicadas.
O dia D da mobilização nacional será no sábado, 24 de setembro, mas a campanha se inicia na próxima segunda-feira (19) e vai até 30 de setembro. Ao todo, foram enviadas às unidades da federação 26,8 milhões de doses, que serve tanto para a vacinação de rotina, no mês de setembro (7,6 milhões), como doses extras para a campanha (19,2 milhões). Serão cerca de 36 mil postos fixos de vacinação e 350 mil profissionais de saúde envolvidos nos 12 dias de mobilização.
Com a campanha de vacinação, o Ministério espera a redução das doenças imunopreveníveis no país e diminuir o abandono à vacinação. Como a vacinação será de forma seletiva para a população alvo, não há meta a ser alcançada.
Para reforçar a mobilização, o Ministério da Saúde lançou uma campanha publicitária que será divulgada em todo o país. Com o slogan “Todo mundo unido, fica mais protegido”, a campanha publicitária será veiculada na televisão, rádio e internet, com vídeos, banners, cartazes e jingles.
Para a coordenadora substituta do Programa Nacional de Imunização (PNI), Ana Goretti Maranhão, o lançamento dessa campanha é importante, também, porque marca os 43 anos do PNI. “Em todos esses 43 anos de programa, temos uma história de sucesso: erradicamos a poliomielite e temos, ao longo dos anos, reduzido drasticamente uma série de doenças, além de manter as coberturas altas na maioria das oferecidas”, afirmou.
MUDANÇAS NO CALENDÁRIO – Em janeiro de 2016, o ministério promoveu alteração no esquema vacinal de quatro vacinas: poliomielite, HPV, meningocócica C (conjugada) e pneumocócica 10 valente. O Calendário Nacional de Vacinação tem alterações rotineiras e periódicas em função de mudança na situação epidemiológica, nas indicações das vacinas ou na incorporação de novas vacinas. Mudanças deste ano:
POLIOMIELITE – O esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável – VIP (2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral – VOP (gotinha). Até 2015, o esquema era de duas injetáveis (VIP) e três orais (VOP). A mudança está de acordo com a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e como parte do processo de erradicação mundial da pólio. Vale ressaltar que essa substituição não prejudica a proteção das crianças, que já ficam imunizadas com as três doses injetáveis.
HPV – O esquema vacinal passou de três para duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.
MENINGOCÓCICA – O reforço, que anteriormente era administrado aos 15 meses, passou a ser administrado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.
PNEUMOCÓCICA- Redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente. Passou a ser administrada em duas doses, aos 2 e 4 meses, com um reforço preferencialmente aos 12 meses, que pode ser recebido até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.
PNI – Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) distribui cerca de 300 milhões de imunobiológicos anualmente, dentre vacinas e soros, além de oferecer à população todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Nos últimos cinco anos, o orçamento do PNI cresceu mais de 140%, passando de R$ 1,2 bilhão, em 2010, para R$ 2,9 bilhões, em 2015.
Doses extras enviadas aos estados para a campanha de multivacinação:
Atleta é natural de São José do Brejo do Cruz, no interior da Paraíba
Quando viu, pela televisão, o que tinha acabado de fazer na final dos 400m T47 (para amputados), nem Petrúcio Ferreira acreditou. Depois de ser o último atleta a fazer a curva que antecede a linha de chegada, Petrúcio imprimiu, nos últimos metros, uma arrancada fantástica e absolutamente inesperada para ficar com a prata – a terceira medalha em três provas que competiu. “Se eu tivesse ali mais ou menos uns dois metros até a linha de chegada, quem sabe eu não teria beliscado o ouro”, calcula o campeão e recordista mundial nos 100m e dono de uma medalha de prata no revezamento 4x100m T42-T47, ao lado de Yohansson Nascimento, Alan Fonteles e Renato Nunes.
O ouro realmente não veio por uma questão de centésimos – oito, para ser mais exato. O cubano Ernesto Blanco venceu com o tempo de 48.79, enquanto Petrúcio marcou 48.87. O austríaco Gunther Matzinger, que já tinha encaminhado o segundo lugar, acabou sendo pego de surpresa pelo ritmo alucinante do brasileiro terminou em terceiro, com 48s95. “Foi em um piscar de olhos. Muitos pensavam que eu não estava chegando, mas, durante a corrida, eu vinha pensando que eu chegaria neles. E quanto mais eu pensava, mais eu me aproximava deles”.
Especialista em provas curtas, Petrúcio correu os 400m pela segunda vez em sua meteórica carreira. Antes da prata nas Paralimpíadas, só tinha percorrido a distância no evento-teste do atletismo, justamente para chegar ao índice que garantiu sua classificação para os Jogos. “Não é minha prova. Ainda não gosto de correr os 400m e prefiro correr os 100m e os 200m. Como não teve os 200m, tive que migrar para os 400m. Eu estava inscrito nela e tinha que dar o meu melhor. Ontem [16] eu me classifiquei e o pensamento era de que eu iria me superar e fazer melhor do que eu já tinha feito”, diz.
A desvantagem para os adversários mais calejados na distância foi encurtada com frieza, precisão e calculismo impressionantes para quem está há apenas dois anos no atletismo. “Uma das minhas estratégias foi me poupar nos primeiros 200m da prova para soltar toda a energia que eu economizei nos metros finais e tentar buscar medalha. Foi um pouco difícil de colocar em prática, porque com o grito da torcida em um Engenhão lotado, você quer ir de qualquer jeito para chegar em primeiro. Eu tive que manter a calma e correr tudo aquilo que eu treinei, para que fluísse durante a prova”, explica. “Se eu tivesse arrancado um pouquinho antes, talvez tivesse faltado fôlego para os últimos metros e nem com a prata eu teria ficado”.
Nova geração
Atleta é natural de São José do Brejo do Cruz, no interior da Paraíba
Expoente da nova geração do atletismo paralímpico do Brasil, Petrúcio, de apenas 19 anos, diz que, apesar de se despedir do Rio de Janeiro com três medalhas, ainda está longe de atingir o seu ápice. “Qualquer treinador costuma me dizer que eu ainda estou na base. Sou iniciante. Ainda preciso melhorar alguns fundamentos, como corrigir a passada, uma elevação de joelho, a movimentação do braço. Creio que daqui a quatro anos eu consiga melhorar mais ainda a minha performance”.
O menino de São José do Brejo do Cruz, no interior da Paraíba, perdeu parte do braço esquerdo em um acidente com uma máquina de moer capim, quando tinha dois anos de idade. Ele tentava imitar o pai, que usava o equipamento antes de começar a alimentar as vacas da fazenda em que viviam. A velocidade de Petrúcio o levou trocar as quadras de futsal pelas pistas de atletismo, chegando a resultados maiúsculos em muito pouco tempo: “Correr me deixa feliz. Apesar de ser alto rendimento, eu entro na pista para brincar. Quem nunca brincou de apostar corrida? Eu entro na pista com essa leveza e preparado para dar o meu melhor”.
Bombeiros no bairro de Chelsea, em Nova York, em local onde ocorreu explosão na noite deste sábado (17) (Foto: Rashid Umar Abbasi/Reuters)
Bombeiros no bairro de Chelsea, em Nova York, em local onde ocorreu explosão na noite deste sábado (17) (Foto: Rashid Umar Abbasi/Reuters)
A bomba que explodiu em Nova York ferindo 29 pessoas foi um ato de terrorismo que, aparentemente, não tem conexões internacionais, segundo informou o governador do estado neste domingo (18).
“Vamos descobrir quem colocou estas bombas e eles serão levados à Justiça”, declarou o governador de Nova York, Andrew Cuomo, a repórteres, depois de se dirigir ao local da explosão que, segundo ele, provocou danos significativos.
A explosão foi registrada em uma rua de Chelsea, um dos bairros mais elegantes de Manhattan, por volta das 20h30 de sábado.
“Uma bomba explodindo em Nova York é, obviamente, um ato de terrorismo, mas não está ligado ao terrorismo internacional. Em outras palavras, não encontramos nenhuma conexão com ISIS, etc”, disse Cuomo em referência ao grupo extremista Estado Islâmico baseado no Iraque e Síria. “Mas a explosão de uma bomba é genericamente uma atividade terrorista. É assim que vamos considerá-la”, acrescentou.
O governador salientou que, embora não exista nenhuma evidência de conexão com terrorismo internacional neste momento, a investigação ainda está no início.
Durante coletiva de imprensa perto das 13h30 (horário local), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, também disse que a explosão havia sido intencional. No entanto, afirmou que, por enquanto, não há qualquer pista sobre a motivação do atentado.
Segurança reforçada
Mil policiais estaduais e integrantes da Guarda Nacional adicionais serão mobilizados em aeroportos, terminais de ônibus e estações de metrô para garantir aos nova-iorquinos que voltarem ao trabalho na segunda-feira que a cidade está segura e ativa, disse.
Um potencial segundo explosivo também foi encontrado pela polícia neste sábado e era semelhante ao usado no atentado à Maratona de Boston, em 2013. O dispositivo foi descrito como uma bomba feita com panela de pressão ligada a um cabo e a um telefone celular.
Enquanto os dois dispositivos colocados em Manhattan parecem ser similares, eles não guardam semelhanças com uma bomba que explodiu no estado vizinho de Nova Jersey no sábado, afirmou.
A explosão de Nova Jersey foi registrada no Parque Seaside durante uma corrida do Corpo de Fuzileiros Navais e não deixou feridos.
O CONTERSE 2026 anunciou a participação de Marcio Zeppelini (Zeppa), presidente da Rede Filantropia e referência nacional na gestão do Terceiro Setor. O evento será realizado nos dias 30 e 31 de outubro, em João Pessoa, reunindo especialistas, gestores e lideranças para debater inovação e fortalecimento das organizações sociais.
O governador reeleito Lucas Ribeiro (PP) reúne nesta terça-feira (13), em Campina Grande, prefeitos, vereadores, deputados e lideranças políticas para fortalecer a campanha de reeleição do presidente Lula (PT) na Paraíba. O encontro tem como objetivo alinhar estratégias para o segundo turno e ampliar a mobilização da base governista em diferentes regiões do estado. A iniciativa ocorre após reuniões com dirigentes partidários e atos políticos realizados ao lado de Lula no Nordeste.