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Luciano é reeleito prefeito de João Pessoa com 59,67% dos votos válidos

Foto: Cartaxo comenta reeleição em coletiva de imprensa Créditos: André Gomes/Jornal Correio da Paraíba
Foto: Cartaxo comenta reeleição em coletiva de imprensa Créditos: André Gomes/Jornal Correio da Paraíba
Foto: Cartaxo comenta reeleição em coletiva de imprensa
Créditos: André Gomes/Jornal Correio da Paraíba

Luciano Cartaxo (PSD) foi reeleito prefeito de João Pessoa, neste domingo (2), com  222.689 votos, ou de 59,67% do número total de votos válidos. O vice é Manoel Júnior (PMDB). 

Cida Ramos (PSB) ficou em segundo lugar nas Eleições, com 125.146 votos, ou 33,54%. Professor Charliton (PT) foi o terceiro mais votado, com apoio de 16.528 eleitores, 4,43% do total. Victor Hugo (PSOL) recebeu 8.814 votos, 2,36%, e ficou em quarto lugar. Votos brancos e nulos somaram 13,9%, ou 60.270 votos.

“Agradeço a Deus e ao povo de João Pessoa por essa vitória. Agradecer a oportunidade de continuar trabalhando por todos. Essa vitória foi fruto de uma somatória com outros partidos. A população soube reconhecer o trabalho voltado pelos que mais precisam. Conseguimos mostrar nessa campanha que se pode ter trabalho e coração. Ganhamos com propostas e perdeu quem quis fazer um jogo rasteiro”, falou Cartaxo em coletiva de imprensa.

Veja aqui as propostas de Luciano Cartaxo.

Perfil

Luciano Cartaxo é natural de Sousa, Sertão paraibano. Ele se mudou para João Pessoa aos 10 anos de idade. Na década de 1980, começou a estudar Farmácia na UFPB, período em que também iniciou trajetória política, sendo coordenador do Centro Acadêmico e secretário-geral do Diretório Central de Estudantes.

Em 1995, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT) e, dois anos depois, foi eleito vereador pela primeira vez. Em 2009, assumiu mandato de vice-governador, na gestão encabeçada por José Maranhão (PMDB), após cassação do então chefe do executivo Cássio Cunha Lima (PSDB).

Em 2011, Luciano Cartaxo foi eleito deputado estadual com 24.296 votos. O petista, porém, não concluiu mandato, pois em 2013 assumiu a prefeitura de João Pessoa. Ele saiu vitorioso do segundo turno ao receber 246,5 mil votos, cerca de 68,13% de apoio nas urnas. Em 2015, o candidato anunciou desfiliação do Partido dos Trabalhadores e ingressou no Partido Social Democrático (PSD).

Do Portal Correio

Romero é reeleito prefeito com 62,85% dos votos, em Campina Grande

Foto: Romero comemora vitória com amigos e familiares Créditos: Divulgação
Foto: Romero comemora vitória com amigos e familiares Créditos: Divulgação
Foto: Romero comemora vitória com amigos e familiares
Créditos: Divulgação

Romero Rodrigues (PSDB) foi reeleito prefeito de Campina Grande, neste domingo (2), com 138.996 votos, 62,85% do número total de eleitores da cidade. O vice é Enivaldo Ribeiro (PP). Foram contabilizados 221.171 votos válidos. 

Acesse aqui o programa de governo de Romero Rodrigues.

Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) ficou em segundo lugar nas Eleições, com 53.837 votos, 24,34%. Arthur Bolinha (PPS) foi o terceiro mais votado, com apoio de 15.539 eleitores, 7,03% do total. Adriano Galdino (PSB) recebeu 9.897 votos, 4,47%, e ficou em quarto lugar. David Lobão (PSOL) teve 2.902 votos (1,31%). Walter Brito Neto não teve os votos validados devido à situação jurídica dele ou do partido. Votos brancos e nulos atingiram 10,75% da totalidade.

“Agradeço a Deus e ao povo por esta que foi uma das mais belas vitórias em campanhas políticas de Campina Grande. Tenho a convicção de que Campina Grande aprovou nosso modelo administrativo e quer seguir em frente com muitos avanços conquistados na educação, saúde, infraestrutura, enfim, em todas áreas e nos quatro quadrantes do município”, festejou o prefeito reeleito.

Perfil

Romero  é natural do Distrito de Galante e iniciou carreira política há 24 anos. Antes de ser eleito prefeito em 2012, ele exerceu mandatos de vereador, deputado estadual e deputado federal, além de funções no Poder Executivo.

Romero ingressou na Câmara Municipal em 1992 e foi reeleito vereador três vezes. Em 2006, foi eleito deputado estadual e, nas eleições seguintes, deputado federal. Na disputa da prefeitura, ele foi ao segundo turno com Tatiana Medeiros (PMDB) e venceu com 59,14% dos votos.

Do Portal Correio

Tite comanda treino aberto à torcida antes de jogo com a Bolívia

© Lucas Figueiredo/CBF
© Lucas Figueiredo/CBF
© Lucas Figueiredo/CBF

A preparação para jogo com a Bolívia começa nesta segunda-feira (3), com treino às 18 horas na Arena das Dunas. A atividade será a única aberta à torcida. A principal expectativa é saber quem será o substituto do volante Paulinho, suspenso do jogo de quinta-feira por ter recebido o segundo cartão amarelo na última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, na vitória por 2 a 1 sobre a Colômbia, em Manaus.

Paulinho, que voltou à seleção na primeira convocação de Tite no cargo, é jogador de confiança do treinador desde os tempos de Corinthians. Mesmo sem poder atuar contra a Bolívia, o volante do Guangzhou Evergrande foi chamado para que possa participar da rodada seguinte, contra a Venezuela, em Mérida. Excepcionalmente, a seleção tem 24 convocados. Para o segundo compromisso, um terá de ser cortado. Existe a possibilidade de Tite pedir para o escolhido permanecer no grupo, como forma de agradecer.

Além de Paulinho, outros dois que atuam no futebol chinês, o meia Renato Augusto e o zagueiro Gil, chegaram mais cedo ao Brasil para realizar preparação diferenciada. O trio começou a treinar com parte da comissão técnica da seleção na quarta-feira, no Palmeiras. A grande expectativa é pela chegada de Neymar a Natal.

O treino desta segunda-feira terá a presença de 10 mil pessoas. As entradas já foram adquiridas. Os ingressos foram trocados por 1 kg de alimento. Para o jogo na quinta também não há mais bilhetes. A carga de cerca de 31 mil se esgotou em cerca de seis horas.

Dos oito dias de estadia em Natal, apenas na sexta-feira os jogadores terão folga. A equipe de Tite vai treinar todos os dias no fim de tarde na Arena das Dunas, exceto no domingo, quando tem atividade pela manhã para à tarde embarcar em voo fretado pela CBF para Mérida, onde na quinta enfrenta a seleção venezuelana pela décima rodada das Eliminatórias.

Com informações do Estadão Conteúdo

Começa campanha ‘Outubro Rosa’ com exames e alerta sobre câncer de mama na PB

Começa nesta segunda-feira (3) a campanha ‘Outubro Rosa’ em toda Paraíba com o objetivo de incentivar mulheres de todas as idades a realizarem exames clínicos para a prevenção do câncer de mama, o que mais atinge às mulheres. A abertura foi às 8h, no Centro do Diagnóstico do Câncer (CEDC), com um café da manhã, acolhimento, distribuição de material informativo, palestra com especialista, além de testemunho de mulheres que venceram o câncer de mama. A campanha acontece até dia 31.

Durante todo o mês de outubro, o CEDC vai oferecer atendimento às mulheres com suspeita ou diagnóstico de câncer de mama. Serão realizadas mamografias, coletas de citopatológico do colo do útero e consultas com mastologista. O Centro tem estrutura para receber toda a demanda do estado, com profissionais qualificados para os procedimentos de diagnósticos. Aliado a isso, têm laboratórios de citologia e patologia que auxiliam na confirmação do diagnóstico.

“O mês de outubro é dedicado à saúde mamária e é importante fazer um chamamento para que as mulheres possam vir as Unidades de Saúde da Família mais próximas das suas residências, para fazer o exame clínico, e numa alteração que houver, elas serão encaminhadas para o CEDC. O mais importante no Outubro Rosa é a união de forças da sociedade para despertar sobre a necessidade do exame clínico e, se for o caso, ir ao mastologista que pedirá ultrassonografia, mamografia, punção aspirativa ou biópsia mamária, a depender da situação”, explicou a diretora geral do CEDC, Roseane Machado.

O CEDC está localizado na Avenida Duarte da Silveira, nº 590, centro, em João Pessoa.

Hemocentro

O Hemocentro da Paraíba inicia nesta segunda-feira (3), às 9h, a Campanha de Doação Feminina alusiva ao Outubro Rosa, com o objetivo de aumentar o percentual de mulheres doadoras, e esclarecer sobre os mitos da doação entre as mulheres. O evento acontecerá até o dia 31 de outubro.

Na abertura da campanha, as mulheres presentes contarão com atividades de ginástica laboral, dinâmicas de grupos, além de sorteio de brindes e participação da palhaça Bom Te Ver.

O Hemocentro recebe em média 200 doadores e desse total somente 23% são do sexo feminino, cujo percentual está abaixo da meta proposta pelo Ministério da Saúde a todos os Hemocentros, que é de 30%.

“O Outubro Rosa é uma importante campanha mundial, que dá visibilidade à luta contra o câncer de mama, chamando atenção para a seriedade dos cuidados preventivos, por isso o Hemocentro se mobiliza para aderir a essa campanha, lembrando também da importância da saúde das mulheres para a doação de sangue”. Destacou Sandra Sobreira, diretora Geral do Hemocentro.

Coleta externa – Durante o mês de outubro, o Hemocentro da Paraíba promoverá várias coletas externas nas quais as mulheres poderão comparecer para fazer suas doações e ajudar a salvar vidas. No entanto, as doações externas estarão abertas para receber homens e mulheres.

“A mulher, assim como o homem, pode doar, apenas a gestação e o primeiro ano da amamentação impedem a doação em mulheres. O intervalo para cada doação é de dois meses para o homem e três meses para a mulher”, explicou a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Hemocentro, Divane Cabral, adiantando que as ações serão intensificadas para este público, sensibilizando e incentivando as mulheres para serem doadoras.

Dados

De acordo com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), no ano de 2015 foram registrados 244 óbitos por câncer de mama na Paraíba, sendo sua maioria – 129 óbitos – na faixa etária de 50 a 69 anos. Em 2016, até o momento, são 160 óbitos.

Câncer de Mama

Os principais fatores de risco para desenvolver o câncer de mama são o envelhecimento, a vida reprodutiva da mulher, história familiar de câncer de mama, sedentarismo, idade, entre outros aspectos.

O objetivo da detecção precoce é reduzir a mortalidade por câncer de mama, por meio do exame clínico anual, a partir dos 40 anos e da mamografia, no máximo, a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos.

Da Secom-PB

Paraibano da banda ‘Os 3 do Nordeste’ morre em hospital na Alemanha

Parafuso é o patriarca da banda 'Os 3 do Nordeste'
Parafuso é o patriarca da banda 'Os 3 do Nordeste'
Parafuso é o patriarca da banda ‘Os 3 do Nordeste’

Morreu, nesta segunda-feira (3), aos 76 anos, o músico paraibano Carlos Albuquerque de Melo, da banda ‘Os 3 do Nordeste’, na cidade de Colônia, na Alemanha. Conhecido como Parafuso, ele tocava zabumba e é considerado o patriarca do grupo musical, que lançou vários sucessos ao longo da trajetória, incluindo ‘É Proibido Cochilar’.

A causa da morte de Parafuso teria sido Acidente Vascular Cerebral (AVC) seguido de infarto. Ele passou mal no sábado (1º) e chegou a ser internado em um hospital, mas não resistiu a complicações no quadro clínico e morreu durante a madrugada desta segunda.

A banda estava em turnê no continente europeu. Além de Colônia, haveria shows nas cidades alemãs de Hamburgo e Berlim; em Zurique e Genebra, na Suíça; Lisboa e Porto, em Portugal; Londres, Inglaterra; Paris, França; e Roma, Itália.

Familiares do músico comunicaram pelo Instagram que cuidam do traslado do corpo ao Brasil e vão divulgar informações sobre velório e sepultamento em breve. 

Do Portal Correio

Resultado surpreende nas principais cidades do país

Com a totalidade dos votos apurados da eleição deste domingo (2), nas principais capitais do país, as eleições surpreenderam. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT perdeu metade das prefeituras em quarto anos. Já o PMDB segue como o partido que mais elegeu prefeitos em 2016.

No Rio de Janeiro, o segundo turno das eleições para prefeito será disputado entre os candidatos Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL). Crivella teve 842.201 votos, o que corresponde a 27,78% dos votos válidos. Freixo recebeu 553.424 votos, o equivalente a 18,26%.

Já em São Paulo, João Doria, do PSDB, foi eleito com 3.085.187 votos, o que corresponde a 53,29% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou o atual prefeito da cidade, Fernando Haddad, com 16,68% , seguido por Celso Russomanno, do PRB, com 13,58%; Marta Suplicy, do PMDB, com 10,11%, e Luiza Erundina, do PSOL, com 3,16%.

No Recife, o segundo turno das eleições para prefeito do Recife será disputado entre os candidatos Geraldo Julio (PSB), atual prefeito da cidade, e João Paulo (PT), ex-prefeito da capital pernambucana. Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% dos votos apurados neste domingo (2), Geraldo teve 430.997 votos, o que corresponde a 49,34% dos votos válidos. João Paulo recebeu 207.529 votos, o equivalente a 23,76%.

Em Curitiba, a eleição será decidida no segundo turno entre os candidatos Rafael Greca (PMN) e Ney Leprevost (PSD). O atual prefeito, Gustavo Fruet (PDT), que tentava a reeleição, ficou em terceiro lugar. Segundo a Justiça Eleitoral, Greca recebeu 356.359 votos, ou seja, 38,38% dos votos válidos. Ney teve 23,66% dos votos válidos, totalizando 219.727 votos. Fruet ficou com 20,03% dos votos válidos, num total de 186.067 votos.

Em Salvador ACM Neto (DEM) foi reeleito em primeiro turno com 73,99% dos votos válidos, totalizando 982.246 votos. Ele disputou o cargo de prefeito com Alice Portugal (PC do B), que teve 14,55% dos votos.

A eleição para a Prefeitura de Fortaleza será decidida em segundo turno entre Roberto Cláudio (PDT) e Capitão Wagner (PR). Com 100% das urnas apuradas, Roberto Cláudio recebeu 524.973 votos, o que corresponde a 40,81% dos votos. Capitão Wagner teve 400.802 votos, o equivalente a 31,15%.

Nelson Marchezan Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB) disputarão a Prefeitura de Porto Alegre em segundo turno. o candidato tucano obteve 213.646 votos, o equivalente a 29,84%, e o peemedebista ficou com 185.655, o correspondente a 25,93% dos votos.

O segundo turno das eleições para prefeito de Belo Horizonte será disputado entre os candidatos João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS). Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% dos votos apurados neste domingo (2), João Leite teve 395.952 dos votos, o que corresponde a 33,40% dos votos válidos. Kalil recebeu 314.845 votos, o equivalente a 26,56%.

O segundo turno das eleições para prefeito de Manaus será disputado entre os candidatos Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR). Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% dos votos apurados neste domingo (7), Artur teve 364.485 votos, o que corresponde a 35,17% dos votos válidos. Marcelo recebeu 257.689 votos, o equivalente a 24,86%.

Leia também: Eduardo Suplicy é o vereador mais votado do país

Eleições: 23 milionários serão prefeitos de grandes cidades

Dos 37 prefeitos já eleitos no 1º turno, para cidades com mais de 200 mil eleitores, 23 declararam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) patrimônio de R$ 1 milhão ou mais. O prefeito mais rico da lista é Vittorio Medioli (PHS), de Betim (MG), que declarou bens no valor total de R$ 352.572.936,23.

De acordo com o levantamento feito pelo portal G1, em segundo lugar vêm o prefeito de São Paulo João Doria (PSDB), com R$ 179.765.700,69, e o prefeito de Salvador (BA) ACM Neto (DEM), com R$ 27.886.721,62.

Além de São Paulo e Salvador, Natal e João Pessoa são as outras capitais com prefeitos milionários. Os estados com mais milionários entre os prefeitos eleitos para as maiores cidades brasileiras são São Paulo e Minas Gerais.

Leia também: Eleições: tucanos foram os que mais pediram para apagar reportagens

Desemprego no interior do Brasil saltou de 5,9% para 10,6%

Um corte de 700 postos de trabalho pode não afetar de forma significativa a taxa de desemprego numa megalópole como São Paulo, mas foi um duro golpe para os moradores da pequena Batayporã, em Mato Grosso do Sul, a 300 quilômetros da capital Campo Grande. Com apenas 11 mil habitantes, o município assistiu no ano passado ao fechamento de um frigorífico, o maior gerador de empregos da região. Foi uma bola de neve: a cidade estagnou e o comércio local se enfraqueceu.

A deterioração do mercado de trabalho, efeito mais perverso da crise econômica, vem castigando cidades interioranas, como Batayporã, de forma mais intensa do que nos grandes centros. De junho de 2014 a junho deste ano, o desemprego no interior cresceu 78,4% – acima do ritmo das capitais, onde o nível de desocupação avançou 61,5%. Já nos municípios que integram as regiões metropolitanas, a alta foi menos expressiva, de 19,4%.

O levantamento, feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, aponta que o interior já conta com um contingente de quase 6 milhões de desempregados, que representam pouco mais de 10% de seus habitantes. Já nas capitais, 7,44% da população está desocupada. Nas regiões metropolitanas, a taxa é de 15,04%.

O avanço mais veloz do desemprego no interior se deve, sobretudo, ao grande impacto do fechamento de postos de trabalho em cidades menores. “Em municípios com poucos milhares de habitantes, o fechamento de um estaleiro, frigorífico ou fábrica impacta a cidade de maneira muito mais intensa do que nas capitais, enfraquecendo o movimento local do comércio e dos serviços”, diz Alison Oliveira, pesquisador da Fipe.

Com a desativação do frigorífico da Minerva em Batayporã, em julho do ano passado, toda a economia da cidade foi abalada. “Vi oito lojas e minimercados fecharem as portas, pois muita gente vai para cidades vizinhas, como Nova Andradina, em busca de emprego ou para comprar mais barato em grandes redes”, conta Luiz Pereira, dono de uma farmácia na cidadena economia local. Nas capitais, os postos de trabalho desses setores, que puxaram o desemprego no País, representam 13% do mercado de trabalho. No interior, esses setores representam quase 24% dos empregos.

Essa fatia maior é resultado da descentralização industrial que ganhou força no País nos anos 80 e 90, quando grandes fábricas, antes restritas às regiões metropolitanas, começaram a migrar para municípios mais afastados. “Grande parte do crescimento do emprego nos últimos anos se deu no interior, então acredito ser natural que agora, quando está havendo uma reversão desse ciclo, que o impacto mais forte seja nessas cidades”, avalia Bruno Ottoni, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV).

Ele lembra que os processos de interiorização da renda, como o Bolsa Família, estiveram por trás da redução da desigualdade nessas regiões. “Isso gerou crescimento e também emprego em geral”, observa. “Agora é esperar a retomada da indústria. Ela, que puxou o desemprego, deverá puxar também a recuperação.” Retomada lenta. Mesmo com o esboço de uma reação em alguns indicadores socioeconômicos, o mercado de trabalho, que hoje soma mais de 12 milhões de desempregados, ainda deve demorar a se recuperar. O cenário de pleno emprego, que marcou o início da década, não deve se repetir tão cedo nos próximos anos, segundo especialistas.

Nas projeções do Ibre-FGV, a taxa de desocupação, hoje em 11,8% pela Pnad Contínua, deve chegar a 12,4% no primeiro trimestre do ano que vem, para só então começar a cair. “Mesmo assim, essa queda será num ritmo muito lento”, diz Ottoni. 

Do Notícias ao Minuto

Custo das eleições deste ano foi R$ 167 mi mais alto do que as de 2012

O custo das eleições municipais de 2016 superou o gasto com as de 2012. Esse ano, foram gastos ao todo R$ 650 milhões, contra R$ 483 milhões das últimas. Isso significa um aumento de R$ 167 milhões.

Como destacou o Congresso em Foco, o aumento ocorreu por causa da preocupação com o quadro de segurança pública, segundo o presidente do TSE, Gilmar Mendes.

O processo eleitoral de 2016 custou em média R$ 4,50 por eleitor. “Crime organizado e disputa entre milícias são os principais motivos”, afirmou Gilmar Mendes.

Cerca de 25 mil agentes militares trabalharam em 17 estados no domingo eleitoral, sendo o Rio de Janeiro o estado mais necessitado de reforço, com 6,5 homens atuando na segurança.

Leia também: Não votou e nem justificou? Saiba o que fazer

PT tem a maior perda de votos e receita; tucanos e ‘nanicos’ crescem

A análise do resultado das urnas deste domingo (2) mostra que o PT, partido que governou o país por 13 anos seguidos, sofreu a pior derrota entre todas as legendas sob qualquer aspecto.

Em número de prefeituras, a queda fará o partido voltar praticamente doze anos no tempo.

Em 2004, embalado pela vitória de Lula em 2002 e antes do escândalo do mensalão, o partido elegeu 411 prefeitos. O número continuou crescendo nas eleições seguintes, até os 644 do último pleito.

Agora apenas 256 petistas foram eleitos, além dos sete que disputarão o segundo turno. Mesmo no melhor cenário, com todos eles vencendo, a queda em relação a 2012 será de 59%, a maior de todas as legendas.

O partido também foi o que teve a maior queda em número de votos para prefeito no primeiro turno. Seus candidatos receberam, ao todo, 6,8 milhões de votos, contra 17,2 milhões há quatro anos -queda de 60%.

Atingido em cheio pele Operação Lava Jato e diante das novas regras eleitorais, com campanha mais curta e sem doações de empresas, o partido lançou menos candidatos e sofreu para arrecadar recursos.

No vácuo do declínio petista, partidos de menor expressão, os chamados “nanicos”, avançaram. A pulverização beneficiou siglas como PHS e PTN, por exemplo, que elegeram mais prefeitos e ganharam mais votos.

Também ganharam prefeituras partidos novos como Solidariedade e Pros.

Entre os maiores, o PSDB foi o partido que mais cresceu. O número de prefeituras subiu da 701 em 2012 para 793. Considerando os 19 candidatos disputando segundo turno, o partido pode chegar a 812 administrações, o que significaria crescimento de 16%.

Em número de votos, os tucanos cresceram 27%: de 12,9 milhões há quatro anos para 17,6 milhões agora.

RECEITA

Em termos práticos, o encolhimento do PT nas urnas também significa menos receita e população administrada por seus filiados.

Um cruzamento com dados de 4.817 cidades com informações na Secretaria do Tesouro Nacional e cuja eleição já está definida aponta uma queda de 84% no volume de receitas que serão geridas por prefeitos petistas. A estimativa é conservadora, sem atualização da inflação.

E, se em 2012 o partido conquistou influência direta sobre uma população de 38 milhões de habitantes, agora serão apenas 6 milhões, uma redução também de 84%.

Já o PSDB terá um salto de 168% no total de receitas administradas, além de ter influência sobre uma população de 37,5 milhões de pessoas, um aumento de 45% em relação à última eleição.

Com informações da Folhapress 

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