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MPPB investiga promotora suspeita de comprar votos em Mamanguape

Prefeita eleita Eunice Pessoa e a promotora Ismânia Pessoa
Prefeita eleita Eunice Pessoa e a promotora Ismânia Pessoa

“Corregedoria-geral do MP determinou abertura de processo administrativo. Mãe de promotora foi candidata a prefeita em Mamanguape, na Paraíba”.

A corregedoria-geral do Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a suspeita de compra de votos praticada pela 2ª promotora de justiça titular da Promotoria de Justiça Cível de Campina Grande, Ismânia do Nascimento Rodrigues Pessoa da Nóbrega.

Segundo o MPPB, a intenção é investigar um suposto engajamento político da promotora na campanha da mãe dela Maria Eunice Pessoa (PSB), que foi candidata a prefeita do município de Mamanguape, no Litoral, bem como a prática de suposto crime eleitoral praticado por ela. Eunice foi eleita prefeita com 52,7% dos votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O G1 tentou entrar em contato com a promotora de justiça Ismânia do Nascimento Rodrigues Pessoa da Nóbrega, mas as ligações não foram atendidas.

A determinação de abertura do processo foi feita pela subcorregedora-geral do MPPB, Marilene de Lima Campos de Carvalho, e foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPPB de 13 de outubro deste ano.

Segundo o documento, a tese de crime eleitoral, que teria sido praticado pela promotora, tem como base o previsto no artigo 299 do Código Eleitoral. Ela teria oferecido “dinheiro e vantagem ilícita para a obtenção de voto, conduta incompatível com o exercício do cargo”.

Segundo o corregedor-geral do MPPB, Luciano Maracajá, trata-se de caso isolado e surpreendeu a todos na corregedoria, pela conduta esperada de um promotor de justiça. Ele destacou que o caso vai ser apurado e que o processo conta com áudios e relatos de testemunhas.

“Nós recebemos um áudio que está sendo investigado e também temos o relato de testemunhas. Vamos ouvir essas testemunhas e também ouvir a promotora de justiça para buscar saber se isso é verdade ou não. O processo tem o prazo de dois meses para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais um mês. Caso seja entendido que ocorreu isso, com base nesses elementos, eu submeto ao Conselho Superior do Ministério Público”, disse Luciano Maracajá.

A publicação do Diário Oficial também diz que os fatos descritos são passíveis, em tese, de punição com pena disciplinar de suspensão de 60 a 120 dias, até aposentadoria compulsória. A suspeita sobre a autoria e materialidade da falta disciplinar foi concluída por decisão do Corregedor-Geral, após uma Reclamação Disciplinar.

Da redação

Com G1PB

Nova ‘Escolinha’ reestreia com pior audiência na Globo

© Divulgação
© Divulgação
© Divulgação

Neste domingo (16), estreou na Globo a segunda temporada da nova “Escolinha do Professor Raimundo” com sua pior audiência na emissora.

A reestreia do humorístico, liderado por Bruno Mazzeo (Professor Raimundo), fechou com 12.9 pontos de média, segundo dados consolidados da Grande São Paulo. Agora exibida na faixa das 13h, a atração teve número 1.2 ponto menor do que o registrado na estreia da primeira temporada, em 2015, e marcou sua pior audiência, que até então era 13.0 pontos, em 17 de janeiro deste ano.

O “Esquenta”, que também estreou nova temporada em novo horário, agora na faixa das 14h, garantiu o primeiro lugar com 11.5 pontos.

Cada ponto equivale a 69.4 mil domicílios na Grande São Paulo.

Homem-bomba mata ao menos 70 militares iraquianos em Mossul

Um homem-bomba atingiu um comboio militar iraquiano no leste de Mossul, matando pelo menos 70 soldados.

De acordo com a agência de notícias curda Firat, o ataque ocorreu perto da aldeia de Bilawet, assim que soldados iraquianos realizaram um avanço sobre Mossul para libertar a cidade dos combatentes do grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico).

O homem-bomba seria um membro da organização terrorista EI. (SputnikBrasil)

Menino morre após partida de game online e amigos notam pela webcam

Gustavo Detter tinha 13 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Gustavo Detter tinha 13 anos (Foto: Arquivo Pessoal)
Gustavo Detter tinha 13 anos (Foto: Arquivo Pessoal)

Um garoto de 13 anos morreu menos de 24 horas depois de ser encontrado dentro do quarto do pai com uma corda enrolada no pescoço e em frente a um computador. A suspeita da família é que o incidente tenha relação com o desafio de um jogo online do qual Gustavo Riveiros Detter brincava com amigos e acabou perdendo. O caso aconteceu em São Vicente, no litoral de São Paulo, e está sendo investigado pela polícia.

A corda utilizada pelo menino sustentava um saco de boxe no teto do quarto. Após o enforcamento, o estudante chegou a ser socorrido com vida para o Hospital Municipal de São Vicente ainda na noite de sábado (15). Depois, foi transferido para o Hospital Ana Costa, em Santos, e morreu nesse domingo (16).

Gustavo Detter morreu no domingo (Foto: Arquivo Pessoal)
Gustavo Detter morreu no domingo (Foto: Arquivo Pessoal)

Um tio materno do garoto disse ter colhido informações sobre a morte do sobrinho. Segundo ele, Gustavo jogava o game League of Legends. Quando alguém perdia o jogo, os participantes davam ao perdedor o desafio do Choking Game ou “jogo da asfixia”, em que a pessoa interrompe o fluxo de ar com as mãos ou com objetos para induzir desmaios, tontura ou estado de euforia.

De acordo com o boletim de ocorrência, o garoto brincava com outros três colegas quando aconteceu o enforcamento. A cena teria sido acompanhada em tempo real pelos outros participantes do jogo, já que todos usavam a internet com uma webcam conectada para se comunicar.

De acordo com as conversas obtidas pelo parente em aplicativos de mensagem e no próprio computador usado por Gustavo, essa não seria a primeira vez que o estudante teria participado do suposto desafio. Um dos jogadores escreveu em uma das conversas que achava que o ‘Detter’ (sobrenome da vítima) tinha ido se enforcar de novo.

Pela transmissão ao vivo da webcam, os colegas perceberam que a vítima parecia estar “desfalecida” e pediram para que uma prima, que estava no quarto ao lado de Gustavo, fosse verificar.

Assustada, a garota chamou os tios, que conseguiram reanimar Gustavo. Em seguida, por volta das 22h40, os familiares chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para levá-lo até o Hospital Municipal de São Vicente. Já na manhã do último domingo, Gustavo foi transferido por volta das 5h30 para o Hospital Ana Costa, em Santos. A morte dele foi confirmada poucas horas depois.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, o tio de Gustavo, que registrou o caso na delegacia, acredita na hipótese de que os demais jogadores tenham induzido o sobrinho ao fato. O caso foi registrado no 7º DP de Santos, mas será investigado pela Delegacia Sede de São Vicente.

Caso será investigado pela Delegacia Sede de São Vicente (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)
Caso será investigado pela Delegacia Sede de São Vicente (Foto: Jéssica Bitencourt / G1)

Caso sério
Há alguns anos, algumas escolas do país começaram a alertar os pais para uma prática perigosa que os adolescentes têm feito até mesmo dentro das salas de aula. É o chamado “jogo do desmaio” ou Choking Game.

Vários vídeos de jovens se espalharam pela internet exibindo uma “brincadeira” que pode levar à morte já que os movimentos têm por objetivo diminuir a quantidade de sangue no cérebro.

Na queda podem ocorrer lesões pelo corpo e até traumatismo craniano. Se existir alguma pré-disposição, o adolescente pode sofrer uma parada cardíaca e a falta de oxigênio no cérebro pode deixar sequelas graves, para o resto da vida.

Por Luna Oliva e Orion Pires, do G1

Moro intima Cunha e dá 10 dias para apresentação de defesa prévia

Moro intimou Eduardo Cunha nesta segunda-feira (17) (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)
Moro intimou Eduardo Cunha nesta segunda-feira (17) (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)
Moro intimou Eduardo Cunha nesta segunda-feira (17) (Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados)

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, intimou, nesta segunda-feira (17), o deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – réu na Lava Jato.

Ele é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Bênin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

A defesa de Eduardo Cunha tem 10 dias contados, a partir do recebimento desta intimação, para protocolar a defesa prévia.

Moro retomou na quinta-feira (13) o processo que corria no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Cunha. Em resumo, a ação penal trata da existência de contas na Suíça, em nome do ex-parlamentar.

Como o STF já havia aceitado a denúncia, Moro apenas vai continuar o julgamento do caso, a partir de onde o processo parou na Suprema Corte.

O processo foi transferido para a 13ª Vara da Justiça Federal no Paraná após Cunha perder o mandato de deputado federal.

Junto com o cargo, ele também perdeu o direito à prerrogativa de foro, ou seja, o chamado foro privilegiado, que lhe garantia a possibilidade de ser julgado apenas pelo STF.

Agora, toda a ação penal contra o ex-deputado deverá correr os trâmites normais do Judiciário para qualquer cidadão. Isso significa que o julgamento contra Cunha poderá passar por todas as instâncias até que seja definida uma condenação.

No despacho em que recebeu a denúncia, Moro fez questão de lembrar que o MPF retirou a acusação de crime eleitoral contra Eduardo Cunha. O motivo, segundo o juiz, foi o fato de que a Justiça Federal não poderia julgar crimes eleitorais. Isso cabe apenas à Justiça Eleitoral.

Cláudia Cruz, mulher de Cunha, já responde por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Justiça Federal do Paraná. De acordo com as investigações, Cláudia Cruz foi favorecida, por meio de contas na Suíça, de parte de valores de propina de cerca de US$ 1,5 milhão recebida pelo marido.

Claudia Cruz, mulher de Cunha, já responde por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Justiça do Paraná (Foto: Evaristo Sá/AFP/Arquivo)
Claudia Cruz, mulher de Cunha, já responde por lavagem de dinheiro e evasão de divisas na Justiça do Paraná (Foto: Evaristo Sá/AFP/Arquivo)

Decisão do STF
No dia 4 de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que a ação penal contra Eduardo Cunha sobre contas na Suíça fosse remetida definitivamente ao juiz federal Sérgio Moro.

Em junho, Eduardo Cunha se tornou réu pela segunda vez na Operação Lava Jato. Ele foi denunciado pela suposta prática de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e declaração falsa em documento eleitoral.

Em março, quando se tornou réu pela primeira vez, Eduardo Cunha era acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras.

Esfera civil
Na Justiça Federal do Paraná, Cunha já responde a uma ação civil de improbidade administrativa, também movida no âmbito da Operação Lava Jato, que alega a formulação de um esquema entre os réus visando o recebimento de vantagem ilícita proveniente de contratos da Petrobras. A ação corre na 6ª Vara Cível.

Além de Cunha, são requeridos na ação civil a mulher dele, o ex-diretor da estatal Jorge Luiz Zelada, o operador João Henriques e o empresário Idalécio Oliveira.

Os advogados de Cláudia Cruz pediram, na terça (11), que a Justiça rejeite ação civil pública de improbidade administrativa a que ela responde. O pedido da defesa diz respeito especificamente a ela. Com informações do G1.

Senado lança estudo sobre impactos da liberação do Uber

sao paulo 30 04 2015--O aplicativo de caronas pagas Uber, popular no mundo todo e que gerou protestos de taxistas pelo Brasil, foi suspenso nesta quarta-feira no país. A Justiça de São Paulo acatou pedido do sindicato dos taxistas do estado e expediu uma liminar determinando a suspensão das atividades do aplicativo, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.foto FERNANDA CARVALHO FOTOS PUBLICAS

Para contribuir com o debate sobre a regulamentação do Uber no país, a Consultoria do Senado Federal publicou estudo sobre os aspectos legais e econômicos do serviço de transporte. Autor do estudo, o consultor legislativo Túlio Leal argumenta que, se o Congresso Nacional entender que o serviço prestado pelo Uber atende ao interesse público, os parlamentares deveriam alterar a legislação para evitar práticas anticoncorrenciais e oferecer uma base legal para que os municípios exerçam sua competência de organizar o transporte de passageiros.

A principal discussão, para o consultor, é se serviços de transporte como o Uber, caracterizados pela solicitação por meio de aplicativo para telefones, atendem ao interesse público. Além de relatar a história da empresa, o texto aborda as razões pelas quais o número de licenças para táxis é limitado; o impacto do Uber sobre as imperfeições do mercado de táxi; e o impacto econômico do aplicativo no mercado.

O consultor apresenta os argumentos centrais das duas correntes antagônicas sobre a legalidade do Uber. Os que são pela proibição argumentam que o serviço prestado estaria em desacordo com a Lei 12.468/2011, que regulamenta a profissão de taxista.

Já os defensores da legalidade do Uber citam o artigo 2° da Lei 12.587/2012, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A lei estabelece que os serviços de transporte urbano podem ser classificados quanto ao objeto (passageiros ou carga); quanto às características do serviço (coletivo ou individual); e quanto à natureza (pública ou privada). Assim, a exclusividade dos taxistas se limitaria ao transporte público individual, enquanto o Uber prestaria um serviço de transporte privado individual.

Iniciativas do Senado

Em 2015 foram apresentados no Senado Federal dois projetos de lei para regulamentar o aplicativo, seguindo roteiros diferentes. O primeiro (PLS) 530/2015, do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), cria uma lei que regulamenta e organiza o sistema de transporte privado individual a partir de provedores de rede de compartilhamento.

O segundo projeto (PLS) 726/2015, do senador Lasier Martins (PDT-RS), modifica as Leis de Mobilidade Urbana (12.587/2012) e do Código de Trânsito Brasileiro (9.503/1997) para disciplinar o serviço de transporte privado individual de passageiros.

As duas propostas estão prontas para a inclusão na ordem do dia no Plenário.

via Agência Senado

Congresso deve votar recursos para o Fies nesta terça-feira

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária.Mesa: senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO); presidente do Senado Federal, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).Foto: Ana Volpe/Agência Senado

O Congresso se reúne nesta terça-feira (18), às 11h, para prosseguir na deliberação de vetos presidenciais e de dez projetos de lei. O quinto item da pauta é o PLN 8/2016, que libera para o Ministério da Educação crédito suplementar de R$ 1,1 bilhão, de onde deverão sair R$ 702 milhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Os recursos, segundo o governo, beneficiarão cerca de dois milhões de estudantes.

O restante do crédito suplementar — R$ 400,9 milhões — será destinado à realização do Exame Nacional do Ensino Médio.

Na última sessão, encerrada na madrugada do dia 6, os parlamentares não concluíram a análise dos destaques a dois vetos (VET 35/2016 e VET 36/2016), o que impediu a votação do crédito para o Fies. Em entrevista recente, o presidente do Senado, Renan Calheiros, enfatizou que essas votações precisam acontecer nesta semana e que é necessária a presença dos parlamentares em Brasília.

“Nós vamos fazer sessão do Congresso para votarmos o Fies no dia 18, terça-feira, às 11h, de modo que todos se considerem convocados”, disse ele.

O líder da Minoria, senador Lindbergh Farias (PT-RJ), também deixou claro que a oposição votará a matéria e que essa é uma reivindicação estudantil inadiável.

“O governo já poderia ter editado uma medida provisória. Não era necessário ter chegado a esse desgaste todo. Tem muito estudante reclamando, tem estudante sofrendo em sala de aula, nós não vamos obstruir isso, nós vamos votar favorável.”

Ao falar da votação, o líder do PSDB, senador Paulo Bauer (SC), explicou por que a liberação desses recursos deve ser objeto de projeto de lei e não de medida provisória.

“É necessário que nós tenhamos, sim, um projeto votado pelo Congresso Nacional alterando o Orçamento da União. Estaríamos fazendo tudo conforme preceitua a legislação brasileira e não estaríamos voltando às velhas pedaladas praticadas no governo petista”, disse Bauer.

Vetos

Antes de deliberar sobre a liberação dos recursos para o Fies, os parlamentares devem concluir a votação de vetos. Falta a análise de destaques a vetos parciais a dois projetos. O primeiro veto recaiu sobre o PLC 38/2016, que originou a Lei 13.328/2016. A norma reajusta a remuneração de várias carreiras de servidores, como os da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Os trechos que criavam diversos cargos de provimento efetivo em órgãos da administração federal foram vetados.

O outro veto, cuja votação deve ser concluída, incidiu sobre o PLS 95/2015. O projeto originou a Lei 13.329/2016, que cria o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento do Saneamento Básico (Reisb), programa que visa estimular empresas do setor a aumentar o volume de investimentos através de créditos tributários. O trecho vetado permitia que essas empresas ganhassem descontos nas suas contribuições para o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Um novo veto em pauta (VET 37/2016) foi feito integralmente sobre o PLC 32/2016, que reajustou o salário do defensor público-geral federal.

Na pauta do Congresso, estão também destaques ao projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017 (PLN 2/2016) e outros oito créditos suplementares para diversos setores da administração pública.

via Agência Senado

‘Vazam’ documentos que denunciam pedofilia e orgias dentro da igreja na PB

Monsenhor Jaelson é acusado por mais de um depoente (Foto: Arquivo/JP)
Monsenhor Jaelson é acusado por mais de um depoente (Foto: Arquivo/JP)

Pelo menos quatro depoentes ouvidos pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) acusaram o ex-arcebispo Dom Aldo Pagotto, os monsenhores Jaelson de Andrade e Ednaldo Araújo e outros padres católicos por assédios e orgias sexuais envolvendo jovens e adolescentes. Alguns dos atos teriam sido praticados dentro de igrejas e casas paroquiais.

Cópias dos depoimentos já estariam circulando na Internet. O vazamento ocorre após a Procuradoria-Geral da República ter decidido que as denúncias sobre pedofilia na Igreja Católica da Paraíba devem ser investigadas pelo Ministério Público Estadual e não pelo MPT-PB, porque os fatos apurados não caracterizam exploração sexual de menores para fins comerciais.

Um dos depoentes, J.A.S., relata que Monsenhor Jaelson, dez anos atrás, quando vigário-geral da Arquidiocese e celebrando missa na Catedral em João Pessoa, costumava levar coroinhas e meninos “para os quartos construídos atrás da Igreja”. Os menores dormiriam com o religioso, que recompensaria os adolescentes pagando-lhes roupas e lanches. Um desses garotos, segundo o denunciante, teria se formado em Medicina e montado consultório na Avenida Epitácio Pessoa, na Capital.

O mesmo depoente diz ainda que “pegou Padre Jaelson fazendo relação sexual dentro da própria Igreja” e que, por essa e outras, foi afastado da Catedral, onde trabalhava fazendo limpeza, inclusive na Casa Paroquial.

Já J.J.B.A, coroinha aos 6 anos de idade em Guarabira, contou que veio para João Pessoa com quase 17 anos e logo nos três meses na Capital passou a sofrer assédio e começou a ter relações sexuais com o Padre Severino Melo, suspenso de suas funções sacerdotais pela nova Administração da Arquidiocese no final de setembro último, juntamente com Jaelson e Ednaldo.

O mesmo depoente disse ainda que se envolveu sexualmente com Monsenhor Ednaldo e foi assediado por Dom Aldo, que lhe teria tocado a genitália e o convidado para dormir em um apartamento no 13 de Maio, bairro de João Pessoa. De outro lado, teria reagido às investidas de Jaelson porque conhecia um adolescente de Cacimba de Dentro apaixonado pelo monsenhor e não queria ‘trair’ o garoto.

Dois dos depoimentos vazados se referem a orgias sexuais com vários jovens e adolescentes das quais participariam outros padres não citados nesta matéria porque o blog ainda não conseguiu meios de contato com qualquer um deles, embora venha tentando desde ontem.

Também ouvido, A.R.B.P., então com 29 anos de idade, ativo participante de atividades religiosas na Capital, disse que não teve envolvimento com qualquer dos padres e monsenhores denunciados, mas soube de relacionamentos do Padre Jaelson com menores e o denunciou a Dom Aldo, que nada fez além de atribuir paróquias em João Pessoa ao monsenhor.

A acusação de A.R.B. P. teria ainda como base a informação que lhe teria sido passada por um rapaz encarregado de formatar o computador de Jaelson, onde teria sido encontrado farto material pornográfico. Confira a seguir a reprodução de cópias de dois dos depoimentos aos quais o blog teve acesso.

“Fazendo relação sexual dentro da própria Igreja”

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“O arcebispo (…) acariciando seus órgãos sexuais”

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Sem o outro lado

Desde a divulgação do afastamento dos Monsenhores Jaelson e Ednaldo e do Padre Severino, em 29 de setembro último, o blog vem tentando contato com os três e com Dom Aldo Pagotto. Por telefone e através de pessoas que dizem ter acesso direto aos quatro religiosos. Tudo para abrir espaço a qualquer tipo de manifestação deles em contraponto – seja à guisa de defesa ou desmentindo – às acusações formuladas nos depoimentos ao MPT-PB. Nenhum deles deu retorno.

Novas tentativas foram feitas no domingo (16) à noite e nesta segunda (17) pela manhã. Os números de telefone fornecidos chamam até ‘cair a ligação’ ou a operadora notifica quem liga que os celulares chamados estão desligados ou fora da área de cobertura. Fontes da própria igreja informaram que os padres denunciados costumam trocar com frequência suas linhas telefônicas desde que passaram a ser investigados pelo MPT-PB.

via Blog do Rubens Nóbrega

Urnas elegem novos prefeitos, mas perpetuam oligarquias

Fábio Machado diz que modelo familiar de fazer política contribui para práticas patrimoniais e clientelistas (Foto: Divulgação)
Fábio Machado diz que modelo familiar de fazer política contribui para práticas patrimoniais e clientelistas (Foto: Divulgação)
Fábio Machado diz que modelo familiar de fazer política contribui para práticas patrimoniais e clientelistas (Foto: Divulgação)

Nas eleições do dia 2 de outubro, foram eleitos novos prefeitos, muitos deles numa frente de oposição e com discurso de mudança. Todavia, a maioria integra tradicionais oligarquias locais. Para o cientista político e professor da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Fábio Machado, a manutenção de lideranças políticas tradicionais na política local no Brasil, e a repetição das suas práticas políticas nada republicanas, é um fato incontestável.

“Isto ocorre, dentre outros fatores, por conta do que denominamos de ‘familismo’ que incorre no uso de valores privados em vez do uso de valores públicos. Esse fenômeno permanente na política nacional repousa na ideia de que o mundo político é redutível aos valores pessoais, privados: ‘os meus valores’, ‘o meu local’, o ‘meu Deus’, ‘os meus’, e, assim, sucessivamente”, acentua.

Segundo Fábio Machado, esse modelo familiar de fazer política contribui para práticas patrimoniais e clientelistas. Práticas opostas e absolutamente incompatíveis com o pensamento e às ações republicanas.

“Esse fenômeno político se constitui num obstáculo para a nossa modernidade, e, também, para o nosso processo democrático. Embora tenhamos avançado bastante a partir do processo de redemocratização após 1988, ainda falta uma agenda ética, em que a gente possa transformar nosso sistema político-eleitoral e o comportamento partidário em favor do republicanismo”, completa.

Mapa das oligarquias

Areial

Adelson Benjamin (PSDB) foi eleito com 2.603 (54,89%), derrotando o atual prefeito Cícero Meda. Adelson, que governou a cidade entre 2005 a 2012, é de uma tradicional família política na cidade, com parentes já comandando a cidade

Barra de Santa Rosa

Em uma frente de oposição, o prefeito eleito Neto Nepomuceno (DEM) teve 5.575 (62,66%) sufrágios. O pai dele, Alberto Nepomuceno, já foi prefeito da cidade.

Cabaceiras

Na Terra do Bode Rei, o prefeito eleito Tiago Castro (PSB) integra o grupo dos Aires, que comanda o município há décadas. O vice-prefeito eleito, Ricardo Aires, já administrou a cidades por dois mandatos.

Coremas

A prefeita eleita de Coremas, Francisca das Chagas Andrade de Oliveira(PDT), se apresentou como “novidade” na política local. Todavia, o principal cabo eleitoral foi o marido, Edilson Oliveira, prefeito por dois mandatos. Ele foi barrado pela Lei Ficha Limpa.

Fagundes

A prefeita eleita Magna Dantas ( PMDB) recebeu 4.018 votos (53,90%) e derrotou o atual prefeito José Pedro (PSB). O ex-marido dela, Gilberto Dantas, e um ex-cunhado já foram prefeito da cidade.

Juazeirinho

Eleito numa frente de oposição contra o gestor Jonilton Fernandes (PMDB), o novo prefeito de Juazeirinho Bevilacqua Matias (PT do B) já governou a cidade. O seu pai, Genival Matias, foi vice-prefeito de Juazeirinho, enquanto o seu irmão Genival Matias Filho é deputado estadual.

Monteiro

A jovem Lorena de Farias Leite (PSDB) integra o tradicional grupo político, liderado pelo grupo do deputado João Henrique (DEM) com atuação em várias cidades do Cariri. Lorena, que vai suceder a prefeita Edna Henrique, namora com um filho do casal Henrique.

Patos

Apesar da divisão entre os parentes, a família Wanderley faz “rodízio” na Prefeitura de Patos. A partir de janeiro, Dinaldinho Wanderley Filho (PSDB), que derrotou o primo Nabor Wanderley (PMDB), vai governar a cidade, cargo já ocupado pelo seu pai, Dinaldo Wanderley. Nabor também já foi prefeito duas vezes de Patos.

Pilar

O jovem José Benício Neto (PSB) derrotou o candidato da situação em Pilar com o discurso de mudança. Todavia, o principal cabo eleitoral foi seu pai, José Benício Filho, prefeito por dois mandatos.

Piancó

Aos 26 anos, Daniel Galdino (PSD) recebeu 5.197 votos (51,92%) e destronou o atual prefeito Sales Lima (DEM). Apesar do novo discurso, Daniel tem DNA político. Sua mãe, Flávia Galdino, e o avô, Gil Galdino, foram prefeitos de Piancó.

Queimadas

Com um discurso de mudança, Carlinhos de Tião (PSB) foi eleito prefeito de Queimadas, derrotando o atual gestor Jacó Maciel (PP). O pai dele, Tião do Rêgo, já governou a cidade e o seu irmão, Doda de Tião (PTB), é deputado estadual. O outro irmão, Joventino de Tião, é prefeito de Barra de Santana.

Por JOSUSMAR BARBOSA

Igrejas católicas da Capital são pichadas com acusações de pedofilia

Igrejas apareceram pichadas com mensagens ofensivas contra padres (Foto: Divulgação)
Igrejas apareceram pichadas com mensagens ofensivas contra padres (Foto: Divulgação)
Igrejas apareceram pichadas com mensagens ofensivas contra padres (Foto: Divulgação)

Duas igrejas católicas de João Pessoa foram alvos de vandalismo no domingo (16). De acordo com a Arquidiocese da Paraíba, as igrejas Menino Jesus de Praga, nos Bancários, e Santa Júlia, na Torre, foram pichadas com mensagens ofensivas contra os padres que atuam nas duas paróquias.

Segundo a Arquidiocese, apesar das pichações serem direcionadas aos padres, os motivos dos atos de vandalismo são desconhecidos. Por nota, a instituição diz que “lamenta o ocorrido e condena todo e qualquer tipo de vandalismo”, e que “esse tipo de ação só serve para danificar o patrimônio público e privado”.

Ainda de acordo com a instituição, frequentemente a sede da Arquidiocese e a Catedral de Nossa Senhora das Neves também, ambas no Centro, são alvos de pichadores, mas sempre com alguma palavra não identificável ou com mensagens de protesto. No caso das igrejas dos Bancários e da Torre, a Arquidiocese acredita serem casos isolados.

Na mesma nota, a instituição afirma que não tem como garantir segurança 24 horas em todas as igrejas e pede ajuda “às autoridades de segurança pública para encontrar e punir os responsáveis por esses atos de vandalismo”, para evitar que voltem a acontecer. A Arquidiocese também explica que está disponível para ajudar nas investigações. Com informações do G1.

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