Hospital Pedro I atende 118 famílias de Campina Grande e cidades da região (Foto: Felipe Dana/AP/Arquivo)
As mães e famílias de bebês com a síndrome congênita do vírus da Zika e outras deficiências, de Campina Grande, no Agreste da Paraíba vão receber kits multissensoriais para a estimulação dos bebês nesta quinta-feira (17). A entrega vai ser feita pela Unicef, como parte das atividades do projeto “Redes de Inclusão”. A proposta é que, com os kits, as famílias consigam complementar o tratamento em casa.
As mães vão participar de uma formação para aprender a utilizar cada objeto. A maioria dos bebês contemplados já participa do projeto há alguns meses no Hospital D. Pedro I. Em Campina Grande 118 famílias são atendidas.
Entre os itens do kit estão tapete, rolo, placa de listas, lanternas, bolas e copos coloridos, esponjas, chocalho, colher, pulseira e móbile. Todos os itens são especiais e foram projetados para estimular o desenvolvimento motor, áudio, visual, tátil e estimular a musculatura do corpo.
Além da entrega dos kits, o evento vai marcar a instalação do Comitê Intersetorial do Redes de Inclusão em Campina Grande e a colocação da pedra fundamental do Centro de Pesquisa e Atendimento às mulheres gestantes, famílias e cuidadores de crianças com a síndrome congênita do vírus da Zika e outras deficiências.
Segundo a assessoria a Unicef, durante o evento, que deve se estender até a sexta-feira (18), também vão ser debatidos os avanços em relação ao tratamento das crianças e estudos sobre a relação do vírus com a síndrome.
Número de casos Até outubro deste ano, foram notificados 10.039 casos da doença, segundo as definições do Protocolo de vigilância do Ministério da Saúde. Desses, 2.106 casos foram confirmados para microcefalia e/ou alteração sugestivos da infecção congênita e 4.842 descartados. Continuam em investigação 3.091 casos.
O Estado da Paraíba é o terceiro no País com o maior número de casos confirmados (184 crianças). No Estado, continuam em investigação 180 casos, de um total de 922 casos notificados. Foram notificados 27 óbitos na Paraíba, sendo 18 confirmados em consequência da microcefalia. As informações são do G1.
A noite da última segunda-feira (14) foi marcada pela alegria contagiante do Bloco ‘Leva Eu’ no Vale Folia 2016, em Mamanguape, no Litoral Norte paraibano. O evento é organizado pela empresa Status Produções e, se tornou um dos mais tradicionais da região.
Uma multidão tomou as principais ruas da cidade para acompanhar a apresentação da banda Saia Rodada. Com um repertório elétrico e diversificado, com canções que marcaram grandes micaretas. “Mágico e vibrante, levo daqui uma história linda para contar”, falou Ray, vocalista da banda.
Na Praça da Matriz, além de muito axé, os foliões do Leva Eu puderam curtir também o som da experiente banda Asas da América, atração que já conquistou o Vale.
Conforme Alex Jan, um dos organizados da festa, o Vale Folia já se tornou referência no calendário das festividades de Mamanguape. “O bloco Leva Eu é elaborado visando à alegria de todo o Vale, com muito carinho, satisfação, ao lado de grandes parceiros”, destacou.
Assassino confesso da família de paraibanos na Espanha, Patrick Gouveia deu um novo depoimento à Justiça de Guadalajara e pela primeira vez admitiu ter planejado o crime que vitimou o tio Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Santos Américo, e os dois filhos do casal, Maria Carolina e Davi. A emissora de TV espanhola ‘Antena 3’ teve acesso às declarações, dadas na segunda-feira (14), e nelas Patrick também isenta de culpa o amigo Marvin Henriques Correia, preso e indiciado em João Pessoa por participação no crime brutal.
Patrick negou que tenha agido por impulso e disse que foi até à casa com o intuito de matar todos os parentes e não apenas o tio. “Matei os quatro porque matar apenas Marcos me parecia cruel. Não ia deixar uma família sem marido e sem pai. Não sofreram, não gritaram, foi muito rápido”, disse o assassino. No primeiro depoimento, Patrick havia dado entender que agiu para se vingar do tio, por este ter supostamente lhe abandonado quando a família mudou de casa, deixando a cidade de Torrejón para Pioz, onde aconteceram os assassinatos.
O jovem explicou como surgiu a ideia de cometer os assassinatos e disse que pensou muito antes de executá-los. Patrick também afirmou que não foi a primeira vez que sentiu vontade de matar alguém. “Três dias antes, senti a necessidade de matar. Isso acontece muitas vezes, desde os 12 anos. Quando isso acontece, eu bebo muito”, declarou. Vale lembrar que, aos 16 anos, Patrick foi detido no Pará após esfaquear um professor dentro da sala de aula.
No depoimento, Patrick também deu maiores detalhes da relação com Marvin. Ele afirmou que o amigo, com que trocou mais de cem mensagens durante o crime, não sabia dos seus planos. “É como se fosse um irmão mais novo. Ele é muito bom”, disse. O jovem explicou ainda que a amizade entre eles cresceu após o caso da tentativa de assassinato do professor. “Sua mãe era psiquiatra e me ajudou muito. Somos inseparáveis”, afirmou. A mãe de Marvin, Andréia Ligia Vieira Correia, morreu em 2013. Ela é uma das autoras do livro ‘Doutor , meu filho é normal?’.
Marvin Henriques segue preso e foi indiciado pela chacina na semana passada. A Polícia Civil da Paraíba considerou que ele participou diretamente apenas da morte de Marcos Campos, pois o o contato entre os jovens começou quando Janaína e as duas crianças já estavam mortas.
Nas novas declarações, Patrick explica que foi se desfazendo das armas usadas no crime aos poucos, dias após o crime. Mostrando consciência dos seus atos, o jovem disse que sabia que seria preso e veio ao Brasil para se despedir da família. Pela primeira vez, ele falou em arrependimento. “Sim, eu me arrependo de ter matado. É tudo minha culpa”, disse.
Relembre o caso
Os corpos da família paraibana foram descobertos no dia 18 de setembro. As autoridades foram alertadas por um vizinho ‘que percebeu o odor’ vindo da residência.
Inicialmente a Guarda Civil espanhola trabalhou com a possibilidade de ajuste de contas. Porém, com o avançar das investigações, descartou-se essa tese e, 15 dias após a descoberta dos corpos, o caso foi dado como encerrado. E François Patrick Nogueira Gouveia foi apontado como único suspeito, após a polícia achar material genético dele no local do crime.
Após se entregar na Espanha, Patrick confessou ser de fato o autor do crime. Em depoimento, ele não revelou os motivos que fizeram com que ele cometesse o assassinato, disse apenas que “sentiu uma ódio incontrolável e uma vontade de matar”.
No final de outubro, surpreendentemente, a Polícia Civil da Paraíba anunciou a prisão de um segundo suspeito de envolvimento nas mortes. A prisão preventiva de Marvin Henriques Correia foi pedida pelo Ministério Público, que acredita que o jovem de 18 anos participou do crime, mesmo à distância. As informações são do Jornal da Paraíba.
Motorista ficou no local para prestar socorro à vítima (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Motorista ficou no local para prestar socorro à vítima (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Uma mulher de 30 anos morreu após ser atropelada no bairro do Rangel, em João Pessoa, na noite de terça-feira (15). Aline do Nascimento Sousa atravessava a Avenida 2 de fevereiro quando foi atingida por um veículo. Ela fazia a travessia fora da faixa de pedestre e estava com o marido e a filha de 8 meses no momento do acidente. O motorista responsável pelo atropelamento permaneceu no local do acidente.
O marido de Aline contou que a família mora no Rangel e estava voltando para casa após visitar parentes. O motorista do carro fazia uma conversão para pegar a Avenida 2 de fevereiro em direção ao bairro do Cristo. Pelo fato via ser mão única, ele não olhou para o sentido contrário e não viu a família atravessando a rua.
“Foi um negócio de momento, não senti pancada no carro. Eu acredito que ela deve ter tropeçado e caído na hora que eu ia passando”, afirmou Onildo Fernandes. O motorista ficou no local para prestar socorro e disse, inclusive, que se pudesse teria socorrido Aline no próprio carro e levado para o hospital.
De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreu Aline, ela deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa em estado gravíssimo, com traumatismo completo na cabeça. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu por volta das 23h.
O Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran) da Polícia Militar informou que o condutor do carro envolvido no acidente prestou esclarecimentos sobre o ocorrido e não se negou a fazer o teste do bafômetro.
Nas proximidades do local do acidente que vitimou Aline existe uma faixa de pedestre, mas moradores dizem que é comum as pessoas atravessarem a avenida fora dela. As informações são do Jornal da Paraíba.
Segundo a PC, homem vivia em um quarto sem condições adequadas (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Segundo a PC, homem vivia em um quarto sem condições adequadas (Foto: Reprodução/TV Paraíba)
Um idoso de 69 anos foi indiciado por manter o irmão, de 40 anos, em cárcere privado na cidade de Sousa, no Sertão de Estado. De acordo com a Polícia Civil (PC), a vítima tem problemas mentais e ficou cerca de 30 dias trancado em uma casa, sem condições adequadas para viver. O caso foi divulgado na terça-feira (15).
O idoso, José Francisco da Silva, disse que teve que trancar o irmão devido a casos de violência recentes. “Eu fiz porque era obrigado. Ele acabou dois carros meus. Bateu e quebrou [os veículos]. Nesse tempo a cachaça dele era pesada. Ele já não morreu porque vivia nesse espaço”, disse.
A casa onde o homem era mantido em cárcere não tinha vaso sanitário e nem chuveiro. A entrada de ar e de luz se dava por um espaço na porta de entrada, semelhante a uma cadeia. Segundo a Polícia Civil, o idoso se apresentou na delegacia após saber das investigações.
“Ele foi qualificado e interrogado e vai responder por cárcere privado. A pena, caso condenado, pode variar de 4 a 10 anos”, informou o delegado Vicente Honório.
Em depoimento, o idoso ainda relatou que o irmão recebia cuidados no Centro de Atenção Psicossocial (Caps), mas que o local tinha parado o atendimento. A direção da unidade de saúde repassou que a vítima deixou de ser levada pelo acusado e que o atendimento segue normalmente. As informações são do Jornal da Paraíba.
O cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno (esq.), entrega a imagem de Nossa Senhora de Aparecida para o Papa Francisco, que a beija durante a celebração da missa na Basílica de Aparecida (Foto: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
O cardeal arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno (esq.), entrega a imagem de Nossa Senhora de Aparecida para o Papa Francisco, que a beija durante a celebração da missa na Basílica de Aparecida (Foto: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)
O papa Francisco aceitou nesta quarta-feira (16), a renúncia do cardeal brasileiro Raymundo Damasceno e nomeou Orlando Brandes para o cargo de arcebispo de Aparecida, em São Paulo.
Brandes, que até então era arcebispo de Londrina, tem 70 anos e cuidará de um dos santuários marianos mais frequentados da América Latina. Damasceno renuncia por motivo de idade, conforme o Direito Canônico: “Roga-se ao bispo diocesano, que tiver completado 75 de idade, que apresente a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, o qual providenciará depois de examinadas todas as circunstâncias”, diz o Direito Canônico.
No próximo dia 15 de fevereiro de 2017, Dom Damasceno completa 80 anos. Já Orlando Brandes nasceu em Urubici, em Santa Catarina.
Ordenado padre em 1974, estudou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde também se especializou em Teologia Moral, na Academia Alfonsiana. Nomeado por São João Paulo II bispo de Joinville (SC), em 1994, foi transferido pelo papa Bento XVI para Londrina, em 2006, e tornou-se seu quarto arcebispo.
O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, tem dificuldades para montar a equipe com quem vai trabalhar a partir de janeiro (Foto: Shawn Thew / EPA / Lusa)
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, está tentando montar a equipe que vai ajudá-lo a governar o país a partir de 20 de janeiro de 2017. Mas a escolha se transformou em um processo caótico. Na terça-feira (15), havia uma grande expectativa de que o ex-congressista Mike Rogers fosse anunciado para um cargo de comando do setor de inteligência do governo. Mas, de repente, o nome do ex-parlamentar foi vetado, gerando um mal-estar na equipe.
O incômodo ocorreu porque Mike Rogers é admirado pela equipe por ter sido um dos maiores articuladores da campanha vitoriosa de Trump e muitos entendem que ele deveria continuar.
Segundo integrantes do Partido Republicano, legenda que elegeu o novo presidente dos Estados Unidos, o veto teria sido dado por Jared Kushner, o marido de Ivanka Trump, uma das filhas do novo presidente.
Preocupado com a repercussão do caso, Trump tentou desmentir que a montagem da equipe esteja passando por um processo tumultuado. Em um post publicando nas redes sociais, Donald Trump disse que, ao contrário, o processo de escolha da equipe está sendo bem organizado.
Transição complicada
Mas, em apenas uma semana, desde que foi eleito presidente, Trump já mudou o comando da equipe de transição. Antes, o comando estava nas mãos do governador de Nova Jérsey, Chris Christie, que vinha sendo um dos mais próximos colaboradores do presidente eleito durante toda a campanha. Agora, Donald Trump nomeou o vice-presidente eleito Mike Pence para comandar a transição. Muitos atribuem a mudança à infuência do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
Três filhos de Donald Trump – Ivanka, Donald Jr e Eric – fazem parte, juntamente com Jared Kushner, da equipe que está montando o gabinete do futuro governo. Só que os filhos de Trump e o genro também vão comandar os negócios da família, durante os quatro anos em que Donald Trump vai permanecer no governo.
O que muitos políticos – dentro e fora do governo – estão indagando é se há conflito de interesse entre as funções exercidas simultaneamente pelos filhos de Trump e por Jared Kushner no setor privado e no novo governo.
Por José Romildo – Correspondente da Agência Brasil
O secretário de Governo de Campos dos Goytacazes e ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi preso por volta das 10h30 desta quarta-feira (16), no Flamengo, Zona Sul do Rio, por agentes da Polícia Federal. Ele é um dos investigados na Operação Chequinho, que apura o uso do programa social Cheque Cidadão para compra de votos na cidade em 2016.
O ex-governador foi preso preventivamente, o que significa que não há prazo para libertação. A PF cumpre ainda oito mandados de prisão temporária (com prazo de cinco dias), outros oito de busca e apreensão e um de condução coercitiva – quando a pessoa é levada a depor e depois liberada. Os mandados foram expedidos pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira, da 100º Zona Eleitoral de Campos.
Segundo a PF, o ex-governador do Rio de Janeiro foi preso em seu apartamento na Senador Vergueiro, de onde teria saído sem algemas, e levado para a sede da PF na Zona Portuária. Depois, Garotinho deve ser levado para Campos.
Garotinho ao votar em Campos. Ele foi preso nesta quarta-feira (Foto: Leonardo Berenger / Agência Berenger)
Defesa do ex-governador No dia 9 de novembro, um pedido de habeas corpus de Garotinho havia sido negado pelo juiz Glaucenir.
O advogado Fernando Augusto Fernandes, que defende Garotinho, afirmou nesta quarta que o decreto de prisão “vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por decisões liminares do Superior Tribunal Eleitoral”. Por meio de nota, a defesa diz ainda que a comarca é alvo de denúncia de abusos de maus tratos a pessoas presas ilegalmente (veja a nota na íntegra ao final da reportagem).
Segundo o advogado, o ex-governador deu uma declaração quando os policiais chegaram na sua casa. “Engraçado, eu que ajudo os pobres estou sendo preso por conta de Cheque Cidadão, que ajudo direcionado a população carente. Aqueles que roubam de verdade na Lava Jato, a grande maioria está solta ainda aqui no Rio de Janeiro.”
Anthony Garotinho foi governador do estado do Rio de 1998 a 2002, quando concorreu à presidência, sendo derrotado pelo ex-presidente Lula. Sua mulher, Rosinha Garotinho, foi eleita governadora do estado, e ele foi secretário de Segurança de seu governo. Neste período, uma série de denúncias de crimes eleitorais e comuns recaíram sobre o casal.
Operação Chequinho A Operação Chequinho investiga um esquema de compra de votos em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Segundo o Ministério Público Estadual, em troca dos votos, a prefeitura oferecia inscrições fraudulentas no programa Cheque Cidadão, que dá R$ 200 por mês a cada beneficiário. A iniciativa é semelhante ao Bolsa Família e foi criada para atender a população de baixa renda.
A operação começou em setembro deste ano, quando o MPE e a PF viram um “crescimento desordenado” do Cheque Cidadão. Em apenas dois meses, o número de inscritos passou de 12 mil para 30 mil. Desde então, a operação prendeu vereadores, eleitores e outros envolvidos no caso. Todos já foram soltos.
Presos Em setembro, a PF prendeu a secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social e a coordenadora do Programa Cheque Cidadão em Campos dos Goytacazes. Segundo investigadores, também foram presos eleitores que tinham ligação com um vereador – ele foi detido em 29 de agosto suspeito de aliciamento de eleitores para a compra de votos.
No dia 19 de outubro, dois vereadores foram presos temporariamente em Campos: Miguel Ribeiro Machado, o Miguelito, de 51 anos, Ozéias Martins, de 47. Machado ficou no Presídio Carlos Tinoco da Fonseca até o dia 26 de outubro, quando foi liberado. O vereador Ozéias Martins foi liberado no dia 29 de outubro.
No dia 26 de outubro, o vereador Kellenson “Kellinho” Ayres Figueiredo de Souza (PR), de 55 anos, foi preso em uma nova fase da operação de combate a crimes eleitorais. Na ocasião, também foram presos chefes de postos de saúde na cidade. Kellinho conseguiu uma liminar do Tribunal Superior Eleitoral e foi solto do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca no dia 4 de novembro.
Além disso, Gisele Kock, coordenadora do Cheque Cidadão na cidade, também está entre as que tiveram a prisão preventiva cumprida no dia 26 de outubro. Ela deixou presídio feminino Nilza da Silva Santos no início da tarde de 3 de novembro após conseguir habeas corpus.
No dia 29, a Polícia Federal prendeu Thiago Virgílio (PTC), vereador de Campos. O parlamentar foi preso em casa e levado para a sede da PF em Campos. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de envolvimento com o esquema de compra de votos nas eleições 2016 e vinha sendo investigado na Operação Chequinho.
Thiago foi solto do Presídio Carlos Tinoco da Fonseca no dia 3 de outubro, após o término da prisão preventiva. O parlamentar havia sido afastado pela Justiça Eleitoral das atividades na Câmara e ficou proibido de acessar e frequentar as dependências da Casa e da Prefeitura, e de manter contato com os beneficiários do Cheque Cidadão e com testemunhas do processo.
No dia 31 de outubro, a vereadora eleita Linda Mara (PTC) e a ex-secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Ana Alice Ribeiro Lopes Alvarenga, foram presas pela Polícia Federal em um hotel de Copacana, Zona Sul do Rio.
Uma terceira mulher, que é radialista de Campos, também foi presa. Linda Mara foi liberada após cumprir cinco dias de prisão temporária no Presídio Feminino Nilza da Silva Santos. Ana Alice deixou o presídio após conseguir habeas corpus no dia 3 de outubro. As três estavam foragidas por suspeita de envolvimento na Operação Chequinho.
Nota da defesa
O criminalista Fernando Augusto Fernandes, responsável pela defesa de Anthony Garotinho, afirma que o decreto de prisão ocorrido em razão de decisão da 100ª Vara Eleitoral de Campos vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por decisões liminares do Superior Tribunal Eleitoral.
“A prisão a qual está submetido o ex-governador é abusiva e ilegal e decorre de sua constante denúncia de abusos de maus tratos a pessoas presas ilegalmente naquela comarca. Estas denúncias de abuso foram dirigidas à Corregedoria da Polícia Federal e ao juiz, que nenhuma providência tomou. Pessoas presas mudaram vários depoimentos após ameaças do delegado. No entanto, o TSE já deferiu quatro liminares por prisões ilegais. A Justiça certamente não permitirá que este ato de exceção se mantenha contra Garotinho.”
A Receita Federal deposita nesta quarta-feira (16), os valores referentes ao novo lote de restituição do Imposto de Renda 2016 (IRPF) e lotes residuais de anos anteriores. Este lote vai pagar R$ 22.437.087,40 a contribuintes da Paraíba, segundo informou a Receita Federal.
As consultas ao lote podem ser feitas no site da Receita, bem como pelo telefone 146 (opção 3) ou por aplicativo para dispositivos móveis (smartphones e tablets).
Os valores serão creditados nas contas de 18.111 contribuintes da Paraíba. Dos contribuintes incluídos neste lote, 17.818 são referentes a declarações apresentadas em 2016, e a soma das restituições deste ano chega a R$ 21,9 milhões. Entre os contribuintes que vão receber a restituição neste lote ainda estão 176 que vão receber valores referentes à declaração apresentada em 2015, 58 contribuintes de 2014, 34 de 2013 e outros 25 de anos anteriores.
O valor da restituição fica disponível para resgate no banco indicado pelo contribuinte durante um ano.
Caso o valor não seja creditado, é possível entrar em contato através de qualquer agência do Banco do Brasil ou através da Central de Atendimento por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Para fazer a consulta, o contribuinte pode acessar o site da Receita ou ligar para o Receitafone 146. Pela internet, é possível verificar se há inconsistência e fazer os ajustes através da entrega da declaração retificadora.
Desembargador João Alves é eleito presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (Foto: Francisco França/ Jornal da Paraíba)
João Alves (centro), Leandro e José Aurélio
Com dez votos, o desembargador João Alves da Silva foi eleito presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba para o biênio 2017/2018, em eleição disputada na manhã desta quarta-feira (16), no Pleno do TJPB. Os cargos de vice-presidente e corregedor geral de Justiça serão ocupados, respectivamente, pelos desembargadores Leandro dos Santos (que obteve 12 votos) e José Aurélio da Cruz (10 votos). A sessão foi conduzida pelo presidente da Corte, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, com votação secreta.
O novo presidente do TJ da Paraíba é natural de Pernambuco, ingressou na magistratura em 1985, foi juiz nas comarcas de Pocinhos, Conceição, São João do Cariri, Mamanguape, Campina Grande e João Pessoa. Ele também exerceu a função de juiz-corregedor durante oito anos.
Sete desembargadores concorreram à Presidência do TJ. O segundo mais votado foi o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, com oito votos. Houve ainda o registro de um voto nulo. Após o resultado da votação, o desembargador João Alves agradeceu pelos votos recebidos e pela confiança depositada.
“Tudo farei para honrar a missão a mim confiada de conduzir o destino do Poder Judiciário do Estado. São 706 mil feitos na Paraíba, mais de cem mil conclusos e cerca de 13 mil prontos para sentença. Conto com o apoio dos desembargadores, juízes e servidores, para que possamos dar uma resposta positiva à sociedade e ao usuário dos serviços da Justiça”, afirmou.
Já o cargo de vice-presidente foi disputado por seis desembargadores, dos quais o desembargador João Benedito foi o segundo mais votado: seis votos. Também foi registrado um voto nulo.
A eleição mais concorrida foi para a Corregedoria. Por apenas um voto de diferença, o desembargador José Aurélio venceu o nome do desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, que obteve nove votos. Concorreram, ao todo, cinco desembargadores.
DEMAIS CARGOS – Na ocasião, também foram escolhidos os nomes dos desembargadores a ocuparem outros cargos diretivos do Poder Judiciário.
Para conduzir a Escola Superior da Magistratura (Esma) no biênio que se segue, foi eleito, por unanimidade, o presidente do TJPB, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque.
Já a Ouvidoria Geral de Justiça da Paraíba ficará a cargo da desembargadora Maria de Fátima Morais Bezerra Cavalcanti, escolhida, também de forma unânime, assim como a ouvidora substituta, Maria das Graças Morais Guedes.
Os demais membros (efetivos e suplentes) do Conselho da Magistratura – além do presidente, vice e corregedor – também foram escolhidos. Integrarão o órgão os desembargadores Frederico Coutinho, José Ricardo Porto e Graça Guedes. Como suplentes, os desembargadores Romero Marcelo, Fátima Bezerra e Oswaldo Trigueiro do Valle Filho.
Por unanimidade, o desembargador Oswaldo Trigueiro foi indicado, também, para membro substituto, categoria desembargador, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba.
Pesquisa Vox Brasil aponta Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro no segundo turno. O presidente tem 51% dos votos válidos contra 49% do candidato do PL, em cenário considerado empate técnico pela margem de erro.
Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado (17) aponta Flávio Bolsonaro com 51,2% dos votos válidos e Lula com 48,8% no segundo turno das eleições presidenciais. A diferença de 2,4 pontos percentuais mantém os candidatos em empate técnico.