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Com 12,9 milhões de analfabetos, Brasil não bate meta do PNE

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O Brasil não atingiu a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que, em 2004, estipulou que, até 2015, 93,5% da população acima de 15 anos deveria estar alfabetizada. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que o IBGE divulgou nesta sexta-feira, 25, a taxa de analfabetismo estava em 2015 em 8%, ou seja, 1,5 ponto porcentual acima da meta.

A taxa de analfabetismo segue em tendência de queda no País, no entanto os avanços são lentos. O porcentual de analfabetos entre as pessoas com mais de 15 anos era de 11,5% em 2004 e passou a 8,3% em 2014.

Para 2015, a diminuição no contingente de analfabetos foi de 800 mil pessoas.

O PNE foi lançado em 2004 para estipular diretrizes e estratégias para a política educacional no País na década 2004-2014.

Abertura da pesquisa

A pior taxa de analfabetismo está no Nordeste, com 16,2% da população; a mais baixa é verificada no Sudeste, 4,3%. Em todo o País, a redução dos índices esbarra na dificuldade de alfabetizar adultos acima de 40 anos, especialmente os idosos.

Entre as pessoas com mais de 40 anos, 30,8% não sabem ler nem escrever (em

2014, eram 32,3%). São brasileiros que não se alfabetizaram quando crianças e não foram atingidos por políticas públicas de ensino voltadas a adultos.

Já o número de anos de estudo está em 7,8 no Brasil, mais uma vez, com diferenças regionais: a média é de 8,5 anos no Sudeste e de 6,7 no Nordeste. Com informações do Estadão Conteúdo.

Desigualdade cai no Brasil, todas as classes ficaram mais pobres

A desigualdade de renda voltou a recuar no ano passado, mesmo com a economia brasileira mergulhada em uma das piores recessões da história, informou nesta sexta (25) o IBGE.

Poderia ser uma boa notícia, dado que o resultado confirma uma tendência verificada desde a última década, de redução da disparidade de renda. Mas desta vez o feito ocorre por fatores negativos.

A redução da desigualdade em 2015 ocorreu em um contexto em que todas as classes sociais ficaram mais pobres.

O rendimento mensal médio, já descontada a inflação, recuou 5,4%, de R$ 1.845 para R$ 1.746. São considerados no cálculo os valores recebidos por trabalhadores e empregadores, mas também os rendimentos de aposentados e de pessoas que vivem de rendas financeiras e de aluguéis.

É a primeira queda na renda em 11 anos.

A metade mais rica dos brasileiros sofreu uma queda maior dos rendimentos quando comparada com os da metade mais pobre.

Na avaliação do IBGE, isso pode ser resultado da deterioração do mercado de trabalho, que abalou o emprego formal (com carteira assinada) e o industrial -a elite dos trabalhadores.

Com isso, o índice que mede a desigualdade entre ricos e pobres, o Índice de Gini, cedeu de 0,497 para 0,491 em 2015.

No Centro-Oeste e no Sudeste, as quedas foram as mais expressivas. No primeiro, de 0,507 para 0,498 e no segundo, de 0,485 para 0,477.

A avaliação corrente dos especialistas em distribuição de renda é a de que a desigualdade no país cai sistematicamente desde 2001. O aumento da renda da base da pirâmide, em velocidade superior à do topo, foi o principal motivo.

Os dados de 2015 mostram que, desta vez, a base perdeu menos.

“A queda da desigualdade é boa quando melhora a renda para todos. Aqui [em 2015], caiu para todos. Está igualando todo mundo no pior. Não melhorou a situação das pessoas”, afirma Maria Lúcia Vieira, gerente da pesquisa do IBGE.

QUEM PERDEU MAIS

Quando se divide a população em décimos de renda, porém, percebe-se que os 10% mais pobres tiveram a maior perda, o que pode ser um indício de que a pobreza se intensificou.

Nesta camada da população, o rendimento médio mensal em 2015 foi de R$ 202, segundo o IBGE, bem inferior ao salário mínimo nacional -que no ano passado era R$ 788.

Já os que ganham o salário mínimo se beneficiaram pelo reajuste de 8,8% do piso salarial em 2015. Foi nesta classe da distribuição onde a renda teve a menor queda em 2015: -1%.

Os 10% mais ricos por sua vez tiveram uma perda de 6,6% em seus rendimentos. O rendimento médio mensal nessa camada da população era de R$ 7.047 em 2015. A queda foi mais acentuada no 1% mais rico, cujo rendimento era de R$ 20.048, que perdeu 6,9%.

A queda dos rendimentos verificada pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, foi mais intensa do que o recuo do PIB, que encolheu 3,8% no ano passado.

Os 10% mais pobres se apropriaram de 1,2% dos rendimentos, repetindo a cifra do ano anterior.

Os 10% mais ricos ficaram com 40,4% dos rendimentos, ligeiro recuo ante 2014, quando abocanharam R$ 40,9% do total.

TRABALHO EM QUEDA

Os dados da Pnad foram coletados em setembro de 2015, quando a atual recessão havia completado um ano e meio. Segundo o Comitê de Datação de Ciclos da FGV, a recessão começou no segundo trimestre de 2014.

O mercado de trabalho no ano passado já mostrava sinais de piora, que se intensificou neste ano.

Em 2015, os desempregados superaram a marca de 10 milhões de pessoas, uma alta de 38%. A taxa de desemprego escalou de 6,9% para 9,6%.

O número de pessoas ocupadas encolheu 3,8 milhões, para 94,820 milhões. Foi a primeira queda no pessoal ocupado desde 2004, segundo o IBGE.

O setor industrial foi a atividade que verificou a queda mais intensa do número de ocupados, de 8% ante o número de trabalhadores empregados em 2014. Foram eliminadas mais de 1 milhão de vagas no setor. Destas, mais da metade (523 mil) foram perdidas na Região Sudeste.

SUDESTE

Esse enxugamento de empregos na indústria ajuda a sustentar a hipótese sobre por que a região registrou uma queda mais expressiva na desigualdade do que o resto do país.

Os pesquisadores do IBGE argumentam que os empregos industriais estão associados aos trabalhadores com melhores salários e elevado grau de formalização. E eles foram os mais abalados.

O emprego formal recuou com força, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 5,3%.

Até os trabalhadores domésticos -normalmente um refúgio de emprego para mulheres com menor qualificação- encolheram (-2,5%). Empregadores também caíram (-4,8%).

Só aumentaram os trabalhadores por conta própria (+3%), atividade que virou alternativa para muitos que saíram do emprego tradicional, e os servidores públicos estatutários e militares (+2,23%).

RENDIMENTOS

Com a deterioração no mercado de trabalho, o rendimento das pessoas ocupadas recuou 5%, de R$ 1.950 para R$ 1.853, já descontada a inflação.

Na distribuição regional do país, o rendimento dos ocupados caiu 5,4% no Sudeste, 7,2% no Norte, 5,6% no Nordeste, 3,3% no Sul e 3,5% no Centro-Oeste.

Quando se focaliza a desigualdade apenas entre os ocupados -grupo que encolheu nesta recessão –, ela também mostra declínio em 2015. O Índice de Gini recuou de 0,490 em 2014 para 0,485 em 2015, mantendo a sequência de queda verificada desde a década passada.

A desigualdade entre trabalhadores empregados caiu mais na região Sudeste, de 0,478 para 0,471.

O rendimento caiu com mais intensidade entre os trabalhadores sem carteira (-5,7%), domésticas com carteira (-3,1%) e trabalhadores com carteira assinada (-2,4%). Com informações da Folhapress.

Costa Rica confirma mortes e desaparecidos após furacão Otto

© Reuters / Juan Carlos Ulate
© Reuters / Juan Carlos Ulate
© Reuters / Juan Carlos Ulate

O furacão Otto deixou mortos e desaparecidos em sua passagem pelo norte e o oeste da Costa Rica na quinta-feira, segundo confirmou o presidente do país, Luis Guillermo Solís. A autoridade não divulgou, porém, números concretos de vítimas.

As autoridades ainda não puderam confirmar todos os relatos de pessoas falecidas ou desaparecidas, por isso Solís preferiu aguardar, disse o presidente em entrevista coletiva na Comissão Nacional de Emergências, na noite de quinta-feira. “Todas as instituições trabalham na coleta de informação que receberam nas últimas horas”, afirmou Solís. Segundo ele, há equipes de resgate e vizinhos que ajudam na assistência às vítimas. “As fortes chuvas, junto com a escuridão da noite e os bloqueios de rodovias, dificultam as tarefas de resgate.”

O furacão Otto atingiu sobretudo a província de Guanacaste, no oeste do país, disse o presidente. Nessa região foram registradas inundações, quedas de árvores e alagamento de rios que arrasaram várias casas.

Na madrugada da sexta-feira, Otto avançava para o Oceano Pacífico, após causar estragos na Costa Rica e na Nicarágua, onde chegou como furacão de categoria 2. Ele já foi rebaixado a tormenta tropical.

Otto tocou terra na costa da Nicarágua no Caribe na quinta-feira, mas perdeu força à medida que cruzava o sul do país. A Nicarágua decretou emergência nacional não só pelo furacão, mas também por um terremoto de 7 graus, que por ora não teve danos registrados. O sismo teve epicentro no Pacífico, diante da costa de El Salvador. Com informações do Estadão Conteúdo.

Geddel pede demissão e é o 6º ministro a deixar governo Temer

Geddel pediu demissão nesta sexta (25)
Geddel pediu demissão nesta sexta (25)
Geddel pediu demissão nesta sexta (25)

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), entregou nesta sexta-feira (25) sua carta de demissão ao presidente Michel Temer. O articulador político do governo tenta diminuir a crise política que criou ao pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para interferir na liberação de uma obra de um prédio em luxo em Salvador (BA). O caso respingou em Temer.

Geddel teria tomado a decisão de entregar o cargo após consultar sua família. Na carta de demissão, o ex-ministro cita os familiares: “Vejo o sofrimento dos meus familiares. É hora de sair”.

Ele também justifica a saída diante da “dimensão das interpretações dada”, referindo-se às declarações do ex-ministro Marcelo Calero.

A crise em torno do nome de Geddel começou com a demissão do ministro da Cultura, Marcelo Calero, que justificou a saída por pressões sofridas por Geddel para liberar um empreendimento imobiliário na Bahia.

Com a demissão, cai o sexto ministro Temer em pouco mais de seis meses de governo. Os outros que deixaram os cargos foram Romero Jucá, do Planejamento, Henrique Alves, do Turismo, Fabiano Silveira (Transparência), Fábio Osório (AGU) e o próprio Marcelo Calero (Cultura), que levou à demissão de Geddel.

O Palácio do Planalto confirma a demissão de Geddel.

Do R7

Cidades da PB devem receber R$ 121,8 mi em parcela extra do FPM

Prefeituras paraibanas devem receber R$ 121,8 milhões no início de dezembro. Conforme a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o montante seria relativo à parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), tradicionalmente repassado no mês de dezembro.

Em todo o Brasil, o valor da parcela extra ultrapassa R$ 3,7 bilhões. A verba deve ajudar prefeitos a encerrarem último ano de mandato com as contas em dia. O montante distribuído entre os municípios brasileiros corresponde a 1% do FPM. 

O repasse extra de 1% é uma conquista do movimento municipalista. O pagamento do recurso foi uma reivindicação da CNM, atendida pelo Congresso Nacional após a aprovação da emenda constitucional 55/2007. Desde a publicação da emenda até o repasse estimado para 2016, a conquista soma a quantia de R$ 26,2 bilhões a mais para os cofres dos municípios.

Do PBVale, com Portal Correio, via CNM

Arsenal com fuzis e pistolas, mais de 1.500 munições e dinamites é apreendido pela PM na Paraíba

Parte das armas apreendidas pela PM
Parte das armas apreendidas pela PM
Parte das armas apreendidas pela PM

Um arsenal contendo fuzis, pistolas e submetralhadora foi apreendido na madrugada desta sexta-feira (25), em um sítio da cidade de Barra de Santa Rosa, Agreste do estado, a 139 km de João Pessoa. Bananas de dinamites, coletes e mais de 1500 munições foram apreendidos pela Polícia Militar da Paraíba. Duas pessoas foram presas. A apreensão é considerada a maior da história do estado.

Segundo a capitã Luciana Firme, que coordenou a ação, disse que há 3 dias os policiais militares montaram uma campana sítio Mãe D’água depois de um levantamento feito pelo serviço de inteligência da PM.

“Há algum tempo a PM vinha monitorando o grupo e fazendo levantamento da quadrilha. Há três dias montamos uma campana e conseguimos apreender um grande arsenal. Acreditamos que dois conseguiram fugir porque causa da escuridão, mas três pessoas foram detidas”, falou a capitã.

De acordo com a Polícia Militar, foram apreendidos 7 fuzis, 5 pistolas, 9 coletes, 29 bananas de dinamites, mais de 1500 munições de diversos calibres, coletes, fantasias de palhaço, máquinas de utilizadas em explosão a bancos.

A PM disse ainda que as armas são de uso de restrito das Forças as Armadas e importadas. Os detidos e o material foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Queimadas.

Divulgação/ PM
A apreensão é considerada a maior da história do estado

Por Hyldo Pereira

Brasil dobra número de menores cumprindo medida socioeducativa

© Omar Freire/ Imprensa MG
© Omar Freire/ Imprensa MG
© Omar Freire/ Imprensa MG

O Brasil tem 189 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, de acordo com o Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número corresponde ao dobro do registrado em 2015, quando 96 mil jovens estavam respondendo por algum crime.

A maioria dos adolescentes responde em liberdade. Eles são responsáveis por 222 mil atos infracionais, isso porque um mesmo jovem pode ser responsabilizado por mais de um delito.

A maioria da penas é por tráfico de drogas, cerca de 49.717, ou 22,4% do total. Logo atrás aparecem os que respondem por roubo qualificado, com 21,1%. As informações são do portal G1.

Ainda de acordo com o cadastro, 36,5% das medidas se referem à liberdade assistida e outras 35,7% à prestação de serviços à comunidade. Do total de medidas aplicadas, 29.794 são de internação sem atividades externas (o que representa 13,2%).

Para o advogado Ariel de Castro Alves, coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana-SP, os dados podem ser explicados, em parte, pelo aumento de programas de liberdade assistida e de serviços à comunidade em municípios que até então não contavam com essas medidas. Isso se deu principalmente com a implantação de Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), responsáveis por supervisionar os programas.

Além da discussão sobre a maioridade penal, a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Sandra Aparecida Torres, também explica que o aumento no número de crimes envolvendo menores acabou alavancando apreensões e medidas aplicadas. “Houve um aumento indiscutível da violência como um todo. E isso tem feito com que a sociedade tenha um anseio por mais rigor, por mais punição. Há todo um movimento que permeia o Senado e a Câmara pela redução da maioridade penal. Isso parece ter mobilizado a todos”, afirma.

Mas os dois fazem questão de ressaltar que não acreditam que a redução da maioridade possa reverter a tendência de aumento da criminalidade infanto-juvenil. “A exclusão social, ou a falta de políticas públicas, é que reflete diretamente no aumento da criminalidade”, afirma a juíza.

“No Brasil, preconiza-se em relação ao adolescente privado de liberdade uma medida com caráter de socioeducação, porque se entende que ele ainda está em formação. Mas, na prática, isso não acontece. Os estabelecimentos prisionais pouco se diferem daqueles onde há o cumprimento de medidas para menores”, completa Sandra Aparecida.

Dos 189 mil adolescentes no cadastro, 174 mil (mais de 90%) são do sexo masculino. A maioria tem 17 ou 18 anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê uma internação máxima de três anos – aos 21 anos, a liberdade é compulsória. Há atualmente 4.843 jovens com essa idade (2,5% do total).

México: cabeças humanas e 32 corpos são encontrados em valas

© Reprodução
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Autoridades exumaram 32 cadáveres e nove cabeças de várias sepulturas clandestinas no violento estado de Guerrero, no sul do México, disseram as autoridades mexicanas nesta quinta-feira (24).

“As descobertas são terríveis”, disse o porta-voz de segurança do estado de Guerrero, Roberto Alvarez.

Os restos foram encontrados entre terça (23) e quinta-feira (24) em 17 covas em uma colina na vila de Pochahuixco, parte da municipalidade de Zitla, uma região sitiada por disputas territoriais entre cartéis de drogas.

Na segunda-feira (21), as autoridades do México encontraram nove corpos com sinais de tortura em uma estrada de Guerrero. De acordo com a polícia, cinco vítimas foram desmembradas.

Com informações do Sputnik Brasil

Todas as testemunhas da Lava Jato inocentam Lula

© Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
© Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
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Das oito testemunhas ouvidas até agora, todas disseram que jamais conversaram com Luiz Inácio Lula da Silva sobre qualquer atividade fraudulenta em contratos da Petrobras. Também disseram não ter qualquer conhecimento ou prova de que o apartamento do Guarujá guarda alguma relação com Lula ou com as atividades desenvolvidas pela empreiteira na estatal petrolífera.

Embora os procuradores da Operação Lava Jato afirmem ter convicção de que Lula obteve vantagens ilícitas de uma empreiteira por ter facilitado fraudes em contratos da Petrobras, nenhuma das testemunhas convocadas pelos próprios procuradores confirma essa tese. Veja, abaixo, o que disseram cada uma das oito testemunhas a respeito do assunto:

1 – Delcídio do Amaral – ex-senador

O ex-senador Delcídio do Amaral afirmou nunca ter tido qualquer conversa com o ex-presidente a respeito de qualquer procedimento ilícito. Disse também que não tem nenhuma prova de que Lula tenha feito parte de qualquer procedimento fraudulento. Por fim, disse que não teve conversa direta ou tem prova de que o ex-presidente saberia de fraudes que aconteciam na Petrobras.

2 – Augusto Mendonça Neto – empresário

Assim foi perguntado e assim respondeu a testemunha em audiência realizada na última segunda-feira (21):

Advogado – O senhor sabe se algum consórcio pagou alguma vantagem indevida ao ex-presidente Lula?

Augusto Mendonça Neto – Não sei.

Advogado – O senhor sabe ou tem provas se ex-presidente Lula tem alguma relação com o apartamento 164-A, no Guarujá?

Augusto Mendonça Neto – Não tenho a menor ideia.

3 – Dalton Avancini – executivo

O ex-presidente da Camargo Corrêa tornou-se delator premiado da Lava Jato em junho de 2015, quando assinou um acordo com os procuradores do MPF-PR e confessou a Sérgio Moro que havia pago, no ano de 2006, R$ 8,7 milhões em propina para a campanha de Eduardo Campos (PSB) para o governo de Pernambuco.

Já sobre Lula, em seu depoimento da última segunda-feira, o delator afirmou jamais ter conversado com o ex-presidente sobre qualquer manobra ilícita no âmbito da Petrobras. Também disse não ter nenhuma prova de que Lula tenha recebido algum tipo de benefício financeiro por meio de um apartamento no Guarujá.

4 – Eduardo Leite – executivo

Ex-diretor vice-presidente da Camargo Corrêa foi condenado a 15 anos de cadeia, mas está em casa cumprindo pena graças ao contrato de delação que assinou com Sérgio Moro.

Na audiência da última segunda-feira, assim como seu colega Dalton Avancini, Eduardo Leite afirmou nada ter a dizer em relação a ilícitos ou vantagens recebidas de empreiteiras por parte de Luiz Inácio Lula da Silva

5 – Pedro Correa – político

O ex-deputado federal e ex-presidente do PP Pedro Correa admitiu, em depoimento nesta quarta-feira (23), em Curitiba, que, quando se apresentou ao MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná) para depor contra o ex-presidente Lula, estava agindo dentro do processo de busca de vantagem por meio de uma delação premiada que reduzisse suas penas.

Correa contou ainda que não tem conhecimento de nenhum pedido de vantagem indevida pelo ex-presidente Lula, ou nada relacionado ao apartamento tríplex no Guarujá, cuja “propriedade oculta” o MPF-PR insiste em reputar a Lula.

6 – Pedro Barusco – executivo

Sobre a acusação específica que faz o MPF-PR (Ministério Público Federal no Paraná) ao ex-presidente, de que Lula teria recebido vantagem indevida por meio de um apartamento do Guarujá, o ex-gerente da Petrobras disse não ter nenhuma informação sobre o caso.

Também disse nunca ter tido nenhuma reunião ou contato com o ex-presidente, tendo o visto apenas em eventos públicos. Em acordo de delação fechado com os procuradores curitibanos, Barusco pagou multa R$ 6,5 milhões e devolveu mais de US$ 90 milhões que recebeu no exterior.

7 – Paulo Roberto Costa – executivo

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras disse nunca ter tido nenhuma reunião sozinho com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, muito menos qualquer conversa a respeito de atividades fraudulentas.

“Nunca tive intimidade com o presidente Lula. Nunca tive uma reunião sozinho com o presidente Lula”, afirmou. Paulo Roberto disse ainda que as vezes em que viu Lula foram sempre na companhia do então presidente da empresa, para informações sobre projetos de desenvolvimento dos Estados. E que desconhece qualquer pedido ou recebimento de vantagem indevida pelo ex-presidente Lula.

8 – Nestor Cerveró – executivo

O ex-diretor da Petrobras disse jamais ter tido uma reunião sozinho com Lula ou discutido com o ex-presidente qualquer irregularidade. Disse também que nada sabe a respeito do apartamento 164-A, no Guarujá, cuja propriedade é da construtora OAS.

O ex-diretor também confirmou no depoimento que o ex-senador Delcídio do Amaral teria negociado propina no Governo FHC com as empresas Alstom e GE, e que repassou ao ex-senador Delcídio cerca de 2,5 milhões de dólares de vantagens indevidas, pago algumas vezes atendendo a pedidos do senador Delcídio, que fechou um acordo de delação e é uma das testemunhas da acusação no processo contra Lula.

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira, 24, que acusações contra o ex-presidente no âmbito da ação penal da operação Lava Jato estão “ruindo”.

Em vídeo, Martins cita o depoimento do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, delator da Lava Jato, que disse nesta quinta-feira não saber de qualquer participação de Lula em irregularidades relacionadas à Petrobras, nem de supostas vantagens indevidas no caso do apartamento triplex. “O depoimento de Cerveró segue a mesma linha das demais testemunhas, que isentaram o ex-presidente Lula da prática de qualquer ato ilícito nessa ação penal que diz respeito ao triplex ou à obtenção de vantagens indevidas”, diz o advogado.

Além de isentar Lula, em seu depoimento, Nestor Cerveró revelou que sua indicação para o cargo de diretor Internacioinal foi patrocinada pelo PMDB, e citou o secretário de governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, como um de seus padrinhos.

De acordo com o portal Brasil 247, a defesa de Lula classifica como nova prática de “low fare” a acusação do juiz Sérgio Moro, de que os advogados do ex-presidente estaria tumultuando o processo, ao apontar irregularidades na condução dos trabalhos. “Se, diante desse cenário da fragilização absoluta das teses acusatórias, o que resta a dizer é que a defesa está tumultuando o processo, não há problema nenhum. O fato é que a tese da acusação está ruindo”, afirmou.

Déficit anual da Previdência estadual passa de R$ 1,1 bi. “É impagável”, diz Ricardo

Foto: Divulgação
Ricardo Coutinho
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Ricardo Coutinho

O déficit da Previdência estadual ultrapassa R$ 1,1 bilhão ao ano. Foi o que revelou, nesta quinta-feira (24), o governador Ricardo Coutinho (PSB). “É simplesmente impagável”, definiu. Ele fez um comparativo com o gasto com uma obra estadual. “É mais do que um canal Acauã/Araçagi”, lamentou. O déficit da Previdência, segundo Ricardo, aumenta em torno de 25% ao ano.

Juntamente com mais 24 governadores, Ricardo se reuniu em Brasília (DF) com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e recebeu a informação de que a Paraíba terá direito a uma parcela dos valores da multa sobre a repatriação de ativos. Com isso, a Paraíba teria direito a mais R$ 136 milhões.

Para esse repasse, contudo, o governo federal cobrará dos governadores cortes nas despesas, inclusive na folha de pessoal. Ricardo Coutinho anunciou que terá outra reunião entre os governadores para acertar pontos que os estados aceitam e os que serão rejeitados nessa negociação com o governo federal. “Os estados têm que preservar suas autonomias. Não podemos aceitar medidas que venham de cima pra baixo”, defendeu.

Segundo ele, o estado da Paraíba já vem cortando gastos há muito tempo e não pode sofrer as mesmas cobranças de estados que nunca tiveram redução de despesas. Para ele, o déficit da Previdência preocupa a todos os governadores, mas não é um simples aumento de alíquota nos contracheques dos servidores que irá resolver essa situação. “Não adianta aumentar a alíquota da Previdência sem que haja um estudo técnico antecipado sobre a situação de cada estado”, avaliou.

Ele acredita que a negociação com o governo federal, a fim de definir as metas que os estados têm que alcançar para ter acesso aos recursos da repatriação, deve ser política e não apenas técnica. “A solução é política. Vamos resolver isso dentro de um entendimento muito mais complexo”, disse.

Ricardo Coutinho observa que a economia não reage, a receita dos estados e municípios cai a cada momento e o país não encontra uma saída para a crise. “Não podemos continuar assim”, finalizou. 

Por Hermes de Luna

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