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Federais da PB se posicionam contra anistia do Caixa 2

Câmara dos Deputados

Pelo menos quatro deputados federais da bancada paraibana já anteciparam seus votos e afirmam ser contra a anistia do Caixa 2. Ela estaria embutida num substitutivo defendido por um grupo de deputados, que seria colocado dentro do projeto que trata das dez medidas de combate à corrupção, modificando por completo o parecer do relator, deputado Oniz Lorenzetti (DEM).

Pedro Cunha Lima (PSDB), Benjamin Maranhão (SD), Efraim Filho (DEM) e Luiz Couto (PT) já posicionaram a favor da criminalização do Caixa 2, sem que a nova legislação possa retroagir para anistiar que usou dessa prática em campanhas passadas.

Por meio de sua assessoria, o deputado federal Benajmin Maranhão informou que se posicionará contrário a qualquer tentativa de anistiar a prática do caixa dois na votação do projeto de lei com medidas contra a corrupção (PL 4850/16). “Eu não só voto contrário a essa história de anistia a caixa dois de campanha, como sou totalmente contrário a forma que vem sendo conduzida a votação desse projeto das medidas contra a corrupção”, comentou.

O parlamentar destacou que os juristas não foram ouvidos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAD) e nem as Associações de Magistrados. Segundo destacou, essa é uma matéria extremamente complexa que mexe em dezenas de legislações diferentes e todo processo vem sendo feito a toque de caixa.

“Noventa por cento dos deputados estão votando isso e não sabem nem o que estão votando. Tenho uma posição pessoal de ser contra a urgência. Creio que tem que ser feito algo para combater a corrupção e a impunidade, mas precisa ser feito com responsabilidade. Usar uma votação dessa para anistiar caixa dois seria um absurdo”, argumentou.

O parlamentar se ausentou da votação da última quinta-feira (24) por motivo de problemas de saúde na família. Lembrou que diferente do que vem sendo divulgado, não se votou anistia a caixa dois e sim um requerimento de urgência para incluir a matéria na Ordem do Dia, mas a votação não avançou e acabou ficando para a próxima semana.

Em suas redes sociais, o deputado Efraim Filho também se manifestou. “Antecipando minha posição na votação: sou favorável às 10 medidas e contra a anistia generalizada ao Caixa 2”, postou. 

Do Portal Correio 

Vivianny foi morta a golpes de chave de fenda

Reprodução/Arquivo pessoal
Vivianny Crisley
Reprodução/Arquivo pessoal
Vivianny Crisley

Os envolvidos na morte da vendedora Vivianny Crisley, 29 anos, foram apresentados oficialmente nesta sexta-feira (25), durante coletiva à imprensa na Central de Polícia Civil, em João Pessoa. Na ocasião, o delegado de Homicídios, Reinaldo Nóbrega, revelou que a jovem foi morta a golpes de chave de fenda porque pediu para voltar pra casa: “vamos calar a boca dessa nega”. Jobson Barbosa da Silva Júnior, Fagner das Chagas Silva e Alex Aurélio confessaram a autoria do assassinato.

O delegado explicou que Vivianny tinha conhecido os três em uma casa de show no bairro dos Bancários, na Capital, e saído com o trio na madrugada do dia 21 de outubro. Eles saíram com destino a cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, mas como não havia um bar aberto para o grupo dar continuidade a festa, foram para a casa de Juninho, que fica perto da mata onde o corpo de vítima foi achado. A versão apresentada por Juninho e Bebé, que foram presos no Rio de Janeiro, era coerente, mas distorcia dos fatos apresentados por Alex. Nessa quinta (24), em um novo depoimento, Alex revelou qual teria sido sua participação na morte de Vivianny.

“Vivianny ficou dentro do carro com Bebé, enquanto Juninho e Alex desceram do carro. Nesse momento, Vivianny pedia para voltar para casa porque já estava tarde, tinha filha, mãe e todos estariam preocupados com ela. Alex e Juninho voltaram para o carro e desferiram vários golpes de chave de fenda nela para “calar a boca dessa nega”, na linguagem deles”. Eles não tinham a intenção de estuprar a mulher, explicou Reinaldo Nóbrega.

Ainda segundo Nóbrega, após matar Vivianny, o trio retirou gasolina de uma motocicleta e ateou fogo no corpo da jovem. Um pneu foi usado para acelerar o processo da queima do corpo. O delegado disse que o carro usado pelos suspeitos foi roubado no dia 6 de outubro.

Eles estão presos temporariamente, mas o delegado informou que vai pedir a prisão preventiva dos envolvidos, que deverão ser levados para um dos presídios de João Pessoa.

Créditos: Reprodução/ Aguinaldo Mota
Créditos: Reprodução/ Aguinaldo Mota

Entenda o caso

A jovem desapareceu no dia 21 de outubro, depois que saiu de uma casa de shows, no bairro dos Bancários, Zona Sul de João Pessoa. No dia 11 de novembro, o estoquista Alex Aurélio Tomas dos Santos, 22, foi apresentado pela Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da Capital. Jobson Barbosa e Fagner das Chagas foram presos no dia 2 de novembro no ‘Morro do Acarí’, no Rio de Janeiro. O corpo que foi encontrado no dia 7 de novembro, na divisa entre os municípios de Bayeux e Santa Rita.

Por Hyldo Pereira

Sítio é interditado por usar agrotóxico em plantação de abacaxis

Divulgação/Crea-PB
Sìtio fica no município de Araçagi
Divulgação/Crea-PB
Sìtio fica no município de Araçagi

Um operação realizada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), na terça-feira (22), mas divulgada nesta sexta-feira (25), flagrou o uso e descarte irregular de agrotóxicos em plantações de abacaxis em um sítio do município de Araçagi, no Agreste paraibano, a 90 km de João Pessoa. O local foi interditado.

Segundo o Crea-PB, o órgão recebeu uma denuncia anônima sobre o uso irregular dos agrotóxicos. Durante a fiscalização, foram constatada irregularidades, como descarte incorreto das embalagens de agrotóxicos, trabalhadores sem nenhum tipo de equipamento de proteção individual e ainda a falta do Receituário Agronômico.

O produto usado na plantação é proibido. De acordo com João Alberto, conselheiro do Crea-PB, o herbicida deixa a aparência do abacaxi mais bonita e aumenta seu tamanho, no entanto, é um veneno proibido para alimentos, autorizado apenas para utilização em pastagem.

Além disso, os agrotóxicos estavam armazenados de maneira incorreta, tendo suas embalagens reutilizadas, o que também é proibido. O local foi interditado.

A fiscalização também se dirigiu ao local indicado como ponto de venda, onde autuou o estabelecimento. 

Do Crea-PB

Com 12,9 milhões de analfabetos, Brasil não bate meta do PNE

© Pixabay
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O Brasil não atingiu a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que, em 2004, estipulou que, até 2015, 93,5% da população acima de 15 anos deveria estar alfabetizada. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que o IBGE divulgou nesta sexta-feira, 25, a taxa de analfabetismo estava em 2015 em 8%, ou seja, 1,5 ponto porcentual acima da meta.

A taxa de analfabetismo segue em tendência de queda no País, no entanto os avanços são lentos. O porcentual de analfabetos entre as pessoas com mais de 15 anos era de 11,5% em 2004 e passou a 8,3% em 2014.

Para 2015, a diminuição no contingente de analfabetos foi de 800 mil pessoas.

O PNE foi lançado em 2004 para estipular diretrizes e estratégias para a política educacional no País na década 2004-2014.

Abertura da pesquisa

A pior taxa de analfabetismo está no Nordeste, com 16,2% da população; a mais baixa é verificada no Sudeste, 4,3%. Em todo o País, a redução dos índices esbarra na dificuldade de alfabetizar adultos acima de 40 anos, especialmente os idosos.

Entre as pessoas com mais de 40 anos, 30,8% não sabem ler nem escrever (em

2014, eram 32,3%). São brasileiros que não se alfabetizaram quando crianças e não foram atingidos por políticas públicas de ensino voltadas a adultos.

Já o número de anos de estudo está em 7,8 no Brasil, mais uma vez, com diferenças regionais: a média é de 8,5 anos no Sudeste e de 6,7 no Nordeste. Com informações do Estadão Conteúdo.

Desigualdade cai no Brasil, todas as classes ficaram mais pobres

A desigualdade de renda voltou a recuar no ano passado, mesmo com a economia brasileira mergulhada em uma das piores recessões da história, informou nesta sexta (25) o IBGE.

Poderia ser uma boa notícia, dado que o resultado confirma uma tendência verificada desde a última década, de redução da disparidade de renda. Mas desta vez o feito ocorre por fatores negativos.

A redução da desigualdade em 2015 ocorreu em um contexto em que todas as classes sociais ficaram mais pobres.

O rendimento mensal médio, já descontada a inflação, recuou 5,4%, de R$ 1.845 para R$ 1.746. São considerados no cálculo os valores recebidos por trabalhadores e empregadores, mas também os rendimentos de aposentados e de pessoas que vivem de rendas financeiras e de aluguéis.

É a primeira queda na renda em 11 anos.

A metade mais rica dos brasileiros sofreu uma queda maior dos rendimentos quando comparada com os da metade mais pobre.

Na avaliação do IBGE, isso pode ser resultado da deterioração do mercado de trabalho, que abalou o emprego formal (com carteira assinada) e o industrial -a elite dos trabalhadores.

Com isso, o índice que mede a desigualdade entre ricos e pobres, o Índice de Gini, cedeu de 0,497 para 0,491 em 2015.

No Centro-Oeste e no Sudeste, as quedas foram as mais expressivas. No primeiro, de 0,507 para 0,498 e no segundo, de 0,485 para 0,477.

A avaliação corrente dos especialistas em distribuição de renda é a de que a desigualdade no país cai sistematicamente desde 2001. O aumento da renda da base da pirâmide, em velocidade superior à do topo, foi o principal motivo.

Os dados de 2015 mostram que, desta vez, a base perdeu menos.

“A queda da desigualdade é boa quando melhora a renda para todos. Aqui [em 2015], caiu para todos. Está igualando todo mundo no pior. Não melhorou a situação das pessoas”, afirma Maria Lúcia Vieira, gerente da pesquisa do IBGE.

QUEM PERDEU MAIS

Quando se divide a população em décimos de renda, porém, percebe-se que os 10% mais pobres tiveram a maior perda, o que pode ser um indício de que a pobreza se intensificou.

Nesta camada da população, o rendimento médio mensal em 2015 foi de R$ 202, segundo o IBGE, bem inferior ao salário mínimo nacional -que no ano passado era R$ 788.

Já os que ganham o salário mínimo se beneficiaram pelo reajuste de 8,8% do piso salarial em 2015. Foi nesta classe da distribuição onde a renda teve a menor queda em 2015: -1%.

Os 10% mais ricos por sua vez tiveram uma perda de 6,6% em seus rendimentos. O rendimento médio mensal nessa camada da população era de R$ 7.047 em 2015. A queda foi mais acentuada no 1% mais rico, cujo rendimento era de R$ 20.048, que perdeu 6,9%.

A queda dos rendimentos verificada pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, foi mais intensa do que o recuo do PIB, que encolheu 3,8% no ano passado.

Os 10% mais pobres se apropriaram de 1,2% dos rendimentos, repetindo a cifra do ano anterior.

Os 10% mais ricos ficaram com 40,4% dos rendimentos, ligeiro recuo ante 2014, quando abocanharam R$ 40,9% do total.

TRABALHO EM QUEDA

Os dados da Pnad foram coletados em setembro de 2015, quando a atual recessão havia completado um ano e meio. Segundo o Comitê de Datação de Ciclos da FGV, a recessão começou no segundo trimestre de 2014.

O mercado de trabalho no ano passado já mostrava sinais de piora, que se intensificou neste ano.

Em 2015, os desempregados superaram a marca de 10 milhões de pessoas, uma alta de 38%. A taxa de desemprego escalou de 6,9% para 9,6%.

O número de pessoas ocupadas encolheu 3,8 milhões, para 94,820 milhões. Foi a primeira queda no pessoal ocupado desde 2004, segundo o IBGE.

O setor industrial foi a atividade que verificou a queda mais intensa do número de ocupados, de 8% ante o número de trabalhadores empregados em 2014. Foram eliminadas mais de 1 milhão de vagas no setor. Destas, mais da metade (523 mil) foram perdidas na Região Sudeste.

SUDESTE

Esse enxugamento de empregos na indústria ajuda a sustentar a hipótese sobre por que a região registrou uma queda mais expressiva na desigualdade do que o resto do país.

Os pesquisadores do IBGE argumentam que os empregos industriais estão associados aos trabalhadores com melhores salários e elevado grau de formalização. E eles foram os mais abalados.

O emprego formal recuou com força, o número de trabalhadores com carteira assinada caiu 5,3%.

Até os trabalhadores domésticos -normalmente um refúgio de emprego para mulheres com menor qualificação- encolheram (-2,5%). Empregadores também caíram (-4,8%).

Só aumentaram os trabalhadores por conta própria (+3%), atividade que virou alternativa para muitos que saíram do emprego tradicional, e os servidores públicos estatutários e militares (+2,23%).

RENDIMENTOS

Com a deterioração no mercado de trabalho, o rendimento das pessoas ocupadas recuou 5%, de R$ 1.950 para R$ 1.853, já descontada a inflação.

Na distribuição regional do país, o rendimento dos ocupados caiu 5,4% no Sudeste, 7,2% no Norte, 5,6% no Nordeste, 3,3% no Sul e 3,5% no Centro-Oeste.

Quando se focaliza a desigualdade apenas entre os ocupados -grupo que encolheu nesta recessão –, ela também mostra declínio em 2015. O Índice de Gini recuou de 0,490 em 2014 para 0,485 em 2015, mantendo a sequência de queda verificada desde a década passada.

A desigualdade entre trabalhadores empregados caiu mais na região Sudeste, de 0,478 para 0,471.

O rendimento caiu com mais intensidade entre os trabalhadores sem carteira (-5,7%), domésticas com carteira (-3,1%) e trabalhadores com carteira assinada (-2,4%). Com informações da Folhapress.

Costa Rica confirma mortes e desaparecidos após furacão Otto

© Reuters / Juan Carlos Ulate
© Reuters / Juan Carlos Ulate
© Reuters / Juan Carlos Ulate

O furacão Otto deixou mortos e desaparecidos em sua passagem pelo norte e o oeste da Costa Rica na quinta-feira, segundo confirmou o presidente do país, Luis Guillermo Solís. A autoridade não divulgou, porém, números concretos de vítimas.

As autoridades ainda não puderam confirmar todos os relatos de pessoas falecidas ou desaparecidas, por isso Solís preferiu aguardar, disse o presidente em entrevista coletiva na Comissão Nacional de Emergências, na noite de quinta-feira. “Todas as instituições trabalham na coleta de informação que receberam nas últimas horas”, afirmou Solís. Segundo ele, há equipes de resgate e vizinhos que ajudam na assistência às vítimas. “As fortes chuvas, junto com a escuridão da noite e os bloqueios de rodovias, dificultam as tarefas de resgate.”

O furacão Otto atingiu sobretudo a província de Guanacaste, no oeste do país, disse o presidente. Nessa região foram registradas inundações, quedas de árvores e alagamento de rios que arrasaram várias casas.

Na madrugada da sexta-feira, Otto avançava para o Oceano Pacífico, após causar estragos na Costa Rica e na Nicarágua, onde chegou como furacão de categoria 2. Ele já foi rebaixado a tormenta tropical.

Otto tocou terra na costa da Nicarágua no Caribe na quinta-feira, mas perdeu força à medida que cruzava o sul do país. A Nicarágua decretou emergência nacional não só pelo furacão, mas também por um terremoto de 7 graus, que por ora não teve danos registrados. O sismo teve epicentro no Pacífico, diante da costa de El Salvador. Com informações do Estadão Conteúdo.

Geddel pede demissão e é o 6º ministro a deixar governo Temer

Geddel pediu demissão nesta sexta (25)
Geddel pediu demissão nesta sexta (25)
Geddel pediu demissão nesta sexta (25)

O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), entregou nesta sexta-feira (25) sua carta de demissão ao presidente Michel Temer. O articulador político do governo tenta diminuir a crise política que criou ao pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero para interferir na liberação de uma obra de um prédio em luxo em Salvador (BA). O caso respingou em Temer.

Geddel teria tomado a decisão de entregar o cargo após consultar sua família. Na carta de demissão, o ex-ministro cita os familiares: “Vejo o sofrimento dos meus familiares. É hora de sair”.

Ele também justifica a saída diante da “dimensão das interpretações dada”, referindo-se às declarações do ex-ministro Marcelo Calero.

A crise em torno do nome de Geddel começou com a demissão do ministro da Cultura, Marcelo Calero, que justificou a saída por pressões sofridas por Geddel para liberar um empreendimento imobiliário na Bahia.

Com a demissão, cai o sexto ministro Temer em pouco mais de seis meses de governo. Os outros que deixaram os cargos foram Romero Jucá, do Planejamento, Henrique Alves, do Turismo, Fabiano Silveira (Transparência), Fábio Osório (AGU) e o próprio Marcelo Calero (Cultura), que levou à demissão de Geddel.

O Palácio do Planalto confirma a demissão de Geddel.

Do R7

Cidades da PB devem receber R$ 121,8 mi em parcela extra do FPM

Prefeituras paraibanas devem receber R$ 121,8 milhões no início de dezembro. Conforme a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o montante seria relativo à parcela extra do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), tradicionalmente repassado no mês de dezembro.

Em todo o Brasil, o valor da parcela extra ultrapassa R$ 3,7 bilhões. A verba deve ajudar prefeitos a encerrarem último ano de mandato com as contas em dia. O montante distribuído entre os municípios brasileiros corresponde a 1% do FPM. 

O repasse extra de 1% é uma conquista do movimento municipalista. O pagamento do recurso foi uma reivindicação da CNM, atendida pelo Congresso Nacional após a aprovação da emenda constitucional 55/2007. Desde a publicação da emenda até o repasse estimado para 2016, a conquista soma a quantia de R$ 26,2 bilhões a mais para os cofres dos municípios.

Do PBVale, com Portal Correio, via CNM

Arsenal com fuzis e pistolas, mais de 1.500 munições e dinamites é apreendido pela PM na Paraíba

Parte das armas apreendidas pela PM
Parte das armas apreendidas pela PM
Parte das armas apreendidas pela PM

Um arsenal contendo fuzis, pistolas e submetralhadora foi apreendido na madrugada desta sexta-feira (25), em um sítio da cidade de Barra de Santa Rosa, Agreste do estado, a 139 km de João Pessoa. Bananas de dinamites, coletes e mais de 1500 munições foram apreendidos pela Polícia Militar da Paraíba. Duas pessoas foram presas. A apreensão é considerada a maior da história do estado.

Segundo a capitã Luciana Firme, que coordenou a ação, disse que há 3 dias os policiais militares montaram uma campana sítio Mãe D’água depois de um levantamento feito pelo serviço de inteligência da PM.

“Há algum tempo a PM vinha monitorando o grupo e fazendo levantamento da quadrilha. Há três dias montamos uma campana e conseguimos apreender um grande arsenal. Acreditamos que dois conseguiram fugir porque causa da escuridão, mas três pessoas foram detidas”, falou a capitã.

De acordo com a Polícia Militar, foram apreendidos 7 fuzis, 5 pistolas, 9 coletes, 29 bananas de dinamites, mais de 1500 munições de diversos calibres, coletes, fantasias de palhaço, máquinas de utilizadas em explosão a bancos.

A PM disse ainda que as armas são de uso de restrito das Forças as Armadas e importadas. Os detidos e o material foram levados para a Delegacia de Polícia Civil de Queimadas.

Divulgação/ PM
A apreensão é considerada a maior da história do estado

Por Hyldo Pereira

Brasil dobra número de menores cumprindo medida socioeducativa

© Omar Freire/ Imprensa MG
© Omar Freire/ Imprensa MG
© Omar Freire/ Imprensa MG

O Brasil tem 189 mil adolescentes cumprindo medidas socioeducativas, de acordo com o Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número corresponde ao dobro do registrado em 2015, quando 96 mil jovens estavam respondendo por algum crime.

A maioria dos adolescentes responde em liberdade. Eles são responsáveis por 222 mil atos infracionais, isso porque um mesmo jovem pode ser responsabilizado por mais de um delito.

A maioria da penas é por tráfico de drogas, cerca de 49.717, ou 22,4% do total. Logo atrás aparecem os que respondem por roubo qualificado, com 21,1%. As informações são do portal G1.

Ainda de acordo com o cadastro, 36,5% das medidas se referem à liberdade assistida e outras 35,7% à prestação de serviços à comunidade. Do total de medidas aplicadas, 29.794 são de internação sem atividades externas (o que representa 13,2%).

Para o advogado Ariel de Castro Alves, coordenador da Comissão da Criança e do Adolescente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana-SP, os dados podem ser explicados, em parte, pelo aumento de programas de liberdade assistida e de serviços à comunidade em municípios que até então não contavam com essas medidas. Isso se deu principalmente com a implantação de Creas (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), responsáveis por supervisionar os programas.

Além da discussão sobre a maioridade penal, a juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Sandra Aparecida Torres, também explica que o aumento no número de crimes envolvendo menores acabou alavancando apreensões e medidas aplicadas. “Houve um aumento indiscutível da violência como um todo. E isso tem feito com que a sociedade tenha um anseio por mais rigor, por mais punição. Há todo um movimento que permeia o Senado e a Câmara pela redução da maioridade penal. Isso parece ter mobilizado a todos”, afirma.

Mas os dois fazem questão de ressaltar que não acreditam que a redução da maioridade possa reverter a tendência de aumento da criminalidade infanto-juvenil. “A exclusão social, ou a falta de políticas públicas, é que reflete diretamente no aumento da criminalidade”, afirma a juíza.

“No Brasil, preconiza-se em relação ao adolescente privado de liberdade uma medida com caráter de socioeducação, porque se entende que ele ainda está em formação. Mas, na prática, isso não acontece. Os estabelecimentos prisionais pouco se diferem daqueles onde há o cumprimento de medidas para menores”, completa Sandra Aparecida.

Dos 189 mil adolescentes no cadastro, 174 mil (mais de 90%) são do sexo masculino. A maioria tem 17 ou 18 anos. O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê uma internação máxima de três anos – aos 21 anos, a liberdade é compulsória. Há atualmente 4.843 jovens com essa idade (2,5% do total).

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