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PEC 55: no plenário SIM, nas ruas NÃO!

Placar da votação do texto base da PEC 55 no Senado. Foto: Mídia NINJA
Placar da votação do texto base da PEC 55 no Senado. Foto: Mídia NINJA
Placar da votação do texto base da PEC 55 no Senado. Foto: Mídia NINJA

Por Lenilson Balla, com Mídia NINJA

Não existe surpresa na aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, nesta terça-feira (13), pelo Senado Federal. Alheio aos clamores populares e aos recados das ruas, este Congresso está preocupado apenas em aprovar as suas pautas, tenham elas respaldo ou não no voto de cada cidadã e cidadão que os elegeram.

O congelamento dos investimentos em educação, saúde, assistência social e outros por 20 anos soma-se a outros projetos dedicados à retirada de direitos da população, como a Reforma da Previdência (PEC 287/2016) que começa a tramitar na Câmara, e a Medida Provisória que Reforma o Ensino Médio, votada hoje, também no pleno dos deputados.

Manifestações e repressão: querem nos calar!

Manifestação durante a votação da PEC 55 em primeiro turno no plenário do Senado, dia 29 de novembro. Foto: Maxwell Vilela / Mídia NINJA
Manifestação durante a votação da PEC 55 em primeiro turno no plenário do Senado, dia 29 de novembro. Foto: Maxwell Vilela / Mídia NINJA

Em Brasília e outras cidades foram programados atos para mostrar a insatisfação popular com a PEC 55/2016. As manifestações de norte à sul mostram que o povo não deseja uma mudança tão grande na constituição de 1988, definida após 21 anos de regime totalitário, e que, 28 anos depois, se vê sob perigo.

A violência é o método utilizado para calar as massas que ocupam as ruas nas manifestações contra a PEC. Foi o que se viu no último dia 29/11 na Esplanada dos Ministérios. A Policia Militar atacou estudantes e militantes de todo o país que foram lutar pelos seus direitos e pressionar senadores.

O aviso foi dado

Philip Alston, relator especial da ONU
Philip Alston, relator especial da ONU

Órgãos internacionais, incluindo o relator da ONU, imprensa, sindicatos, professores, associações de profissionais ligados ao ramo da economia e finanças, acadêmicos e especialistas de áreas diversas emitiram comunicados oficiais em que criticam a solução encontrada pelo governo.

Economistas das principais universidades do país afirmam que a Proposta de Emenda Constitucional 241 representa retrocesso e uma “camisa de força” para o país.

A falta de diálogo com estes setores e com a sociedade é ponto comum nas críticas, além de dúvidas quanto a eficácia das medidas, vistas mais como um incentivo ao mercado financeiro do que uma maneira de movimentar a economia como um todo.

“Um grande acordo”

Renan Calheiros e Romero Jucá lado a lado na mesa da presidência do Senado durante a votação da PEC 55. Foto: Mídia NINJA
Renan Calheiros e Romero Jucá lado a lado na mesa da presidência do Senado durante a votação da PEC 55. Foto: Mídia NINJA

Quem presidiu a sessão da votação foi o Senador Renan Calheiros, réu no STF acusado de peculato, que ignorou pedido de afastamento pelo ministro Marco Aurélio. O peemedebista descumpriu a ordem, rejeitou o ofício e continuou no posto até que a corte decidiu por sua permanência num grande acordo.

Na votação, quem estava do lado de Renan era Romero Jucá, senador que teve conversas com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, vazadas na qual relacionava Michel Temer, o acordo do impeachment e uma proposta para “estancar a sangria” da Lava Jato:

 

Machado – É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.
Jucá – Com o Supremo, com tudo.
Machado – Com tudo, aí parava tudo.
Jucá – É. Delimitava onde está, pronto.

Pesquisas reafirmam: o povo não quer a PEC do Fim do Mundo

O instituto de pesquisa Datafolha divulgou na segunda-feira (12) que 62% da população acha que a PEC é prejudicial, diante de apenas 19% que a desejam. Um retrato importante dessa pesquisa, foi a aprovação por renda. Constatou-se que quanto menor a renda, maior a rejeição, quer dizer, os mais pobres sabem que serão os mais afetados.

Foi avaliado também a aprovação do Congresso Nacional, que registrou 58% de ruim e péssimo sobre seu desempenho, uma rejeição recorde. Entre quem possui maior escolaridade, a rejeição chegou à 72%, mostrando que a população não legitima as mudanças profundas aprovadas.

Manifestação da Frente Povo Sem Medo em São Paulo reúne milhares contra a PEC 55. Foto: Mídia NINJA
Manifestação da Frente Povo Sem Medo em São Paulo reúne milhares contra a PEC 55. Foto: Mídia NINJA

Dilma depõe em Brasília e nega à PF tentativa de obstrução da Justiça

©DR
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A ex-presidente Dilma Rousseff prestou nesta segunda-feira (12) em Brasília seu primeiro depoimento à Polícia Federal como investigada na Operação Lava Jato.Acompanhada de seu advogado, Alberto Zacharias Toron, a ex-presidente chegou por volta das 15h à sede da PF na capital e negou às autoridades qualquer tentativa de obstrução de Justiça, suspeita de que é alvo em inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a reportagem apurou, Dilma respondeu a perguntas sobre a indicação do ministro Marcelo Navarro ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), à nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comando da Casa Civil e à tentativa do então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em oferecer ajuda política e financeira ao ex-senador Delcídio do Amaral em troca do silêncio dele.

O depoimento de Dilma durou cerca de uma hora e, segundo Toron, a petista respondeu a todos os questionamentos. “Ela mostrou claramente que não houve, em hipótese alguma, qualquer tipo de obstrução de Justiça”, afirmou o advogado. 

Com informações da Folhapress

PIS é liberado quinta-feira para nascidos em dezembro

Trabalhadores nascidos em dezembro poderão sacar o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) a partir da próxima quinta-feira (15). Este ano, o valor do benefício será associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior.

Quem trabalhou um mês no ano-base 2015 receberá 1/12 do salário-mínimo. Quem trabalhou dois meses receberá 2/12, e assim por diante. Só receberá o valor total quem tiver trabalhado o ano-base 2015 completo.

O benefício poderá ser retirado nos canais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal, por meio do Cartão do Cidadão, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui ou nas agências da Caixa. Para quem tem conta no banco, o dinheiro será depositado nesta terça-feira (13), desde que haja movimentação com saldo positivo e um único titular.

Também serão pagos os rendimentos do saldo de quotas do PIS para os trabalhadores cadastrados no programa até 04/10/1988. No próximo mês, os pagamentos serão realizados a partir do dia 19 para trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro.

Para saber se tem direito a receber o benefício de até um salário-mínimo, o trabalhador pode consultar o site da Caixa ou ligar no telefone 0800 726 0207, opção 1.

O abono do PIS é pago ao trabalhador que tem, no mínimo, cinco anos de cadastro no PIS/Pasep, recebeu uma média mensal de dois salários-mínimos e trabalhou pelo menos 30 dias no ano de 2015.

Os dados do trabalhador precisam ter sido informados corretamente pela empresa ao Ministério do Trabalho, na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do ano-base 2015.

Rendimentos do PIS

Quando o saque do rendimento do PIS não é efetuado até 30 de junho, o valor é incorporado ao saldo de quotas para atualização e disponibilidade no próximo calendário. Os rendimentos variam conforme o saldo existente na conta do PIS vinculada ao trabalhador.

Do Portal Brasil 

Relator pede suspensão de mandato de Jean Wyllys por 120 dias

Deputados federais Jean Wyllys e Jair BolsonaroArquivo/Agência Brasil
Deputados federais Jean Wyllys e Jair BolsonaroArquivo/Agência Brasil
Deputados federais Jean Wyllys e Jair BolsonaroArquivo/Agência Brasil

O relator do processo contra o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Ricardo Izar (PP-SP),  pediu hoje (13) a suspensão do mandato de Wyllys por 120 dias. Em razão do início da ordem de votações em plenário, o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), encerrou a reunião antes do término da leitura do parecer e marcou outra para amanhã, às 14h30, quando o relatório poderá ser discutido e votado.

Entretanto, há a possibilidade de que um pedido de vista adie o desfecho da representação para depois do recesso parlamentar. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) já anunciou a intenção de fazer o pedido. O PSOL também estuda entrar com um recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contra o parecer de Izar, que teria antecipado o seu voto. “Há pedido de vistas. Segundo, ocorrerão votos em separado, vai se abrir uma advertência aqui, e em terceiro tem possibilidade de recurso à CCJ porque o relator anunciou e disse em público que houve quebra de decoro, antecipou seu voto e isso não pode”, argumentou o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Quebra de decoro

Jean Wyllys responde no conselho por quebra de decoro parlamentar, após  ter cuspido em direção ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) durante a votação do pedido de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, no dia 17 de abril, na Câmara. Durante o processo no conselho, Wyllys justificou o gesto e disse que apenas reagiu aos insultos do parlamentar, que o teria chamado de “queima rosca”, “bichinha” e “veadinho”, entre outros termos homofóbicos.

Naquele dia, Bolsonaro dedicou seu voto pelo afastamento de Dilma à memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, militar que comandou o Destacamento de Operações Internas (DOI-Codi) de São Paulo entre 1970 a 1974. Ustra foi o primeiro militar a ser reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura. A homenagem foi considerada ofensiva por Wyllys, que reagiu e disse ter sido alvo de outras agressões por Bolsonaro.

Premeditação

Apoiadores de Bolsonaro acusaram Wyllys de ter agido de forma premeditada. Um vídeo, denunciado na web pelo filho de Bolsanaro, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), chegou a ser apresentado no colegiado como prova da premeditação do ato. Mas, posteriormente a perícia do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal mostrou que as imagens tinham sido adulteradas.

As imagens mostravam Wyllys conversando com Chico Alencar (PSOL-RJ) e uma legenda acrescentada ao vídeo trazia a mensagem “eu vou cuspir na cara do Bolsonaro, Chico”, apontando ainda que a gravação teria acontecido antes do episódio do cuspe. A perícia concluiu, porém, que a conversa ocorreu depois do fato e que o deputado disse “eu cuspi na cara do Bolsonaro, Chico”.

A defesa do deputado disse que o processo contra Wyllys no Conselho de Ética está sendo pautado por “disputas ideológicas”. O advogado de Wyllys, César Brito, defendeu que o episódio foi o ponto de culminância de seis anos de agressões homofóbicas praticadas por Bolsonaro contra Wyllys. “Se não há, nos autos, verdades claras para julgarmos, não podemos aplicar penalidades. Os pedidos todos foram fundamentados em uma única argumentação de que de o cuspe foi premeditado e com a consciência de que contrariaria o decoro parlamentar, mas isso foi derrubado”, disse.

Mesmo assim, Izar manteve a punição para Wyllys. “Constata-se que, muito embora tenha sido comprovada a existência de prévia provocação [por parte de Bolsonaro], este relator entende que o representado infringiu deveres fundamentais impostos aos congressistas”, diz o relator.

Arquivamento

Mais cedo, no início da reunião desta terça-feira, o conselho aprovou por 11 votos a zero o arquivamento da representação contra o deputado Laerte Bessa (DEM-DF). O colegiado acatou os argumentos do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) que recomendou o arquivamento do processo em que o PSB pedia a cassação do mandato de Bessa por quebra de decoro parlamentar ao xingar em plenário o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.

De acordo com a representação, Laerte Bessa ofendeu Rollemberg em discurso também em outubro. O parlamentar se referiu ao governador com termos como “vagabundo”, “maconheiro” e “frouxo”, entre outros de baixo calão.

Por Luciano Nascimento

TCE-PB deve eleger André Carlos Torres presidente

conselheiro André Carlos Torres
conselheiro André Carlos Torres
Conselheiro André Carlos Torres

O conselheiro André Carlos Torres deverá ser eleito presidente do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) nesta quarta-feira (14), juntamente com os novos vice-presidente, corregedor, ouvidor e presidentes da Primeira e da Segunda Câmaras Deliberativas do órgão.

Atual vice-presidente, André Carlos Torres é oriundo dos quadros do Ministério Público que funciona junto ao TCE. Ele substituirá o atual presidente, Arthur Cunha Lima, que também exerceu pela primeira vez o cargo após ser nomeado por indicação da Assembleia Legislativa.

Além da eleição de seus novos dirigentes, que assumirão em janeiro próximo, o TCE pretende cumprir nesta quarta uma das pautas mais longas de sua história. Podem ser julgadas as prestações de contas de 23 prefeituras e 34 câmaras de vereador, além de recursos, consultas, denúncias e processos decorrentes de inspeções especiais.

De acordo com nota distribuída hoje (13) pela Assessoria de Comunicação (Ascom) do TCE, serão analisadas as contas de 2014 das prefeituras de Solânea, Ouro Velho, Massaranduba, Taperoá, Puxinanã, Curral de Cima, Jacaraú, Baía da Traição, Alcantil, São Bento, São José do Brejo do Cruz, Barra de São Miguel, Alagoa Nova, Salgadinho, Alhandra e Água Branca.

“Também, as contas de 2013 oriundas de Puxinanã, Solânea (dois exercícios na mesma sessão), Amparo, Coxixola e Serra Redonda. Remanescentes de sessões anteriores retornam à pauta as contas de Cajazeiras (exercício de 2010) e Bayeux (2011)”, acrescenta a Ascom, informando ainda que o Conselho Pleno do Tribunal pode ainda julgar prestações de contas da órgãos estaduais.

Aguardam na fila as prestações de contas de 2014 da Sudema e da Agência de Regulação do Estado da Paraíba e de 2015 da Secretaria de Cultura e da Companhia Paraibana de Gás, além das contas de 2013 da Fundação Centro Integrado de Apoio ao Portador de Deficiência.

Do Blog do Rubens Nóbrega 

Laudo conclui que preso por chacina na Espanha é psicopata

Patrick Gouveia, suspeito confesso no caso da chacina família brasileira na Espanha, foi submetido a teste de sanidade mental (Foto: Reprodução/Facebook)
Patrick Gouveia, suspeito confesso no caso da chacina família brasileira na Espanha, foi submetido a teste de sanidade mental (Foto: Reprodução/Facebook)
Patrick Gouveia, suspeito confesso no caso da chacina família brasileira na Espanha, foi submetido a teste de sanidade mental (Foto: Reprodução/Facebook)

Um psicopata com risco de reincidência e criminoso com alto grau de periculosidade. François Patrick Gouveia, assassino confesso da família paraibana em Pioz, na Espanha, foi enquadrado como uma “pessoa desprovida de empatia” por psiquiatras espanhóis. A revelação foi feita pela TVE da Espanha na segunda-feira (12), após ter acesso ao laudo psiquiátrico do suspeito pela chacina na Espanha, anexado ao processo que tramita na Justiça espanhola.

Saiba mais:

Assassino de paraibanos na Espanha admite ter planejado o crime

Chacina na Espanha ocorreu porque suspeito achou ‘cruel’ matar só o tio

O exame psiquiátrico também classifica Patrick como uma pessoa consciente do que faz, muito inteligente e com total carência de sentimentos. Segundo os psiquiatras, o jovem possui uma absoluta falta de empatia e se mostrou incapaz de se colocar no lugar das suas vítimas. A análise de sanidade mental de Patrick foi solicitada pelo Ministério Público espanhol. 

Os psiquiatras forenses estiveram com ele durante três sessões. O exame será uma das provas periciais para decidir a plena responsabilidade penal de Gouveia nos assassinatos do tio Marcos Campos Nogueira, da esposa dele, Janaína Santos Américo, e dos dois filhos pequenos do casal.

O brasileiro, que estava preso desde o dia 21 de outubro em Alcalá Meco, foi transferido para o presídio de Estremera, na província de Madri, no final do mês de novembro após receber ameaças de morte. Ele segue preso preventivamente na Espanha.

Salário mínimo entra na regra da PEC dos Gastos

Plenário do Senado

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (13), por 53 votos a favor e 16 contra, o texto final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que impõe um teto aos gastos públicos pelos próximos 20 anos. A matéria aprovada na Câmara dos Deputados como PEC 241 precisava de pelo menos três quintos dos integrantes do Senaod (49 de 81) para ser aprovada em segundo turno e seguir para sanção presidencial.

Após a aprovação do texto-base sem alterações, foram apreciados dois destaques. Um que tratava da limitação de despesas obrigatórias, como o salário mínimo, e outro que propunha um limite mínimo de gastos com saúde e educação. Ambos foram rejeitados. A emenda constitucional segue agora para sanção presidencial.

Entenda o que muda com a decisão do Congresso:

O que propõe a PEC 55?

A PEC do Teto de Gastos Públicos, proposta pelo governo federal, tem o objetivo de limitar o crescimento das despesas do governo. Considerado pelo governo Michel Temer como o primeiro passo para superar a crise econômica e financeira do país, a medida fixa para os três Poderes, incluindo Ministério Público e Defensoria Pública da União, um limite anual de despesas.

Por que o governo quer limitar os gastos?

A equipe econômica encaminhou a medida para tentar reequilibrar as contas públicas nos próximos anos e impedir que a dívida do setor público, que atingiu 70% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, aumente ainda mais.

Para quem vale a limitação do teto de gastos públicos?

A regra vale tanto para gastos do Executivo quanto para despesas do Senado, Câmara, Tribunal de Contas da União, Ministério Público da União (MPU), Conselho do MPU, Defensoria Pública, Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Conselho Nacional de Justiça e justiças do Trabalho, Federal, Militar, Eleitoral e do Distrito Federal e Territórios.

Como é calculado esse limite de gastos?

Segundo a medida, o governo, assim como as outras esferas, poderá gastar o mesmo valor que foi gasto no ano anterior, corrigido apenas pela inflação. A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), é a desvalorização do dinheiro, ou seja, quanto ele perde de poder de compra num determinado período. Apenas para 2017 o limite orçamentário das despesas primárias – aquelas que excluem o pagamento de juros da dívida – será o total gasto em 2016 corrigido por 7,2%. De 2018 em diante, o limite será o do ano anterior corrigido pela variação do IPCA de 12 meses do período encerrado em junho do ano anterior. No caso de 2018, por exemplo, a inflação usada será a colhida entre julho de 2016 e junho de 2017.

Qual será a duração da medida?

O texto limita por 20 anos os gastos federais ao Orçamento do ano anterior corrigido pelo IPCA.

Ela poderá sofrer alterações?

O presidente da República pode propor um projeto de lei complementar para alterar, a partir do décimo ano de vigência do novo regime fiscal, o método de correção dos limites de cada grupo de órgão ou poder. O texto permite apenas uma alteração do método de correção por mandato presidencial.

Quais serão as consequências caso o limite não seja cumprido?

Caso o limite de crescimento de gastos seja descumprido, Poderes ou órgãos a eles vinculados ficarão impedidos no exercício seguinte de: reajustar salários, contratar pessoal, fazer concursos públicos (exceto para reposição de vacância) e criar novas despesas até que os gastos retornem ao limite previsto pela PEC.

No caso do Poder Executivo, a extrapolação de seu limite global provocará a proibição adicional de criar ou expandir programas e linhas de financiamento ou o perdão, renegociação ou refinanciamento de dívidas que causem ampliação de despesas com subsídios e subvenções.

Além disso, o governo também não poderá conceder ou ampliar incentivo ou benefício de natureza tributária.

A medida se aplica para todos os tipos de gastos do governo? O que fica de fora?

Ficarão fora dos limites, entre outros casos, as transferências constitucionais a estados e municípios, os créditos extraordinários para calamidade pública, as despesas para realização de eleições e os gastos com aumento de capital das chamadas empresas estatais não dependentes.

Outra possibilidade de exclusão do teto é o uso de recursos excedentes ao resultado primário de cada ano no pagamento de restos a pagar registrados até 31 de dezembro de 2015.

Assim, mesmo com a previsão de um deficit, como o projetado para 2017, de cerca de R$ 139 bilhões, se ele for menor, a diferença poderá ser usada para quitar esses restos a pagar sem entrar no limite do regime fiscal.

Como ficam os gastos com saúde e educação?

Diferentemente de outras áreas, saúde e educação tiveram o limite traçado pelo mínimo a ser gasto e não o máximo das despesas. Em 2017, haverá exceção para as áreas de saúde e educação, que somente passarão a obedecer ao limite a partir de 2018, segundo o governo. Pelo texto, o piso para os dois setores passa a obedecer ao limite de despesas ligado à inflação a partir de 2018. Atualmente, a Constituição especifica um percentual mínimo da arrecadação da União que deve ser destinado para esses setores.

Em 2017, o parecer prevê, no caso da saúde, percentual de 15% da receita líquida, que, segundo a Emenda Constitucional 86, só valeria em 2020. No caso da educação, o piso constitucional foi mantido em 18% da arrecadação de impostos. De 2018 em diante, o valor executado no ano anterior será corrigido pelo IPCA até 2036.

Qual é o impacto da medida sobre o salário mínimo?

No relatório apresentado à comissão especial que analisou a PEC na Câmara, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou em seu parecer que a proposta prevê que o salário mínimo, referência para mais de 48 milhões de pessoas, deixará de ter aumento real, aquele acima da inflação se o governo ultrapassar o limite de despesas, ou seja, gastar mais do que o fixado na lei.

Como ficam os concursos públicos?

O diretor da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, Ricardo Volpe, disse que, pela PEC, Judiciário e Legislativo têm “gordura para queimar” e estão em situação confortável, inclusive para promoverem novas contratações por concurso público. A exceção seriam os “mais gastadores”, como a Justiça do Trabalho. Já o Executivo ficaria dependendo de outras medidas de ajuste fiscal para se manter com a atual estrutura.

Por Redação, com Agência Brasil

Servidores técnico-administrativos da UFPB encerram greve

Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) decidiram encerrar a greve nesta terça-feira (13), 49 dias após o início da paralisação, e voltar ao trabalho na próxima quinta-feira (15). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintespb), a decisão da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) foi acatada em assembleia geral. O movimento teve início no dia 25 de outubro.

Mesmo com a greve encerrada, a categoria decidiu continuar na luta contra a retirada de direitos, que, segundo o Sintespb, estão ameaçados por medidas propostas pelo Governo Federal. Na avaliação do Comando Local de Greve e da categoria, o movimento cumpriu o seu papel de resistência e de denúncia “contra os desmandos que estão por vir para o serviço público e a população usuária com a aprovação principalmente da PEC 55 e a Reforma da Previdência”.

A assembleia deliberou ainda a constituição de um comando de mobilização permanente com servidores de diversos setores da UFPB para continuar com o fortalecimento da luta em conjunto com outras categorias de trabalhadores e a construção de um calendário de atividades, como a realização, no próximo dia 20, de um debate sobre a PEC 287, que trata da Reforma da Previdência, e uma audiência com a reitora Margareth Diniz para entregar um documento  formalizando a decisão do fim da greve e a disposição de cumprir um cronograma de atualização dos serviços eventualmente acumulados durante este período. As informações são do G1PB. 

Cadeias brasileiras têm 70% mais presos do que a capacidade

© Gláucio Dettmar / CNJ
© Gláucio Dettmar / CNJ
© Gláucio Dettmar / CNJ

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) divulgou um relatório nesta terça-feira (13) que aponta que as cadeias públicas brasileiras têm 70% mais detentos do que a capacidade máxima de lotação. O estudo foi realizado durante inspeções do órgão entre os anos de 2014 e 2015.

De acordo com o G1, as cadeias tinha 80 mil vagas nesse período, mas comportavam 136 mil presos em 2015. Ao todo, 748 cadeias foram inspecionadas. Já nas penitenciárias, a lotação está em 60%. No ano passado, 364.583 presos ocupavam 224.360 vagas.

Vale ressaltar, segundo os dados do relatório, que a superlotação das cadeias é fruto das prisões provisórias, o que dá cerca de 40% do total de detentos. A média mundial é de 25%.

Veja aqui o relatório completo.

PBVale lista quatro passos para garantir sua aposentadoria

Às vésperas da votação da PEC da Previdência, nesta quarta-feira (14), os brasileiros já não fazem mais piada sobre o fato de a reforma propor 49 anos de contribuição para que se tenha direito ao valor integral da aposentadoria. Este montante, diga-se de passagem, não pode ultrapassar R$ 5.189. O tempo mínimo de contribuição passa a 25 anos e a idade mínima, 65 anos.

As mudanças por si só metem medo e novela que foi a sessão da Comissão de Constituição e Justiça desta segunda-feira (12), em que seria votada a reforma da Previdência, não ajuda a apaziguar ninguém: teve, vaias, bate-boca, atrasou mais de duas horas, por falta de deputados, e acabou seis horas depois, sem que o relatório escrito pelo deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) fosse lido. Enquanto isso, o mercado da previdência privada afia as garras e a BBC Brasil listou uma série de dicas para ajudar a complementar o valor concedido pelo INSS.

1) GUARDE O QUE DER

A primeira dica é óbvia, mas exige muita organização: é preciso guardar dinheiro. Quanto? Segundo o consultor e economista Fábio Fusco, ouvido pela BBC, depende da idade. Para quem tem entre 20 e 30 anos, 10%. Para quem está na casa dos 30, 15%. Para quem tem entre 30 a 40 anos, 20%. Assim, diz, é possível complementar a aposentadoria e manter um padrão de vida confortável. Para os jovens que moram com os pais e não têm filhos, a professora Myrian Lund, da Fundação Getúlio Vargas, propôs a seguinte equação: 10% para emergências, 10% para a previdência, 10% para viagens, cursos. Ou seja, 30%. Um ponto em comum é, no entanto, que antes de se preocupar com aposentadoria é preciso ter dinheiro para emergências.

2) FAÇA INVESTIMENTOS

Quem já conseguiu passar para a segunda fase do joguinho financeiro e juntar algum dinheiro, precisa investi-lo. A melhor maneira, segundo economistas ouvidos pela BBC, é formar uma carteira de investimentos. O que é isso? Investir dinheiro em títulos do Tesouro Direto e em fundos de investimento. E esquecer as poupanças. O rendimento delas, dizem os especialistas, são muito próximos da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), entre 8,3% e 6,99%, respectivamente. O queridinho entre os especialistas é o Tesouro Direto, que é a venda de títulos públicos federais via internet. Em bom português, é como comprar “ações” do governo. A rentabilidade do Tesouro Direto chega a 14% ao ano. E pode-se começar a investir com R$ 30. O ideal é procurar seu banco para maiores detalhes. Outra opção é investir na Bolsa de Valores, principalmente para os mais jovens. O motivo é que a bolsa é um investimento menos seguro e pode-se ganhar e perder muito dinheiro rapidamente, com a oscilação do valor das ações.

3) CUIDADO

A previdência privada está em polvorosa, todo mundo sabe, mas é preciso ler as linhas pequenas dos contratos, para evitar taxas extras ou altas. O bom desta opção, dizem os especialistas, não há valores nem tempo mínimo estabelecido e pode-se escolher quanto e por quanto tempo pagar: R$ 100 por mês ou por ano, exemplificou a BBC. O rendimento não é dos melhores e depende muito do fundo. Os especialistas dizem que varia entre 7% a 9%, um pouco mais do que a taxa da poupança.

4) CONTINUE A CONTRIBUIR

Todos os consultores são unânimes: mesmo com o resultado da PEC da Previdência, não deixe de contribuir. É que além de garantir a aposentadoria, a Previdência pode ser um auxílio financeiro em caso de morte, como pensão, e aposentadoria por invalidez, em caso de acidentes.

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