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Estreia do Paraibano tem goleada, pênaltis e gols impedidos

A primeira rodada do Campeonato Paraibano foi encerrada neste domingo (8), com quatro confrontos. Botafogo-PB, Campinense e CSP deram o pontapé inicial na competição com vitória. Paraíba e Sousa ficaram só no empate. O Treze já havia vencido o Atlético de Cajazeiras por 1 a 0 nesse sábado (7).

A próxima rodada do Paraibano acontece na quarta-feira (11), com cinco jogos. Internacional pega o Paraíba; CSP enfrenta o Treze; Grêmio Serrano desafia o Auto Esporte; Sousa confronta o Campinense e Atlético duela contra o Botafogo-PB.

Veja tabela do Campeonato Paraibano 2017

No geral, as partidas deste domingo foram bastante movimentadas, com direito a goleada do Campinense, gols impedidos e três pênaltis marcados, além da manutenção da invencibilidade do CSP diante do Auto Esporte. Saiba mais sobre cada jogo mais abaixo:

Botafogo 2 x 1 Internacional

No Estádio Almeidão, em João Pessoa, o Internacional até que tentou partir para o ataque assim que o árbitro autorizou o início da partida. Porém, o Botafogo-PB se impôs e dominou a posse de bola rapidamente, fazendo o visitante jogar na defensiva. Apesar de ter mais tempo com a bola, faltava entrosamento ao time do Belo, que desperdiçou muitos passes. O Botafogo fez algumas tentativas de gol no primeiro tempo, mas sem sucesso. Já o time do Internacional mal conseguiu avançar para o campo do alvinegro.

O Belo só se encontrou dentro de campo na segunda etapa do jogo. Aos 3 minutos, Wanderson recebeu cruzamento de Marcinho e mandou a bola no travessão. No rebote, ele não deixou chances para a defesa adversária. Vinte minutos depois, Marcinho aumentou a vantagem do Botafogo-PB após receber sobra de Warley. Mas o Internacional reagiu: aos 28 minutos, Jó Boy invadiu a área botafoguense e chutou forte ao gol, abrindo o placar dos visitantes.

Aos 44 minutos, Warley ainda voltou a assustar o Internacional, mas o goleiro Adson evitou o terceiro gol do Belo. A partida seguiu até os 49 minutos, sem mais emoções.

Campinense 4 x 1 Grêmio Serrano

Considerado favorito no jogo, o Campinense recebeu o Grêmio Serrano, recém chegado da Segunda Divisão, no Estádio Amigão, em Campina Grande. Ainda nos primeiros minutos, a Raposa criou duas chances, com Marcos Paullo e Augusto, mas esbarrou em boas defesas do goleiro Juci.

Mas não demorou muito até que o placar fosse aberto. Gilmar marcou para os donos da casa após receber passe de Filipe Ramon, aos 12 minutos. Aos 15, o Campinense fez mais um, mas a arbitragem marcou impedimento. A ampliação da vantagem rubro-negra veio aos 44 minutos, quando Augusto finalizou com categoria em cruzamento na área.

O Campinense voltou no segundo tempo com a mesma superioridade e alargou ainda mais o placar aos 7 minutos, em pênalti cobrado por Thiago Orobó. Aos 32 minutos, Augusto aumentou a festa da torcida raposeira, ao marcar o quarto gol do Campinense.

O Lobo da Serra conseguiu fazer o gol de honra aos 44 minutos, em jogada de Alemão.

Auto Esporte 1 x 2 CSP

O Auto Esporte recebeu o CSP no CT Ivan Thomaz, em João Pessoa, com um retrospecto nada favorável. Há três anos o Macaco Autino não vence o Tigre no Campeonato Paraibano. E, pelo décimo jogo consecutivo, o CSP pareceu entrar mais enérgico em campo. Foram algumas tentativas e um gol marcado aos 12 minutos, mas impedido pela arbitragem. Depois disso a partida seguiu morna, até que no fim do primeiro tempo, o time alvirrubro sofreu pênalti e o camisa 11 Tadeu abriu o placar.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, Leandro, do CSP, foi derrubado na área e o árbitro deu pênalti. Bruno Paraíba foi para a cobrança e pegou mal na bola, que não entrou sem antes esbarrar na mão do goleiro Danilo e na trave. E eis que o retrospecto do Tigre começou a falar mais alto: Bruno Paraíba marcou de novo para concretizar a virada do CSP.

Paraíba 0 x 0 Sousa

O Paraíba recebeu o Sousa no Estádio Perpetão, em Cajazeiras. O duelo sertanejo foi fraco e terminou em empate sem gols. 

Do PBVale, com Portal Correio

Eleições de 2018 racham o PMDB paraibano

A escolha do novo governador da Paraíba no próximo ano causou um racha no PMDB. A troca de recados entre os dirigentes da legenda reforça a queda de braço que existe entre dois grupos. Um defende a manutenção de uma aliança feita para as eleições do ano passado em João Pessoa, entre o PSD e o PSDB. A outra ala defende que o partido converse com o governador Ricardo Coutinho (PSB), podendo indicar até mesmo o vice na chapa que deve ser encabeçada pelos socialistas.

Na última semana, o senador Raimundo Lira descartou que teria pretensões de ser o candidato a governador no pleito do próximo ano. Ele disse que vai manter sua candidatura ao Senado, pois ainda tem muito a contribuir como senador. Diante dessa decisão, Lira defende que o PMDB esteja mais próximo do PSB nas próximas eleições e chegou a dizer que a decisão sobre 2018 ficará a cargo da Executiva Nacional da legenda.

Depois das declarações do senador, o presidente municipal do PMDB, Manoel Júnior, disse que a decisão sobre as próximas eleições cabe apenas à Executiva Estadual. “A Executiva Nacional não tem nada a ver com isso. É um ledo engano. A Executiva Nacional não vai interferir nos estados. O PMDB não pratica essa ditadura de verticalizar as eleições”, rebateu Manoel Júnior.

Mesmo com o impasse, Lira garante que não existe divisão ou racha na sigla, já que o PSB e o PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, fazem parte da base do governo Michel Temer (PMDB).

“Os dois lados estão corretos, com posições divergentes. O PMDB tem uma tendência de quando se aproxima das eleições o partido então vai se organizar para tomar uma posição unânime. Se o candidato de Maranhão estiver melhor, com maior aceitação nas pesquisas, todos vamos apoiar. Em 2018, se meu relacionamento com o governador continuar como está vou defender que o PMDB fique junto. E vamos levar à Nacional”, disse.

O PMDB sofreu duas baixas no ano passado por conta da aproximação com o PSDB. Os deputados estaduais Gervásio Maia, agora do PSB, e Trócolli Júnior, do Pros, deixaram a legenda já prevendo que o partido não ficaria na base do governador Ricardo Coutinho.

Por Redação, com Jornal Correio da Paraíba

Estaleiro vai turbinar Litoral Norte e gerar 6 mil empregos a partir de 2019

Com os atrasos ocorridos nas licenças fica para 2019 a previsão de início do funcionamento do estaleiro no município de Lucena. Ele estará funcionando com força total, em plena capacidade, apenas em 2021, conforme explicou Roberto Braga, consultor da RB Consultores e Associados. As informações são do Portal Correio. 

“Esse estaleiro tem quatro anos de construção, só que nos primeiros dois anos já começa a operar com hidrolift, porque são muito pragmáticos. Com dois anos, por exemplo, em julho de 2019, já começa a operar parte do estaleiro com hidrolift. Com mais dois anos, seria julho de 2021, estaria em plena capacidade”, informou.

Roberto Braga garante que, apesar do atraso, a obra vai sim sair do papel. “A licença ambiental já saiu, vamos sair com a instalação, só vai atrasar a obra, mas vai sair. Vamos cumprir todos os condicionantes, então, não tem como não sair. Pode ser que apareça oportunidade fora e eles vão embora e essa é a torcida para que não aconteça. Mas, pelo que está acontecendo, essa preocupação é em menor escala”, assegurou.

Meio ambiente

Uma obra desse porte traz, evidentemente, uma preocupação gigante com o meio ambiente. Roberto Braga afirma que não tem jeito, os impactos ambientais serão causados por menor que sejam. Entretanto, Roberto Braga assegura que a empresa tem cumprindo todas as exigências com relação ao meio ambiente.

“Nesse assunto, caminhamos agora para a licença de instalação e estamos sofrendo muito com o Iphan outra vez. Nós tínhamos previsto estar com a licença na mão no dia 15 de dezembro. Depois dessa data foi que o Iphan conseguiu enviar para Brasília o seu relatório final, depois de muita peleja, reunião, porque estão assoberbados de serviços e todos sabem que o Iphan não é brincadeira. A gente tem sofrido bastante com isso aí, a licença de instalação ainda não saiu…”, relatou.

Mas, para isso, o consultor lembra que é preciso uma parceria maior com o governo. “O governo precisaria conclamar urbanistas, arquitetos e com responsabilidade fazer um trabalho para que o estaleiro, ao chegar, e ainda tem seis meses para obra começar, para que tivesse um novo desenho do uso do solo. Um plano diretor novo para a cidade de Lucena”, revelou.

Enquanto isso, uma empresa privada está projetando a obra. “Um projeto conceitual e definitivo está sendo feito pela Proman Engenharia, de Portugal, que tem expertise enorme em portos e estaleiros, a mais conceituada no mundo para fazer esse tipo de projeto. Ela está com 85% do projeto pronto. Evidente que esse projeto depende ainda de alguns condicionantes que precisarão ver a licença de instalação. A Proman fica esperando para ver se ainda tem alguma surpresa, porque esse negócio de meio ambiente tem muita gente achando que isso é pequeno e criando dificuldades aonde não existem. Isso assusta todo mundo. E você sabe que sem essa licença de instalação, não trazemos investidor definitivo para cá”, contou.

Além disso, segundo Braga é importante conter nesse projeto a construção de casas, hotéis e até restaurantes. ” É um trabalho grandioso, espetacular, porque na Paraíba tem arquitetos, engenheiros e urbanistas competentíssimos que podem fazer isso acontecer, mas que faça de agora, para quando estaleiro chegar não aconteça o mesmo que acontece nessa Paraíba que vai para as praias do sul, com casas, restaurantes, barzinhos numa calçada de 1,5 metros de avenida na beira da pista, sem nenhum planejamento”, reclamou.

Reciclagem da água e segurança

O estaleiro vai trazer ainda mais benefícios para toda a região de Lucena. “Outro trabalho importante é a reciclagem da água que vem lavando o navio. Quando ele vai parar no porto, se for um petroleiro, que vão vir muitos para cá, vem sendo lavado e aquele óleo com a água não pode ser jogado ao mar, então precisa tirar esse combustível com água, reciclar e é um trabalho interessante e se ganha muito dinheiro com isso daí. É outro serviço que vai ser feito”, falou.

Além disso, tem a questão da segurança, conforme explica Roberto Braga. “Segurança do estaleiro e da área, segurança patrimonial, restaurante para alimentar todas essas pessoas, comércio, área de treinamento, centro médico, que inclusive vai ser aberto para a própria população, andaimes, por exemplo. O navio vai parar às duas horas da manhã que já veio programado, ele encosta no estaleiro, lá tem que ter equipe para colocar os andaimes, os elevadores, para que já tem, então, uma empresa que fabrique e seja dona dos andaimes e que faça essa operação é outro serviço”, contou.

E tem mais serviços, que vão gerar mais empregos. “O jateamento é outro serviço, a pintura é outro serviço. Então, quer dizer, o tratamento dos efluentes que em Lucena não tem, mas já está previsto três estações moderníssimas de tratamento dos efluentes e vão querer que alguém banque para fazer esse serviço. Então você veja a quantidade de trabalho que vai nascendo dentro do estaleiro e que vai agregar mais funcionários”, ressaltou. A previsão é de que, ao todo, sejam 1.500 empregos diretos e 4.500 indiretos.

Setores que saem na vantagem

Quem vai ganhar com tudo isso? Simples! Os setores hoteleiros, imobiliário e até o aeroporto. “E o porto também. Você vê que com o problema do porto, iria embora o abastecimento do combustível no Estado. O estaleiro chegando, o porto que recebe 100 navios por ano, às vezes até menos, vai receber 120 navios. Há demanda por combustível porque o navio chega já parando sem combustível. Vai ter que soldar tanque, então, imagina a necessidade de combustível, de alimentos para suprir barcos e navios, então, é uma coisa fantástica. Equipamento extraordinário e instrumento interessantíssimo para estado e torço para que isso aconteça bem”, explicou Braga.

Homem é assassinado a tiros em Mamanguape

Crime será investigado pelo núcleo de homicídio da Polícia Civil
Crime será investigado pelo núcleo de homicídio da Polícia Civil

O auxiliar de serviços gerais, Raimundo Virgínio de Sousa, 30 anos, foi morto com dois tiros na madrugada deste domingo (8), na cidade de Mamanguape, litoral norte paraibano.

Os tiros atingiram o tórax e a coxa da vítima que morreu no local.

“O homicídio aconteceu próximo a uma casa de eventos da cidade, na comunidade do bairro do Areal. Recebemos a informação de que, dois homens se aproximaram e cometeram o crime”, informou o sargento Olegário, plantonista do dia, da 2ª Companhia Independente de Polícia Militar.

Os autores e as motivações do crime ainda são desconhecidas.

Jovem é levado para o Trauma com copo no ânus

Um jovem foi socorrido para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, para retirada de um copo introduzido no ânus.

No hospital, ele teria sentado sobre o copo de propósito, mas o objeto acabou quebrando.

Ele foi até a Unidade de Pronto Atendimento de Cruz das Armas pedir ajuda e posteriormente levado para o Trauma.

MaisPB

Pastor Valdemiro Santiago é atacado em igreja e leva facada no pescoço

Pastor não corre risco de morte. Reprodução/Facebook/Rádio Nova Mundial
Pastor não corre risco de morte. Reprodução/Facebook/Rádio Nova Mundial
Pastor não corre risco de morte. Reprodução/Facebook/Rádio Nova Mundial

O pastor Valdemiro Santiago, um dos religiosos mais conhecidos do Brasil, sofreu um atentado a facada durante um culto na manhã deste domingo (8), na Igreja Mundial do Poder de Deus, no bairro do Brás, na Zona Sul de São Paulo (SP). Segundo publicou a versão online do jornal O Dia, ele realizava a celebração quando uma pessoa, ainda não identificada, o esfaqueou no pescoço. Em vídeos publicados na internet, Santiago, já no hospital, diz que perdoa o agressor. 

O ataque ocorreu por volta das 8h, horário em que a pregação estava sendo transmitida ao vivo para todo o país. O pastor foi hospitalizado e passou por cirurgia. Ele levou cerca de 20 pontos e não corre risco de morte.

“Estava limpando as mãos, acabando de ouvir um milagre de um testemunho. Entrou alguém que eu não sei, por trás, e me deu uma facada no pescoço. Mas fiquem tranquilos, a gente só vai quando Deus quer. Que Deus abençoe vocês e eu perdoo a pessoa que fez isso, não sei quem é, mas ela carece de perdão”, disse o pastor, que estava acompanhado da esposa, a bispa Franciléia.

Fest Verão começa neste domingo com música eletrônica, axé e sertanejo

Jorge e Mateus são atrações do 1º dia de festival
Jorge e Mateus são atrações do 1º dia de festival
Jorge e Mateus são atrações do 1º dia de festival

O Fest Verão Paraíba 2017 estreia neste domingo (8), com shows do DJ Alok, dos cantores Gabriel Diniz e Durval Lelys e da dupla sertaneja Jorge & Mateus. As informações são do Portal Correio. 

Os ingressos para o festival estão sendo vendidos pela internet, nas bilheterias da Domus Hall, na loja Ellus do Mangabeira Shopping e loja Taco do Partage Shopping, em Campina Grande. 

Para os dias 8 e 22, os ingressos estão sendo vendidos nos valores de R$ 100 (arena inteira), R$ 50 (arena meia) e R$ 55 (arena promocional Amigo Fest). O camarote frontstage custa R$ 200 a inteira, R$ 100 a meia entrada e R$ 110 o promocional Amigos Fest. Lounge Domus sai por R$ 250. No dia 15, a arena custa R$ 120 a inteira, R$ 60 a meia e R$ 65 o promocional Amigo Fest. Camarote frontstage pode ser comprado por R$ 240 a inteira, R$ 120 a meia e R$ 130 o Amigo Fest. Lounge Domus para este dia é R$ 300.

Para facilitar a escolha de qual setor comprar, a organização do evento disponibilizou um mapa da arena, sinalizando também estacionamento, entrada, praças de alimentação, banheiros, enfermarias, saídas de emergência e pontos de taxi. A Arena possui área ampla, com bares e praça de alimentação com opções variadas e tenda eletrônica animando o público entre as atrações. O Camarote Frontstage dá acesso à frente do palco e também possui bares e praça de alimentação. Já o Lounge Domus Hall está localizado na lateral, também com acesso à frente do palco, disponibilizando serviço open bar e espaço diferenciado coberto, com lanchonetes, sofás e puffs.

Veja o mapa:

Foto: Mapa mostra setores da arena Fest Verão Créditos: Divulgação
Foto: Mapa mostra setores da arena Fest Verão
Créditos: Divulgação

Concurso do MS com vagas na Paraíba reabre inscrições

Foi reaberto na sexta-feira (6) o prazo de inscrição para o concurso do Ministério da Saúde, que tem três vagas para o estado da Paraíba. De acordo com o edital do certame, em todo o país, são oferecidas 102 vagas. No site do “Diário Oficial da União” é possível ver o edital. As inscrições, que acabariam na quinta-feira (5), devem ser feitas pelo site da organizadora, a Idecan, até a terça-feira (10). A taxa é de R$ 67.

As vagas na Paraíba são para atuar no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Potiguara, em João Pessoa. Os cargos são de contador, analista Técnico de Políticas Sociais e administrador, sendo que esta última vaga é reservada para pessoas com deficiência.

Os candidatos devem ter nível superior.Os salários variam de R$ 4.784,27 a R$ 5.744,88. Além do salário, os profissionais vão ganhar auxílio alimentação de R$ 458.

Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetivas e discursivas. As provas estão previstas para serem aplicadas em 19 de fevereiro de 2017. O concurso terá validade de 1 ano e poderá ser prorrogado por igual período.

Do G1PB

Prefeituras da PB começam ano no escuro com dívidas de R$ até R$ 700 mil

Foto: Levantamento do Correio Online mostra situação das prefeituras Créditos: Reprodução/Correio Online
Foto: Levantamento do Correio Online mostra situação das prefeituras
Créditos: Reprodução/Correio Online

Onze cidades paraibanas passaram o mês de dezembro no escuro porque os prefeitos não haviam pago as dívidas da gestão com a Energisa. O montante do débito chegava a R$ 700 mil. Foi literalmente no apagar das luzes que alguns desses gestores negociaram suas contas. Segundo o Correio Online, dessas, quatro ainda estão com a luz cortada e com uma dívida de R$ 66 mil.

Ainda em dezembro, cinco prefeitos quitaram o débito de R$ 535 mil e a energia voltou à normalidade antes do réveillon. Depois do constrangimento de serem empossados no escuro, outros dois negociaram a dívida de R$ 162 mil. Curral de Cima e Pilõezinhos pagaram a conta já no mês de janeiro mas as prefeituras de Monte Horebe, Triunfo, Alcantil e Borborema ainda continuam na escuridão.

A empresa de energia, contudo, informou que as gestões municipais podem realizar o pagamento ou negociar as dívidas a qualquer momento e saírem do sufoco. “A Energisa sabe das dificuldades das prefeituras para efetuarem o pagamento e já disponibiliza 15 dias de tolerância para os pagamentos, passando disso, notificamos a prefeitura e cortamos a energia. Os novos prefeitos podem negociar o débito a qualquer momento. Estamos à disposição, basta entrar em contato com o departamento de relacionamento para negociarmos a dívida”, declarou Daniel Andrade, gerente do departamento de serviços comerciais da Energisa.

O montante

A dívida total das prefeituras em dezembro de 2016 era de quase R$ 700 mil. Baía da Traição devia R$ 160 mil mas quitou o débito antes do fim do ano. Curral de Cima entrou em 2017 no escuro e empossou o prefeito eleito a luz de velas, a dívida era de R$ 140 mil, mas o novo gestor conseguiu negociar.

Má gestão

Das seis prefeituras que entraram o ano no escuro, cinco passaram por mudanças na eleição de 2016, o que mostra o reflexo da má gestão dos ex-prefeitos que afogaram as respectivas prefeituras num poço de dívidas.

Pagamento

Para os novos prefeitos organizarem a situação das prefeituras, basta entrar em contato com o departamento de relacionamento da Energisa e agendar o pagamento. O pagamento pode ser realizado a qualquer momento.

Por Redação, com Gabriel Botto (Correio Online)

Dez Municípios estão em situação de emergência administrativa e financeira na PB

Há menos de uma semana à frente da gestão, pelo menos 10 prefeitos que assumiram no último domingo já decretaram estado de emergência administrativa e financeira na Paraíba. Segundo o Correio Online, os decretos são motivados pelas precárias condições que eles encontram as prefeituras e do descalabro administrativo, ocasionado pelas contas bancárias zeradas, grande quantidade de débitos e outros problemas, que tornam o Município sem a menor condição de governabilidade.

A prefeita de Mamanguape, Maria Eunice (PSB), decretou situação de emergência no Município nessa sexta (6) e apresentou o caos encontrado na prefeitura com um rombo financeiro de mais de R$ 1,6 milhão, segundo ela, deixado pelo ex-prefeito Eduardo Carneiro, que “raspou o tacho” para tentar inviabilizar sua administração.

De acordo com a gestora, as contas estão praticamente zeradas e levantamentos preliminares apontariam para uso indevido de recursos públicos, o que já dão motivo para uma ação de improbidade administrativa.

Em Alhandra, o prefeito Renato Mendes (DEM) decretou estado de emergência financeira por 90 dias. Nesse período, serão feitos ajustes para reduzir custos e buscar instrumentos jurídicos para ter condições de governabilidade. Segundo ele, ao reassumir a prefeitura no último dia 1ª se deparou com a redução nos repasses federais, dívidas trabalhistas, atraso de salários, débito de fornecedores e comprometimento da folha de pagamento.

No Conde, a prefeita Márcia Lucena (PSB) justificou o decreto pela ausência de operacionalidade e de informações para garantir o início da nova gestão. O prazo estipulado e de 180 dias e neste período fica suspensa a realização de despesas do Executivo sem a expressa e direta autorização da prefeita.

Em Princesa Isabel, o prefeito Ricardo Pereira (PSB) denunciou atraso no salário do funcionalismo público há cinco meses e a suspensão da coleta de lixo, com um rombo estimado em R$ 20 milhões. Além da decretação do estado de emergência, ele reduziu de 14 para sete o número de secretarias e extinguiu as adjuntas.

Em Araruna, o prefeito Vital Costa afirma que recebeu o Município afundado no caos. Segundo o gestor, a prefeitura não tem recursos e há mais de R$ 2,5 milhões de restos a pagar da gestão anterior. Entre as dificuldades, Vital destaca falta de gasolina, ausência de um inventário, máquinas pesadas quebradas, central telefônica da prefeitura arrancada, almoxarifado sem alimentos, farmácia sem medicamentos, entre outros.

Nas cidades de Patos e Bayeux, os prefeitos se viram obrigados a suspender o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), por falta de insumos básicos e outras irregularidades, como ausência de coleta de lixo hospitalar. Em Sousa, o prefeito Fábio Tayrone (PSB) encontrou depredação e até fezes nos prédios públicos, enquanto em Santa Rita o prefeito Emerson Panta (PSDB) precisou de ajuda da prefeitura de João Pessoa para regularizar a coleta de lixo, além de expor em praça pública a frota de veículos da prefeitura, com dezenas de automóveis sucateados.

Mais cidades

Em outras cidades como Curral de Cima e Serra Branca, os gestores também encontraram dificuldades no início da gestão. Na primeira, o prefeito Totó Ribeiro (PSDB) chegou a tomar posse às escuras, por causa de um corte da concessionária de energia. Já em Serra Branca um dos grandes problemas encontrados foi com a previdência social, cujo débito é de mais de R$ 3,2 milhões.

Outros prefeitos estudam a possibilidade de decretar estado de emergência, a exemplo da prefeita de Fagundes, Magna Dantas (PMDB), que também se deparou com um caos no Município e a inexistência de serviços em várias áreas, especialmente na Saúde. Segundo ela, a primeira semana foi dedicada à reorganização administrativa e estrutural do Município, com o levantamento patrimonial e a liberação das contas bancárias que estavam bloqueadas.

A prefeita disse que encontrou os prédios públicos tomados pelo lixo. Encontrou na Prefeitura os armários e gavetas quebradas, processos licitatórios jogados em banheiros, computadores quebrados. Disse que nem material de material a gestão anterior deixou.

Para completar o caos, encontrou toda a frota de veículos da prefeitura sucateada, carros sem motores, com portas e fechaduras arrancadas, e uma infinidade de multas de trânsito. Além disso, encontrou o salário dezembro e o 13º salário atrasados.

Por Redação, com Adriana Rodrigues (Correio Online)

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