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Paraíba supera CSP e conquista primeira vitória no Estadual

Com a vitória, o Paraíba chega aos seis pontos, seguindo na vice-lanterna
Com a vitória, o Paraíba chega aos seis pontos, seguindo na vice-lanterna

Em uma partida fraca tecnicamente, o Paraíba venceu o CSP por 1 a 0 no estádio Perpetão, em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, a 468 km de João Pessoa, na noite desta quinta-feira (2). A Cobra Coral, que luta contra o rebaixamento, pôde criar algum ânimo para avançar na tabela com esta que foi a primeira vitória do time no Campeonato Paraibano 2017.

Confira a tabela do Campeonato paraibano

No primeiro tempo o jogo foi bastante equilibrado. Os dois times abusaram de erros e praticamente não tiveram chances de marcar.

Na segunda etapa, aos 18 minutos, no primeiro chute na meta defendida por Wallace, o Paraíba fez o gol. Cleitinho fez um lindo lançamento para o artilheiro França, que não perdoou e chutou na saída do goleiro do Tigre.

Com a vitória, o Paraíba chega aos seis pontos, seguindo na vice-lanterna. Já o CSP permanece com oito pontos e começa a ficar ameaçado de rebaixamento.

Do Portal Correio

Sobe para 480% número de presos que respondem por tráfico no país

O perfil dos presos mudou no Brasil. De dez anos para cá, o número de detentos envolvidos em trágico de drogas aumentou 339%, entre 2005 e 2015. A justificativa, segundo o G1, que divulgou os dados exclusivos, nesta sexta-feira (3), dá-se pela alteração Lei de Drogas, em vigor desde 2006. Atualmente, o crescimento chega a 480%.

A legislação penalizou ainda mais os usuários e pequenos traficantes, o que, consequentemente, pode explicar a superlotação nos presídios brasileiros. No momento, são 668,2 mil presos para 394,8 mil vagas.

Na quarta-feira (1), o ministro do STF Luís Roberto Barroso defendeu a legalização das drogas como forma de frear o aumento da população carcerária. “A crise no sistema penitenciário coloca agudamente na agenda brasileira a discussão da questão das drogas. Ela deve ser pensada de uma maneira mais profunda e abrangente do que a simples descriminalização do consumo pessoal, porque isso não resolve o problema”, afirmou Barroso.

O ministro ainda ressaltou que um dos grandes problemas que as drogas têm gerado no Brasil é a prisão de milhares de jovens, com frequência primários e de bons antecedentes, que são jogados no sistema penitenciário. “Pessoas que não são perigosas quando entram, mas que se tornam perigosas quando saem. Portanto, nós temos uma política de drogas que é contraproducente. Ela faz mal ao país”, complementou.

Mortes por câncer aumentaram 31% no Brasil em 15 anos

O número de mortes no Brasil por conta de câncer aumentou 31% desde 2000 e chegou a 223,4 mil pessoas por ano no final de 2015. As estimativas estão sendo publicadas nesta sexta-feira, 3, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que, em campanha para marcar o Dia Mundial do Câncer neste sábado, 4, apresenta um novo guia que visa estimular a descoberta da doença em um estágio ainda inicial e, assim, reverter essa expansão.

Os dados mantidos pela OMS apontam que, no início do século, 152 mil brasileiros morriam por ano da doença. Ao final de 2015, essa taxa chegou a 223,4 mil. Hoje, o câncer é a segunda causa de mortes no País, superado apenas por doenças cardiovasculares.

Entre os tumores, o maior responsável pelas mortes é o câncer no sistema respiratório, com 28,4 mil casos em 2015. O câncer de cólon foi o segundo maior responsável por mortes, com 19 mil. Em terceiro lugar vem o tumor de mama, com 18 mil mortes em 2015 no Brasil.

Mundo

A entidade constata que a expansão das mortes é um fenômeno global. Há 15 anos, o total não superava a marca de 6,9 milhões de pessoas, passando para 8,1 milhões em 2010 e 8,8 milhões em 2015. De acordo com a OMS, a expansão de 22% no número de mortes por câncer no mundo desde o início do século é uma das maiores já registradas pela medicina moderna.

Atualmente, uma a cada seis mortes no mundo é causada por câncer. Mais de 14 milhões de pessoas desenvolvem a doença a cada ano e a projeção indica que esse número irá atingir 21 milhões em 2030. O custo da doença tem sido cada vez maior e já soma US$ 1,1 trilhão em produtividade perdida e custos com seguros de saúde.

“Trata-se do segundo maior motivo de mortes do mundo, depois de doenças cardiovasculares”, disse Etienne Krug, diretor da OMS. “Por muito tempo, dizia-se que era uma doença de país rico. Isso não é mais verdade e o problema é global”, afirmou.

Segundo Krug, a expansão no número de mortes está ligada ao fato de a população estar ficando mais velha, uma mudança nos estilos de vida, sedentarismo, dietas pouco saudáveis e poluição.

No mundo, o principal responsável pelas mortes também são os cânceres ligados ao sistema respiratório, incluindo tumores de traqueia, de brônquio e de pulmões. No total, essas doenças fazem 1,6 milhão de vítimas por ano. Na virada do século XXI, eram apenas 1,1 milhão de mortos.

O câncer de fígado é o segundo maior responsável por mortes, com 788 mil casos em 2015, seguido por câncer de cólon, com 774 mil incidências. Já os tumores de estômago matam 753 mil pessoas, contra 571 mil no caso de mama.

De acordo com os novos dados, os tumores são mais fatais em homens, com 5 milhões de casos em 2015, contra 3,8 milhões de mulheres. Os cânceres que afetam os dois gêneros, no entanto, são distintos. Entre os homens, os tumores mais letais são os que atingem o sistema respiratório, enquanto as mulheres são mais afetadas pelo de mama.

Pobres

O que mais preocupa a OMS é a disparidade entre países ricos e pobres, na capacidade de lidar com a doença. A taxa de incidência dos tumores aumentou de forma mais rápida nos países em desenvolvimento, representando 65% dos casos hoje de tumores no mundo.

E é justamente esses países os que têm maiores dificuldades para identificar e diagnosticar os tumores em estágio inicial. São nessas nações que existem as maiores deficiências em serviços de diagnósticos e em tratamento. A OMS apela, portanto, para que esses governos priorizem serviços de tratamento de baixo custo e impacto elevado.

A entidade também recomenda o aumento dos gastos públicos, retirando do cidadão o peso de ter que pagar por parte dos tratamentos. Segundo a OMS, a falta de um serviço público eficiente leva muitos a não realizarem testes, diagnósticos e descobrir o câncer somente quando em estado avançado.

Atualmente, menos de 30% dos países mais pobres têm um sistema de tratamento e diagnóstico acessível. A situação para os serviços de patologia é ainda mais complicada. Em 2015, apenas 35% dos países pobres ofereciam o serviço no setor público, comparado a 95% dos países ricos.

A consequência tem sido a expansão da doença, principalmente nos países em desenvolvimento. Mais casos de doença também foram registrados nas Américas, com um salto de quase 30% em apenas 15 anos. Em 2000, eram pouco mais de 1 milhão de mortes por conta de tumores. Em 2015, o número de vítimas foi de 1,3 milhão. Seguindo o restante dos continentes, a região latino-americana também viu os tumores no sistema respiratório prevalecerem, com 257 mil mortes.

No mundo, a Ásia lidera em número de mortes, com 4,3 milhões em 2015. Já na Europa, o total foi de 413 mil, contra 530 mil na África.

Diagnóstico

Para a OMS, a única forma imediata de frear essa expansão é incrementar os serviços de diagnóstico. Outro fator a ser trabalhado é a detecção da doença ainda em estágio inicial. Segundo a entidade, muitas pessoas apenas consultam um médico somente quando o tumor já está em um estágio avançado.

“Não precisa ser uma sentença de morte, como era no passado. Identificar um tumor em um estágio avançado e a incapacidade de dar tratamento, condena muitas pessoas a uma morte prematura. Mas milhares de pessoas podem ser salvas se o tumor for identificado logo”, afirmou Etienne Krug, diretor da OMS.

Para ele, com um foco no diagnóstico, serviços públicos poderão reverter os atuais números. “Isso vai resultar em mais pessoas sobrevivendo da doença”, disse. “Também fará sentido em termos econômicos”, completou.

“Detectar o câncer em um estágio inicial reduz o impacto financeiro: não apenas o custo do tratamento é menor, mas as pessoas podem continuar a trabalhar e apoiar suas famílias se eles tiverem tratamento”, apontou a OMS. O valor estimado do custo do câncer no mundo hoje é de US$ 1,1 trilhão, entre gastos com saúde e perda de produtividade.

Estudos apontaram que o custo de um tratamento contra um tumor em seus estágios iniciais pode ser quatro vezes inferior aos gastos que o paciente teria caso a doença esteja em um estágio mais avançado.

Para a OMS, estratégias para aumentar o controle sobre o câncer podem ser introduzidas em serviços públicos de saúde a um baixo custo.

Elas incluem campanhas de conscientização pública sobre os sintomas do câncer e incentivar pessoas a buscar um médico, caso notem algum indício da doença. Outra medida é investir em fortalecer os serviços públicos e treinar profissionais para incrementar sua capacidade de diagnosticar um tumor.

Outra medida para a qual a OMS apela é que governos deem garantias de que pessoas com câncer possam ter acesso a um tratamento, sem que isso os leve a um colapso financeiro.

“A chance de morrer num país em desenvolvimento se você tiver câncer é muito maior do que em um país rico”, disse Andre Ilbawi, responsável por câncer na OMS. Segundo ele, enquanto a taxa de mortalidade é de 30% nos países ricos, nos países em desenvolvimento ela é de 70%. Com informações do Estadão Conteúdo.

Marília Mendonça dispara: ‘Não sou obrigada a ser magra’

© Reprodução / TV Globo
© Reprodução / TV Globo
© Reprodução / TV Globo

Sucesso nas rádios de todo o país, Marília Mendonça declarou que não pretende perder peso para se encaixar no padrão de beleza e conquistar mais sucesso.

Em entrevista à revista ‘Marie Claire’, a cantora falou sobre o assunto: “Nada na minha vida é imposto! Não sou obrigada a ser magra, me render a modinhas para ser feliz. Eu canto, não subo na passarela. Inventam um padrão e as pessoas têm de seguir. Isso é um absurdo. Você tem de fazer e ser como quiser. Talento não tem relação com balança ou roupa, e se você o tem será aceita pelo seu trabalho. Isso vale para todas as áreas”, disse.

Marília disse também que acredita que seus fãs se identificam com suas músicas: “Talvez as mulheres precisassem de uma voz para dizer que nem tudo são flores, mas que podemos, sim, lidar com espinhos”, afirmou.

A cantora confessou que já traiu e foi traída e que o coração tem dono: “Nunca tive problemas com homem. Nunca passei vontade e sempre escolhi, nunca me deixei ser escolhida. Passei perrengue como qualquer pessoa, fui traída e traí também, coisas da vida. É natural que o assédio aumente quando se ganha visibilidade, mas já tenho meu eleito!”

Governo aguarda contrapropostas à reforma da Previdência

O secretário da Previdência, Marcelo Caetano, disse nesta sexta-feira, 3, que o governo segue aguardando a contraproposta da Câmara em relação a mudanças no projeto de reforma das aposentadorias.

Após participar de debate sobre a reforma da Previdência na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Caetano afirmou que o governo está aberto a analisar mudanças no texto original, mas repetiu que uma flexibilização muito grande da proposta de emenda constitucional comprometeria seus ganhos e exigiria a discussão de uma nova reforma futuramente.

“Se houver ao longo do caminho muita diluição em relação ao que foi proposto originalmente, o gasto da Previdência vai crescer bastante e vai haver muita dificuldade em se pagar o beneficio lá na frente”, advertiu.

Caetano evitou comentar quais pontos do texto original o governo estaria disposto a negociar. “Temos que receber as contrapropostas para saber o que vai ser feito”, afirmou. Questionado se o Planalto poderia ceder na intenção de equalizar em 65 anos a idade mínima de aposentadoria tanto de homens quanto de mulheres, ele respondeu que a unificação das idades é uma tendência internacional e o governo trabalha para isso.

Disse ainda que a soberania do Congresso em definir a velocidade de tramitação e alterações no projeto será respeitada. Porém, ressaltou o interesse do Planalto em manter “o máximo possível” da proposta original. “Se começarmos a mudar muito, podem-se arrefecer bastante os ganhos e forçar uma reforma muito forte lá na frente.”

O secretário voltou a dizer que o ideal seria a aprovação completa da reforma da Previdência no Congresso ainda no primeiro semestre deste ano. Sobre como ficarão as regras de aposentadoria dos militares, não incluídos no projeto encaminhado à Câmara, ele respondeu que esse é um tema a ser discutido.

Do Estadão Conteúdo 

Uso do parlatório por manifestações de rua será regulamentado pela ALPB

Gervásio Filho é o novo presidente da ALPB
Gervásio Filho é o novo presidente da ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado Gervásio Maia Filho (PSB), revelou, nessa quinta-feira (2), que uma de suas primeiras medidas de gestão será a edição de uma resolução da mesa, que regulamente o uso do parlatório.

Segundo ele, a tribuna que fica situada no jardim da Assembleia será utilizada por segmentos sociais, sindicalistas e movimentos de rua que queiram fazer manifestações para chamar a atenção dos deputados e da sociedade.

Gervásio argumentou que o parlatório pode ser utilizado, inclusive, em solenidades públicas com redução de custos para os organizadores, já que dispensaria a contratação de carros de som ou outros equipamentos.

Essa estrutura deve ser oferecida pela própria Assembleia Legislativa. Ele reafirmou que fará adequações à estrutura do prédio, mas está descartada de vez qualquer possibilidade de mudança da sede para outro local.

Após ser eleito presidente da Assembleia, Gervásio concedeu sua primeira entrevista a um programa de TV, no Correio Debate, da TV Correio. Ele falou das marcas que pretende implantar em sua gestão e de seu futuro político.

Gervásio foi entrevistado pelos jornalistas Hermes de Luna e Lena Guimarães. 



Por Hermes de Luna e Alexandre Freire

Lula dá conselhos e abre diálogo com Temer em visita de solidariedade

© Divulgação / Presidência da República
© Divulgação / Presidência da República
© Divulgação / Presidência da República

Michel Temer visitou o ex-presidente Lula, na noite dessa quinta-feira (2), no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, para prestar solidariedade pela morte de dona Marisa.

Após ouvir gritos de “golpista” e “assassino” de simpatizantes do petista, no momento em que chegava ao local, junto com pelo menos 15 aliados, o presidente foi recebido de forma cordial por Lula, que disse estar feliz por ele ter deixado “questões políticas” de lado.

Segundo Lula, o encontro com FHC, ocorrido mais cedo, sinalizava para a juventude a necessidade de superar o ódio e a intolerância que intoxicaram a política brasileira. “Todos nós aqui temos a responsabilidade de fazer esse país se reencontrar e voltar a sorrir”, declarou aos visitantes.

Visivelmente abatido, segundo o blog do Josias, do portal Uol, Lula ainda aconselhou o presidente: “Não se faz reforma da Previdência com o país em recessão”.

O petista também se queixou do Supremo Tribunal Federal: “Está acovardado” e abriu uma fresta para o diálogo: “Michel, quando quiser conversar comigo, me chame. Não posso é ficar me oferecendo.”

Temer recebeu a mensagem de forma positiva: “Ah, com essa abertura, vou chamar muitas vezes.”

O presidente estava acompanhado por José Sarney (PMDB) e pelos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento), José Serra (Relações Exteriores), Helder Barbalho (Integração Nacional) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Também integraram o grupo os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Eduardo Braga (PMDB-AM), Romero Jucá (PMDB-RR), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), e o presidente da Casa, Eunicio Oliveira (PMDB-CE).

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Estado e empresa anunciam obra com 350 moradias na PB

Uma parceria entre a Companhia Estadual de Habitação Popular da Paraíba (Cehap) e uma construtora prevê a construção de mais de 352 unidades habitacionais em Campina Grande para inscritos na companhia ou no ‘Minha Casa Minha Vida’. As informações são do Portal Correio. 

A oportunidade será oferecida para famílias com renda de até R$ 2,3 mil por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, Faixa 1,5. Na colaboração firmada, serão ofertadas condições exclusivas para os inscritos na Companhia, com taxas reduzidas de juros e ainda o uso do FGTS como entrada.

O novo residencial fica no bairro do Itararé e vai contar com 22 blocos com 16 apartamentos, divididos em sala para dois ambientes, dois quartos, banheiro, cozinha e área de serviço.

O projeto ainda contempla infraestrutura completa com salão de festas, quadra poliesportiva, playground, praças e terá a sustentabilidade e a economia em destaque, com um sistema de reaproveitamento de água e o uso parcial de energia solar.

Para concorrer, os interessados devem atualizar, até o dia 8 deste mês, cadastro no site da Cehap ou realizar nova inscrição.

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Estado e prefeituras paraibanas recebem mais de R$ 41 mi de recursos complementares do Fundeb

Já está na conta das prefeituras paraibanas e do governo do Estado os recursos referentes à integralização da complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) de 2016 e a primeira parcela de 2017 dessa complementação.

Da complementação de 2016, são R$ 27.182.674,57, sendo R$ 17.365.101,49 para os municípios e R$ 9.817.573,08 para o Estado. Da primeira parcela da complementação de 2017, foram depositados R$ 14.377.485,86, sendo R$ 5.484.819,25 para o estado.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) explica que durante o ano de 2016 foram pagos 85% dos recursos da complementação da União ao Fundo, e os 15% restantes são pagos sempre no mês de janeiro do ano subsequente.

A entidade lembra que esse repasse da integralização acontece somente em janeiro em cumprimento ao calendário da complementação da União estabelecido na Lei 11.494/2007, que regulamenta o Fundeb.

A CNM também esclarece que a parcela da complementação da União em 2017 está dividida em “complementação da União” e “complementação da União ao piso”.

Do Blog do Gordinho

PF deverá apurar suposto uso indevido de dados do Sisu

O Ministério da Educação protocolou na tarde dessa quarta-feira (1º) o pedido de apuração de denúncias feitas por seis candidatos a vaga no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília. Os candidatos relataram o acesso indevido a dados pessoais, que teriam possibilitado mudanças de senha e informações de inscrição, como opção de curso. O processo de inscrição no Sisu foi concluído no último dia 29, com 2,4 milhões de inscritos. As informações são do Portal Correio. 

A estudante de João Pessoa Tereza Gayoso, de 23 anos, é uma das estudantes que se sentiram prejudicadas. Ela teve nota máxima na redação do Enem (mil pontos) e pretendia cursar Medicina. Quando foi checar sua classificação no Sisu, descobriu que tinha sido matriculada no curso de Produção de Cachaça, no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, em Salinas. “Eu não consigo acreditar que fizeram essa ruindade comigo”, disse Tereza.

Outro estudante, que preferiu não se identificar, foi matriculado no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Acre. “Acho triste eu precisar me preocupar com minha segurança em um site do governo”, disse.

O MEC informou à Polícia Federal que o sistema do Sisu não identificou qualquer indício de violação. “Não houve alertas nos sistemas de segurança. E nem há indício comportamental típico de episódios promovidos por hackers”, diz o texto.

O ofício do MEC, que pede a apuração dos fatos, é assinado pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, e direcionado ao diretor-geral do departamento da PF, Leandro Daiello Coimbra. No documento, o ministro informa que tem conhecimento de seis casos, diante dos 4,4 milhões de inscritos. No entanto, argumenta que, diante da relevância do tema, que mobiliza milhões de estudantes, e da gravidade das denúncias, considera necessário proceder a uma investigação para que se apurem os fatos relatados, visando o esclarecimento à sociedade. O documento foi encaminhado pelo chefe de gabinete da Secretaria de Educação Superior (Sesu), Ataíde Alves.

“Os relatos dão conta de acessos feitos por terceiros às inscrições, com o propósito de alterar curso e instituição de ensino. É importante destacar que a senha dos candidatos é sigilosa e só pode ser alterada pelo candidato ou por alguém que tenha acesso indevidamente a dados pessoais do candidato”, diz um trecho do documento, que pode ser conferido na íntegra abaixo.

No documento, o MEC reiterou que todas as ações realizadas no sistema do Sisu são gravadas em log (registro de acessos em um sistema de computação), que permite a realização de uma auditoria completa. “A partir da divulgação dos casos citados, as equipes técnicas do Inep e da Sesu identificaram no sistema data, hora, local, operadora e IPs de onde partiram as mudanças de senha destes”. Todos esses dados foram protocolados em anexo. No documento assinado pelo ministro Mendonça Filho, o MEC reiterou que está à disposição da PF para prestar todas as informações necessárias ao esclarecimento pleno dos fatos.

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