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segunda-feira, 26 outubro 2026
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Agência de classificação de risco alerta que Donald Trump é perigo global

A administração do presidente americano Donald Trump representa um risco para a economia internacional e para as dívidas soberanas no mundo, segundo relatório divulgado pela agência de classificação de risco Fitch, na sexta-feira (10).

O comunicado da agência avalia que “a previsibilidade das políticas norte-americanas diminuiu com o abandono dos canais internacionais de comunicação” por parte do governo Trump, o que eleva as perspectivas de mudanças inesperadas nas políticas dos Estados Unidos, com potenciais implicações globais.

“Os principais riscos para as dívidas soberanas são a possibilidade de mudanças súbitas nas relações comerciais, a redução no fluxo de capital internacional, as limitações à imigração que impactem as remessas e os confrontos entre dirigentes políticos que contribuam para aumentar ou prolongar a volatilidade da moeda e dos mercados financeiros”, diz o documento da Fitch.

Se esses riscos se materializarem, isso poderá provocar um cenário desfavorável para o crescimento econômico e pressionar finanças públicas, com implicações sobre o rating das dívidas públicas.

“Aumentos de custos ou reduções no acesso a financiamentos externos também podem afetar os ratings, especialmente se vierem acompanhados de uma depreciação da moeda.”

A Fitch ressalva que alguns elementos da agenda econômica de Trump podem ser positivos, como as promessas de reaquecer a economia com mais investimentos em infraestrutura, e de promover o maior corte de impostos desde a administração Ronald Reagan, apesar do deficit orçamentário do governo dos EUA.

Mas o atual balanço dos riscos aponta para um cenário pouco favorável, segundo a agência. Ela lista como preocupantes alguns posicionamentos da administração Trump, que abandonou o TTP (Tratado Transpacífico), repreendeu companhias americanas que investem no exterior, com ameaças de punições financeiras e também acusou diversos países de manipular suas taxas de câmbio para prejudicar os Estados Unidos.

Os países mais vulneráveis às adversidades impostas por Trump são aqueles que possuem laços econômicos e financeiros mais fortes com os EUA, como Canadá, China, Alemanha, Japão e México. Mas essa lista pode aumentar por um efeito cascata.

A Fitch já havia revisado a perspectiva da nota da dívida soberana do México de estável para negativa em dezembro, atribuindo o ajuste ao risco Trump, entre outros motivos.

Estão em risco de ser atingidos por medidas comerciais punitivas os países que tenham recebido investimento direto americano, com financiamento a indústrias exportadoras voltadas aos EUA. Brasil e Reino Unido são alguns deles. (Folhapress)

Com Pratto e Borja, clubes brasileiros investem pesado em ‘gringos’

O argentino Lucas Pratto está no São Paulo (Foto: © Bruno Cantini/Atlético)
O argentino Lucas Pratto está no São Paulo (Foto: © Bruno Cantini/Atlético)
O argentino Lucas Pratto está no São Paulo (Foto: © Bruno Cantini/Atlético)

Miguel Borja chegou neste sábado (11) ao Brasil para se apresentar ao Palmeiras e reforçar a tendência dos grandes clubes do País de procurar os vizinhos da América do Sul na hora de contratar. O colombiano, assim como outros forasteiros, vem com o status de estrela e faz chegar a 64 a quantidade de estrangeiros nos times da Série A do Campeonato Brasileiro.

Das 20 equipes da elite em 2017, apenas Ponte Preta e Atlético Goianiense não têm jogadores de outros países. Desde o início da era dos pontos corridos no Brasileirão, em 2003, o número de atletas estrangeiros subiu 371% ao passar de 14 para 64.

Além das questões financeiras – a moeda brasileira tem alto poder de compra nos outros países latino-americanos -, a mudança na legislação esportiva, que permite maior número de estrangeiros, também ajuda na chegada dos gringos.

O ex-goleiro paraguaio Roberto “Gato” Fernández atuou por seis anos no futebol brasileiro na década de 1990 e incentivou o filho, Gatito, atualmente no Botafogo, a fazer a mesma escolha. “O futebol brasileiro é muito competitivo e paga melhor do que qualquer grande clube do Paraguai. É um mercado que dá mais visibilidade para a Europa também”, explicou.

Como os clubes nacionais costumam perder as revelações muito cedo para a Europa e agora para a China, a estratégia tem sido repetir a fórmula com as revelações dos países vizinhos. “Nossa maneira de ver o futebol é alegre, bem parecida com a escola brasileira. Talvez por isso estamos conseguindo a adaptação”, disse o colombiano Copete, um dos destaques do Santos.

Um detalhe interessante é que 74% dos estrangeiros atuam do meio para frente. “A liga brasileira é muito competitiva e exige que o jogador sempre dê o melhor”, disse o meia peruano Cueva, do São Paulo.

Os grandes do futebol paulista se reforçaram com estrangeiros, inclusive da Europa. O inglês naturalizado turco Kazim Richards chegou ao Corinthians, o argentino Lucas Pratto (foto) está no São Paulo e os colombianos Hernández e Borja são de Santos e Palmeiras, respectivamente – o clube alviverde também trouxe o venezuelano Guerra.

A grande quantidade de forasteiros foi viabilizada por uma mudança de regras da CBF em 2014. A alteração aumentou de três para cinco o limite de atletas de fora do País que podem jogar em uma mesma partida.

O gerente executivo da Chapecoense, Rui Costa, foi o responsável por protocolar na CBF o pedido para rever a limitação, ainda em 2013, quando estava no Grêmio. “Antes, olhávamos mais para Argentina e Uruguai. Agora, além de expandir os horizontes, estamos conseguindo disputar os principais jogadores com a Europa. Estamos estudando mais esse mercado”, disse.

Para ele, os estrangeiros precisam de acompanhamento próximo. “É preciso oferecer acompanhamento que vai desde o apoio dos funcionários até a conversa diária com o departamento de futebol. A barreira do idioma é um complicador e afeta outros profissionais que lidam com gestão de grupo”, completou Rui Costa.

Por Estadão Conteúdo

Ministro da Defesa faz apelo a policiais do ES: “Venham para as ruas defender o povo”

Ministro da Defesa, Raul Jungmann, chega ao Espírito Santo e se reune com o governador em exercício do estado, César Colnago no 38o Batalhão de Infantaria em Vila Velha (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Ministro da Defesa, Raul Jungmann, chega ao Espírito Santo e se reune com o governador em exercício do estado, César Colnago no 38o Batalhão de Infantaria em Vila Velha (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Ministro da Defesa, Raul Jungmann, chega ao Espírito Santo e se reune com o governador em exercício do estado, César Colnago no 38o Batalhão de Infantaria em Vila Velha (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, fez neste sábado (11) um apelo para que os policiais militares, parados há oito dias no Espírito Santo, retornem ao trabalho. “Fazemos um apelo aos bons policiais, praças, oficiais e comandantes, que honrem suas fardas, seu juramento, e venham para as ruas para defender o povo”, disse o ministro, após reunião no 38º Batalhão de Infantaria, em Vila Velha.

Saiba Mais: Em 7 dias, mortes no Espírito Santo superam todo fevereiro de 2016

Segundo ele, o governo federal dará total apoio às decisões do governo do estado para encerrar a paralisação. “Vamos assegurar de forma inflexível e determinada este apoio. As reivindicações são justas, mas o limite da legitimidade e da justiça da reivindicação é a vida, a proteção da sociedade. Não se pode aceitar nenhuma reivindicação que coloque em risco a sociedade. Isso é inaceitável e não será aceito”, afirmou Jungmann.

Para o ministro, os policiais parados estão contribuindo para o aumento da criminalidade no estado. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo, foram registrados 137 homicídios desde sábado (4) até a manhã de hoje. “A determinação do presidente da República é de envolver os recursos necessários e o tempo necessário até a retomada da normalidade. Podem ter certeza: não vamos vacilar”.

Jungmann está acompanhado do ministro do Gabinete Institucional, general Sergio Etchegoyen; do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy; e do ministro interino da Justiça, José Levi. Eles vieram acompanhar os desdobramentos da Operação Capixaba, que emprega 3.130 homens das Forças Armadas e da Força Nacional em apoio à situação de falta de segurança no estado.

A comitiva de ministros seguiu para encontro com o governador do estado licenciado, Paulo Hartung, e o governador em exercício, César Colnago, na residência oficial do governo em Vila Velha.

Por Ana Cristina Campos, da Agência Brasil

Por conta do vento, caminhão esmaga viatura da polícia nos EUA

Um caminhão esmagou um carro da polícia que fazia patrulhamento em uma estrada de Elk Mountain, Wyoming, nos Estados Unidos. 

O acidente, ocorrido dia 7, foi causado pelo vento. Segundo a página da Wyoming Highway Patrol, nenhum policia estava no carro no momento do acidente. 

Veja a imagem impressionante no vídeo abaixo:

https://youtu.be/JaAZdiy_TEI

Em 7 dias, mortes no Espírito Santo superam todo fevereiro de 2016

O Estado já tem pelo menos 300 lojas saqueadas e 666 veículos roubados e furtados (Foto: Reuters)
O Estado já tem pelo menos 300 lojas saqueadas e 666 veículos roubados e furtados (Foto: Reuters)
O Estado já tem pelo menos 300 lojas saqueadas e 666 veículos roubados e furtados (Foto: Reuters)

Após sete dias de motim de policiais militares, o número de mortes violentas no Espírito Santo subiu para 127, 10 ontem, segundo o Sindicato de Policiais Civis. Em fevereiro de 2016, houve 122 homicídios. Apesar das tropas federais, a maioria das escolas, unidades de saúde e bancos seguiu de portas fechadas. Ônibus tiveram circulação restrita. O movimento nas ruas de Vitória era praticamente de carros particulares e táxis. O Estado já tem pelo menos 300 lojas saqueadas e 666 veículos roubados e furtados.

Segundo o presidente do sindicato de policiais civis, Jorge Leal, houve 522 roubos e 144 furtos registrados nas delegacias. A média, diz ele, é de 550 veículos roubados por mês.

Uma auxiliar de serviços gerais, de 43 anos, pilotava a sua moto em Vila Velha, quando foi rendida por bandidos armados. Eles ordenaram que descesse do veículo e entregasse as chaves, sob ameaça de morte.

“Foi um momento de terror. Ainda não paguei a moto e me senti impotente. Era meio-dia quando aconteceu, mas não tinha ninguém na rua, estava tudo deserto. Fiquei com medo de gritar e morrer ali”, contou.

A enfermeira Fabíola Machado, de 33 anos, conseguiu recuperar o carro, roubado na última segunda-feira. Ela foi rendida por dois ladrões quando estacionava o veículo em Vitória. “Mantive a calma e entreguei tudo, afirmou.

“Divulgamos a placa do nosso veículo na internet e conseguimos localizá-lo. Ele estava sem gasolina em uma estrada no município da Serra (Grande Vitória)”, relatou Fabíola.

Uma operação da Polícia Civil feita na manhã de ontem apreendeu 32 veículos roubados em municípios da Grande Vitória. A quantidade é duas vezes a mais do que é recuperado, em média, em todo o Estado a cada dia.

Já a Federação do Comércio de Bens, de Serviços e Turismo do Estado estima prejuízos de R$ 180 milhões com os saques em lojas. Esse cálculo não considera ainda o dinheiro perdido com os dias parados.

A entidade ainda conclamou empresários a voltarem ao trabalho na segunda, “munidos de coragem, guarnecidos que estarão pelas forças federais”.

Transtorno

Nas ruas da Grande Vitória, bancos estão fechados. Para pagar contas, é preciso recorrer a locais, como supermercados, onde é possível pagar contas, o que gera enormes filas.

“Estou cheia de contas para pagar, sem dinheiro e ainda falta comida em casa. Minha filha me pede para tomar leite e nem isso tenho para oferecer a ela”, contou a empregada doméstica Daniela Nascimento.

A família está sob alerta. “Quando ouço qualquer barulho, eu me escondo com minha filha. É desesperador”, afirmou Daniela, de 44 anos.

A Universidade Federal do Espírito Santo adiou a matrícula presencial de estudantes aprovados pelo Sistema de Seleção (Sisu), prevista para semana que vem.

Por Estadão Conteúdo

Na tribuna, Raimundo Lira critica peso da carga tributária no Brasil

Em discurso, senador Raimundo Lira (PMDB-PB) (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Em discurso, senador Raimundo Lira (PMDB-PB) (Foto:  Jefferson Rudy/Agência Senado)
Em discurso, senador Raimundo Lira (PMDB-PB) (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Em pronunciamento esta semana, na tribuna do Senado Federal, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) criticou a quantidade de impostos paga pelos brasileiros. Ele explicou que, do ano da promulgação da Constituição – 1988 – até agora, a carga tributária vem sofrendo sucessivos aumentos.

Reportagem da Agência Senado de Notícias mostra que, à época, segundo relatou Raimundo Lira em seu discurso, a carga tributária era equivalente a 25% do Produto Interno Bruto – PIB. Em 2014, a carga tributária já era de 32,42% do PIB e, em 2015, chegou 32,66%.

No entanto, apesar de pagar mais impostos, a sociedade, na avaliação do Senador, não recebe a compensação devida, pelo contrário. Para Raimundo Lira, com o confisco da renda resultado da cobrança de tributos, o brasileiro consome menos e, em consequência, há queda na produção.

Essa tendência, na avaliação do Senador paraibano, condena o Brasil ao eterno subdesenvolvimento.

“O brasileiro não está recebendo a compensação pela redemocratização do país. O Estado democrático brasileiro não está sendo justo com a população brasileira. Nós precisamos entregar novamente este país para a maioria do povo brasileiro, que trabalha, que ama o país e que faz com que o país ande”, afirmou.

Mãe junta 300 kg de latinhas e realiza sonho de filho estudar na Europa

Isabel reuniu mais de 300 kg de latas para ajudar manutenção do filho na Europa (Foto: Isabel Cristina/Acervo Pessoal)
Isabel reuniu mais de 300 kg de latas para ajudar manutenção do filho na Europa (Foto: Isabel Cristina/Acervo Pessoal)
Isabel reuniu mais de 300 kg de latas para ajudar manutenção do filho na Europa (Foto: Isabel Cristina/Acervo Pessoal)

“Meus filhos vão realizar tudo que eu não pude realizar”, confessou a paraibana Isabel Cristina Fernandes, de 51 anos, que lutou contra a própria realidade para que o filho Pedro, de 18 anos, realizasse o sonho de estudar em um intercâmbio na Finlândia. Natural da cidade de Picuí e trabalhando há 24 anos na sede recreativa da Associação dos Magistrados da Paraíba, em Cabedelo, junto com o marido Milton Viana, Isabel conseguiu arrecadar mais de R$ 1,2 mil coletando material reciclável.

Latinhas, alumínio e plástico ajudaram o filho a se manter no país onde começou a estudar idiomas. Hoje, além de trabalhar com o marido na Associação dos Magistrados, onde também mora há 24 anos, Isabel faz cocadas, trufas, cupcakes e outros doces para ajudar no custeio. O que iria para o lixo no trabalho, Isabel transformava em dinheiro. No caminho para a igreja, também apanhava o que conseguia.

Uma arrecadação dos magistrados da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de São Paulo e de Pernambuco, ajudou Isabel a completar R$ 30 mil para realizar o sonho do filho. “Eu ainda vou para longe, ainda vou voar, morar em outro país”, foi com esse desejo de Pedro que tudo começou, conforme conta Isabel.

Para ela, a única solução era o filho estudar. Ele queria fazer algum curso de idiomas, mas se a mãe utilizasse o dinheiro para isso, a família não teria o que comer. Então Pedro começou a estudar por conta própria, no computador. “Assistia seriado sozinho e sempre cantava em inglês, para aprender”, contou Isabel. Quando uma mulher de Taiwan se hospedou no clube da associação, todos ficaram surpresos com a desenvoltura de Pedro para conversar em inglês.

Isabel fez a inscrição de Pedro na associação Rotary para tentar o intercâmbio e, após a realização da prova, ele foi classificado em oitavo lugar. Na preparação da papelada necessária, mais um desafio. “Quando eu vi o que eu tinha que pagar eu pensei que ele não ia mais”, refletiu a mãe.

A campanha atingiu amigos de Isabel e do magistrado Manoel Abrantes, que ajudou junto a outros a reunir o dinheiro necessário. No início, eles precisavam de mais de R$ 5,2 mil para dar início à viagem. Em menos de três dias, a conta bancária de Isabel já somava R$ 6 mil.

Pedro, de 18 anos, conseguiu realizar sonho de intercâmbio na Finlândia (Foto: Pedro Fernandes/Acervo Pessoal)
Pedro, de 18 anos, conseguiu realizar sonho de intercâmbio na Finlândia (Foto: Pedro Fernandes/Acervo Pessoal)

Sonho realizado
Pedro está na Finlândia desde agosto de 2016 e hoje ele já fala inglês, sueco e está aprendendo francês. Foi aprovado no curso de Relações Internacionais, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), e deve começar o curso quando voltar ao Brasil, provavelmente no final do mês de julho deste ano.

Com a partida de Pedro, o coração de Isabel ficou pequeno. A porta do desembarque era minúscula para um futuro tão grande que estava por vir.  “É uma dor quando a gente vê nossos filhos saindo daquela portinha do aeroporto”, disse Isabel.

Agora Isabel vende uma rifa. Recebeu uma doação de uma suqueira como prêmio e só vai parar com as vendas quando o objetivo for alcançado: pagar o passeio da escola do filho para conhecer outros países da Europa.

“Eu me sinto muito feliz, que às vezes é até inexplicável de falar, é incrível quando você sonha a vida toda de ir para o exterior e de repente seu sonho se realiza”, disse Pedro. “Isso mostrou que eu sou capaz e que tudo é questão de querer. E hoje eu posso ver que todo o esforço que a minha mãe fez está valendo a pena”, completou.

Isabel trabalha na Associação de Magistrados da Paraíba há 24 anos e teve ajuda de uma campanha que arrecadou dinheiro para a viagem do filho (Foto: Isabel Cristina/Arquivo Pessoal)
Isabel trabalha na Associação de Magistrados da Paraíba há 24 anos e teve ajuda de uma campanha que arrecadou dinheiro para a viagem do filho (Foto: Isabel Cristina/Arquivo Pessoal)

24 anos de dedicação e amor
Casados há 24 anos e com dois filhos, Isabel e Milton fazem pela família o que não puderam fazer por si mesmos. Além de Pedro, o filho mais velho do casal tem 22 anos e se chama Severino, estudante de Farmácia, pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). “Eu quero que eles sejam vitoriosos por tudo isso. Cada luta que eles viram que a gente passou, que eles reconheçam. Isso é tudo maravilhoso”, declarou.

Nascida no município de Picuí, Isabel viveu por uma escolha da mãe. O pai não assumiu a paternidade e queria que a gravidez fosse abortada. Ela resistiu e colocou Isabel no mundo. Os sonhos de Isabel têm a mesma marca de luta e de lição de vida. “Eu vou lá ver meu filho na Finlândia. Eu sempre sonhei em ir longe, conhecer o mundo. Meu filho puxou a mim”, disse.

Por Dani Fechine, do G1 PB

Suspeito de mandar matar esposa na frente dos filhos na PB é preso no Recife

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu um homem de 44 anos que confessou ter mandado matar a esposa, de 25 anos, na frente dos filhos na Paraíba. A prisão ocorreu na manhã deste sábado (11), em Paulista, no Grande Recife. No vídeo, gravado por policiais, ele diz, sem esboçar nenhuma reação, que pagou R$ 1.500 para um homem simular um assalto e matar a esposa na ocasião.

Segundo o G1 de Pernambuco, o homem alega que a esposa o ameaçava e não o deixava ver os filhos. “Não aceitava minha família e não deixava eu ver meus filhos. Conheci um homem na rua e paguei o que ele me pediu, R$ 1.500, para matá-la. Ele mesmo teve a ideia de simular o roubo e efetuar o disparo durante”, diz no vídeo.

A mulher foi morta a tiros no bairro de Bodocongó, Campina Grande (PB), no dia 21 de dezembro de 2016. Na época, o suspeito disse à polícia que um homem armado anunciou o assalto quando chegavam em casa. A esposa teria se assustado e soltado uma sacola no chão. O movimento teria feito o suposto assaltante atirar.

Entretanto, as investigações apontaram que a versão dada pelo marido era, na verdade, uma farsa e que a vítima havia sido executada. A suspeita é que o crime tenha sido motivado porque a mulher descobriu o envolvimento do marido em crimes patrimoniais. Ele teria mandando matá-la como queima de arquivo.

O homem preso tem quatro filhos de dois casamentos. Ele será encaminhado para o Presídio de Campina Grande, na Paraíba. “Ele resolveu confessar como forma de atenuar qualquer penalidade que ele viesse a sofrer”, acredita o delegado Salatiel Patrício.

Autoridades norte-americanas prendem imigrantes ilegais em seis estados

As autoridades de imigração norte-americanas prenderam centenas de imigrantes sem documentos em pelo menos seis estados ao longo desta semana em uma ofensiva que aparentemente marca o início da aplicação em grande escala da ordem executiva do presidente Donald Trump, assinada em 26 de janeiro, destinada a deportar cerca de 11 milhões de imigrantes ilegais, inclusive 3 milhões, supostamente com antecedentes criminais.

Em janeiro, seis dias após tomar posse, Donald Trump assinou uma ordem executiva que ampliou as categorias de imigrantes sem documentos a serem incluídos na listas para deportação, cumprindo assim sua promessa de campanha para combater a imigração. Centenas de prisões foram confirmadas pelas autoridade de imigração de vários estados, mas a Casa Branca ainda não divulgou oficialmente o início da vigência da ordem executiva para deportações em massa.

Uma ordem executiva é uma norma que coloca em prática as políticas do governo a serem executadas pelas agências e departamentos oficiais. O ato se resume a uma ação de governo e não tem o poder de reverter uma lei aprovada pelo Congresso. Desde que tomou posse, Trump assinou 12 ordens executivas.

A ordem executiva de 26 de janeiro é ampla e não se resume a medidas para deportar imigrantes. Ela também prevê a contratação de mais de 10 mil agentes de imigração para fiscalizar as fronteiras e o interior do país, além de uma fiscalização das chamadas “cidades santuárias”, ou seja, dos municípios que se recusaram a transferir imigrantes sem documentos para o âmbito das autoridades federais.

Invasão

Funcionários da imigração confirmaram que agentes federais invadiram esta semana casas e locais de trabalho em Atlanta, Chicago, Nova York, Los Angeles e também em algumas cidades da Carolina do Norte e da Carolina do Sul, em busca de imigrantes sem documentos. No entanto, Gillian Christensen, porta-voz do Departamento de Segurança Interna, o órgão norte-americano que supervisiona os setores de imigração e de alfândega, não quis usar a palavra “invasão” para se referir às operações realizadas e falou em “ações direcionadas de rotina”.

Gillian disse que a ofensiva, que começou na segunda-feira (6) e terminou sexta-feira (10), prendeu imigrantes sem documentos provenientes de 12 países latino-americanos. “Estamos falando de pessoas que são ameaças à segurança pública ou uma ameaça à integridade do sistema de imigração”, disse. Segundo ela, a maioria dos presos eram criminosos sérios, incluindo alguns que haviam sido condenados por assassinato e violência doméstica .

Ativistas que combatem a repressão a imigrantes porém afirmam que as prisões não se resumiram a criminosos. Disseram também que a ação das autoridades envolveu uma área bem maior do que a admitida, uma vez que cidades dos estados da Flórida, Kansas, Texas e Virgíniaque também registraram prisões.

“Esta é claramente a primeira onda de ataques [a imigrantes] sob o governo Trump, e sabemos que não vai ser a única”, disse Cristina Jimenez, diretora-executiva da United We Dream, uma organização de jovens imigrantes, em entrevista à imprensa.

Agentes de imigração em Los Angeles, no estado da Califórnia, detiveram dezenas de pessoas em casa ou a caminho do trabalho. Em uma teleconferência nesta sexta-feira (10), o diretor de imigração para a área de Los Angeles, David Marin, disse que 160 pessoas foram presas. Segundo ele, desse total, 75% tinham condenação por crime. Os demais realizaram pequenos delitos ou estavam ilegalmente nos Estados Unidos. Entre as pessoas presas em Los Angeles, 37 foram deportadas para o México.

Emissoras de rádio em língua espanhola e a afiliada local da NPR (uma rádio pública dos Estados Unidos) vêm divulgando, em Los Angeles, anúncios sobre os direitos dos imigrantes. As emissoras estão convidando os imigrantes a participar de seminários para tomarem consciência das medidas que podem tomar na Justiça caso estejam sob ameaça de prisão ou deportação. Com informações da Agência Brasil.

Jogadores são assaltados em pousada do clube na Paraíba

Polícia foi até a pousada e registrou o assalto aos jogadores do Sousa, no Sertão paraibano (Foto: Beto Silva/TV Paraíba)
Polícia foi até a pousada e registrou o assalto aos jogadores do Sousa, no Sertão paraibano (Foto: Beto Silva/TV Paraíba)
Polícia foi até a pousada e registrou o assalto aos jogadores do Sousa, no Sertão paraibano (Foto: Beto Silva/TV Paraíba)

Dois jogadores do Sousa Esporte Clube foram assaltados na noite de sexta-feira (10) dentro de uma pousada mantida pelo clube para hospedagem de atletas, no Centro da cidade de Sousa, no Sertão paraibano. De acordo com Rafael Abrantes, diretor de futebol do clube, dois homens armados invadiram a pousada por volta das 20h40 (horário local) e abordaram dois jogadores que estavam no corredor. Após roubar os celulares dos dois jogadores, a dupla fugiu.

Ainda segundo o dirigente do Sousa, os assaltantes entraram pelo portão principal, que estava aberto. “Eles entraram e pegaram justamente os dois atletas que estavam no corredor, porque os outros estavam nos quartos e não deu tempo”, comentou. O zagueiro Leandro e o atacante Daniel Caiçara, contratado recentemente, foram as vítimas.

Segundo informações do G1 Paraíba, os jogadores que estavam trancados nos quartos ouviram a abordagem dos assaltantes e chegaram a acionar a Polícia Militar, mas quando as equipes foram até o local, a dupla já havia fugido. A PM fez buscas pela região, mas até o início da manhã deste sábado (11), nenhum dos suspeitos tinha sido localizado.

Rafael Abrantes conta que o Sousa mantém a pousada há cerca de oito anos como moradia para atletas e até então não havia sido registrado nenhum assalto do tipo no estabelecimento. O assalto foi registrado na delegacia de Sousa. O clube está jogando a primeira divisão do Campeonato Paraibano de futebol e vai disputar a Série D do Campeonato Brasileiro. 

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