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Reforma política volta à tona em Brasília; entenda o que pode mudar

A reforma política voltou à tona, nos últimos dias, e é um dos assuntos mais comentados na capital federal. Os pontos em discussão são vários, entre eles a obrigatoriedade do voto, a duração e o financiamento das campanhas, coligação entre legendas e a tão falada “lista fechada”, quando o eleitor, ao contrário do que ocorre hoje, não poderá votar em candidatos isolados, mas em uma lista definida previamente pelos partidos.

Confira abaixo alguns pontos, de acordo com informações da Folha de S. Paulo, e entenda melhor.

Obrigatoriedade do voto

Hoje, o voto é obrigatório para os maiores de 18 e menores de 70 anos, e facultativo para analfabetos, quem tem 16 e 17 anos e para os acima de 70 anos. A proposta é que haja um plebiscito em 2018, para que a população decida se mantém ou não a obrigatoriedade.

Duração das campanhas

Atualmente, as campanhas duram 45 dias até o 1° turno. A proposta é que passem a durar 60 dias até o 1° turno. No segundo, tempo de propaganda na TV cai de 20 minutos diários, para 10 minutos por dia, sendo 5 minutos para cada candidato.-

Financiamento

Desde 2015, empresas estão impedidas de financiar os candidatos. Recursos vêm de pessoas físicas, do bolso dos próprios candidatos e dos cofres públicos. Os políticos quererm criar um segundo fundo público para custear as campanhas, além de manter a possibilidade de doação de pessoas físicas e de estabelecer teto para o autofinanciamento.

Pesquisas eleitorais

Hoje em dia, pesquisas eleitorais registradas podem ser divulgadas até no dia da eleição. A proposta é que a divulgação de pesquisas registradas fiquem proibidas nos três dias que antecedem o pleito.

Coligações

Os políticos querem acabar com a possibilidade de coligações entre as legendas, como é permitido atualmente.Partidos “nanicos”Partidos com baixíssimo desempenho nas urnas, os chamados “nanicos”, já sofrem algumas restrições de financiamento e atuação parlamentar. A partir da reforma, serão impostas regras mais duras para tentar barrar a existência deles.

Duração dos mandatos

Hoje os mandatos duram 4 anos, com direito à reeleição por mais 4 para presidente, governadores e prefeitos. Está em discussão mandatos de 5 anos, sem direito à reeleição no Executivo. Para senadores, deputados e vereadores continua sem haver limite para a reeleição.

Vices/Suplência

Nos cargos do Executivo, a chapa é composta por um vice, que assume o mandato caso por algum motivo o titular fique impossibilitado de continuar a exercer o mandato. A proposta acaba a figura do vice no Executivo e o primeiro na linha sucessória será o chefe do Legislativo.

O que o eleitor deve escolher

Hoje em dia são eleitos, no mesmo pleito, prefeitos e vereadores, e em outro, com intervalo de dois anos, presidente, governadores, deputados e senadores. Com a reforma, as eleições para o Legislativo e o Executivo seriam separadas. Presidente, governadores e prefeitos em um ano; senadores, deputados e vereadores, em outro.

Sistema

Deputados federais, deputados estaduais/distritais e vereadores são eleitos pelo sistema proporcional. Nesse sistema, o eleitor vota em candidatos isolados ou na legenda. As cadeiras são distribuídas com base na votação total que determinada coligação recebeu. A partir da reforma, será apresentada a ideia de “lista Fechada” para as eleições de 2018 e 2022. Nela, o eleitor não vota em candidatos isolados, como hoje, mas em uma lista definida previamente pelos partidos. São eleitos os candidatos melhor posicionados na lista, na proporção de cadeiras que a sigla conseguir. Acaba a possibilidade de coligação. Para 2026, a proposta é de adotar modelo similar ao alemão, o distrital misto. Metade das cadeiras seria preenchida pela lista fechada e a outra metade, por candidatos mais votados por região.

Mais de 100 corpos são achados em Mossul após bombardeio de coalizão

Mais de 112 corpos de civis mortos foram encontrados em um bairro na cidade iraquiana de Mossul, onde na semana passada foram realizados bombardeios da coalizão internacional liderada pelos EUA.

De acordo com o porta-voz do Ministério da Saúde, Ahmed Dubardani, citado pela CNN, os corpos foram encontrados nos últimos três dias. Em seguida, eles foram enterrados em um cemitério na parte ocidental da cidade.

Anteriormente, os meios de comunicação iraquianos haviam informado os bombardeios sobre Mossul no dia 17 de março haviam causado cerca de 200 mortes. Os ataques aéreos foram realizados pela coalizão internacional no âmbito de uma operação de combate ao grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico).

A coalizão começou a investigar os relatos de mortes de civis e ainda não confirmou oficialmente as informações sobre as vítimas. Com informações do Sputnik Brasil.

Manchester United oferecerá R$ 700 milhões por Neymar, diz jornal

A edição desta segunda-feira (27) do jornal espanhol Sport destaca uma suposta proposta preparada pelo Manchester United por Neymar. Segundo a publicação, o clube inglês estaria disposto a desembolsar 200 milhões de euros (R$ 675 milhões) para ter o brasileiro na próxima temporada.

Além da motivação econômica, o United conta com o poder de persuasão do técnico José Mourinho, que estaria ligando com frequência para conversar com Neymar. O principal argumento do português é o de que, uma vez no United, o atacante seria protagonista e não mais um coadjuvante de luxo.

Neymar renovou recentemente com o Barcelona e passou a ter vínculo até 2021 com o clube catalão.

Do Notícias ao Minuto 

Número de frigoríficos interditados sobe de 4 para 6 unidades

O ministro da Agricultura Blairo Maggi atualizou, nesta segunda-feira (17), o número de frigoríficos interditados após a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

De acordo com o ministro, o número de unidades subiu de 4 para 6, em um total de cinco empresas envolvidas.

As unidades interditadas são: uma unidade da empresa Souza Ramos, em Colombo, no Paraná; duas unidades da Peccin, em Curitiba (PR) e Jaraguá do Sul (SC); uma unidade da BRF, em Mineiros (GO); uma unidade da SSPMA, em Sapopema (PR); uma unidade da Farinha de Castro, em Castro (PR).

Segundo informações do G1, as unidades foram interditadas após fiscais  auditarem os frigoríficos.

Nesta segunda-feira (27), Maggi fará um balanço das auditorias nas 21 unidades alvos da Carne Fraca.

Bandidos invadem agência da Caixa Econômica e roubam armas

A agência da Caixa Econômica Federal situada na Rua Gama e Melo, no bairro do Varadouro, em João Pessoa, foi alvo de criminosos, na noite desse domingo (26). As informações são do Portal Correio. 

Segundo a Polícia Militar, a porta que dá acesso à sala onde vigilantes guardam seus pertences foi arrombada. Os bandidos roubaram três armas de fogo e um colete balístico. Nenhum caixa eletrônico foi violado.

Uma equipe de perícia foi até o local. As imagens do circuito de segurança serão entregues à Polícia Federal e deverão ajudar na identificação dos assaltantes.

PB tem 200 lixões e entidade aciona o Ministério Público e TCE

O presidente da União Brasileira de Municípios (UBAM), Leo Santana, protocolou no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado, pedido de apoio das referidas instituições para o trabalho que a entidade vem desenvolvendo junto aos municípios da Paraíba, desde 2103.

A intenção é criar de Consórcios Públicos e orientação a prefeitos quanto ao cumprimento da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), determinando a implantação de aterros sanitários no Brasil em substituição aos lixões a céu aberto como medida de proteção ao meio ambiente, devido aos impactos ambientais causados pelos lixões.

O Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA define impacto ambiental como qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que direta ou indiretamente, afetam: a saúde, a segurança e o bem-estar da população e suas atividades econômicas; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente; e a qualidade dos recursos ambientais.

Sancionada em 2 de agosto de 2010, a Lei determina ações como a extinção dos lixões do país e substituição por aterros sanitários, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios. A lei dava prazo de quatro anos para que as cidades se adequassem à PNR, ou seja, deveriam estar em prática já em 2014.

Leo Santana destacou que a UBAM vem realizando eventos, enviando documentos informativos e de orientação aos gestores públicos municipais, criando consórcios públicos intermunicipais de desenvolvimento sustentável, objetivando resolver um dos maiores problemas que envolvem a saúde e o meio ambiente na Paraíba, já que existem mais de 200 lixões ao céu aberto funcionando no Estado.

Ele informou que municípios de região metropolitana terão até 31 de julho de 2018 para acabar com os lixões, porém não há interesse pra resolver o problema, pois são marcadas reuniões, nas quais não há comparecimento, enquanto o tempo passa, as doenças oriundas do lixo se proliferam e os gestores poderão ser responsabilizados criminalmente se não cumprirem a lei.

O presidente da UBAM disse que o apoio do TCE e MP serão imprescindíveis para fazer com que a Lei seja cumprida, para tanto ele sugeriu a realização de reunião de prefeitos nas micro-regiões do Estado para a conscientização dos prefeitos, envolvendo a Justiça, Funasa e governo federal.

Da UBAM

Devedores podem negociar contas atrasadas pela internet

Começa nesta segunda-feira (27) e vai até o domingo (2), o período de negociação de dívidas entre consumidores brasileiros e empresas. O procedimento deve ser feito através do site Liquida Dívidas e serão oferecidos descontos. O valor do abatimento varia de acordo com a situação e o credor, mas pode chegar a 90%, segundo a Serasa Experian.

A campanha vai permitir que o consumidor faça a negociação e pague suas contas atrasadas no site da Serasa ou pessoalmente com as empresas participantes, em quase 20 mil postos de atendimento e em canais exclusivos de atendimento ao consumidor.

Até o momento, confirmaram participação no Liquida Dívidas as empresas: Banco Itaú Unibanco, Recovery, Caixa Econômica Federal, AES Eletropaulo, Enel, Oi, TIM, SKY, Banco Honda, Qualicorp, BV Financeira, Calcard, Tricard, Compesa, Koerich, Kredilig, Bemol, Portocred, Cemig e Pernambucanas. Outras empresas ainda estão acertando sua entrada no evento de renegociação criado pelo Serasa Consumidor.

As renegociações serão feitas diretamente com os credores participantes, que disponibilizarão atendimento pessoal nas lojas, por telefone e/ou chat. Segundo estudo da Serasa Experian, janeiro de 2017 bateu recorde o número de inadimplentes para o mês: 59,7 milhões de pessoas com dívidas atrasadas em todo o país, o que representa 40% da população adulta.

“O Liquida Dívidas é a oportunidade para que os consumidores quitem suas dívidas com descontos e limpem seu nome ainda no primeiro trimestre do ano. Esse é o desejo de empresas e consumidores, por isso estamos criando o movimento. A inadimplência não interessa a ninguém”, afirma Silvio Frison, vice-presidente do Serasa Consumidor.

Ele ressalta a importância de o consumidor se preparar antes para participar do evento. O primeiro passo é consultar o site para verificar se a empresa com a qual tem débitos está participando do evento. Outra dica é que o consumidor inadimplente revise suas contas antes de acessar o serviço e veja de quanto pode dispor para quitar seus débitos à vista ou parcelado. Dentro do período do evento, as empresas participantes apresentarão propostas exclusivas para os clientes com contas vencidas.

Além da página na internet, a população poderá contar com atendimento em várias agências da Serasa pelo país, que estarão funcionando em horário normal para consulta ao CPF, esclarecimento de dúvidas e orientação dos consumidores sobre a participação no Liquida Dívidas.

Consumidor deve se preparar

O consumidor precisa fazer um bom planejamento antes de renegociar uma dívida, colocando na ponta do lápis todas as despesas fixas e as contas já assumidas ou previstas. Assim, é possível saber o quanto está disponível para pagar a nova dívida que será renegociada, escolhendo quais as condições e formas de pagamento que melhor se encaixam no orçamento. Segundo os especialistas da Serasa, o trabalhador inadimplente com direito ao resgate do FGTS deve utilizar ao menos parte do valor recebido para quitar dívidas pendentes.

Para ajudar a população, o Serasa Consumidor disponibiliza gratuitamente em seu site o e-book ‘Como se preparar para a negociação de dívidas’, com uma série de dicas para fazer uma boa negociação e limpar o nome.

Da Assessoria 

PMDB decide trabalhar candidatura própria para governo no ano que vem

Executiva do PMDB reunida nesta segunda
Executiva do PMDB reunida nesta segunda

O PMDB reuniu sua executiva estadual, nesta segunda-feira (27), e traçou estratégias para trabalhar a unidade do partido e lançar, em seguida, uma candidatura própria ao governo do estado em 2018. A reunião foi comandada pelo presidente estadual da legenda, senador José Maranhão. Contou com a presença do senador Raimundo Lira e do deputado federal Veneziano Vital do Rêgo. 

A reunião na executiva estadual, na sede do partido em João Pessoa, começou às 9h30 e terminou pouco depois das 12h50. A imprensa não teve acesso à reunião. 

O deputado federal veneziano Vital do Rêgo disse que a preocupação foi com a unidade, com o fortalecimento da legenda e com a vontade de ter uma candidatura própria ao governo do estado no ano que vem. “A divergência é presente em qualquer partido. A preocupação nossa é termos um propósito único em demonstrar essa unidade”, disse. 

O deputado estadual Nabor Wanderley definiu como “uma reunião tranquila” e ressaltou a defesa pela candidatura própria, que seria o do senador José Maranhão.

Ao deixar a reunião, Maranhão disse que o partido insistirá na aliança com o partido de Cartaxo “até onde pudermos manter essa aliança com o partido do prefeito”. Ele admitiu que o PMDB só tem duas alas: uma que se aliou ao prefeito de João Pessoa e outra que está com o governador Ricardo Coutinho. “Não é um começo e nem é um fim. O PMDB está participando da gestão Cartaxo, mas não está mais participando do governo de Ricardo, porque o governador quis impor condições que o partido não aceitou”, observou. 

Maranhão disse que é um homem de luta, não está reivindicando a possibilidade de candidatura como obsessão, mas não abandonaria o PMDB. Ele lembrou que nas eleições passadas foi candidato a senador, mesmo sem ter um projeto anteriormente definido nesse sentido.

Do Portal Correio 

Deputado tem carteira de habilitação suspensa após ser flagrado na Lei Seca

Tovar Correia de Lima
Tovar Correia de Lima
Tovar Correia de Lima

O deputado estadual, Tovar Correia Lima (PSDB), teve o direito de dirigir suspenso por um ano após ser flagrado numa blitz da Lei Seca, em 2013. A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado desse sábado (25).

Por ter infringido o artigo 165, do Código de Transito Brasileiro, o parlamentar teve a carteira de habilitação suspensa por doze meses e será submetido a um curso de reciclagem para ter de volta o direito de dirigir.

Em nota, Tovar admitiu ter dirigido sob o efeito de álcool e acusou o governador Ricardo Coutinho (PSB) de usar um fato de sua vida particular para tentar ofuscar denúncias contra o  seu governo.

De acordo com o parlamentar, o socialista estaria incomodado com a repercussão nacional do suposto uso da máquina do governo envolvendo a visita dos ex-presidentes Lula e Dilma às obras da Transposição do Rio São Francisco no estado.

“Se a intenção em tornar público algo da minha vida particular, justamente quando vem à tona denúncias graves de uso da máquina pelo senhor governador, era me calar, saibam que serei cada vez mais combativo”, prometeu.

A reportagem do Portal Correio tentou entrar em contato com o deputado, mas não teve as ligações atendidas.

Mais grupos tentam ‘fugir’ da reforma da Previdência

São Paulo 31/05/2016 Manifestação em frente ao INSS no Viaduto Santa Ifigênia, contra a Reforma da Previdencia. Foto Paulo Pinto/Agencia PT

A decisão do presidente Michel Temer de retirar os servidores públicos estaduais e municipais da reforma da Previdência provocou uma espécie de “vale tudo” para escapar das mudanças nas regras de acesso à aposentadoria e pensões. Na reta final da apresentação do relatório da proposta, na Câmara dos Deputados, a pressão de diversas categorias para ficarem fora das mudanças ou, ao menos, obterem regras mais suaves só aumentou, e ameaça desfigurar ainda mais o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Entre as categorias que mais têm feito pressão estão os policiais federais, juízes e procuradores, os professores e os servidores públicos federais. O governo, porém, garante que as mudanças que tinham de ser feitas já foram definidas.

A grande quantidade de emendas ao texto original – 164 – mostra que a lista de categorias insatisfeitas é relevante. Trabalhadores rurais e profissionais de atividades com riscos de insalubridade, como mineradores, por exemplo, batalham para manter as regras atuais de aposentadoria, que exigem idade menor do que a proposta da reforma e menos tempo de contribuição.

O anúncio feito na semana passada de que servidores estaduais e municipais estariam fora das novas regras provocou disparidades e deu fôlego às pressões, com discussões sobre isonomia constitucional.

Um professor de universidade federal, por exemplo, só poderá se aposentar aos 65 anos na nova regra geral. Mas um docente de uma universidade estadual poderá ter uma regra mais branda, a depender da reforma que aquele Estado fizer.

Para o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, o governo terá de descobrir um malabarismo jurídico para fazer com que as regras para policiais civis estaduais e guardas municipais sejam diferentes do regime dos policiais federais, rodoviários e agentes penitenciários.

“Essas forças de segurança pública estão regidas pelo mesmo artigo na Constituição, e devem seguir o mesmo ordenamento. É impossível separar as categorias sem alterar de maneira contundente o texto constitucional”, diz Boudens.

A União dos Policiais do Brasil, que reúne várias associações de trabalhadores da segurança pública, se reunirá novamente na terça-feira para aumentar a pressão sobre o governo. “Haverá novas manifestações e já há um grupo grande falando em greve”, alerta Boudens.

Outro grupo que fala em paralisar as atividades são as entidades filantrópicas de saúde, educação e assistência social. Atualmente, essas instituições não recolhem a cota patronal das contribuições previdenciárias dos empregados, mas correm o risco de perder essa isenção.

O presidente do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), Custódio Pereira, afirma que esses hospitais, faculdades e entidades assistenciais simplesmente deixarão de conceder bolsas e realizar o atendimento gratuito à população.

 

São as filantrópicas que levam esses serviços às pessoas mais pobres que o Estado não consegue alcançar. São essas entidades que têm as melhores notas no MEC, que são responsáveis por 60% dos atendimentos do SUS e executam 62,7% dos serviços de assistência social no País.”

‘Dizer não’. No governo, porém, a ordem é não ceder em nenhum ponto e manter a exigência à base aliada no Congresso para que a reforma dê o mesmo tratamento a todos os trabalhadores da iniciativa privada e servidores federais, incluindo políticos.

“Nosso objetivo é uniformizar as regras. Se houver pressão, teremos de falar não”, afirma o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida.

Para ele, a retirada dos servidores estaduais e municipais da reforma não abre caminho para novas exceções no âmbito federal. Faz justamente o contrário, joga a responsabilidade para que Estados e municípios aprovem também as suas reformas.

“Os governos regionais não poderão aprovar regras mais brandas porque precisam ajustar suas contas e o governo federal não poderá bancar mais rombos dos entes federativos. E o prazo é curto, porque os Estados voltarão a pagar o serviço cheio de suas dívidas com a União na metade de 2018”, lembra, fazendo referência ao acordo que deu aos Estados um prazo para o pagamento de parcelas menores de seus débitos com o governo federal. Com informações do Estadão Conteúdo.

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