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Manifestantes protestam em frente ao Palácio do Planalto

Ato foi promovido após denúncias sobre compra do silêncio de Cunha
Ato foi promovido após denúncias sobre compra do silêncio de Cunha

Manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, na noite desta quarta-feira (17), para protestar contra Michel Temer. O ato é uma reposta a denúncia de que o presidente teria incentivado a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. 

De acordo com o ‘Jornalistas livres’, a manifestação está sendo contida com o uso de spray de pimenta. 

Enquanto o presidente Michel Temer está reunido com aliados em seu gabinete para definir a estratégia de manifestação em resposta às acusações de Joesley Batista, diversos carros que passam em frente ao Palácio do Planalto fazem um buzinaço. De acordo com o Estadão Conteúdo, muitos gritam “Fora Temer”.

Do Estadão Conteúdo 

Faculdade de JP lança edital para contratação de professores

O Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) lançou, nesta quarta-feira (17), edital com 28 vagas para contratação de professores para 13 cursos nas áreas de Exatas e Saúde. Veja aqui o edital.

Os novos contratados vão lecionar na instituição no semestre 2017.2 nos cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Design de Moda, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Fisioterapia, Gestão Financeira, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Ambiental, Marketing e Psicologia.

As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de junho, através de formulário disponível no portal Unipê. A seleção dos profissionais será feita por meio de prova de desempenho, que será baseada nas áreas e unidades curriculares escolhidas no ato de inscrição. As informações são do Portal Correio.

Aliados de Aécio choram após denúncia contra o senador

Integrantes da campanha presidencial do tucano ficou surpresa com a revelação © Reuters
Integrante da campanha presidencial do tucano ficou surpresa com a revelação © Reuters

A delação dos donos da JBS trouxe à tona duas fortes revelações: uma gravação na qual o presidente Michel Temer aparece autorizando que se compre o silêncio de Eduardo Cunha e, ainda, a informação de que Aécio Neves pediu R$ 2 milhões ao empresário, para pagar sua defesa na Lava Jato.

As gravações pegaram os aliados de Aécio de surpresa, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Os aliados do senador choraram com o relato que ele pediu o montante a Joesley Batista, um dos donos da JBS.

Integrantes da campanha presidencial do tucano, em 2014, afirmam que não há clima para ele permanecer no posto de presidente do PSDB.

Do Notícias ao Minuto 

Imprensa europeia fala de caso Temer e diz que ele pode sair do cargo

Jornal francês Le Figaro diz que Temer está "em meio a uma tormenta" © Reuters
Jornal francês Le Figaro diz que Temer está “em meio a uma tormenta” © Reuters

A imprensa europeia dá destaque nesta quinta-feira (18) à notícia de que o presidente Michel Temer foi gravado por um empresário dando aval para uma suposta compra de silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Operação Lava Jato. Os casos de corrupção no País vêm tendo bastante repercussão nos veículos de comunicação locais e o tom na região é o de que Temer pode ter de sair do cargo pouco depois de um ano de assumir.

O jornal francês Le Figaro diz que Temer está “em meio a uma tormenta”. A publicação traz informações do Brasil, contando que, em 7 de março, o presidente se reuniu com um dos proprietários da JBS, Joesley Batista. O periódico explica que, antes de ser condenado final de março a 15 anos de prisão por corrupção, Cunha, um dos políticos mais influentes do Brasil, tinha trabalhado para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O Le Figaro também registra a negativa da Presidência: “O presidente Michel Temer nunca pediu pagamento para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Ele não participou ou autorizou qualquer operação com o objetivo de evitar uma confissão ou uma colaboração na Justiça do ex-presidente da Câmara”, diz comunicado do Planalto.

O português Diário de Notícias traz a informação de que Batista entregou à polícia uma gravação onde o presidente incentiva o pagamento pelo silêncio de Cunha. “Fala-se em queda do governo e eleições antecipadas”, cita o jornal. A publicação detalha que o empresário também mandou para a polícia um vídeo em que Rodrigo Loures (deputado do PMDB ligado a Temer) recebe uma mala com R$ 500 mil para resolver assuntos ligados à JBS.

Em outro áudio, o candidato à presidência derrotado em 2014 por Dilma, conforme o jornal lusitano tratou o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, teria pedido R$ 2 milhões para Batista. A entrega também teria sido filmada com a autorização da polícia. “As consequências destes áudios e vídeos, segundo as primeiras análises da imprensa (brasileira), podem ser a demissão de Temer e a precipitação de eleições. Mas como estamos a menos de dois anos da data marcada para a realização do próximo sufrágio, marcado para outubro de 2018, a eleição teria de ser, segundo a Constituição brasileira, feita pelos congressistas, na sua maioria apoiantes do governo de Temer.”

Na capa do site do Le Monde, uma foto de Temer também chama para a notícia: “apenas um ano após assumir o cargo, os dias do presidente Michel Temer parecem contados”, traz a manchete. O jornal francês cita a existência de uma “informação mais embaraçosa” para o chefe de Estado. “Em São Paulo, na Avenida Paulista, onde há um ano os manifestantes gritavam ‘Fora Dilma’, uma multidão explodiu de alegria, gritando: ‘este é o fim do governo golpista Michel Temer”. No Rio de Janeiro, reportou o jornal, houve um panelaço.

O espanhol El País diz que “um novo choque político colocou Brasil de cabeça para baixo em questão de minutos”. A publicação também relatou a manifestação popular na Avenida Paulista, local emblemático da capital financeira do País. O jornal diz que ninguém ainda ouviu a gravação e que o governo nega a sua existência. O El País salienta que a Procuradoria-Geral da República se recusou a confirmar ou negar sua existência. Na reunião com Temer, reproduz o periódico, Batista teria dito que pagava uma taxa mensal a Cunha, que teria um “conhecimento quase enciclopédico da rede de corrupção” no caso Petrobras.

O britânico The Guardian também mantém na capa a notícia sobre o Brasil: “gravações explosivas ligam presidente Michel Temer a suborno”. A publicação fala do pedido de impeachment de Temer nas ruas e entre alguns congressistas. O jornal lembra que Cunha é do mesmo partido de Temer, o PMDB. Com informações do Estadão Conteúdo.

Resumão da rodada: Fla eliminado, Chape respira, Juve campeã e mais

© Staff Images/ Flamengo
© Staff Images/ Flamengo

A rodada do futebol desta quarta-feira (17) foi de muita emoção, no Brasil, na América do Sul e na Europa. A eliminação do Flamengo na Libertadores 2017 foi o destaque do dia. O rubro-negro do Rio de Janeiro perdeu de virada para o San Lorenzo, em Buenos Aires, e deixou a competição, mais uma vez, na fase de grupos, para desespero da maior torcida do país.

Mas enquanto o rubro-negro carioca amarga a dor da eliminação, o rubro-negro do Paraná comemora a classificação à próxima fase do torneio continental. O Atlético Paranaense venceu a Universidad Católica por 3 a 2 e está nas oitavas de final.

Quem também avançou na Liberta foi o Santos, que conseguiu um empate heróico na altitude diante do The Strongest. Já a Chapecoense, que começou a rodada numa situação delicada, venceu o Lanús por 2 a 1, fora de casa, e passa à próxima fase até com um empate no próximo e último jogo da fase de grupos.

Pelas oitavas da Copa do Brasil, o Palmeiras venceu o Internacional por 1 a 0 e o Grêmio derrotou o Fluminense por 3 a 1. As equipes ainda terão um segundo duelo.

Europa

Na Europa teve grito de “é campeão” na super quarta-feira. O Monaco derrotou o Saint-Étienne por 2 a 0 e confirmou o título do Campeonato Francês. Já Juventus do brasileiro Dani Alves superou a Lazio também por 2 a 0 e levantou o caneco da Copa da Itália.

Confira abaixo os principais resultados do dia:

Campeonato Inglês

Southampton 0 x 0 Manchester United

Campeonato Espanhol

Celta 1 x 4 Real Madrid

Campeonato Francês

Monaco 2 x 0 Saint-Étienne

Copa da Itália

Juventus 2 x 0 Lazio

Libertadores

Sporting Cristal 0 x 2 Santa Fe

The Strongest 1 x 1 Santos

San Lorenzo 2 x 1 Flamengo

Lanús 1 x 2 Chapecoense

Universidad Católica 2 x 3 Atlético-PR

Copa do Brasil

Grêmio 3 x 1 Fluminense

Palmeiras 1 x 0 Internacional

Sport 1 x 1 Bahia

Temer diz que “jamais solicitou pagamentos para obter silêncio de Cunha”

Michel Temer

A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. 

A nota diz que o presidente “não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.”

De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. “Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República”.

O comunicado diz ainda que Temer “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados.”

No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em aúdio, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Batista, conforme a reportagem, firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há cionfirmação de que a delaçãodo empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer estave reunido hoje com governadores da Região Nordeste. O encontro terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.

Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.

Congresso

As sessões da Câmara dos Deputados e do Senado foram suspensas depois da divulgação da reportagem. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão que analisava medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta da Casa, sem concluir a votação da MP 755/16, que trata dos repasses de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) a estados e municípios. Maia disse que “não havia mais clima para a continuidade dos trabalhos”. Ele saiu apressadamente, falando ao telefone, e admitiu que as denúncias são graves. 

Após a divulgação da reportagem, o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), foi à tribuna. “Acaba de sair uma revelação, a notícia de uma gravação onde [o presidente] Michel Temer dá orientações para manter Eduardo Cunha calado na unidade prisional em que se encontra”, disse Braga, e deputados da oposição passaram a gritar palavras de ordem pedindo a saída de Temer.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) informou que protocolou um pedido de impeachment de Temer. “As denúncias mostram um comportamento incompatível com a função de presidente, com o decoro do cargo. […] Não há outra saída para o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia a não ser receber esse pedido.”

Segundo o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), os partidos de oposição vão trabalhar em três direções: a renúncia, “que deixaria o país mais tranquilo, com a convocação de novas eleições”, o impeachment e a realização de novas eleições.

De acordo com a reportagem, outra gravação da delação de Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). 

O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que as denúncias são graves e que precisam ser analisadas de forma serena. “É preciso buscar, de forma rápida, respostas para a sociedade brasileira”, disse. “A investigação dos fatos irá dizer se houve qualquer infração à Constituição. Em se configurando qualquer infração à Constituição, o rito tem que ser seguido como foi com a presidente Dilma, de impedimento.”

Outro lado

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador “está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

O senador Zezé Perrella publicou uma mensagem em seu Twitter por volta das 22h50 de hoje em que diz que nunca conversou com Wesley Batista, não conhece ninguém do grupo Friboi (uma das marcas da JBS) e que nunca recebeu, “oficial ou extraoficial”, nenhuma doação da empresa. “Estou absolutamente tranquilo”, disse o senador, que acrescentou que espera que todos os citados na matéria de O Globo tenham a oportunidade de esclarecer sua participação. “O sigilo das minhas empresas citadas, dos meus filhos estão absolutamente à disposição da Justiça, onde ficará comprovado que eu não tenho nada a ver com essa história”, disse Perrella.

A assessoria do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou que o deputado está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais. Rocha Loures tem retorno programado para amanhã. Em seu retorno, o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. De acordo com o jornal O Globo, o deputado foi indicado por Temer como interlocutor para solucionar um problema da JBS. Posteriormente, Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil.

Íntegra da nota da Presidência da República

“O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.”

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Agência Brasil

Dono da JBS gravou aval de Temer para subornar Cunha

Deputado Alessandro Molon, da Rede, protocolou um pedido de impeachment de Temer
Deputado Alessandro Molon, da Rede, protocolou um pedido de impeachment de Temer

Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, contaram ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha, segundo reportagem de Lauro Jardim, em “O Globo”.

Os empresários fizeram uma delação premiada – ainda não homologada por Fachin – na qual comprometem não apenas o chefe de Estado, mas também o senador tucano Aécio Neves e o ex-ministro petista da Fazendo Guido Mantega.

Segundo o jornal “O Globo”, Temer ouviu de Joesley que Cunha e o doleiro Lúcio Funaro estavam recebendo uma mesada na prisão para “ficarem calados”. “Tem que manter isso, viu”, teria sido a resposta de Temer.

No mesmo diálogo, o presidente teria indicado o deputado peemedebista Rodrigo Rocha Loures para resolver um assunto da holding J&F, controladora da JBS, no governo. Mais tarde, Loures foi filmado pela Polícia Federal recebendo de Joesley uma mala com R$ 500 mil.

As revelações podem causar um terremoto em Brasília e comprometer ainda mais um presidente que já tem baixíssimos índices de popularidade e vem enfrentando batalhas no Congresso para aprovar suas reformas.

A matéria d’O Globo diz que o diálogo ocorreu em março deste ano, no Palácio do Jaburu, em meio às fases mais agudas da Operação Lava Jato – Joesley registrou a conversa por meio de um gravador escondido.

Após a detenção de Cunha, Joesley disse ter dado a ele R$ 5 milhões referentes a um “saldo de propina”. O empresário ainda deveria R$ 20 milhões ao peemedebista.

Poucos minutos após a divulgação do teor das delações, o deputado Alessandro Molon, da Rede, protocolou um pedido de impeachment de Temer, de acordo com o jornalista Mauro Tagliaferri, da “Rede TV”.

PSDB e PT

A delação dos irmãos Batista também inclui uma gravação que mostra Aécio, presidente do PSDB, pedindo R$ 2 milhões. De acordo com o jornal, o dinheiro foi entregue a um primo do tucano, em cena filmada pela PF, que rastreou o dinheiro até as contas de uma empresa do também senador tucano Zeze Perrella.

Já Mantega foi descrito por Joesley como seu “contato no PT” e negociador das propinas que eram pagas ao partido e seus aliados. Além disso, o delator contou que o ex-ministro da Fazenda cuidava dos interesses da JBS no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), que fez vultosos empréstimos à empresa.

As negociações para as delações da JBS começaram no fim de março, e os primeiros depoimentos ocorreram em abril, durando até a primeira semana de maio. O motivo da rapidez seria justamente o fato de Joesley ter a gravação de suas conversas com Temer e Aécio.

Com informações do Terra

MPF anexa a ação registros de encontros de Lula com diretores da Petrobras

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) apresentou 74 documentos para serem incluídos no processo que investiga suposta relação entre o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e um apartamento tríplex da OAS Empreendimentos. 

Dentre os documentos apresentados pelo MPF, estão registros de reuniões entre o ex-presidente e diretores da Petrobras, além de manuscritos, panfletos de apartamentos e cartas-resposta de empresas a questionamentos dos procuradores.

O material anexado traz fotos do ex-presidente no sítio em Atibaia, interior de São Paulo, ao lado do ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro e do ex-engenheiro da construtora, Paulo Gordilho. De acordo com a força-tarefa, a construtora fez reformas no sítio a pedido de Lula e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, que seriam os donos da propriedade. Para o MPF, as imagens provam a relação de proximidade entre Léo Pinheiro, Lula e Gordilho, apontado como o responsável pela reforma.

Outro documento anexado trata de uma troca de mensagem entre Gordilho e a filha. “Sigilo absoluto hem. Amanhã vou em um churrasco em Atibaia com Léo é na fazenda de Lula e vamos encontrar com ele na estrada e vou passar o dia lá com ele e D. Mariza. Rsrsrss”, escreveu o engenheiro. 

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro no último dia 10, em Curitiba, Lula disse que não participava do cotidiano da estatal e o único diretor procurado por ele foi Renato Duque, por ter sido indicado pelo PT. Lula também negou ter orientado Léo Pinheiro a destruir eventuais provas do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.

O juiz federal Sergio Moro havia concedido às partes cinco dias a partir do interrogatório de Lula para a juntada de novos documentos à ação.

Defesa

Os advogados de Lula emitiram uma nota afirmando que os anexos “não provam nada” contra o ex-presidente. A defesa diz, ainda, que “os papeis apresentados ontem pelo MPF somente servem para provar que seus membros têm acesso irrestrito a documentos da Petrobras, ao contrário da defesa do ex-presidente”.

Sobre as fotos, a defesa diz que criam situação que “privilegia o espetáculo midiático para prejudicar a defesa do ex-presidente e a presunção de inocência que lhe é assegurada pela Constituição Federal”.

* Texto atualizado às 19h16

Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil*

Senado aprova renegociação de dívidas de estados; projeto vai para sanção

O plenário do Senado aprovou o projeto de lei que trata do ajuste fiscal dos estados superendividados. O texto foi votado hoje (17) após acordo entre os líderes da Casa que resultou na aprovação de urgência para a matéria e, logo em seguida, a quebra das duas sessões de interstício que seriam necessárias antes da votação.

Os senadores aprovaram o projeto sem alterações em relação ao texto enviado pelos deputados. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou dois destaques para votação de emendas em separado, mas os dois foram rejeitados pelo plenário e, com isso, o texto segue para sanção presidencial. A urgência também dispensa a necessidade de votação em segundo turno.

O senador Rolando Caiado (DEM-GO) chegou a apresentar questão de ordem à Mesa Diretora cobrando que o regimento fosse seguido e a matéria só fosse apreciada na próxima semana. Ele queria um acordo que atrelasse a votação do ajuste fiscal dos estados a outro projeto de lei, que está paralisado na Câmara dos Deputados, que trata da convalidação de incentivos fiscais que já foram oferecidos por alguns estados.

O presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) anunciou, então, ao plenário, que recebeu ligação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se comprometendo a pautar o projeto sobre a convalidação dos incentivos fiscais na próxima semana. Com isso, foi possível o acordo que possibilitou a votação do ajuste fiscal dos estados hoje.

Negociação e contrapartidas

O projeto permite que estados com alto endividamento e problemas de caixa tenham o pagamento da dívida com a União suspenso por três anos (prorrogáveis por mais três), desde que atendam as contrapartidas constantes da proposta. Após esse período, os estados voltam a quitar seus débitos, mas ainda com parcelas reduzidas.

Em troca dessa suspensão das dívidas, os estados terão que elevar a alíquota de contribuição previdenciária de servidores (ativos e aposentados) de 11% para, no mínimo, 14%. Está previsto ainda o congelamento de reajuste dos servidores públicos e a restrição à realização de concursos públicos.

A recuperação valerá para os estados que estão com grave situação fiscal, com mais de 70% do orçamento comprometidos com gasto de pessoal e serviço da dívida; dívida maior que a receita e caixa disponível menor que as despesas. Estão nessa situação, especialmente, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Os estados também terão que reduzir incentivos tributários, privatizar empresas estatais que prestam serviços financeiros, de energia e saneamento, além de outras medidas de corte de gastos.

Naia apresenta relatório a Lira destacando necessidade de asfaltar acessos a Praia de Campina e BR 101

Prefeito solicitou recursos para obra asfáltica.

O prefeito Fernando Naia de Rio Tinto apresentou nesta terça-feira (16), ao senador paraibano, Raimundo Lira, um relatório destacando as necessidades de investimentos em obra asfáltica de acesso – centro da cidade à Praia de Campina, e interligando o município a BR-101 no trecho que passa pela reserva biológica Guariba.

No documento, o gestor também apresentou demanda de infraestrutura para a Avenida Santa Elisabeth, com a necessidade de elevação do calçamento entre a entrada do Campus IV da UFPB e a ponte pequena do rio do Gelo. Em tempo de período chuvoso o trânsito fica prejudicado em razão da elevação do nível das águas no rio.

“Entramos em diálogo com o senador Raimundo Lira e apresentei um relatório com as necessidades e a importância de colocarmos esses projetos em prática. Pavimentação asfáltica de Praia de Campina e entrada da BR 101 à Rio Tinto. Além de uma elevação para a ponte pequena da Avenida Santa Elisabeth”, explicou Naia.

O prefeito destacou que esses investimentos são de fundamental importância para a infraestrutura da cidade, bem como, visa proporcionar o desenvolvimento que pode ser gerado através do setor turístico existente.

“Temos lindas praias como Mirirí, Oiteiro, Lagoa de Praia, Barra de Mamanguape com o projeto Peixe-boi, e uma população rural de aproximadamente 11 mil pessoas. A necessidade de melhorias nesse acesso também contribui para o escoamento da produção agrícola. Tudo isso demanda recursos significativos. Dada relevância, cobramos do senador atenção e alocação de recursos para o setor”, finalizou.

Marcha dos prefeitos

Fernando Naia também está participando em Brasília da XX Marcha dos Prefeitos. A Confederação Nacional de Municípios, junto às entidades estaduais e microrregionais, defende o “encontro de contas” entre governo federal e Municípios, a redução do custeio das máquinas públicas e os recursos financeiros condizentes com as competências estabelecidas pelo pacto federativo.

A 20ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, programada para o período de 15 a 18 de maio de 2017, é o momento auge do movimento cujo objetivo principal é lutar em prol dos interesses dos serviços prestados ao cidadão brasileiro no local onde ele reside.

 

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