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Sob pressão, Temer recua e revoga decreto de Forças Armadas

© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato /Agência Brasil

Sob pressão da base aliada, o presidente Michel Temer recuou e revogou decreto para atuação das Forças Armadas nas ruas do Distrito Federal.A revogação saiu em edição extra do “Diário Oficial da União” nesta quinta-feira (25).

Em meio a episódios de violência e depredação, o peemedebista havia publicado na quarta-feira (24) o decreto que permitia aos efetivos militares atuarem com poder de polícia até a próxima quarta-feira (31), o que criou uma crise com a Câmara dos Deputados.

Antes de tomar a decisão, o presidente foi alertado por auxiliares e assessores do desgaste que a presença das Forças Armada poderia causar à sua imagem, já prejudicada pelas delações da JBS.

Ele, no entanto, decidiu seguir adiante por entender que a escalada da violência geraria um dano ainda maior. Na própria quarta-feira (24), o peemedebista disse que poderia revogar o decreto se a situação voltasse ao normal.

Pelo decreto, publicado em edição extra do “Diário Oficial da União”, as Forças Armadas atuariam pela GLO (Garantia da Lei e da Ordem). O dispositivo autorizava os militares a atuarem com poder de polícia quando há o esgotamento das forças de segurança pública ou no caso de situações de perturbação.

“O presidente decretou, repito por solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, uma ação de Garantia da Lei e da Ordem”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no entanto, negou que tenha pedido o emprego das Forças Armadas. Segundo ele, solicitou que a Força Nacional garantisse a segurança nas adjacências do Congresso Nacional e pediu uma retratação do ministro da Defesa.

Em reação, o governo peemedebista confirmou que Maia pediu o emprego da Força Nacional. Segundo ele, contudo, o efetivo disponível em Brasília já havia sido utilizado para proteger o entorno do Palácio do Planalto.Por isso, e devido ao tamanho da manifestação, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e o Ministério da Defesa decidiram que as Forças Armadas seriam mais efetivas.

Criada em 2004, a Força Nacional atua na preservação da ordem pública, na incolumidade das pessoas e do patrimônio e em situações de calamidades públicas. Ela é formada por policiais militares e civis e por integrantes na reserva das Forças Armadas.

O protesto foi organizado por centrais sindicais e movimentos de esquerda pela saída do presidente, contra as reformas da previdenciária e trabalhista e a favor da convocação de eleições diretas.

Nos bastidores, auxiliares e assessores presidenciais reconhecem que o protesto não foi irrelevante e reuniu público maior do que era esperado. Segundo a Polícia Militar, 25 mil pessoas participaram da manifestação.

A preocupação é de que, a partir de agora, o clima de animosidade popular contra o governo peemedebista se intensifique e novas manifestações com episódios de violência ocorram em todo o país. Com informações da Folhapress.

Governo fala em manipulação de dados e nega excesso de ‘codificados’

O Governo do Estado montou uma verdadeira força-tarefa nesta quinta-feira (25) para desmentir as acusações de que mantém em sua administração um número excessivo de pessoas conhecidas por funcionários ‘codificados’. Secretários que participaram de uma entrevista coletiva defenderam uma investigação aprofundada sobre o que alguns deles chamaram de manipulação nos dados que tratam dos números desses funcionários. Os dados são divulgados pelo Sindifisco com base em planilhas divulgadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB).

O Procurador-Geral Gilberto Carneiro afirmou que os dados divulgados pela Secretaria de Saúde foram manipulados, mas ele não quis dizer quem teria ‘distorcido’ esse levantamento. “Essa manipulação aconteceu, isso é fato! Alguém manipulou esses dados para efeito de superestimar os valores e atribuir ao Governo de que pessoas estavam recebendo aquém do que ela teria direito a receber”, afirmou Carneiro.

Ele explicou que 8.012 pessoas recebem, atualmente, por produtividade e não possuem outro vínculo. Segundo Gilberto Carneiro, os valores pagos foram feitos conforme os plantões realizados. “Os servidores efetivos que recebem essa gratificação também foram incluídos na lista”, declarou o procurador.

Gilberto Carneiro adiantou que os responsáveis pela manipulação dos dados serão acionados na Justiça. Porém, mais uma vez se esquivou de falar quem poderia ter sido o órgão a manipular esses dados.

Secretária fala em transparência

A secretária de Saúde, Cláudia Veras, falou em transparência e alegou que somente no governo de Ricardo Coutinho o Tribunal de Contas do Estado começou a receber dados informando sobre os ‘codificados’.

Cláudia Veras insinuou que houve manipulação e isso teria aumentado o valor da folha de R$ 15,6 milhões para R$ 23,8 milhões, ou seja, um aumento de mais de R$ 8 milhões.

“Na sexta-feira foi divulgada uma lista de pessoas que trabalham na saúde e essas lista não á acurada. Essas informações não foram precisas e os valores estão 52% a mais do valor da lista que apresenta os dados reais”, comentou a secretaria de Saúde.

De acordo com a secretária, 8.587 pessoas constavam na lista de ‘codificados’ em novembro de 2015. Ela informou que a secretaria está estudando uma saída administrativa para resolver a situação dessas pessoas.

Sem codificados

O secretário de Planejamento, Gestão e Orçamento, Waldson Souza, assegurou que não existem mais codificados no Estado. “Tratam-se de prestadores de serviços que possuem contas no banco e efetivamente trabalham”, resumiu.

A favor da CPI

Aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB), O deputado estadual Tião Gomes (PSL) defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar a situação dos codificados, pois isso iria mostrar o que foi feito nos governos anteriores.

“Ricardo recebeu o Estado com quase 11 mil pessoas nessa situação e o que foi que ele fez? Reduziu esse número e esse pessoal passou a receber como participante de um trabalho da Saúde. Essa CPI seria importante”, finalizou.

Por Mislene Santos e Alexandre Freire

Sindifisco nega manipulação de dados e ameaça entrar na Justiça contra o governo

Presidente do Sindifisco Manoel Isidro (Foto: Nice Almeida)
Presidente do Sindifisco Manoel Isidro (Foto: Nice Almeida)

O presidente do Sindifisco da Paraíba, Manoel Isidro, negou qualquer possibilidade de manipulação de dados com relação à listagem de servidores públicos que atuam na administração estadual. Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (25), secretários do Poder Executivo afirmaram que os números relativos aos funcionários conhecidos por ‘codificados’ podem ter sido manipulados.

“Não houve manipulação de dados. O Sindifisco apenas divulgou os dados que são fornecidos pelo Tribunal de Contas. O Sindifisco não cometeu nenhum crime, apenas divulgou dados que deveriam ter sido divulgados há muito tempo”, explicou Isidro.

O presidente disse ainda que a acusação vinda dos secretários pode acabar, inclusive, na Justiça. “Aí sim tem uma acusação de manipulação e cabe até uma ação judicial. Eu quero esclarecer que o Sindifisco não acusou ninguém de nada, apenas divulgou os dados”, acrescentou. As informações são do Portal Correio. 

Juros do rotativo têm forte queda após mudanças, mas ainda superam 400%

Com as novas regras para o cartão de crédito rotativo e a queda da Selic, as taxas de juros no rotativo do cartão de crédito caíram de 490,3% para 422,5% ao ano, queda de 67,8 pontos percentuais entre abril e março, divulgou o BC nesta quinta-feira (25).

A taxa específica de quem entrou no rotativo e pagou o mínimo de 15% da fatura caiu de 431,1% ao ano para 296,1% ao ano, segundo o BC. Já os juros de quem não pagou esse mínimo tiveram uma queda bem menor, de 528,7% para 524,1% ao ano.

“Foram as maiores quedas mensais da nossa série. Nunca havíamos observado quedas pronunciadas como neste mês. Metade dessa queda foi consequência do recuo nas taxas de juros do rotativo, em reflexo às medidas que foram anunciadas. A outra metade reflete o ciclo de política monetária, com redução dos juros básicos”, diz Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central.

Os juros do cartão parcelado “migrado”, ou seja, daqueles que foram redirecionados pelos bancos do rotativo para o parcelado, foram de 151,2% ao ano. A tendência, segundo Maciel, é que essa taxa cresça ao longo do tempo, já que ainda há pouco volume desse crédito migrado do rotativo.

As taxas do cartão de crédito parcelado, por outro lado, aumentaram de 158,5% ao ano para 161,6% ao ano.

No mês passado, os efeitos da proibição feita pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), impedindo bancos de deixarem clientes no rotativo por mais de um mês, começaram a ser sentidos.

Além disso, a Selic foi reduzida em abril de 12,25% ao ano para os atuais 11,25% ao ano -queda que representou uma intensificação em relação ao ritmo de corte das reuniões anteriores, de 0,75 ponto percentual.

O BC vem reduzindo a taxa básica de juros da economia, a Selic, desde outubro do ano passado.

As taxas de juros ao consumidor caíram 4,6 pontos percentuais em abril na comparação com março, ficando em 68,1% ao ano, em média, no mês passado. Essa é a taxa calculada com recursos livres (que não incluem financiamentos imobiliários, empréstimos do BNDES e crédito rural).

O spread (diferença entre o que os bancos pagam para captar recursos e o que cobram na ponta) também recuou na mesma comparação, de 62,2 pontos percentuais para 57,8 pontos percentuais. Ou seja, uma queda de 4,4 pontos percentuais entre março e abril.

A taxa de juros e spread com recursos livres para empresas também caíram: de 27,5% para 26,3% ao ano e de 17,7 para 16,8 pontos percentuais, respectivamente.A inadimplência se manteve no mesmo patamar do que março: 5,7% (consumidores) e 5,9% (empresas).

Os juros dos empréstimos direcionados (empréstimos imobiliários, BNDES e rural) também caíram, mas menos do que o crédito livre. Com informações da Folhapress.

Suárez sofre lesão e fica fora dos próximos jogos do Uruguai

© Getty Images
O Barcelona informou que o jogador sofreu um estiramento na coxa © Getty Images
O Barcelona informou que o jogador sofreu um estiramento na coxa © Getty Images

O atacante Luis Suárez se machucou em um treino nesta quinta-feira e ficará afastado dos gramados pelos próximos 15 dias. O Barcelona informou que o jogador sofreu um estiramento na coxa direita e, com isso, irá desfalcar a seleção do Uruguai nos amistosos contra a Irlanda, no dia 4 de junho, fora de casa, em Dublin, e contra a Itália, três dias depois, em Nice, na França.

Pelo Barça, Suárez já estava de fora da final da Copa do Rei, que o time disputa no próximo sábado contra o Alavés, no Vicente Calderón, em Madri. O uruguaio cumpre suspensão depois de ter sido expulso no jogo de volta da semifinal contra o Atlético de Madrid. A decisão de sábado é a última possibilidade de título para o Barcelona nesta temporada europeia, na qual só ganhou a Supercopa da Espanha.

Com 37 gols em 51 jogos, Suárez foi um dos destaques do time catalão na temporada. No Campeonato Espanhol, com 29 gols, só marcou menos do que Messi, que fez 37. O uruguaio ainda balançou as redes por quatro vezes nesta edição da Copa do Rei, por mais três na Liga dos Campeões e por uma no duelo de ida das finais da Supercopa da Espanha, na qual o Barça levou a melhor sobre o Sevilla com vitórias por 2 a 0 e 3 a 0.

Pela seleção uruguaia, Suárez deve voltar a campo apenas pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, no dia 31 de agosto, quando o Uruguai, atualmente na terceira posição, com 23 pontos, recebe a Argentina, atual quinta colocada, com 22. Em seguida, no dia 5 de setembro, os uruguaios irão encarar o Paraguai, fora de casa, também pelo qualificatório para o Mundial.

Do Estadão Conteúdo 

Coreia do Norte promete maior capacidade nuclear e provoca EUA

A Coreia do Norte reafirmou nesta quinta-feira (25) a sua intenção de aumentar ainda mais a sua capacidade nuclear, chamando ainda de “farsa” o acesso de conciliação feito pelos Estados Unidos na semana passada, segundo informações da agência sul-coreana Yonhap.

O governo norte-coreano informou que ninguém irá impedir Pyongyang de reforçar o seu programa nuclear. Na visão do regime de Kim Jong-un, a posição exposta na última semana pelo secretário de Estado norte-americano Rex Tillerson é um esquema enganoso.

Falando pela Casa Branca, Tillerson pediu que a Coreia do Norte confie nas intenções norte-americanas, garantindo que o governo de Donald Trump quer apenas o fim dos testes balísticos e nucleares, e não uma mudança no regime em Pyongyang.

Em resposta, o Comitê de Paz da Ásia-Pacífico, uma agência ligada ao Partido dos Trabalhadores norte-coreano, declarou que a campanha capitaneada por Washington é enganosa, uma vez que oferece diálogo enquanto envia forças estratégicas à Península Coreana – em referência aos navios de guerra e aos submarinos que estão na área.

“Vamos intensificar os esforços para diversificar e modernizar a força nuclear antes que os agressores e provocadores percebam”, disse um porta-voz do comitê à agência estatal norte-coreana KCNA.

O mesmo porta-voz fez um alerta à Coreia do Sul, que estaria “dançando a música” de outros países, pontuando ainda que Seul não deve contestar as intenções norte-coreanas de potencializar as suas defesas.

Nas últimas duas semanas, Pyongyang conduziu dois testes balísticos com mísseis de médio alcance, e ambos foram considerados bem sucedidos. Pelo menos um deles pode possuir a capacidade de levar consigo uma ogiva nuclear, o que aumentou a preocupação da comunidade internacional.

O presidente sul-coreano Moon Jae-in tenta implementar uma política de mão dupla, com diálogo proporcional à diminuição do programa nuclear da Coreia do Norte. Esta, por sua vez, não aceita a abordagem por entender que tais políticas, juntas, não funcionam.

O fim das hostilidades e dos exercícios militares na Ásia foram condições colocadas pelos norte-coreanos para qualquer tentativa de diálogo com os Estados Unidos. Enquanto isso, a China segue buscando uma saída diplomática, o mesmo que faz o Conselho de Segurança da ONU. 

Da Sputnik Brasil

Polícia prende dupla por roubos na região do Vale do Mamanguape

A dupla foi reconhecida e confessou os crimes.
A dupla foi reconhecida e confessou os crimes

Policiais militares da 2ª Companhia Independente prenderam dois suspeitos de realizarem roubos na região do Vale do Mamanguape na noite dessa terça-feira (23). Os dois homens foram presos em Salema, nas proximidades de Mamanguape, com um punhal e sete celulares. Os suspeitos já haviam sido presos por roubo e são acusados de arrastões na região.

Um dos crimes praticados pela dupla ocorreu ainda na tarde de terça-feira, no bairro do Campo, em Mamanguape, quando dois jovens foram vítimas da ação dos suspeitos. A partir das imagens das câmeras de segurança, os dois homens foram identificados e reconhecidos como os mesmos que roubaram uma loja de calçados naquela cidade no ano passado.

Por volta das 23h, os suspeitos foram presos em Salema com vários celulares, inclusive os das vítimas. A dupla foi reconhecida e confessou os crimes. Os dois homens também são acusados de vários arrastões na região do Vale do Mamanguape. A dupla e o material apreendido foram conduzidos à delegacia da região.

Da Secom-PB

Polícia reforça divisa com o RN por causa da fuga em penitenciária

A Polícia Militar deflagrou, no início da manhã desta quinta-feira (25), uma operação de reforço nas 36 cidades que fazem divisa com o Estado do Rio Grande do Norte, com o objetivo de impedir a entrada na Paraíba dos presos que fugiram, durante a madrugada, da Penitenciária Estadual de Parnamirim, na Grande Natal.

A PM paraibana já montou vários pontos de bloqueio nas cidades e intensificou as abordagens em veículos que vêm do estado vizinho, já que, segundo a direção do presídio, pelo menos dois veículos deram apoio resgatando os presos. O Serviço de Inteligência também está atuando para colher informações sobre a presença de pessoas suspeitas nos municípios.

O comando da Polícia Militar enviou as tropas especiais para apoiar as ações nas divisas, inclusive com o Grupamento Especializado de Operações em Área de Caatinga (GEOsAC) pronto para realizar buscas em áreas de vegetação que possam ser usadas como rota de fuga. O mesmo esquema de segurança foi adotado todas as vezes em que foram registradas fugas ou rebeliões nos presídios dos estados vizinhos.

Da Secom-PB

TCE vai divulgar salários de todos os servidores públicos da PB

TCE anulou concurso por temer que a realização do certame inviabilizasse a futura gestão municipal

O Tribunal de Contas da Paraíba vai dispor à sociedade, dentro de pouco tempo, informações relacionadas aos salários de servidores de todos os órgãos públicos do Estado.

A iniciativa, que inclui a relação de servidores codificados, decorre de propósito manifesto pelo presidente André Carlo Torres Pontes e aprovado, neste sentido, quando apresentado a seus pares, na última sessão plenária da Corte.

A Assessoria Técnica (Astec), a quem compete as providências necessárias à disponibilização das listas de servidores públicos paraibanos, via Portal do TCE, já recebeu determinação do conselheiro André Carlo para a agilização dessa providência.

Do TCE-PB

Protesto terminou com 49 feridos, 7 detidos e Exército nas ruas

© REUTERS / Adriano Machado
© REUTERS / Adriano Machado

O protesto organizado por centrais sindicais e movimentos sociais contra as reformas previdenciária e trabalhista, pela saída do presidente Michel Temer e por eleições diretas transformou a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em um palco de batalha com a Polícia Militar e a Força Nacional nesta quarta (24).

Seis ministérios depredados, um incendiado, 49 atendimentos de urgência -entre eles o de um homem baleado e de um estudante de Santa Catarina que teve a mão decepada por um rojão- são alguns dos números do ato, que reuniu 35 mil pessoas, segundo a PM, e 150 mil, de acordo com organizadores.

Por decreto, válido até o próximo dia 31, Temer convocou as Forças Armadas para conter manifestações de rua. À noite, os prédios dos ministérios já passaram a ter proteção de homens do Exército.

Com o prédio do Ministério da Agricultura em chamas, devido a um incêndio causado por manifestantes, PMs que não dispunham de armamento não letal sacaram suas armas e dispararam, para o alto e em direção à multidão, que avançava sobre a polícia.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (DF), sete pessoas foram detidas sob suspeita de crimes como lesão corporal, dano ao patrimônio público e porte de arma branca.

Até as 20h, a secretaria não havia informado a identidade do homem baleado nem quem disparou o tiro que o acertou.

A manifestação dos sindicalistas e grupos de esquerda contra a agenda reformista estava marcada desde antes de vir a público a investigação contra Temer, resultante da delação da JBS. As suspeitas de corrupção e de obstrução da Lava Jato, divulgadas na semana passada, engrossaram o protesto.

“O ato foi maior do que o esperado, e 150 mil em Brasília são milhões representados pelo Brasil”, disse Guilherme Boulos, um dos coordenadores do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Membros do governo também avaliaram que o volume de pessoas foi significativo.

Autoridades calcularam que entre 500 e 600 ônibus de outras cidades chegaram a Brasília. A reportagem encontrou manifestantes de São Paulo, Rio, Espírito Santo, Minas, Pará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Rio Grande do Sul.

“É importante lutar por diretas, principalmente porque esse governo quer impor reformas sem consultar o povo e sem ter uma base de votos”, disse o agente comunitário de saúde Luciclaudio Bezerra, 39. Ele enfrentou viagem de cerca de 39 horas de ônibus de Santa Cruz (RN) a Brasília para participar do ato.

Foram mais de quatro horas seguidas de confronto ao longo do Eixo Monumental, onde ficam os ministérios. O ponto mais crítico foi o gramado próximo ao Congresso.

Manifestantes armaram barricadas com banheiros químicos e atiraram paus, pedras e fogos de artifício, enquanto a polícia lançava bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha. Havia sindicalistas, professores, estudantes e também pessoas mascaradas.

CONFRONTO

O conflito começou por volta das 13h30, quando a manifestação se aproximava de um bloqueio policial a 500 metros do Congresso. Primeiro, chegaram sindicalistas de roupa laranja da Força Sindical, que forçavam as grades e eram repelidos com spray.

Depois, uma multidão se engajou na tentativa de invadir o Congresso. Dos carros de som, líderes pediam calma, mas não eram ouvidos. “Companheiros mascarados, por favor, temos mães aqui, vamos manter a calma”, pediu a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM).

Quando ficou claro que as bombas não cessariam, líderes como Zé Maria (PSTU) disseram para os manifestantes resistirem à ação da polícia.

Um técnico de som da equipe da documentarista Petra Costa, que filmou os bastidores do impeachment de Dilma Rousseff, foi ferido na perna esquerda por uma bala de borracha da PM.

Em meio à confusão, participantes do ato começaram a recuar para o estádio Mané Garrincha, um pontos iniciais da marcha. Quem passava pela rua era atingido por bombas e disparos -um homem ficou com uma bala de borracha alojada no pescoço.

Usuários de ônibus no terminal rodoviário, a dois quilômetros do Congresso, sofreram com spray de pimenta. Jornalistas de vários veículos ficaram no fogo cruzado.

Dois homens, de 18 e 35 anos, foram feridos no olho por tiros de bala de borracha e levados ao Hospital de Base. Até a noite, não havia saído um balanço dos feridos.

Por volta das 18h, a Esplanada dos Ministérios estava praticamente esvaziada pela polícia. Mais cedo, o governo liberou os servidores para que abandonassem rapidamente os prédios. Com informações da Folhapress. 

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