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Vacinação contra gripe é prorrogada até o dia 9 junho

A Secretaria de Estado da Saúde por determinação do Ministério da Saúde, prorrogou até o dia 9 de junho a Campanha de Vacinação contra a Gripe, que terminaria nesta sexta-feira (26). O motivo da prorrogação é atingir a meta de 90% do público-alvo, que corresponde a 832.094 pessoas. Até o momento, a cobertura está em 68,02% e 52 cidades da Paraíba atingiram meta, sendo Alcantil (123,84%), Itapororoca (109,23%) e São José dos Ramos (107,89%) os municípios com maior cobertura.

“Seguimos reforçando a importância da população que está nos grupos prioritários procurarem uma unidade de saúde para garantir a vacinação e, consequentemente, se proteger das complicações causadas pelo vírus influenza. A vacinação é a principal forma de prevenção”, alertou a chefe do Núcleo de Imunização da Ses, Isiane Queiroga.

O Estado já recebeu e encaminhou aos 223 municípios 100% das doses a serem aplicadas (um total de 1 milhão e 177 mil doses) – quantidade suficiente para atender todo o público-alvo inserido na campanha.

“A expectativa da Secretaria de Estado da Saúde é de que todos os esforços sejam feitos pelos municípios para que a meta seja alcançada o quanto antes e, dessa forma, sejam evitadas as complicações causadas pela doença”, informou Isiane.

Desde o dia 17 de abril, a vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, grupo que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

Situação Epidemiológica – Na Paraíba, de 1º de janeiro a de maio de 2017 (1ª até 19ª Semana Epidemiológica de início dos sintomas), foram notificados 87 casos para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), destes, cinco casos foram confirmados o agente etiológico influenza A subtipo H3sazonal e três casos para influenza B. Foram descartados para Influenza e seus subtipos 43 casos e os demais seguem em investigação.

No que se refere ao cenário dos óbitos, foram registrados 30 óbitos de SRAG com suspeitas de algum vírus de influenza, sendo oito casos confirmados para Influenza subtipo H3 sazonal nos municípios de João Pessoa (quatro casos) e Sousa (um caso).  Foram descartados 21 casos para o agente etiológico da Influenza e um óbito segue em investigação.

Dados – Na Paraíba, entre os públicos-alvo, a população indígena registrou a maior cobertura vacinal: 82,55% dela já está imunizada, seguida pelos trabalhadores de saúde (75,98%), puérperas (75,23%), idosos (74,55%) e gestantes (71,05%).

Os grupos que menos se vacinaram são crianças (58,53%) e professores (44,43%). Lembrando que cada um desses grupos precisa terminar a campanha com, pelo menos, 90% de cobertura vacinal.

“Nenhum grupo atingiu a meta, até então. Nosso principal alerta é que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos de vacinação para se imunizarem. Elas formam um grupo vulnerável e que está mais suscetível às complicações da gripe”, declarou Isiane.

Prevenção – Além da vacinação, é importante que a população esteja ciente das medidas de prevenção contra a gripe, uma vez que a transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).

À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medidas de prevenção para evitar a doença: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Da Secom-PB

Ricardo não descarta uma possível reaproximação com Luciano Cartaxo

Arquivo/Jornal Correio da Paraíba
Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo
Arquivo/Jornal Correio da Paraíba
Ricardo Coutinho e Luciano Cartaxo

O governador Ricardo Coutinho (PSB) negou, nesta sexta-feira (26), que tenha sido procurado pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), mas não descartou a possibilidade de ambos conversarem e dividirem o palanque em 2018. A declaração foi ao ar no Correio Debate, da Rede Correio Sat.

“Eu não fui procurado pelo prefeito de João Pessoa e não sei se ele teria a intenção de apoiar o projeto do PSB, um projeto que fez muito bem à Capital”, disse o governador Ricardo Coutinho.

Ricardo ainda afirmou que só decidirá seu futuro político perto do período eleitoral. “Na eleição de 2010 eu defini ser candidato só no mês de setembro de 2009, já em cima do ano eleitoral. Só definirei algo sobre meu futuro no fim do ano, assim como fiz em 2010”, revelou Ricardo Coutinho.

Indicações

Em meio ao debate sobre as eleições do ano que vem, surgem várias conjecturas apontadas por algumas lideranças políticas do estado, porém, nenhum nome já está confirmado, deixando ainda mais fortes essas possibilidades que vez por outra são ventiladas.

Sobre quem indicar para as eleições de 2018, Ricardo se posicionou a favor da continuação do projeto do PSB e ressaltou que a Paraíba não vai optar por voltar atrás, mas deixou claro que esse mesmo projeto está de portas abertas para novas adesões.

“Eu não creio que a Paraíba queira retroceder, então se alguém quiser apoiar o projeto que representamos ou a candidatura desse projeto, eu não posso fechar as portas. Meu compromisso é com esse projeto que está em andamento”, finalizou Ricardo Coutinho.

Por Gabriel Botto

Projeto destina 2% do FPM: PB pode perder R$ 24,3 milhões

A Paraíba pode deixar de receber R$ 24.350.258,19 do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) caso um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados seja aprovado em plenário. A proposta muda a distribuição do FPM para prever a destinação de 2% dos recursos para as cidades de turismo por temporada. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) considera a matéria prejudicial e afirma que o impacto da medida pode ultrapassar R$ 772 milhões aos municípios. As informações são do Blog do Gordinho. 

O texto foi apresentado pelo então deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ), que renunciou ao mandato para assumir a prefeitura de Angra dos Reis (RJ), em janeiro de 2017. O autor da proposição propõe que os primeiros passem a receber 9% e as demais cidades, 89%. Os dois pontos percentuais destinados aos Municípios turísticos seriam aportados em uma reserva do FPM e repartidos conforme critérios definidos por lei ordinária e revistos a cada quatro anos.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 287/2016 altera a Lei 5.172/1966 do Código Tributário Nacional, que define a forma de rateio do FPM. Atualmente, 10% é transferido para as capitais dos Estados e 90% para os demais Municípios do País. O projeto será analisado nas comissões de Turismo; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para votação no Plenário da Câmara.

Jordão defende, no texto, que o projeto objetiva compensar as cidades brasileiras que enfrentam fluxos turísticos concentrados em determinadas épocas do ano, quando os equipamentos públicos, como hospitais, delegacias e rodoviárias, ficam sobre pressão para atender a população extra. Já a CNM afirma que mais de 80% dos Municípios são dependentes do FPM e o tem como principal receita. “Sendo assim, medidas como essa não podem prosperar, especialmente, porque os Municípios vivem um momento de crise financeira provocada, em geral, pelo desiquilíbrio na relação encargos x custeio, em que, cada vez mais, recebem encargos e responsabilidades sem a contrapartida das correspondentes fontes de custeio”, diz a entidade.

Confira abaixo quanto Municípios de cada Estado deixaria de receber:

Acre – R$ 3.876.567,81
Alagoas – R$ 18.466.084,76
Amazonas – R$ 11.887.026,91
Amapá – R$ 3.050.811,91
Bahia – R$ 70.999.263,60
Ceará – R$ 38.791.028,08
Distrito Federal – R$ 1.326.460,48
Espírito Santo – R$ 13.635.002,04
Goiás – R$ 28.219.275,87
Maranhão – R$ 32.202.482,49
Minas Gerais – R$ 101.224.477,09
Mato Grosso do Sul – R$ 11.358.309,54
Mato Grosso – R$ 14.115.021,76
Pará – R$ 27.438.507,80
Paraíba – R$ 24.350.258,19
Pernambuco – R$ 38.356.617,20
Piauí – R$ 20.555.153,81
Paraná – R$ 52.237.487,33
Rio de Janeiro – R$ 22.996.606,85
Rio Grande do Norte – R$ 19.238.759,76
Rondônia – R$ 6.835.592,39
Roraima – R$ 3.883.775,01
Rio Grande do Sul – R$ 52.339.496,40
Santa Catarina – R$ 30.076.428,65
Sergipe – R$ 11.303.630,24
São Paulo – R$ 102.221.717,28
Tocantins – R$ 11.014.156,73

OAB entrega pedido de impeachment de Temer

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entregou na tarde desta quinta-feira (25) à Câmara dos Deputados o pedido de impeachment do presidente Michel Temer.

O documento entregue pela entidade é baseado na delação premiada de executivos da J&F. Segundo a OAB, Temer cometeu crime de responsabilidade e violou o decoro do cargo de presidente.

“O pedido da OAB leva em consideração as manifestações do presidente da República, que em dois momentos, em rede nacional de televisão, declara textualmente conhecimento com relação a todos os fatos. O presidente declara que escutou desse empresário, que ele nominou como fanfarrão e delinquente, todos aqueles crimes e nada fez com relação ao qie escutou”, disse o presidente da OAB, Claudio Lamachia.

Segundo informações do G1, , Claudio Lamachia foi o responsável por protocolar o pedido da OAB na Câmara, mas o documento é também assinado por conselheiros federais e presidentes das seccionais da entidade representativa dos advogados.

A publicação destaca ainda que existem outras 16 solicitações de destituição de Temer protocoladas no Congresso Nacional.

Petrobras reduz preço da gasolina em 5,4% e do diesel em 3,5% nas refinarias

A Petrobras reduziu em 5,4% o preço médio da gasolina nas refinarias e em 3,5%, o do diesel. Segundo a companhia, a decisão é resultado da avaliação feita pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP), acompanhando a política de preços anunciada em outubro do ano passado. As informações são da Agência Brasil. 

A estatal destacou que, como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas para as refinarias podem, ou não, se refletir no preço final ao consumidor. “Isso depende de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis, especialmente distribuidoras e postos revendedores.”

Pelos cálculos da Petrobras, caso o ajuste seja repassado integralmente e não haja alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o custo do diesel para o consumidor final pode cair 2,2%, ou cerca de R$ 0,07 por litro, em média; e o da gasolina, 2,4%, ou R$ 0,09 por litro, em média.

Influências

Conforme a empresa, o aumento significativo nas importações no último mês, contribuiu, predominantemente, para a redução, porque obrigou ajustes de competitividade da Petrobras no mercado interno. A empresa acrescentou que a política seguida tem como princípio a sua participação de mercado, que é também um dos componentes de análise considerado pelo GEMP.

A Petrobras informou que a importação de gasolina por terceiros para o mercado interno passou de 240 mil metros cúbicos (m3), em fevereiro, para 419 mil, em abril, e a previsão é que se mantenha em torno deste nível em maio. Já com relação ao diesel, a importação subiu de 564 mil m3, em fevereiro, para 811 mil, em abril. A expectativa é superar 1 milhão de metros cúbicos em maio. “Com isso, as refinarias da Petrobras podem chegar a um fator de utilização abaixo do último dado divulgado pela companhia em seus resultados trimestrais, que foi de 77%”, acrescentou a estatal.

O GEMP avaliou ainda os fatores relacionados ao preço dos derivados no mercado internacional e a oscilação da moeda nacional. A conclusão foi que os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional. Assim, de acordo com a companhia, permanece o alinhamento à política anunciada e aos objetivos do plano de negócios 2017/2021.

Outra avaliação feita foi com relação à política de preços com correções, pelo menos, mensais. Conforme o comitê executivo, embora seja um avanço significativo em relação ao sistema anterior, essa política não tem refletido “tempestivamente as volatilidades de preços internacionais de derivados e câmbio entre as datas dos reajustes, fato agravado pelo acréscimo recente na volatilidade da taxa de câmbio”. Segundo a Petrobras, essa constatação tem sido, crescentemente, parte das discussões do GEMP e pode fundamentar ajustes de preços mais frequentes.

Brasil vive mito da paralisia e nova fase da crise política

Temer foi gravado, em março, em conversa polêmica com Joesley no Palácio do Jaburu,
Temer foi gravado, em março, em conversa polêmica com Joesley no Palácio do Jaburu © Reuters

Na última semana, a divulgação do conteúdo da delação premiada dos donos da J&F, holding que controla a JBS, elevou a um novo patamar a já bastante tumultuada crise política no Brasil. Em meio a denúncias envolvendo políticos de inúmeros partidos e ideologias, o país tenta se reequilibrar sem saber como será o amanhã.

Em depoimento às autoridades, os irmãos Joesley e Wesley Batista e outros executivos do grupo empresarial revelaram um grande esquema de propina, no valor de R$ 1,4 bilhão, que atingiu em cheio alguns dos nomes de maior destaque da política brasileira, incluindo o presidente da República, Michel Temer (PMDB). Ao todo, 1.829 políticos de 28 partidos teriam sido beneficiados, números bastante similares àqueles da empreiteira Odebrecht: R$ 1,7 bilhão aproximadamente para 26 partidos, em troca de benefícios diretos e indiretos no setor público.

Com a popularidade abalada por projetos de reformas austeras, Temer foi gravado, em março, em conversa polêmica com Joesley no Palácio do Jaburu, na qual, segundo acusação, teria endossado o pagamento de mesada ao deputado cassado Eduardo Cunha, antecipado o corte da taxa Selic pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) e ignorado relatos de interferência do empresário em uma investigação. O arquivo de áudio desse diálogo, que está sendo analisado pela Polícia Federal, é um dos pontos altos de uma crise que vem se arrastando desde 2014, primeiro, apenas na esfera econômica e, depois, também na política. Apesar da situação insustentável criada com tudo isso, o atual chefe de Estado, que chegou ao poder após um processo de impeachment, questionado por muitos, da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), se agarra ao cargo como pode, recusando a possibilidade de renunciar, mesmo com um inquérito aberto contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa, e dos 13 pedidos de impeachment protocolados.

Brasília em chamas

Enquanto analistas fazem prognósticos e aliados e oposição se preparam para um cenário pós-Temer, o país segue pegando fogo. Na última quarta-feira, 24, em Brasília, eventos bastante violentos durante uma marcha popular contra o governo deram o tom do início de uma nova fase desse filme de terror.

Desde antes da delação da JBS, a insatisfação da população com Michel Temer já o colocava como uma das figuras mais impopulares da história nacional, com apenas 4% de aprovação, de acordo com a consultoria Ipsos. Muito por conta das reformas trabalhista e da Previdência, colocadas como grandes prioridades da sua administração para retomar o crescimento econômico, mas consideradas um ataque aos diretos dos trabalhadores pela maioria. Foi contra isso, contra a brusca mudança de regime e contra a insistência de Temer em permanecer na presidência após uma série de escândalos que milhares de pessoas ocuparam ontem as vias da capital federal, onde algumas delas entraram em confronto com a polícia e realizaram ataques contra o patrimônio público. O saldo foi de dezenas de feridos.

Com o objetivo de conter os opositores e demonstrar força, o presidente deu um passo adiante e recorreu à Garantia da Lei e da Ordem (GLO), acionando, pela primeira vez, as Forças Armadas, desde a criação da GLO, para agir contra manifestantes, decisão que foi alvo de duras críticas da oposição e de setores da sociedade civil. 

Lógica da Fazenda

Apesar do desemprego recorde, da instabilidade e da falta de recursos em diversas áreas e regiões do país, nas últimas semanas, a economia brasileira começou a apresentar alguns sinais positivos, com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrando, em maio, 3,77% no acumulado de 12 meses (melhor resultado desde julho de 2007), o Fundo Monetário Internacional (FMI) mantendo as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação se mantendo controlada, com projeção anual de 3,92%, abaixo da meta estipulada pelo Banco Central, de 4,5%.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), que esteve à frente do conselho consultivo da J&F por quatro anos e é cogitado para assumir o governo em uma possível eleição indireta, atribui o alegado sucesso da recuperação econômica às medidas de austeridade adotadas pela atual gestão, destacando a importância da rápida aprovação das impopulares reformas trabalhista e da Previdência.

Por mais que a população tenha deixado clara sua aversão a essas reformas, Meirelles garantiu a empresários que elas avançarão no Congresso, com ou sem Temer. Ou seja, razões básicas da grande rejeição a Michel Temer, segundo o ministro, não deverão cair com ele. 

Deputados noturnos

Os últimos dias foram marcados por impasses que levaram muita gente a duvidar da capacidade do Brasil de seguir em frente, funcionando, sem uma definição do quadro político geral. Com a prisão e a debandada de aliados próximos ao presidente Temer, expectativas frustradas de renúncia, troca de acusações e ânimos exaltados, era esperada uma grande paralisia nacional. Mas, na última noite e início desta madrugada, deputados da base deram um show de produtividade. Aproveitando a ausência dos parlamentares da oposição, que se retiraram da Câmara em protesto contra a militarização de Brasília, conseguiram aprovar sete medidas provisórias em pouquíssimo tempo, incluindo uma que prevê reajustes salariais para servidores federais e outra sobre regularização de terras. 

Neste momento de suposta paralisia política, muitas forças seguem se movendo, e rápido, na política brasileira. Com informações do Sputnik Brasil.

Quinto ‘Piratas do Caribe’ entra em cartaz na PB; confira estreias

Jack Sparrow está de volta para novas aventuras
Jack Sparrow está de volta para novas aventuras

Cinco filmes estreiam nesta quinta-feira (25) nos cinemas da Paraíba. Um dos destaques da semana é ‘Piratas do Caribe – A vingança de Salazar’, quinto filme da série, que conta novamente com o icônico personagem Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp. Também entram em cartaz o drama nacional ‘Real – O Plano por Trás da História’, o experimental ‘Muito Romântico’, e os dramas ‘Punhos de Sangue’ e ‘Faces de Uma Mulher’. Também teremos duas pré-estreias: ‘Mulher-Maravilha’ e ‘As Aventuras de Ozzy’. As informações são do Portal Correio. 

Piratas do Caribe – A vingança de Salazar

No longa, um antigo inimigo de Jack Sparrow retorna para assombrar literalmente a vida do capitão. A mando de Salazar, escapam do Triangulo do Diabo fantasmas que vão perseguir todos os piratas do oceano. Para escapar da morte, Jack vai precisar encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. Mas não é só ele que tem essa ideia.

Confira o trailer:

Real – O Plano por Trás da História

Ano de 1993. Arrogante e inflexível, Gustavo Franco (Emílio Orciollo Neto) é um crítico feroz da política econômica adotada pelo governo brasileiro nos últimos anos, que resultou em um cenário de hiperinflação. Opositor de políticas de cunho social, ele é adepto de um choque fiscal de forma que seja criada uma moeda forte, que devolva a dignidade aos cidadãos. Quando o presidente Itamar Franco (Bemvindo Siqueira) nomeia Fernando Henrique Cardoso (Norival Rizzo) como o novo Ministro da Fazenda, Gustavo é convidado a integrar uma verdadeira força-tarefa, cujo objetivo é criar um novo plano econômico.

Confira o trailer:

Muito Romântico

Melissa (Melissa Dullius) e Gustavo (Gustavo Jahn) estão buscando uma nova vida em Berlim. Eles entram em um cargueiro, atravessam o Oceano Atlântico e encontram uma casa no novo país. O local se torna o centro do universo dos dois e, à medida que o tempo passa, eles continuam fazendo filmes, amizades e músicas, até que ambos ficam perdidos no meio do caminho. Enquanto o mundo dos dois começa a desmoronar, um portal cósmico aparece na casa deles, conectando passado, presente e futuro.

Confira o trailer:

Punhos de Sangue

A história real de Chuck Wepner (Liev Schreiber), vendedor de bebidas na cidade de Nova Jersey e boxeador peso-pesado que inspirou a saga ‘Rocky’ ao ir até o 15º round lutando contra o então maior pugilista do mundo, Muhammad Ali.

Confira o trailer:

Faces de Uma Mulher

Karine (Adèle Haenel) leva uma vida tranquila trabalhando como professora na escola primária, enquanto pensa em ter um filho com o namorado através de inseminação artificial. Um dia, no entanto, a polícia bate à sua porta para prendê-la. Voltando em sua história, compreendemos que esta mulher órfã já teve vidas muito diferentes, adotando outros nomes e sobrevivendo a um passado de violências e abusos. A cada retorno ao passado, Karine é vivida por uma atriz diferente.

Confira o trailer:

Mulher-Maravilha (pré-estreia)

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Confira o trailer:

https://youtu.be/KAUlfodU8ak

As Aventuras de Ozzy (pré-estreia)

Ozzy é um pacífico e amigável cão da raça Beagle que mora com os Martins. Quando a família decide fazer uma longa viagem na qual cães não são permitidos, deixa o amado Ozzy em um spa para cachorros. Acontece que esse lugar perfeito na verdade é uma fachada construída por um vilão que deseja sequestrar cachorros. Preso, Ozzy precisa evitar o perigo e encontrar força nos seus novos amigos para conseguir voltar a salvo para casa.

Confira o trailer:

https://youtu.be/iI7i01bFjZM

Sob pressão, Temer recua e revoga decreto de Forças Armadas

© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato /Agência Brasil

Sob pressão da base aliada, o presidente Michel Temer recuou e revogou decreto para atuação das Forças Armadas nas ruas do Distrito Federal.A revogação saiu em edição extra do “Diário Oficial da União” nesta quinta-feira (25).

Em meio a episódios de violência e depredação, o peemedebista havia publicado na quarta-feira (24) o decreto que permitia aos efetivos militares atuarem com poder de polícia até a próxima quarta-feira (31), o que criou uma crise com a Câmara dos Deputados.

Antes de tomar a decisão, o presidente foi alertado por auxiliares e assessores do desgaste que a presença das Forças Armada poderia causar à sua imagem, já prejudicada pelas delações da JBS.

Ele, no entanto, decidiu seguir adiante por entender que a escalada da violência geraria um dano ainda maior. Na própria quarta-feira (24), o peemedebista disse que poderia revogar o decreto se a situação voltasse ao normal.

Pelo decreto, publicado em edição extra do “Diário Oficial da União”, as Forças Armadas atuariam pela GLO (Garantia da Lei e da Ordem). O dispositivo autorizava os militares a atuarem com poder de polícia quando há o esgotamento das forças de segurança pública ou no caso de situações de perturbação.

“O presidente decretou, repito por solicitação do presidente da Câmara dos Deputados, uma ação de Garantia da Lei e da Ordem”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), no entanto, negou que tenha pedido o emprego das Forças Armadas. Segundo ele, solicitou que a Força Nacional garantisse a segurança nas adjacências do Congresso Nacional e pediu uma retratação do ministro da Defesa.

Em reação, o governo peemedebista confirmou que Maia pediu o emprego da Força Nacional. Segundo ele, contudo, o efetivo disponível em Brasília já havia sido utilizado para proteger o entorno do Palácio do Planalto.Por isso, e devido ao tamanho da manifestação, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e o Ministério da Defesa decidiram que as Forças Armadas seriam mais efetivas.

Criada em 2004, a Força Nacional atua na preservação da ordem pública, na incolumidade das pessoas e do patrimônio e em situações de calamidades públicas. Ela é formada por policiais militares e civis e por integrantes na reserva das Forças Armadas.

O protesto foi organizado por centrais sindicais e movimentos de esquerda pela saída do presidente, contra as reformas da previdenciária e trabalhista e a favor da convocação de eleições diretas.

Nos bastidores, auxiliares e assessores presidenciais reconhecem que o protesto não foi irrelevante e reuniu público maior do que era esperado. Segundo a Polícia Militar, 25 mil pessoas participaram da manifestação.

A preocupação é de que, a partir de agora, o clima de animosidade popular contra o governo peemedebista se intensifique e novas manifestações com episódios de violência ocorram em todo o país. Com informações da Folhapress.

Governo fala em manipulação de dados e nega excesso de ‘codificados’

O Governo do Estado montou uma verdadeira força-tarefa nesta quinta-feira (25) para desmentir as acusações de que mantém em sua administração um número excessivo de pessoas conhecidas por funcionários ‘codificados’. Secretários que participaram de uma entrevista coletiva defenderam uma investigação aprofundada sobre o que alguns deles chamaram de manipulação nos dados que tratam dos números desses funcionários. Os dados são divulgados pelo Sindifisco com base em planilhas divulgadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB).

O Procurador-Geral Gilberto Carneiro afirmou que os dados divulgados pela Secretaria de Saúde foram manipulados, mas ele não quis dizer quem teria ‘distorcido’ esse levantamento. “Essa manipulação aconteceu, isso é fato! Alguém manipulou esses dados para efeito de superestimar os valores e atribuir ao Governo de que pessoas estavam recebendo aquém do que ela teria direito a receber”, afirmou Carneiro.

Ele explicou que 8.012 pessoas recebem, atualmente, por produtividade e não possuem outro vínculo. Segundo Gilberto Carneiro, os valores pagos foram feitos conforme os plantões realizados. “Os servidores efetivos que recebem essa gratificação também foram incluídos na lista”, declarou o procurador.

Gilberto Carneiro adiantou que os responsáveis pela manipulação dos dados serão acionados na Justiça. Porém, mais uma vez se esquivou de falar quem poderia ter sido o órgão a manipular esses dados.

Secretária fala em transparência

A secretária de Saúde, Cláudia Veras, falou em transparência e alegou que somente no governo de Ricardo Coutinho o Tribunal de Contas do Estado começou a receber dados informando sobre os ‘codificados’.

Cláudia Veras insinuou que houve manipulação e isso teria aumentado o valor da folha de R$ 15,6 milhões para R$ 23,8 milhões, ou seja, um aumento de mais de R$ 8 milhões.

“Na sexta-feira foi divulgada uma lista de pessoas que trabalham na saúde e essas lista não á acurada. Essas informações não foram precisas e os valores estão 52% a mais do valor da lista que apresenta os dados reais”, comentou a secretaria de Saúde.

De acordo com a secretária, 8.587 pessoas constavam na lista de ‘codificados’ em novembro de 2015. Ela informou que a secretaria está estudando uma saída administrativa para resolver a situação dessas pessoas.

Sem codificados

O secretário de Planejamento, Gestão e Orçamento, Waldson Souza, assegurou que não existem mais codificados no Estado. “Tratam-se de prestadores de serviços que possuem contas no banco e efetivamente trabalham”, resumiu.

A favor da CPI

Aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB), O deputado estadual Tião Gomes (PSL) defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar a situação dos codificados, pois isso iria mostrar o que foi feito nos governos anteriores.

“Ricardo recebeu o Estado com quase 11 mil pessoas nessa situação e o que foi que ele fez? Reduziu esse número e esse pessoal passou a receber como participante de um trabalho da Saúde. Essa CPI seria importante”, finalizou.

Por Mislene Santos e Alexandre Freire

Sindifisco nega manipulação de dados e ameaça entrar na Justiça contra o governo

Presidente do Sindifisco Manoel Isidro (Foto: Nice Almeida)
Presidente do Sindifisco Manoel Isidro (Foto: Nice Almeida)

O presidente do Sindifisco da Paraíba, Manoel Isidro, negou qualquer possibilidade de manipulação de dados com relação à listagem de servidores públicos que atuam na administração estadual. Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (25), secretários do Poder Executivo afirmaram que os números relativos aos funcionários conhecidos por ‘codificados’ podem ter sido manipulados.

“Não houve manipulação de dados. O Sindifisco apenas divulgou os dados que são fornecidos pelo Tribunal de Contas. O Sindifisco não cometeu nenhum crime, apenas divulgou dados que deveriam ter sido divulgados há muito tempo”, explicou Isidro.

O presidente disse ainda que a acusação vinda dos secretários pode acabar, inclusive, na Justiça. “Aí sim tem uma acusação de manipulação e cabe até uma ação judicial. Eu quero esclarecer que o Sindifisco não acusou ninguém de nada, apenas divulgou os dados”, acrescentou. As informações são do Portal Correio. 

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