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Capim vai ganhar nova escola estadual em 2018

Secretário Alessio Tindade, o vereador Neto Chaves e o deputado estadual, Jeová Campos.
Secretário Alessio Tindade, o vereador Neto Chaves e o deputado estadual, Jeová Campos.

O município de Capim já tem assegurado a reforma da escola estadual de ensino médio e, no início do próximo ano, já pode contar com a construção de uma nova unidade educacional, no Centro da cidade. Esses e outros pleitos foram confirmados pelo secretário de Educação da Paraíba, Aléssio Trindade, durante reunião com o deputado estadual, Jeová Campos (PSB) e o vereador de Capim, Neto Chaves, na noite desta terça-feira (26), em João Pessoa.

Segundo o vereador Neto Chaves, o requerimento que pede à Prefeitura de Capim a doação do terreno onde será erguido a nova escola já foi aprovado na Câmara Municipal e enviado ao chefe do executivo local para que as providências sejam tomadas. “Estamos aguardando somente o termo de doação da Prefeitura para que os trâmites sejam iniciados pela Secretaria de Educação Estadual”, reitera o vereador que foi o autor do requerimento.

Para o deputado estadual Jeová Campos, o investimento em Educação será importante para o futuro do município. “Ganhar uma nova escola significa melhorar o serviço prestado à população, dotar o município de uma unidade moderna que acolha os alunos de forma mais adequada e isso é motivo de muita alegria, pois a educação é a base da cidadania, é através dela que o cidadão se projeta para um amanhã mais promissor”, destaca o parlamentar.

Filho de vice-prefeita de Mamanguape, de 12 anos, dirige veículo e xinga Policiais; ‘veja vídeo’

As imagens de um menor de idade dirigindo um carro em Mamanguape viralizou na internet na manhã desta quarta-feira (27). O garoto de 12 anos é o filho da vice-prefeita do município, Baby Helenita (PRTB), no Litoral Norte paraibano.

No vídeo gravado pela criança, mostra ele conduzindo um veículo enquanto canta ao som de Wesley Safadão, sem a menor preocupação: “Vai dar PT, vai dar…vai dar PT, vai dar….”. E ainda xinga homens da Polícia Militar que estavam numa viatura.

Segundo o major Alberto Filho, comandante da 2ª Companhia Independente de Mamanguape, o caso será levado à Promotoria da Infância e da Juventude. Alberto, inclusive, já manteve contato com a promotora Carmem Perazzo que adiantou está sendo aberto um procedimento criminal contra os pais por eles possivelmente terem disponibilizado o veículo para o menor. 

No facebook, a vice-prefeita postou uma nota pedindo desculpas a população e a Polícia:

“Nota de Desculpas a Sociedade e a Polícia Militar

Em decorrer dos últimos acontecimentos, que foram expostos em redes sociais, venho aqui divulgar que não concordo com a atitude que for exercida pelo meu filho, não é os meus ensinamentos enquanto mãe, não foi isso que ensinei a meus filhos, e tomarei as devidas providencias em relação o que ele fez. Criança cega à gente e tem uma mentalidade muito fértil, e toma decisão sem nos consultar infelizmente. Eu estava trabalhando em prol da minha cidade enquanto tudo isso aconteceu. Nossa família tem total respeito pela Policia Militar, e eu sei como é importante o seu trabalho para a segurança da população, que são incansáveis na sua luta diária. Meus pedidos de desculpas, a sociedade, a todos os policiais militares. Saibam do nosso respeito para com todos” (Sic…).

Da redação

Ex-prefeito é denunciado pelo MPF por gastar dinheiro da prefeitura com namoradas

O ex-prefeito do município de Cacimba de Areia,  Inácio Roberto de Lira Campos (Betinho Campos); os ex-secretários de Finanças e de Administração Paulo Rodrigues de Lima e Luiz Carlos de Araújo Costa, respectivamente; além do ex-secretário de Educação de Cacimba de Areia e assessor das prefeituras de Catingueira e Cacimba de Areia, Marconi Edson Lustrosa Félix (Duda), foram denunciados pelo Ministério Público Federal de Patos por associação criminosa. Foram denunciados, ainda, Waléria Asevedo Nery de Souza, servidora da prefeitura de Cacimba de Areia; bem como o contador Rosildo Alves de Morais e a empresária Semeia Trindade Leite Martins.

Segundo investigação do MPF, os sete denunciados praticaram o fato típico previsto no artigo 288 do Código Penal (associação criminosa), ao se associarem (entre 1º de janeiro de 2005 e 31 de dezembro de 2012) em quadrilha para o fim de cometer crimes licitatórios e desvio de recursos públicos.

Na soma total dos desvios, o esquema montado em Cacimba de Areia, somente pelos crimes imputados na denúncia, desviou, em valores atualizados conforme Sistema Nacional de Cálculos do MPF, R$ 5.498.307,84.

De acordo com as investigações, o núcleo criminoso atuante em Cacimba de Areia foi orquestrado pelo então prefeito Betinho Campos. Ainda segundo as investigações, recursos públicos foram desviados por meio da acumulação de saldo de caixa e posterior realização de saques mediante pagamentos à tesouraria (cheques nominais à tesouraria), cuja aparência de legalidade era conferida por meio de notas fiscais “frias” ou “clonadas”, assim como ocorreu no município de Catingueira.

A participação de Luiz Carlos, secretário de Administração de Cacimba de Areia, foi revelada pelos elementos de prova apreendidos em sua residência. Em cumprimento de mandado de busca e apreensão, foi apreendido um número considerável de documentos timbrados de empresas e processos licitatórios ainda sem assinaturas, com adesivos autocolantes indicando quem e onde deviam assinar, em típica atividade de montagem de licitações para justificar gastos públicos anteriormente realizados à margem da lei.

Recursos desviados para familiares e namoradas – “Os desvios realizados por Betinho Campos indicam que ele administrava o patrimônio público como extensão de sua vida privada, adimplindo despesas pessoais, de seus familiares e de suas namoradas com recursos da prefeitura. Na certeza da impunidade, Betinho Campos manteve longos diálogos por telefone com todos os comparsas, cujo conteúdo não deixa dúvidas sobre a participação e a divisão de tarefas de cada um na quadrilha”, relata o procurador do caso na denúncia.

Ainda segundo a denúncia, a realização dos saques, por intermédio da tesouraria, contou com a participação fundamental de Paulo Rodrigues de Lima e de Luiz Carlos de Araújo Costa. De acordo com o MPF em Patos, Paulo assinava cheques, empenhos e contrarrecibos, em conjunto com Betinho Campos, bem como detinha o controle de todas as contas municipais. Já Luiz Carlos fazia a montagem de procedimentos de licitação, para encobertar os desvios.

Conforme áudio interceptado, Betinho Campos deu ordens explícitas a Paulo Rodrigues para ratear dinheiro sacado da prefeitura com pessoas próximas do gestor: Raquel Lira, sua irmã e secretária municipal de Educação; Waléria de Souza, sua namorada; e Adriana, sua ex-esposa. Também foi registrado em interceptação telefônica diálogo no qual Betinho ordena que Paulo faça depósito de recursos públicos para Rosaline, sua namorada de João Pessoa (PB).

Transferências para militares e mensalinho para vereadores – Há ainda áudio em que Paulo Rodrigues afirma ter colocado R$ 2.204 na conta de Betinho Campos, além de outras transferências, sem qualquer procedimento financeiro que autorizasse a transferência dos recursos públicos.

Integrava a organização criminosa, também, Waléria de Souza, namorada de Betinho Campos e servidora da prefeitura de Cacimba de Areia (fiscal de tributos municipais). Os diálogos diários com Paulo Rodrigues, Luiz Carlos e Waléria revelam que Betinho Campos realizava pagamento de “mensalinho” a vereadores municipais e propina a policiais militares, além dos pagamentos pessoais com dinheiro público.

Outros agentes – Para encobrir os desvios de recursos, Betinho Campos contou também com a assessoria de Marconi Edson Lustosa (Duda), que se autointitulava assessor das prefeituras de Catingueira e Cacimba de Areia. Este simulava procedimentos licitatórios, contratos administrativos e prestações de contas fictícias, além de fazer a ligação entre os servidores da prefeitura de Cacimba de Areia envolvidos no esquema e os intermediários obtentores de notas fiscais clonadas.

Quando da deflagração da “Operação Dublê”, em 4 de maio de 2012, Duda revelou todo o modus operandi da quadrilha orquestrada pelos ex-prefeitos Edivan Felix, de Catingueira, e Betinho Campos, de Cacimba de Areia, corroborando com todo conjunto de provas apurado pelo Ministério Público Federal.

Já Semeia praticou, com Betinho, o fato típico previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei n. 201/67, ao desviarem para a empresa SLM Comércio e Serviço a quantia de R$ 89.000,001, proveniente do empenho n. 642, em 30/06/2011.

Por fim, todo o esquema ilícito era conferido e organizado pelo contador contratado pelo município de Cacimba de Areia, Rosildo Alves de Morais, para dar ares de legalidade aos desvios.

Confira como agia a associação criminosa

Pedidos – Na denúncia, o Ministério Público Federal em Patos pede a aplicação da pena privativa de liberdade, em montante a ser proposto em alegações finais; além da perda de cargo, emprego, função pública ou mandato eletivo dos réus, como efeito da condenação (artigo 92, inciso I, alínea a, do Código Penal); inabilitação, pelo prazo de cinco anos, para o exercício de cargo ou função pública, eletivo ou de nomeação (artigo 1º, § 2º, DL n. 201/67); e fixação do valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos pelos diversos entes públicos prejudicados (artigo 387, inciso IV, CPP), orçado em R$ 5.498.307,84, solidariamente entre os réus, como forma de se viabilizar o efeito da condenação previsto no artigo 91, inciso I, do Código Penal.

Tornozeleira eletrônica e outras medidas pessoais – O MPF pede à Justiça Federal, ainda, a aplicação das seguintes medidas cautelares pessoais, em desfavor de Inácio Roberto, Paulo Rodrigues, Rosildo Alves de Morais e Semeia Trindade Leite Martins: comparecimento mensal em juízo para justificar suas atividades (artigo 319, inciso I, CPP); proibição de acesso à sede da Prefeitura Municipal de Cacimba de Areia (artigo 319, inciso II, CPP); suspensão do exercício de funções públicas que importem gestão de recursos públicos, de natureza econômica ou financeira (artigo 319, inciso VI, CPP); proibição de se ausentar das comarcas por eles indicadas, devendo informar o endereço onde poderão ser localizados, bem como, com antecedência, a alteração destes endereços decorrentes de mudança de residência (artigo 319, inciso IV, CPP); proibição de entrarem em contato, por qualquer meio e ressalvados os casos de parentesco civil, com os demais réus da “Operação Dublê” e com os agentes públicos vinculados à atual gestão do município de Cacimba de Areia; fiança no valor de 5% do valor desviado (R$ 5.498.307,84), arbitrada em R$ 274.915,39 (artigo 319, inciso VIII, CPP); além do uso de monitoramento eletrônico.

Gervásio destaca próximas etapas do projeto de modernização da Assembleia

Entrevista do deputado estadual - Gervásio Maia Filho
Entrevista do deputado estadual – Gervásio Maia Filho

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Gervásio Maia, em entrevista a uma rádio da capital nesta terça-feira (26), destacou as principais ações que serão adotadas para dar continuação ao projeto de modernização da Casa legislativa, a exemplo da reforma de setores da taquigrafia e de imprensa, além da volta do Centro Médico, que atualmente funciona no bairro de Jaguaribe.

Na ocasião, o chefe do Legislativo destacou, ainda, as medidas já colocadas em prática nos primeiros meses de gestão à frente da Casa de Epitácio Pessoa, como a aquisição de um imóvel onde funciona o estacionamento da Assembleia e a criação do Centro Administrativo. “São ações que vão pôr fim à polêmica da retirada da Assembleia, do Centro da cidade. Fico muito feliz de, na condição de presidente, ter conseguido essas realizações muito importantes com a ajuda de Deus e de meus colegas”, completou.

Gervásio Maia explicou que atuará em três frentes para concluir o projeto de modernização da Assembleia Legislativa: reforma do subsolo, que inclui setores como plenário e taquigrafia, ampliação do estacionamento e a volta do Centro Médico para um prédio localizado na rua Duque de Caxias, cedido pelo Governo do Estado. “Queremos realizar melhorias no prédio que a Assembleia comprou, subindo mais um pavimento para que a Casa possa ter um estacionamento com mais vagas de veículos, facilitando a vida dos servidores”, afirmou.

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a produção legislativa da Casa Epitácio Pessoa. “Estamos cobrando das comissões temáticas mais agilidade nas matérias que ali tramitam para que o Plenário possa finalizar a parte estabelecida pelo regimento: debate e deliberação das matérias. A produção vem em ritmo importante, permitindo que a Paraíba avance como tem avançado”, assegurou, ressaltando da Assembleia na melhoria dos indicadores do estado em vários segmentos.

Segunda denúncia contra presidente Temer é lida no plenário da Câmara

A deputada Mariana Carvalho lê denúncia da PGR contra o presidente Temer Marcelo Camargo/Agência Brasil
A deputada Mariana Carvalho lê denúncia da PGR contra o presidente Temer Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foi concluída, no fim da tarde desta terça-feira (26), a leitura, no plenário da Câmara, da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, por organização criminosa e obstrução à Justiça. O procedimento era necessário para que o processo tenha andamento na Casa.

A solicitação do Supremo Tribunal Federal (STF) para que os deputados analisem se autorizam o prosseguimento da acusação na Justiça chegou à Câmara na última quinta-feira (21). O processo, entretanto, tinha que ser lido hoje, porque tanto na sexta quanto na segunda (25) o quórum mínimo de 51 deputados para abrir uma sessão não foi alcançado.

Pouco antes do início da sessão, a deputada Mariana lembrou que a primeira denúncia por corrupção passiva, que tinha 60 páginas, levou duas horas e 45 minutos para ser lida. O segundo processo tem 260 páginas e a expectativa da deputada é que a leitura se estenda por mais de seis horas. 

A sessão desta terça foi agendada para iniciar às 11h30 e começou poucos minutos depois. Entretanto, deputados ficaram se revezando em discursos, até a chegada ao plenário do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A leitura foi iniciada às 12h09 e concluída às 17h44.

Denúncia

No inquérito, Temer é acusado de tentar obstruir a justiça e liderar organização criminosa. O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot sustenta na denúncia que o presidente Temer e os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ambos do PMDB, foram os responsáveis por liderar um esquema de corrupção, envolvendo integrantes do partido na Câmara, com o objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações, que teria sido o operador do suposto esquema. A interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que são acusados do mesmo crime.

A partir da leitura da denúncia, o presidente da República e os demais acusados serão notificados pelo primeiro secretário da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), para apresentar suas defesas no prazo de até dez sessões do plenário. O processo será encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), à qual cabe votar um parecer com relação ao prosseguimento da denúncia. A comissão analisa ainda se o processo será desmembrado por tipo de crime ou por autoridades a serem investigadas.

Depois de passar pela CCJ, a denúncia deverá ser analisada em plenário, onde deve receber pelo menos 342 votos, o que corresponde a dois terços dos 513 deputados, quorum exigido pela Constituição para que denúncias contra um presidente da República sejam investigadas pelo Supremo. A previsão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que a votação da denúncia se encerre até o fim de outubro.

Agência Brasil e G1

“Um recorde de público nunca visto”, avalia Eunice sobre Desfile Cívico

Apresentações aconteceram em frente ao Banco do Brasil, no centro da cidade.

“Eu sou professora de formação e de coração. Então, eu não poderia deixar de oferecer a nossa população, a minha comunidade estudantil, aos pais, aos alunos, um dia como esse de hoje. Estou muito feliz, muito satisfeita”, avaliou a prefeita Eunice Pessoa, durante a programação do Desfile Cívico de Mamanguape, na noite do último domingo (24).

Com o tema “Mamanguape Nossa Terra, Nossa História”, a gestão socialista promoveu, segundo populares que prestigiaram, ‘o maior desfile já realizado em Mamanguape’. Participaram 20 escolas municipais, oito estaduais e vinte bandas marciais.

A prefeita Eunice recebeu no palanque oficial autoridades como a vice-governadora do Estado, Lígia Feliciano e o deputado federal Damião Feliciano. O deputado estadual Ricardo Barbosa, também acompanhou as apresentações.

Assista discurso de abertura da prefeita Eunice:

“Super positivo, um recorde de público nunca visto, o povo veio para rua, o povo estava carente disso”, revelou Eunice.  Segundo organizadores, cerca de seis mil pessoas assistiram o Desfile Cívico de Mamanguape.

“Estive ao lado da prefeita Eunice, de secretários e equipe de governo, da vice-governadora Lígia Feliciano, do deputado federal Damião Feliciano, vereadores, autoridades municipais e do povo de Mamanguape, que compareceu em peso às ruas para prestigiar o maior desfile da região do Vale e, sem exagero, de todo o Estado”, opinou o deputado estadual Ricardo Barbosa.

“Quero parabenizar todo o povo de Mamanguape pelo lindo desfile realizado. Realmente com capricho, com zelo, contando a história da cidade, resgatando o amor a sua terra, o patriotismo, o civismo. Parabéns a todos que participaram o desfile cívico”, comentou a vice-governadora – Lígia Feliciano.  

Da redação

Senado aprova fundo para financiar campanhas eleitorais com verba de emendas

Plenário do Senado vota substitutivo ao PLS 206/2017, que institui o Fundo Especial de Financiamento de Campanha Wilson Dias/Agência Brasil
Plenário do Senado vota substitutivo ao PLS 206/2017, que institui o Fundo Especial de Financiamento de Campanha Wilson Dias/Agência Brasil

O plenário do Senado aprovou na noite de ontem (26), em votação simbólica, o projeto de lei que institui o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, que poderá valer para as eleições de 2018. A fonte de recursos virá de 30% do total das emendas parlamentares de bancada. O projeto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

Como se tratava de um substitutivo, o projeto foi aprovado em dois turnos pelos senadores. O texto aprovado em plenário estabelece que as campanhas eleitorais serão financiadas por parte do valor destinado às emendas em anos eleitorais. Além disso, o fundo eleitoral será composto pela compensação da propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão, que serão reduzidas. Com isso, as emissoras terão que pagar impostos que antes eram isentos em razão da veiculação das propagandas.

A votação do projeto, que foi relatado pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE), gerou polêmica entre os parlamentares. Parte do plenário defendia o texto original do projeto do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que utilizava como fonte do fundo apenas o dinheiro arrecadado com o fim de todas as propagandas eleitorais e partidárias. Como os meios de comunicação recebem atualmente isenção fiscal para veicularem as peças publicitárias, eles voltariam a pagar os impostos, que seriam repassados ao fundo. De acordo com Caiado, o repasse seria de cerca de R$ 1,5 bilhão por eleição.

Paulo Victor Chagas – Repórter da Agência Brasil

 

Defesa de Lula entrega à Justiça recibos de aluguel com datas inexistentes

Recibo entregue pelo ex-presidente Lula cita data de 31 de junho de 2014Reprodução/Tribunal Regional Federal da 4ª Região

Dos 26 recibos apresentados à Justiça Federal pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comprovar o pagamento do aluguel de um apartamento vizinho ao imóvel em que mora o petista, dois têm datas que não existem: 31 de junho de 2014 e 31 de novembro de 2015.

Os documentos foram protocolados ontem (25) pelos advogados Lula na ação penal em que o ex-presidente é acusado de ter recebido propina paga pela Odebrecht na compra de um terreno que seria usado pelo Instituto Lula e de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP).

Com os recibos, a defesa de Lula quer comprovar que o aluguel do imóvel foi uma relação contratual entre a família de Lula e Glaucos da Costa Marques, também réu na ação e sobrinho do empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula e preso na Lava Jato. Para o Ministério Público Federal, Marques foi usado como laranja para acobertar propriedade do imóvel.

O imóvel foi alugado ainda na presidência de Lula, por iniciativa do Gabinete de Segurança Institucional. Depois da presidência, Lula decidiu assumir o aluguel do imóvel.

Explicação

Em nota, a defesa de Lula alega que houve “erro material” em relação às datas de vencimento dos aluguéis e que isso não tem “relevância probatória”. “Pela lei, bastaria à defesa ter apresentado o último recibo com reconhecimento de quitação, sem qualquer ressalva de débitos anteriores, para que todos os demais pagamentos fossem considerados realizados”, diz a nota.

“Se 2 dos 26 recibos apresentados contêm erro material em relação às datas dos vencimentos dos aluguéis que estão sendo pagos, isso não tem qualquer relevância para o valor probatório dos documentos”, acrescenta a defesa de Lula.

Todos os recibos estão em nome da ex-primeira dama Marisa Letícia, morta em fevereiro, e que aparece como locatária do imóvel. “A tentativa de transformar os recibos no foco principal da ação é uma clara demonstração de que nem o Ministério Público nem o juízo encontraram qualquer materialidade para sustentar as descabidas acusações formuladas contra Lula em relação aos contratos da Petrobras”, afirma a defesa.

Agência Brasil

Palocci diz em carta ao PT que viu Lula “sucumbir ao pior da política”

Uma semana depois de a executiva do PT de Ribeirão Preto (SP) aprovar, por unanimidade, abertura de procedimento para expulsão de Antonio Palocci da legenda, o ex-ministro dos governos Lula e Dilma encaminhou ontem (26) à presidente nacional da sigla, senadora Gleisi Hoffmann (PR), uma carta em que pede desfiliação do partido e acusa Lula de “sucumbir ao pior da política”.

No documento de quatro páginas, Palocci, que negocia acordo de delação premiado com o Ministério Público Federal, reiterou as acusações feitas em depoimento ao juiz Sérgio Moro no dia 13 deste mês e ainda sugere que o PT firme um acordo de leniência “reconhecendo as graves falhas e enfrentando a verdade”.

“Estou disposto a enfrentar qualquer procedimento de natureza ética no partido sobre as ilegalidades que cometi durante nossos governos, as razões e as circunstâncias que me levaram a estes atos e, mesmo considerando a força das contingências históricas, suportar pessoalmente as punições que o partido julgar cabíveis”, diz trecho do documento.

Na carta, Polocci, que ajudou a fundar o PT, diz que recebeu o procedimento de expulsão com “estranheza”. “Enquanto os fatos me eram imputados e eu me mantive calado, não se cogitava minha expulsão. Ao contrário, era enaltecido por um palavrório vazio. Agora, que resolvo mudar minha linha de defesa e falar a verdade, me vejo diante de um tribunal inquisitório dentro do próprio PT. Qual critério do partido?”, questiona.

No documento, o ex-ministro pergunta ainda até quando os correligionários acreditarão “na autoproclamação do ‘homem mais honesto do país’ enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Institulo Lula são atribuído à dona Marisa?”, em referência ao ex-presidente.

“Quero adiantar que, sobre as informações prestadas (compra do prédio para o Instituto Lula, doações da Odebrecht para o PT, ao Instituto Lula, reunião com Dilma e Gabrielli sobre as sondas e a campanha de 2010), são fatos absolutamente verdadeiros. Situações que presenciei, acompanhei ou coordenei, normalmente junto ou a pedido do ex-presidente Lula. Tenho certeza que, mais cedo ou mais tarde, o próprio Lula irá confirmar tudo isso, como chegou a fazer com o mensalão”, afirma Palocci.

O ex-ministro ainda questiona a relação do PT com seu principal líder. “Afinal, somos um partido político sob a liderança de pessoas de carne e osso, ou somos uma seita guiada por uma pretensa divindade? Chegou a hora da verdade para nós”.

Outro lado

Para a defesa do ex-presidente Lula, os “ataques inverídicos” contidos na carta de Palocci ao PT são uma tentativa do ex-ministro de facilitar a assinatura de acordo de delação premiada. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Lava Jato na primeira instância, Lula afirmou que o ex-ministro da Fazenda de seu governo mentiu para conseguir os benefícios de uma delação premiada. O ex-presidente disse ainda que teria ficado “com pena” de Palocci.

Ivan Richard Esposito – Repórter da Agência Brasil

STF nega prisão, mas afasta do mandato e manda Aécio não sair de casa à noite

Primeira Turma do Supremo afasta Aécio do cargo de senador
Primeira Turma do Supremo afasta Aécio do cargo de senador

Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram nesta terça-feira (26) por 5 votos a 0 pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) para prender o senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas, por 3 votos a 2, determinaram o afastamento do mandato e o recolhimento noturno do senador em casa.

Votaram contra o pedido de prisão os cinco ministros da turma – Marco Aurélio Mello (relator), Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Em relação ao pedido de afastamento do mandato, votaram contra Marco Aurélio Mello e Alexandre de Moraes. Barroso, Rosa Weber e Fux votaram pelo afastamento.

A prisão de Aécio foi negada de forma unânime porque os ministros não consideraram ter ocorrido flagrante de crime inafiançável, única hipótese prevista na Constituição para prender um parlamentar antes de eventual condenação.

Pela decisão, Aécio Neves também ficará proibido de manter contato com outros investigados na Operação Lava Jato e deverá entregar seu passaporte, devendo permanecer no Brasil.

Aécio deverá ser afastado, e seguir as demais restrições, assim que for notificado, o que deve ocorrer nesta quarta-feira (27), segundo o advogado do senador, Alberto Toron.

Votos pelo afastamento

Primeiro ministro a votar pelo afastamento, Luís Roberto Barroso disse no julgamento que há indícios “induvidosos” de crimes cometidos pelo senador. Aécio é acusado de corrupção passiva e obstrução da Justiça, por pedir e receber R$ 2 milhões da JBS, além de ter atuado no Senado e junto ao Executivo para embaraçar as investigações da Lava Jato.

Na ocasião em que foi revelado o conteúdo da delação premiada de executivos da JBS, Aécio Neves argumentou que pediu o dinheiro como um empréstimo, em uma transação de caráter particular, a fim de pagar advogados. Segundo ele, antes do pedido de empréstimo foi proposta ao empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS, a compra de um apartamento, que ele não aceitou. A intenção, segundo o senador, era quitar a dívida do empréstimo com Joesley com a venda do apartamento.

“Todos esses fatos, para minha maior surpresa e decepção, se passaram anos depois do julgamento da ação penal 470 [mensalão], três anos após a Lava Jato em curso, a demonstrar que as práticas continuam rigorosamente as mesmas. Estamos passando por tudo isso sem nenhum proveito, sem mudança no patamar ético da política no Brasil”, disse o ministro Barroso.

Em seu voto, Luiz Fux considerou que a imunidade parlamentar – que dá maior proteção a senadores e deputados contra prisões – “não é sinônimo de impunidade”. O ministro disse que os direitos conferidos pela Constituição para proteger o mandato têm por objetivo preservar a “moralidade” do cargo.

Fux disse que Aécio não teve “grandeza” ao não se afastar voluntariamente do mandato quando surgiram as suspeitas. “Já que ele não teve gesto de grandeza, vamos auxilia-lo a ser portar tal como deveria se portar, sair do Senado para poder comprovar à sua ausência de culpa nesse episódio”, disse.

Ao também votar pelo afastamento, Rosa Weber considerou que Aécio descumpriu medida imposta pelo senador Edson Fachin, em maio, que também o havia afastado do mandato e o proibido de manter contato com outros investigados. Depois desta decisão, Aécio postou foto conversando com outros parlamentares do PSDB também alvos da Lava Jato.

“Não se trata de mera conversa ou contato. Essa reunião política revela de forma objetiva contato com outros investigados da Operação Lava Jato, o que estava cautelarmente vedado pela decisão do ministro Edson Fachin”, disse a ministra.

Questionado após o julgamento sobre o encontro com os parlamentares, o advogado de Aécio contestou a afirmação de que o senador teria descumprido restrições impostas pelo ministro Edson Fachin em maio.

“A decisão impõe o afastamento das atividades legislativas. Ele não é um cassado político, à moda do que ocorria na ditadura de 64. Ele pode falar sobre política, ele pode conversar. Foi ele quem divulgou esse encontro, porque não o fez clandestinamente, convencido de que fazia algo absolutamente legal”, disse Toron.

Para defesa, decisão será revertida

Após o julgamento, o advogado de Aécio, Alberto Toron, disse que a defesa irá agora estudar que tipo de ação pode ser levada ao Supremo para reverter a decisão.

Ele disse que há novas provas no caso, especialmente uma nova gravação entregue por Joesley Batista, sócio da J&F, comprovando, segundo afirmou, que a irmã de Aécio, Andrea Neves, havia oferecido apartamento ao empresário, e não pedido de propina.

“Eu tenho absoluta certeza que o STF, em face de novas provas, saberá rever essa decisão”, disse.

No momento da decisão do STF, Aécio Neves não estava no plenário do Senado, onde transcorria sessão deliberativa. O G1 procurou a assessoria do senador e aguardava uma manifestação até a última atualização desta reportagem.

Os pedidos da PGR

Os pedidos de prisão e de afastamento do mandato foram feitos no fim de julho pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em maio, um primeiro pedido de prisão foi negado pelo relator da Operação Lava Jato no STF, Edson Fachin – na época, porém, ele determinou o afastamento de Aécio do Senado.

No fim de junho, o ministro Marco Aurélio Mello, para quem o caso foi encaminhado, negou um novo pedido de prisão e permitiu a volta do senador ao exercício do mandato.

Os pedidos da PGR são baseados na delação de executivos da J&F. O órgão sustenta que o senador teria recebido dinheiro da empresa e que atuou em conjunto com o presidente Michel Temer para impedir as investigações da Lava Jato.

Ele é acusado de corrupção passiva e obstrução de Justiça. Janot pediu a prisão para evitar que o parlamentar tucano atrapalhasse as investigações.

A defesa de Aécio diz que o pedido de prisão não seguiu as exigências da Constituição, que só permite a medida em caso de flagrante de crime inafiançável e após autorização do Senado.

G1

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