23.9 C
Mamanguape
quinta-feira, 5 novembro 2026
Bayeux
Início Site Página 1881

Herdeiros já podem sacar dinheiro do PIS/Pasep de falecidos

Recursos do PIS/Pasep para cotistas idosos que já faleceram serão liberados para seus herdeiros, informou a Caixa Econômica Federal nessa quarta-feira (4). A instituição lembrou que o pagamento desses recursos começa em 19 de outubro, conforme o calendário de pagamentos de cotas divulgado pelo Governo do Brasil e pela Caixa.

No entanto, os herdeiros de cotistas falecidos podem realizar o saque a qualquer tempo, em qualquer agência, desde que os representantes legais apresentem a documentação necessária.

Para os casos de beneficiário falecido, o saque deve ser realizado na agência, independentemente do valor. Deverão ser apresentados o documento de identificação pessoal válido do sacador, o comprovante de inscrição do PIS/Pasep e o documento que comprove a relação de vínculo com o titular.

Saque por procuração, quando o beneficiário esteja vivo, mas impossibilitado de comparecer a uma agência, também é possível. Conforme o calendário de pagamento, a primeira etapa atenderá pessoas com idade igual ou acima de 70 anos. A partir de 17 de novembro, aposentados poderão sacar. Na terceira e última etapa, que começa em 14 de dezembro, é a vez de mulheres a partir de 62 anos e homens com mais de 65 anos.

O que é o PIS/Pasep

A liberação dos recursos do PIS/Pasep para cotistas idosos foi determinada pela Medida Provisória 797/2017. O benefício destina-se a mulheres a partir de 62 anos e homens a partir de 65 anos que ainda tenham saldo nas contas vinculadas no fundo, criado na década de 1970.

Na época, as empresas depositavam todo mês um valor proporcional ao salário dos trabalhadores em contas vinculadas, a exemplo do atual Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os depósitos nas contas antigas deixaram de ser efetuados a partir da Constituição de 1988. A estimativa do governo federal é injetar R$ 11,2 bilhões na economia e beneficiar aproximadamente 6,4 milhões de trabalhadores cadastrados no Fundo PIS/Pasep. Com informações do Portal Brasil.

‘Estrelas’ vai sair do ar e Angélica terá novo programa, diz colunista

© AGNEWS / Dilson Silva
© AGNEWS / Dilson Silva

Após 11 anos no ar, o programa da Globo ‘Estrelas’ vai chegar ao fim. No entanto, a apresentadora Angélica continuará na grade de programação da emissora.

De acordo com a coluna de Patrícia Kogut no jornal O Globo, Angélica está trabalhando no desenvolvimento de um novo programa com a equipe do núcleo de Ricardo Waddington.

Do Notícias ao Minuto

Bota-PB quer Série C de pontos corridos e diz que tabela beneficiou adversários

Botafogo-PB recebendo o Cuiabá pela Série C
Botafogo-PB recebendo o Cuiabá pela Série C

O Botafogo-PB já tem alguns pontos para discutir quando houver a primeira reunião para discutir a Série C do Campeonato Brasileiro de 2018. A principal pauta do Belo está definida: vai lutar por uma competição sem grupos e nos mesmos moldes das séries A e B.

Além disso, o clube entende que a competição precisa proporcionar recursos para os clubes participantes, seguindo o mesmo exemplo das séries de elite do futebol nacional. Atualmente o torneio é televisionado, mas o valor pago para a compra destes direitos serve para cobrir os custos do campeonato, segundo a Confederação Brasileira de Futebol. Segundo o novo diretor executivo de futebol do clube, Francisco Sales, está na hora da competição ser rentável.

“Muitos clubes preferem que a fórmula seja igual à das séries A e B. A gente vai lutar por isso na CBF. Ela diz que é inviável, que não tem recursos financeiros para fazer a competição dessa forma. Inclusive, os clubes da Série C não recebem cota de transmissão, como tem na Série B, na Copa do Nordeste. Mas já está na hora dos clubes receberem dinheiro por estarem na Série C”, analisou.

Outra pauta que o Botafogo-PB pretende colocar na mesa da discussão sobre a terceira divisão nacional é em relação à tabela de jogos. Segundo Sales, o Remo e o Fortaleza (que subiu para a Série B e, portanto, não jogará a Série C em 2018) foram beneficiados neste ano, na construção da tabela. 

“Eu fiz um estudo na tabela deste ano e a gente pode perceber claramente que Remo e Fortaleza são beneficiados, enquanto todos os outros clubes do grupo não são. Os dois times sempre alternam os jogos: um em casa, outro fora. Enquanto as outras equipes precisam, em certos momentos, jogar duas partidas fora. Por que é assim? Por que o tratamento com Remo e Fortaleza é diferente?”, questionou.

Por Pedro Alves

Dupla é presa com arma e drogas na Zona Rural de Itapororoca

A dupla foi presa no Sítio Cipoal
A dupla foi presa no Sítio Cipoal

A Polícia Militar numa ação conjunta com a Guarda Civil Municipal (GCM) de Itapororoca prendeu na noite da última segunda-feira (2), Elivelton da Silva Cordeiro, 21, e Bruno Silva Tavares, 19.

De acordo com relato policial, por volta das 21h40, as equipes da Força Tática juntamente com a (GCM) foram acionadas para uma ocorrência no sítio Cipoal, onde foram informados que dois indivíduos estavam armados e consumindo drogas na localidade.

“Ao chegarem ao local o Bruno jogou a arma e o Elivelton tentou se desvencilhar das drogas, com intuito de fugir, porém foram alcançados pelas equipes. Os mesmos estavam aterrorizando a localidade no dia anterior efetuando disparos de arma de fogo na região”, informou a PM.

Com a dupla a PM encontrou (01) espingarda cal. 28, com duas munições e um tablete de substâncias análogas a maconha. A Polícia conduziu os suspeitos a Delegacia de Polícia Civil onde ficaram a disposição da autoridade judiciária.

Da redação

 

Edvaldo convida insatisfeitos com gestão de Tiago Lisboa para reunião no próximo sábado

Foto: Edvaldo, Ricardo Coutinho, vereador Neto Chaves e João Azevedo.
Foto: Edvaldo, Ricardo Coutinho, vereador Neto Chaves e João Azevedo.

O ex-prefeito de Capim, Edvaldo Freire (PMDB), convidou na noite de ontem (3), na solenidade de inauguração do Corpo de Bombeiros de Mamanguape, toda a população de Capim para um “grande debate”, marcado para sua residência, no próximo sábado (7).

“Nós estamos convidando toda a população, não existe partido A, partido B. Nós estamos convocando toda a população que estão insatisfeitos com a administração, pra gente ter uma longa conversa, para que a gente possa definir os rumos políticos que a oposição irá tomar principalmente a partir do ano que vem”, explicou.

O ex-prefeito fez críticas ao atual gestor Tiago Lisboa. No entanto, enfatizou que não tem como avaliar ainda a gestão, porque segundo Freire, ‘ainda não começou’.

“Hoje a administração se resume precariamente a administrar as obras que a gente deixou. Você chega em Capim, todas as obras sem exceção foram deixadas pela nossa gestão, licitadas e com recursos em caixa”, informou.

“A revolta da população com a gestão ineficiente é grande e por isso eu resolvi convocar a população para que a gente possa fazer esse diálogo”, declarou.

Edvaldo Freire chegou a conversar com o governador Ricardo Coutinho durante a solenidade e agradeceu mais uma vez ao socialista pelos investimentos em educação, na construção de uma Escola que chegará em breve ao município.

Da redação

Dantas reafirma aliança a RC e defende nome de João Azevedo para governo

João concedeu entrevista à Rádio Capim FM nesta terça-feira.
João concedeu entrevista à Rádio Capim FM nesta terça-feira.

O ex-prefeito de Cuité de Mamanguape, João Dantas (PSB), disse ontem nas redes sociais e durante entrevista a rádio Capim FM, que permanece aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB), e que continuará fazendo oposição com responsabilidade ao prefeito Jair da Farmácia (PSC).

Nas eleições de 2016, Dantas participou de uma aliança com vários partidos, entre os quais o PSD, PRB, PTB, PSDB, DEM, PMDB e PT do B, que são contrárias ao plano estadual do governo.

João Dantas alegou que cada eleição tem uma história. “Eleição estadual é uma, municipal é outra diferente, a executiva estadual do PSB na época nos deu carta branca a formalizar uma aliança de acordo com a conjuntura local”, disse.

De cabelos brancos, o ex-gestor afirma que é leal ao governador, vota em deputado estadual no projeto de reeleição de Adriano Galdino (PSB). Ele preferiu não citar o nome do deputado federal que deve apoiar em 2018.

João alegou que faz oposição ao prefeito, porém, torce para que Jair realize um bom governo para a população; ‘melhor do que o seu, quando foi prefeito’, afirmou.

Ele revelou que conversa com partidos ou lideranças de oposição. “É natural, faz parte da política local. Estamos em um país democrático”, diz João.

Sobre seu futuro político, ele declarou que pertence a Deus, e ao povo. “Eu estou à disposição, no pleito de 2018, apoio para governador João Azevedo”.

Meu estilo de fazer política é com respeito aos meus opositores, não tenho inimigos políticos no município, conheço e converso com todos, completou.

Da redação, com Blog do Chico Soares

Senado adia para 17 de outubro votação sobre afastamento de Aécio

O Senado decidiu nesta terça-feira (3), por 50 votos a 21, adiar para o próximo dia 17 de outubro a votação sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O plenário aprovou, após três horas de discussão, um requerimento apresentado por Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Aécio foi afastado do mandato parlamentar na semana passada, por determinação da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Com base nas delações de executivos da J&F, o senador afastado é acusado pela PGR de ter cometido os crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva. Aécio, porém, nega as acusações e se diz “vítima de armação”.

A discussão sobre se o Senado deveria ou não manter a votação para esta terça dominou as conversas entre senadores desde o período da manhã.

Isso porque parte dos parlamentares defendeu ser preciso aguardar a decisão do STF, marcada para o próximo dia 11, sobre o procedimento a ser adotado quando parlamentares forem afastados do mandato por determinação judicial.

Em meio às discussões nas bancadas sobre adiar ou não a votação sobre o afastamento de Aécio, o líder do PMDB, Raimundo Lira (PB), disse no início da tarde que tinha ouvido 21 dos 23 integrantes da bancada e que havia uma “maioria consistente” para aguardar o julgamento no STF.

O líder da minoria, Humberto Costa (PT-PE), logo em seguida, afirmou que a bancada petista também era favorável ao adiamento.

Argumentos contra o adiamento

Alvos de inquéritos no Supremo, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Fernando Collor (PTC-AL) defenderam durante a sessão que a votação ocorresse ainda nesta terça.

“O STF não é maior do que o Senado. Temos a legitimidade do voto popular, obedecemos a Constituição e não aceitamos de forma alguma que a Constituição seja reinterpretada para diminuir o Senado.” – Jader Barbalho

Na sequência, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Congresso Nacional e ex-líder do PMDB, afirmou: “Desfazer essa votação significa dissolver o Senado.”

As declarações dos senadores foram dadas no plenário, logo após o ministro do STF Luiz Edson Fachin rejeitar um pedido de Aécio para suspender o afastamento.

Ao saber da decisão do ministro Fachin, o presidente da legenda, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), desabafou: “Então, vamos votar”.

Em plenário, o líder do PSDB, Paulo Bauer (SC), criticou a tentativa de adiar a votação.

“Não é possível que, nesta Casa, ninguém mais queira cumprir o que a Constituição diz. Em algum lugar do país, essa Constituição tem que ser respeitada.” – Paulo Bauer

Argumentos pró-adiamento

Em meio à discussão sobre adiar ou não a votação no plenário, o líder do PPS, Cristovam Buarque (PPS-DF), declarou:

“Esta Casa não é menor que o Supremo, mas o Supremo não é menor que esta Casa. Nós fazemos a lei. Mas o Supremo interpreta a lei.” – Cristovam Buarque

Na mesma linha, o líder do PT, Humberto Costa, afirmou que o Senado deveria esperar a decisão do Supremo para que Aécio Neves não passe a ser um “privilegiado”, uma vez que decisões judiciais não retroagem.

“As decisões do Supremo valem é dali para frente, não dali para trás. Hoje dizer que o Supremo agiu errado, sem que haja pacificação da questão, significa dizer que um senador terá atendimento prioritário e será tratado como alguém que teve tratamento privilegiado.” – Humberto Costa.

Veja abaixo como votou cada senador:

Votos “sim” (pelo adiamento)

  • Acir Gurgacz (PDT-RO)
  • Alvaro Dias (Pode-PR)
  • Ana Amélia (PP-RS)
  • Ângela Portela (PDT-RR)
  • Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
  • Armando Monteiro (PTB-PE)
  • Cidinho Santos (PR-MT)
  • Cristovam Buarque (PPS-DF)
  • Dário Berger (PMDB-SC)
  • Eduardo Amorim (PSDB-SE)
  • Elmano Férrer (PMDB-PI)
  • Fátima Bezerra (PT-RN)
  • Fernando Coelho (PMDB-PE)
  • Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  • Hélio José (PMDB-DF)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Ivo Cassol (PP-RO)
  • João Capiberibe (PSB-AP)
  • Jorge Viana (PT-AC)
  • José Maranhão (PMDB-PB)
  • José Medeiros (Pode-MT)
  • José Pimentel (PT-CE)
  • Kátia Abreu (PMDB-TO)
  • Lídice da Mata (PSB-BA)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Lúcia Vânia (PSB-GO)
  • Magno Malta (PR-ES)
  • Marta suplicy (PMDB-SP)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Paulo Rocha (PT-PA)
  • Pedro Chaves (PSC-MS)
  • Raimundo Lira (PMDB-PB)
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  • Regina Sousa (PT-PI)
  • Reguffe (Sem partido-DF)
  • Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
  • Roberto Muniz (PP-BA)
  • Roberto Requião (PMDB-PR)
  • Ronaldo Caiado (DEM-GO)
  • Rose de Freitas (PMDB-ES)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Simone Teber (PMDB-MS)
  • Valdir Raupp (PMDB-RO)
  • Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
  • Vicentinho Alves (PR-TO)
  • Waldemir Moka (PMDB-MS)
  • Wellington Fagundes (PR-MT)

Votos “não” (contra o adiamento)

  • Airton Sandoval (PMDB-SP)
  • Antonio Anastasia (PSDB-MG)
  • Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
  • Benedito de Lira (PP-AL)
  • Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Dalírio Beber (PSDB-SC)
  • Davi Alcolumbre (DEM-AP)
  • Eduardo Lopes (PRB-RJ)
  • Fernando Collor (PTC-AL)
  • Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
  • Jader Barbalho (PMDB-PA)
  • João Alberto Souza (PMDB-MA)
  • José Agripino Maia (DEM-RN)
  • José Serra (PSDB-SP)
  • Lasier Martins (PSD-RS)
  • Paulo Bauer (PSDB-SC)
  • Renan Calheiros (PMDB-AL)
  • Roberto Rocha (sem partido-MA)
  • Tasso Jereissati (PSDB-CE)
  • Zeze Perrella (PMDB-MG)

 G1

Prazo para produtores rurais aderirem ao Refis Rural foi prorrogado até 31 de outubro

O produtor rural que quiser aderir ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), que possibilita a renegociação de dívidas rurais com boas condições de negociação, ganhou mais 30 dias. Isto porque, uma medida provisória, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, da última sexta-feira, prorrogou o prazo para adesão ao Programa que findaria no dia 29, para o dia 31 de outubro.  

De acordo com a MP, quem aderir ao Programa em outubro, seja pessoa física ou jurídica, terá que pagar acumuladamente três parcelas do acordo. O programa, apelidado de Refis Rural, contempla pessoas físicas ou compradores de produção rural de pessoas físicas. Com a adesão ao programa, os débitos contraídos a partir de 2001 poderão ser refinanciados em até 180 meses (15 anos), das quais 176 prestações terão desconto nas multas e nos juros. O contribuinte já inscrito em outros programas de refinanciamento poderá permanecer neles – aderindo, ao mesmo tempo, ao PRR – ou concentrar todos os débitos no PRR.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, comemorou a prorrogação do prazo de adesão ao Refis Rural. “Essa elasticidade no prazo, com certeza, vai possibilitar que mais produtores e empresas possam aderir ao programa. Quem se adequar às condições do Programa, com certeza, deve renegociar seus débitos porque as condições são vantajosas”, afirma Murilo.

Jair Bolsonaro é condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais a comunidades quilombolas e população negra

Jair Bolsonaro durante seu discurso na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Jair Bolsonaro durante seu discurso na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O deputado federal Jair Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral, a ser revertido em favor do Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos.

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro entrou com um processo contra Jair Bolsonaro, em abril deste ano, depois que o deputado realizou uma palestra no Clube Hebraica, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, e lá ofendeu e depreciou a população negra e indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas. O deputado pode recorrer da sentença. A assessoria do deputado disse ao G1, na tarde desta terça-feira (3), que Bolsonaro não vai se pronunciar sobre o caso.

Na ação, os procuradores da República sustentam que Bolsonaro distorceu informações e fez uso de “expressões injuriosas, preconceituosas e discriminatórias com o claro propósito de ofender, ridicularizar, maltratar e desumanizar as comunidades quilombolas e a população negra”.

No Hebraica, segundo MPF, o deputado afirmou, por exemplo, que visitou uma comunidade quilombola e “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. Ainda citando a visita, disse também: “não fazem nada, eu acho que nem pra procriar servem mais”. Para os procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, as afirmações “desumanizam as pessoas negras, retirando-lhes a honra e a dignidade ao associá-las à condição de animal”.

“Com base nas humilhantes ofensas, é evidente que não podemos entender que o réu está acobertado pela liberdade de expressão, quando claramente ultrapassa qualquer limite constitucional, ofendendo a honra, a imagem e a dignidade das pessoas citadas, com base em atitudes inquestionavelmente preconceituosas e discriminatórias, consubstanciadas nas afirmações proferidas pelo réu na ocasião em comento”, concluem os procuradores na ação.

Na sentença, publicada nesta segunda-feira (2), a juíza Frana Elizabeth Mendes, da 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro, afirma que está “evidenciada a total inadequação da postura e conduta praticada pelo réu, infelizmente, usual, a qual ataca toda a coletividade e não só o grupo dos quilombolas e população negra em geral”.

G1

STF mantém Fachin como relator de pedido para suspender afastamento de Aécio

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu hoje (3) manter o ministro Edson Fachin como relator do pedido do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para que a Corte suspenda seu afastamento das atividades parlamentares.

Ontem (3), a defesa de Aécio pediu para que o mandado de segurança com pedido de liminar (decisão provisória) fosse redistribuído, argumentando que Fachin não poderia ser relator por ter sido o autor do primeiro afastamento do senador, em maio.

Em um segundo mandado de segurança, o PSDB fez pedido similar, no intuito de que o afastamento seja suspenso em definitivo. Por prevenção, Fachin também é o relator da solicitação do partido de Aécio.

Cármen Lúcia, a quem cabe decidir sobre redistribuição de processos, entendeu que o argumento da defesa não procede, pois o afastamento determinado na semana passada pela Primeira Turma do STF se trata de uma nova medida, em nada relacionada com qualquer decisão anterior de Fachin.

A ministra também escreveu que caso impedisse Fachin de participar do sorteio da relatoria, o plenário do STF ficaria sem o quórum mínimo de seis ministros para julgar o pedido do senador. Isso porque os cinco ministros da Primeira Turma já não poderão participar da análise sobre a suspensão do afastamento, uma vez que a decisão contestada partiu do colegiado.

Compõem a Primeira Turma os ministros Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

Decisões anteriores

Em julho, o ministro Marco Aurélio Mello reverteu o primeiro afastamento de Aécio, que havia sido determinado por Fachin, devolvendo-lhe o exercício do mandato, mas na semana passada a Primeira Turma do STF decidiu restabelecer a medida, impondo ao senador a proibição de sair de casa à noite.

A decisão da Primeira Turma foi tomada no inquérito em que Aécio foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter recebido R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, em troca de sua atuação política. O senador tucano nega as acusações, afirmando que a quantia se tratava de um empréstimo pessoal, numa operação sem natureza ilícita.

Caberá agora a Fachin decidir se acata ou não a solicitação feita ontem (2) pelo advogado de Aécio, Alberto Toron, que em um mandado de segurança pediu uma liminar para que o STF suspenda o afastamento do senador. A suspensão aconteceria, segundo o pedido de Toron, ao menos até que seja julgada em plenário uma ação na qual os ministros da Corte devem decidir se precisam ou não de aval do Congresso para impor, contra parlamentares, medidas cautelares diversas da prisão.

A ação direta de inconstitucionalidade (ADI), protocolada por PP, PSC e Solidariedade, foi pautada por Cármen Lúcia para ser julgada no dia 11 de outubro, depois que o Senado aprovou um requerimento de urgência para que o plenário da Casa revise as medidas impostas contra Aécio.

A votação sobre o assunto no Senado deve ocorrer hoje, segundo o presidente do Senado, Eunício Oliveira, que disse ontem (2) a Cármen Lúcia ter dificuldades para adiar a análise do tema. A expectativa é de que Aécio tenha o exercício do mandato restabelecido por seus pares, desconsiderando uma decisão colegiada do STF.

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Últimas Notícias

BlogsOPINIÃO
Objetividade e clareza

WhatsappEnvie
Mande sua sugestão de pauta ou denúncia: (83) 9 8140-8425

Mais Lidas

Operação da Receita Federal apreende drogas, cigarros eletrônicos e produtos contrabandeados na Paraíba

A Receita Federal apreendeu drogas, cigarros eletrônicos, medicamentos e produtos contrabandeados durante a Operação Fronteira em João Pessoa e outros estados do Nordeste. A ação busca combater crimes de importação irregular e circulação de mercadorias ilegais.

Hospital Napoleão Laureano lança 6ª Corrida Contra o Câncer HNL

O Hospital Napoleão Laureano lançou a 6ª Corrida Contra o Câncer, marcada para 28 de fevereiro de 2027. O evento beneficente celebra os 65 anos da instituição e arrecadará recursos para o tratamento de pacientes do SUS.

Murilo Galdino lamenta morte de Pedro do Pão e destaca parceria durante campanha eleitoral

O deputado federal Murilo Galdino lamentou a morte de Pedro do Pão, ex-prefeito de Lagoa Seca e pai de Iacome Jácome. O parlamentar destacou a parceria durante sua última campanha e afirmou que não poderá participar do velório por estar cumprindo agenda em Brasília.