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Paraibana e mais quatro pessoas morrem em queda de avião

© Reprodução / TV Liberal
© Reprodução / TV Liberal

Uma paraibana morreu em um acidente com um monomotor na cidade de Itaituba no sudoeste do Pará, a 1626 km de Belém, na noite desse domingo (22).

Belânia Dantas Marinho, natural de Sousa, no Sertão paraibano, o piloto, o co-piloto e mais duas passageiras morreram com a queda do avião. 

O voo estava sendo realizado em alusão ao dia do aviador, comemorado nesse nesta segunda-feira, dia 23 de outubro. O monomotor caiu em uma área urbana do município. As causas da queda ainda não foram identificadas pelas autoridades do Pará. As informações são do Portal Correio.

Gestores admitem colapso financeiro nas prefeituras caso ajuda do governo não chegue

Cerca de 150 prefeitos e a maior parte dos representantes a bancada federal paraibana participaram, nesta segunda-feira (23), de um encontro promovido pela Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup) no auditório do Centro Cultural Ariano Suassuna do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), em João Pessoa, para discutir alternativas para a crise e tentar sensibilizar o governo federal em busca de mais recursos para os Municípios.

Em contato com a reportagem do Portal Correio, pelo menos 20 gestores admitiram a possibilidade de colapso financeiro caso o atual cenário não se modifique.

Por conta da queda de repasses para os Municípios, muitos prefeitos estão tendo que promover cortes de despesas e até recorrendo a demissões para tentar colocar as finanças em dia.

Em Cruz do Espírito Santo, o prefeito Pedrito (PSD) disse que a situação no Município é muito ruim e terá que promover cortes para tentar honrar os compromissos em dia. Pedrito disse que até o momento já demitiu 160 pessoas e só conseguirá pagar o salário dos cargos comissionados do mês de agosto nesta terça-feira (24). “Se for pra tirar os contratados, que são os professores e o pessoal que dá apoio nas escolas, vai ter parar, e se for pra parar é melhor fechar as portas, como aconteceu em prefeituras do estado de Alagoas”, alertou.

O cenário também é preocupante na cidade de Caaporã, no Litoral Sul do estado, onde o prefeito Kiko Monteiro (PDT) já demitiu cerca de 300 pessoas que foram contratadas por ele no início do ano.

Segundo o gestor, o repasse do ICMS para o Município previsto para o próximo ano é preocupante, principalmente quanto à ocorrência de novas demissões. “Já demitimos aproximadamente 300 pessoas, e estamos estudando novos cortes, infelizmente”, lamentou.

O prefeito de Pilar, Benício Neto (PSB), disse que a situação na cidade é muito preocupante. Ele revelou que por conta dos descontos feitos nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a prefeitura só recebeu até o momento R$ 6 mil. “Estamos caminhando para o colapso financeiro, com o atraso da folha e dos fornecedores, por isso estamos apelando para que essa ajuda chegue o mais rápido possível”, afirmou.

Por Alexandre Freire

Alok se torna de 19° Melhor DJ do Mundo

Alok

Alok, o brasileiro com maior audiência no mundo, acaba de ser eleito o 19° melhor DJ do mundo pela revista DJ MAG, uma das principais revistas internacionais dedicada à música eletrônica, superando sua 25° posição ocupada no ano de 2016.

“Além de honrado, me sinto extremamente feliz, satisfeito e muito motivado. Conquistar essa posição demonstra o quanto nos dedicamos e trabalhamos para que a música eletrônica brasileira conquistasse seu próprio espaço. Orgulho em representar o Brasil e ter o apoio de vocês ao meu lado. Agradeço a todos que contribuem com a construção dessa história. Essa posição não é minha, é do Brasil!”, agradece o artista que em recente lista divulgada pela Billboard aparece liderando o ranking dos 30 brasileiros mais ouvidos no exterior.

Com 15 anos de carreira, Alok acumula números impressionantes. São cerca de 10 milhões de ouvintes mensais nas plataformas digitais, mais de 300 milhões de plays com o hit ‘Hear Me Now’, Discos de Ouro e Platina recebidos na Itália e França, 150 milhões de views no YouTube e 10 milhões de seguidores nas redes sociais.

Polícia acha corpo que seria de menina deixada de castigo fora de casa

Sherin Mathews, de 3 anos
Sherin Mathews, de 3 anos

O Departamento de Polícia de Richardson, no Texas, investiga se um corpo encontrado no domingo (22) é o da menina Sherin Mathews, de 3 anos. A criança está desaparecida desde 7 de outubro, quando seu pai a deixou de castigo fora de casa durante a madrugada.

Os pais de Sherin foram notificados, e o FBI deve auxiliar a polícia local para identificar o corpo e a causa da morte.

De acordo com reportagem da Associated Press, a menina foi deixada sozinha no quintal em 7 de outubro pelo pai, Wesley Mathews, por se recusar a beber leite. Ele teria voltado ao local 15 minutos depois, mas não encontrou mais a criança.

De acordo com a polícia, Wesley levou cinco horas para comunicar o sumiço da menina, que possui atraso de desenvolvimento. “Isso não parece uma resposta normal de alguém cujo filho está desaparecido”, comentou o sargento Kevin Perlich na ocasião, segundo a agência de notícias.

Em depoimento, o pai disse ter visto coiotes perto de onde deixou a menina, mas as investigações não indicam que alguma animal tenha arrastado Sherin. Wesley foi preso acusado e de abandonar ou expor uma criança ao perigo, mas foi liberado após pagar fiança. O outro filho de casal, de 4 anos, foi afastado da família pelo Serviço de Proteção à Criança dos EUA.

Aneel avalia mudança de cálculo que pode deixar energia mais cara

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) avalia mudar a metologia de cálculo da bandeira tarifária, sistema que implica em custos extras na conta de luz do consumidor quando termelétricas, mais caras, precisam ser acionadas para garantir a geração de energia.

“Colocamos [a bandeira tarifária] em revisão com urgência urgentíssima”, afirmou Tiago Correia, diretor da agência e relator do processo sobre o tema, em evento na OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro) na sexta-feira (20). A informação foi publicada no jornal “Valor Econômico”.

Segundo Correia, a conta da bandeira está deficitária em 2017, o que “gera um problema para o pagamento das próximas faturas.”

As bandeiras sinalizam para os consumidores o custo de operação do sistema. Se a condição é favorável, ela é verde, mas se a oferta de energia cai são acionadas as bandeiras amarela e vermelha, em primeiro ou segundo patamar, que geram cobranças adicionais.

Regulamentadas em 2012, elas passaram a ser cobradas em 2015. A faixa vermelha foi desdobrada em dois patamares em fevereiro de 2016, mas o nível vermelho 2 foi acionado pela primeira vez em outubro deste ano, devido à baixa vazão das hidrelétricas com o tempo seco.

Correia afirmou que a fórmula de cálculo da bandeira se tornou “muito volátil” à hidrologia. Hoje, a tarifa é calculada com base no CMO (Custo Marginal de Operação), divulgado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) e base para o cálculo do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), usado como referência pelo mercado de curto prazo.

“Tivemos dois episódios neste ano, acredito que um em maio e outro em setembro, em que uma chuva prevista para a primeira semana do mês jogou a bandeira primeiro para verde, depois de amarelo para vermelho, mas na revisão semanal já verificamos que não deveria ter jogado para baixo. Perdemos dois meses de arrecadação de bandeira nesse ano e o impacto disso foi brutal”, disse Correia.

Segundo ele, a mudança na fórmula deve “olhar armazenamento e geração hidráulica, porque esse é o custo que domina a bandeira.”

No domingo (22), as hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste tinham 19% da capacidade dos reservatórios. Furnas, que representa 17,18% do subsistema, tinha 13,33% do volume útil. No Nordeste, as usinas apresentavam 7,10% da capacidade, com Sobradinho, que concentra 58,26% do subsistema, com apenas 3,49% de seu volume útil.

O diretor da agência disse que vai apresentar na tarde desta segunda-feira (23) sua proposta para a nova fórmula de cálculo.

“Gostaria que a nova regra já valesse em novembro, porque existe uma previsão, ainda com taxa de erro muito alta, mas de uma chuva entrando no Sudeste na primeira semana de novembro que nos levaria ao erro de novo, de considerar uma bandeira não no patamar vermelho 2, sendo que a realidade é patamar vermelho 2”, afirmou Correia.

Ele disse ainda que há uma proposta para novos valores dos patamares de preços das bandeiras.

“Erramos a mão, não temos nenhuma vergonha de assumir o erro, no começo do ano na hora de fixar os patamares”, disse.

Em fevereiro, a Aneel definiu novos valores para o sistema de bandeiras tarifárias. A amarela passou de R$ 1,50 para R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh), e a vermelha no patamar 2 caiu de R$ 4,50 para R$ 3,50 a cada 100 Kwh consumidos.

“Eu gostaria que já valesse um patamar mais alto para novembro”, afirmou Correia.

Procurada, a Aneel informou que “as especificidades sobre a metodologia e eventuais impactos” serão apresentados nesta terça-feira (24) durante Reunião Pública da Diretoria, “onde será discutida a abertura de audiência pública sobre o tema.” Com informações da Folhapress.

Paraibanos participam de discussões sobre a implantação do árbitro de vídeo

Em estudos desde 2016, o árbitro de vídeo no futebol é uma das grandes expectativas para a Copa do Mundo de 2018. No Brasil, esse debate é atual. No final de setembro, a CBF acenou como positivo para que o recurso fosse utilizado o mais rápido possível nas competições nacionais. Na Paraíba, a Comissão Estadual de Arbitragem apoiou a decisão da Confederação, mas ressaltou os cuidados necessários na execução do novo sistema. 

“Eu sou totalmente a favor. Na realidade, somos a favor de tudo aquilo que venha diminuir os erros da arbitragem na Paraíba, no Brasil e no mundo. Tudo está evoluindo muito. Mas é preciso saber como isso será feito”, afirmou José Renato Soares, ex-árbitro da CBF e presidente da Comissão Estadual de Arbitragem. Na visão da arbitragem paraibana, a preocupação é em relação à forma como o sistema de vídeo será implementado. 

Enquanto no vôlei, o capitão da equipe ou alguém do banco pode solicitar as imagens, no tênis é o próprio atleta quem faz a avaliação no vídeo. No futebol, isso ainda gera discussões. “Essa é uma grande questão. No futebol, caso seja o árbitro quem precise pedir, coloca em cheque as próprias decisões dele. Ele vai se sentir na dúvida. Isso tem que estar muito bem trabalhado para que a gente não demore sete ou oito minutos para decidir uma coisa que, no vôlei, dura 15 segundos”, analisou. 

Sobre uma possível chegada do formato de vídeo às competições na Paraíba, o presidente José Renato destacou os custos que a CBF irá ter para a aplicação e manutenção nos estados. “É uma coisa que ainda não sabemos quando pode ser feito. A nível de Brasil já está sendo complicado, imagina nos estados. Você lembra do chip na bola? Só foi na copa, mas o projeto era para todo o campeonato brasileiro. O custo era alto e não foi possível”, concluiu. 

Paraibanos na CBF

Na preparação para colocar o projeto em prática, a entidade máxima do futebol realizou um curso de capacitação em Água de Lindóia/SP. Os árbitros paraibanos Pablo Alves e Oberto Santos estiveram presentes. De acordo com os profissionais, a vídeo-arbitragem pode ajudar em questões estratégicas como marcações de pênalti, gol de mão, falta dentro da área e cartões. 

“É uma coisa que veio para ficar. Hoje em dia, são milhares de câmeras que podem ajudar. O árbitro de vídeo veio para solucionar problemas. A aplicação desse recurso na Paraíba depende muito da estrutura que a FPF terá. É algo para ser visto”, comentou Oberto Santos.

Do Correio Online

Empresas oferecem mais de 200 oportunidades de emprego

O Sistema Nacional de Empregos na Paraíba (Sine-PB) oferece, a partir desta segunda-feira (16), mais de 200 vagas de emprego em seus postos instalados nos municípios de João Pessoa, Campina Grande, Itaporanga, Bayeux e Cabedelo. A maioria das oportunidades de trabalho é para técnico de manutenção industrial (50) e auxiliar de linha de produção (40), ambos em João Pessoa.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (83) 3218-6619, 3218-6618 ou 3218-6624 (em João Pessoa) e (83) 3310-9412 (em Campina Grande). Para a inscrição, os interessados devem procurar a sede do Sine-PB, localizada na rua Duque de Caxias, 305, no Centro de João Pessoa (próximo ao Shopping Terceirão), com RG e CPF.

Vagas disponíveis – João Pessoa (138 vagas)

3 – Agente de microcrédito
2 – Atendente de farmácia (Balconista)
40 – Auxiliar de linha de produção
4 – Açougueiro
5 – Cabeleireiro
2 – Cortador de roupas
1 – Costureira de máquinas industriais
6 – Costureira em geral
2 – Cozinheiro geral
2 – Encarregado de cozinha
1 – Estilista de moda
1 – Fresador (Fresadora universal)
4 – Garçom
1 – Gerente de restaurante
3 – Masseiro (Massas Alimentícias)
1 – Mecânico de automóveis e caminhões
1 – Mecânico de bicicletas
1 – Pintor de metais a pistola
1 – Pizzaiolo
3 – Subgerente de loja (Operações comerciais)
1 – Técnico agrícola
50 – Técnico de manutenção industrial
2 – Vendedor pracista

Vagas disponíveis – Campina Grande (27 vagas)

4 – Auxiliar de crédito
1 – Auxiliar técnico de refrigeração
1 – Bordador à máquina
1 – Costureira de máquinas industriais
12 – Desenhista técnico de topografia
5 – Embalador a mão
1 – Porteiro
2 – Vigilante

Vagas disponíveis – Itaporanga (26 vagas)

4 – Ajudante de cozinha
1 – Balconista
2 – Chapeiro
1 – Churrasqueiro
1 – Cozinheiro de restaurante
12 – Garçom
2 – Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações
3 – Recepcionista

Vagas Disponíveis – Bayeux (5 vagas)

1 – Contador
1 – Costureira em geral
1 – Encarregado de seção de contagem de produção
1 – Supervisor de logística
1 – Supervisor de vendas 

Vagas disponíveis – Cabedelo (5 vagas)

1 – Fiscal de loja
4 – Vendedor em domicílio

Relatório de CPI diz que Previdência Social não tem déficit

Plenário do Senado

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, senador Hélio José (PROS-DF), apresentou nesta segunda-feira (23) o relatório final dos trabalhos ao colegiado, com a conclusão de que a Previdência Social não é deficitária, mas, sim, alvo de má gestão.

Segundo o senador, “está havendo manipulação de dados por parte do governo para que seja aprovada a reforma da Previdência”. Ele acrescentou que “quando o assunto é Previdência, há uma série de cálculos forçados e irreais”.

Em 253 páginas, o relatório destaca que o “maior e mais grave problema da Previdência Social vem da vulnerabilidade e da fragilidade das fontes de custeio do sistema de seguridade social”. No documento, o relator destaca que, “antes de falar em déficit, é preciso corrigir distorções”.

Outro trecho do documento ressalta que “a lei, ao invés de premiar o bom contribuinte, premia a sonegação e até a apropriação indébita, com programas de parcelamento de dívidas (Refis), que qualquer cidadão endividado desse país gostaria de poder acessar.

Proposta

Ao contrário da maioria das CPIs, que, segundo Hélio José, ao final costumam pedir o indiciamento de pessoas, desta vez, o relatório é apenas propositivo. Nesse sentido, sugere dois projetos de lei (PLS) e três propostas de emenda constitucional (PECs). Uma delas proíbe a aplicação da Desvinculação de Receitas da União às receitas da seguridade social.

Votação

Após um pedido de vista coletiva – mais tempo para analisar o parecer – o relatório precisa ser votado até o dia 6 de novembro, quando termina o prazo de funcionamento da comissão. Antes da votação final os membros da CPI podem sugerir mudanças no documento.

Histórico

Instalada no fim de abril , em pouco mais de seis meses, a CPI realizou 26 audiências públicas e ouviu mais de 140 pessoas entre representantes de órgãos governamentais, sindicatos, associações, empresas, além de membros do Ministério Público e da Justiça do Trabalho, deputados, auditores, especialistas e professores. A comissão é presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), e é formada por seis senadores titulares e cinco suplentes.

Por Redação, com Agência Brasil

Policiais se fingem de religiosos em igreja e prendem suspeito de incendiar usina

Um homem suspeito de atear fogo em uma usina de cana-de-açúcar de Pernambuco foi preso, na tarde desse domingo (22), por policiais civis que se disfarçaram de frequentadores de uma igreja evangélica do município de Coremas, no Sertão paraibano. As informações são do Portal Correio. 

Segundo o delegado Glauber Fontes, a Justiça pernambucana enviou o mandado de prisão após receber informações de que o suspeito estava em Coremas. Com isso, houve um trabalho de investigação e descoberta da localização do procurado.

“Soubemos que ele estava frequentando uma igreja e alguns de nossos agentes começaram a participar dos cultos. Lá, eles identificaram o suspeito e o prenderam. Ele confessou o crime e disse que o incêndio foi praticado por ele e outros homens, mas não revelou os motivos”, afirmou o suspeito.

Ainda segundo o delegado, o suspeito segue preso na Cadeia Pública de Coremas, onde aguarda transferência para um presídio de Pernambuco.

Enem: temas de atualidade são tão importantes quanto conteúdo aprendido em aula

Fórmulas, teorias e regras gramaticais não devem ser o único foco de quem está se preparando para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova costuma abordar também assuntos do cotidiano, tanto em perguntas específicas como em textos que subsidiam as questões. Por isso, a sugestão dos professores é que os alunos acompanhem de perto os principais acontecimentos no Brasil e no mundo.

“Para a prova do Enem, saber do mundo é tão importante quanto o que vemos em sala de aula. Os acontecimentos na nossa história atual tem a capacidade de nos questionar constantemente sobre o que significa ser humano e viver em sociedade”, diz a professora de história Alba Cristina, da plataforma de ensino Me Salva!

O coordenador de história do Grupo Etapa, Thomas Wisiak, lembra que em qualquer disciplina os assuntos de atualidades podem aparecer ou servir de motivos para algum exercício. “Os alunos devem estar a par dos grandes acontecimentos acompanhando um ou mais meios de comunicação confiáveis”, orienta o professor. Ele também recomenda que os alunos fiquem atentos aos grandes temas da atualidade no Brasil, que costumam ser mais abordados no Enem.

O professor de Geografia e Atualidades do curso Anglo, Axé Silva, aconselha os alunos a fazerem uma auto-avaliação crítica sobre seus conhecimentos em atualidades e aperfeiçoar o que não estiver com segurança. “Diante desses temas, eles devem pensar um pouco na essência de cada um deles, e se ele se sente seguro sobre cada assunto. O que atrapalha muito os candidatos é ele não confiar nele mesmo, é ter algumas inseguranças sobre alguns assuntos”. Ele também alerta para o cuidado com as notícias falsas e orienta os alunos a procurar sempre as fontes primárias de informações, como órgãos oficiais.

Apostas

Entre os temas que podem ser abordados no Enem deste ano, a professora Alba aposta nas relações étnico-raciais, nas migrações, nas questões de gênero e na tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. Ela também lembra que este ano se comemora o centenário da Revolução Russa e do início da Primeira Guerra Mundial. “Pode ser este o estímulo para que apareçam no Enem relacionados a geopolítica, a concepção de Estado e relações socioeconômicas”, diz.

A Revolução Russa também é uma das apostas do professor Axé Silva. No cenário internacional ele ainda cita a questão do multilateralismo e unilateralismo. “Por um lado, vemos a China formando um grande complexo socioeconômico, estratégico e logístico, que mostra esse multilateralismo, e por outro lado vemos ideias e ações de desintegração, como as ideias de Donald Trump e outros países que olham cada vez mais para si. Estamos vivendo essa nova ordem internacional”, explica.

No Brasil, questões ligadas à urbanização, saneamento básico, crise hídrica e violência urbana também podem ser abordadas. Axé lembra que os assuntos relacionados ao meio ambiente sempre têm destaque no Enem e podem ser abordados em várias disciplinas, como geografia, biologia e química. Um dos temas pode ser a busca de alternativas para a geração de energia limpa.

A discussão sobre a demarcação de terras indígenas e o acesso às terras de descendentes de quilombolas também pode ser abordada, segundo o professor Wiziak. “Isso gera muita discussão e também remete a um histórico de disputa no Brasil em torno da terra”, diz, lembrando que na prova do Enem existe a preocupação de verificar se o aluno conhece o processo de formação da identidade brasileira.

Outro tema que pode aparecer é a segurança pública, ou mais especificamente a crise no sistema carcerário brasileiro, assim como questões ligadas ao trabalho, que costumam aparecer bastante no Enem. “Isso pode remeter à discussão da reforma trabalhista ou a outros momentos da história em que houve mudanças na relação de trabalho, como a criação da CLT, no governo Getúlio Vargas, e mudanças na sociedade brasileira em função das questões de trabalho, como a escravidão”, diz Wisiak.

Segundo ele, questões de política da atualidade podem ser abordados como motivo para se referir a outros momentos da história. O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff pode ser relacionado, por exemplo, ao impeachment de Fernando Collor, em 1992, ou à crise política em 1955, durante o governo de Juscelino Kubitschek.

Por Redação com Agência Brasil

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