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Cícero sai do banco para marcar e Grêmio vence a primeira

© Getty Images
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Exatamente 10 anos depois, o Grêmio volta a uma final de Libertadores. Atuando em casa, o time gaúcho entrou em campo em Porto Alegre sob os olhares do treinador da seleção Tite e seu auxiliar Cléber Xavier. No banco, Renato Gaúcho, ídolo do clube, que em 2008 foi vice da competição com outro Tricolor, o carioca, tenta consagrar de vez sua carreira de técnico conquistando uma velha conhecida, a taça continental das Américas, que ele ajudou a levar para a casa do Grêmio em 1983, ainda como atacante. E quando o clube ainda atuava no antigo Olímpico.

Nos primeiros minutos, pressão dos dois lados, mas pouca objetividade. O primeiro chute a gol, só aos 17, com Luan mandando pra longe. Renato irritado e a torcida em cima a cada lance, tentando ofuscar a presença dos argentinos. Um torcedor do Grêmio chegou a passar mal nas arquibancadas e precisou ser socorrido.

A final entre argentinos e brasileiros tem um outro componente fora das quatro linhas: o número de títulos por país. Disparada na frente, a Argentina pode chegar ao vigésimo quinto caneco, contra 17 do Brasil. Caso o Grêmio consiga o tricampeonato, os brasileiros ficarão com 18, seis a menos que os hermanos.

Voltando ao gramado, retranca argentina. Mas aos 26′, um erro de Andrada levou perigo ao gol do Lanús, mas Ramiro não soube aproveitar a chance. 

Aos 33′, susto real. Chute de Martinez e grande defesa de Marcelo Grohe. Pela primeira vez um dos times teve oportunidade clara de abrir o placar. E aos 39′, o Lanús mostrou que entrou de vez na partida.  Velázquez cabeceou na área para mais um trabalho de Grohe, que salvou mais uma vez o time da casa. E o Grêmio sentiu a pressão no nervosismo. Kannemann, zagueiro tricolor, se desentendeu com Braghieri e levou o amarelo. O cartão tira o xerife do próximo jogo. Rolando García, do Lanús, também foi punido. E aos 43′, por falta em Martinez, Jaílson levou o segundo amarelo pros gremistas. São dois pra cada lado no primeiro tempo. Lautaro Acosta também havia sido ‘anotado’ pelo juiz.

Fim do primeiro tempo: 0 a 0.

SEGUNDA ETAPA

O jogo recomeçou com o Grêmio mais atento e mais agressivo. O time de Renato partiu pra cima do Lanús logo no início, mas com pouca qualidade. Aos 5′, Edílson arriscou com força, mas a bola saiu. Ele reclama de forma veemente com o juizão pedindo a bola na lateral, mas o árbitro finge que não vê e dispensa o amarelo.

Aos 13′, Renato mexe pela primeira vez: sai Fernandinho e entra Everton. Treze minutos depois, o treinador tirou Jaílson, com amarelo, para entrada de Cícero, mas o substituto também foi amarelado após três minutos em campo. Em seguida, nova mudança: Barrios dá lugar a Jael.

Apesar do cartão rápido, Cícero foi a salvação do Grêmio. Depois de um passe de Jael, Cícero desvia, a bola bate em Andrada e entra. Um gol nascido do banco de reservas: 1 a 0 para o Grêmio. 

Logo após o gol, o botão Libertadores foi ligado: Geromel e Aguirre começaram a discutir após uma dividida.

No fim, vitória do Grêmio: 1 a 0. Tricolor agora precisa de um empate na Argentina. Vale lembrar que na final não é válido o critério de gols fora de casa. 

Justiça determina que Estado forneça medicamento a paciente portador de câncer em estágio avançado

O Juízo da 3ª Vara de Fazenda Pública da Capital concedeu a tutela de urgência para determinar que o Estado forneça a medicação ‘Nivolumabe (opdivo)’ a um paciente acometido de câncer no pulmão (neoplasia maligna de pulmão), na forma prescrita por seu médico, sob pena de bloqueio de numerário que satisfaça a obrigação, e ainda, multa por descumprimento no valor de R$ 500,00 por dia. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (22).

Nos autos da Ação Ordinária de Obrigação de Fazer, o autor expôs que já foi submetido a tratamento quimioterápico, radioterápico e medicamentoso, através de um outro fármaco obtido através de ordem judicial (Mandado de Segurança 0846230-31.2016.815.2001, que tramitou na mesma unidade judiciária) devido ao elevado custo. Afirmou, também, que, diante de novo exame, seu médico prescreveu novo tratamento, ressaltando ser a melhor opção, ante o estágio da doença.

Na decisão, o juiz Gutemberg Cardoso Pereira afirmou estarem presentes os requisitos para concessão do pedido. Esclareceu que, nos termos do artigo 196 da Constituição Federal, é dever do Estado garantir a todos os cidadãos que necessitem a prestação de serviços e fornecimento de medicamentos, entre outros tendentes a garantir a todos o direito à Saúde.

Também apontou a Lei nº 10.741 /2003 (Estatuto do Idoso), que determina a preservação da saúde física e mental do idoso, bem como suas condições de dignidade, incluindo, no artigo 2º, o fornecimento do pedido feito na Ação e, no artigo 3º, a obrigação do Poder Público na efetivação dos direitos dos idosos.

Quanto ao receio de dano irreparável ou de difícil reparação, o juiz afirmou: “é patente nos autos, diante da enfermidade do autor, o que demanda cuidados urgentes, para proteção integral à vida com dignidade, o que é garantido pela Lei nº 10.741/2003”.

O magistrado disse, ainda, que “a patologia do autor encontra-se em estágio avançado e, considerando que o promovente é portador de doença grave, conforme visto em outros processos, é de se resguardar o seu direito à vida”.

Por Gabriela Parente

Joãozinho deixa governo Eunice e retorna para grupo de oposição

Oposição de Mamanguape agora conta com sete vereadores na Câmara.
Oposição de Mamanguape agora conta com sete vereadores na Câmara.

O presidente da Câmara dos Vereadores de Mamanguape, ‘João da estaca’ (PSD), recepcionou na noite desta quarta-feira (22), em sua residência, o ex-prefeito Eduardo Carneiro de Brito e mais seis vereadores oposicionistas. Em contato com a redação do PBVale, após a reunião, o ex-prefeito Eduardo anunciou o retorno de Joãozinho ao grupo da oposição, passando agora para ‘G7’.

Até o momento não há informações sobre o que teria sido tratado na reunião, além do retorno do presidente às oposições da cidade.

João da estaca está no seu segundo mandato de vereador, sendo eleito na última eleição pelo grupo do então candidato, segundo colocado, Fabio Fernandes (PMDB). O parlamentar declarou apoio à prefeita Eunice Pessoa (PSB) ainda no mês de janeiro deste ano, quando foi eleito presidente da casa Senador Ruy Carneiro, para o biênio (2017/2018).

Participaram do encontro na noite de hoje os vereadores: Neto Belino (PTB), Vaugrhan da Padaria (PSC), Crisanto Cavalcante (PSB), Guilherminho Fernandes (PSDB), Maria da Saúde (PSDC) e irmão Nestor (PSDC).  

Reunião aconteceu na casa do próprio presidente da Câmara.

Da redação

Camila Pitanga: ‘Ser mulher negra no Brasil é uma luta diária’

Atriz comentou sobre a PEC 181, que veta totalmente o aborto.

A atriz e diretora Camila Pitanga falou sobre assuntos relacionados ao feminismo, assédio e aborto, em entrevista ao jornal baiano “Correio”. Ela disse que “ser mulher é um ato de resistência, ser mulher negra no Brasil é uma luta diária maior ainda”.

“Eu, como mulher negra privilegiada, me comprometo diariamente com essa união e sinto que esse é um momento que cresce, toma corpo e me faz acreditar em um futuro melhor para todas nós”, disse a atriz.

Sobre a PEC 181, que veta o aborto mesmo em caso de estupro e gestação de anencéfalos, Camila Pitanga deixa clara a sua posição.

“Não consigo entender a falta de solidariedade com mulheres que foram estupradas ou correm risco de vida. É um assunto sério, extenso, delicado e sensível sobre autonomia do corpo e que não pode ser decidido por uma ‘canetada’ de homens”, afirmou.

Suspeitos são presos com 169 aves mantidas em cativeiro

Seis pessoas foram presas, na manhã desta quarta-feira (22), suspeitas de manter pássaros em cativeiro e sem a devida autorização legal como também comercializarem as aves. As prisões foram feitas no município de Guarabira, Brejo paraibano, a 105 quilômetros de João Pessoa e os suspeitos foram multados em R$ 58 mil. As informações são do Portal Correio. 

Com os suspeitos, a polícia apreendeu uma espingarda do tipo soca e 169 pássaros. De acordo com o comandante do Batalhão Ambiental, major Lucas, os pássaros apreendidos foram encaminhados ao de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), em Cabedelo, onde serão examinados e depois devolvidos à natureza.

Os infratores também responderão a processo criminal, que prevê pena de seis meses a um ano de detenção para esse tipo de crime.

Prefeitura e Secretaria de Ação Social criam programa para as “gestantes” de Marcação

Encontro com gestantes na sede do CRAS
Encontro com gestantes na sede do CRAS

Desde que assumiu a Prefeitura em janeiro, a prefeita de Marcação, Lili Oliveira (PDT), mantém um compromisso com a população, especialmente as mães carentes, que os serviços de ação social são prioridades. Durante a semana, a representante do executivo e a Secretária da Ação Social, Wilma Dantas se reuniu na sede do CRAS, na cidade, para o lançamento do programa “Grupo de Gestantes Mães Amigas”.

A reunião foi muito proveitosa, contou com dezenas de mães que foram orientadas por uma equipe multidisciplinar do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e, do Programa Criança Feliz.

Interessadas a participar do programa podem se dirigir diretamente à unidade do CRAS. Para fazer a inscrição é necessário apresentar comprovante de endereço e documentos pessoais, além do Cadastro Único.

Dinâmicas de grupos e palestras educativas foram desenvolvidas, além de oficina para confecção de chaveiros. O objetivo da Prefeitura da cidade é de oferecer cidadania às mulheres gestantes da zona urbana e rural, além do atendimento individual quando for necessário.

Com assessoria

Temer anuncia aos prefeitos repasse de R$ 2 bilhões para “auxílio” às Prefeituras

Temer anuncia repasse de R$ 2 bi de FPM para os Municípios em dezembro
Temer anuncia repasse de R$ 2 bi de FPM para os Municípios em dezembro

Mais uma conquista do movimento municipalista! O presidente Michel Temer determinou nesta quarta-feira, 22 de novembro, que até dezembro seja repassado auxílio financeiro de R$ 2 bilhões aos Municípios brasileiros sob a forma do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Mais uma vez, a união, o engajamento e a mobilização dos gestores municipais mostraram que essa é a melhor forma de avançar nas pautas que trazem melhorias aos Entes locais.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, comemorou a conquista. “De tanto bater e bater, a gente conseguiu e teve a compreensão do presidente Temer. Isso demonstra mais uma vez esse espírito de fortalecimento dos nossos Municípios. A gente sabe que foi uma gotinha d’água do que foi dado aos governadores, mas, no ano que vem, vamos continuar esse diálogo com o presidente”, afirmou.

O repasse de R$ 2 bilhões corresponde a metade do que foi solicitado de Apoio Financeiro aos Municípios, mas dará fôlego aos Municípios diante da dura crise financeira enfrentada. O valor foi conseguido após negociações do líder da Confederação e dos presidentes de entidades estaduais com o presidente Michel Temer.

Ziulkoski também convocou os gestores municipais a estarem em Brasília nos dias 5 e 6 de dezembro. “Nós temos que ser firmes, nós temos que atuar fortes, mas não temos que quebrar ninguém. Portanto, essa unidade é que está nos levando a conquistas. Vamos colocar os Municípios acima de tudo”, finalizou.

Enquanto aguardavam o resultado da reunião com o presidente da República, centenas de prefeitos cantaram o hino nacional e gritaram palavras de ordem. Eles também comemoram a derrubada do veto ao Encontro de Contas – mais uma conquista que os mais de dois mil prefeitos celebraram nesta quarta-feira, 22 de novembro. 

Em sessão conjunta, deputados e senadores derrubaram, por unanimidade, o veto do Encontro de Contas. Isso foi resultado de mobilização dos gestores municiais que estão em Brasília desde o dia 21 quando iniciaram mobilização pela derrubada do veto do Encontro de Contas pelo Congresso Nacional.

CCJ da Câmara aprova PEC que acaba com foro privilegiado

Mérito da proposta será discutido agora por uma comissão especial, que precisa ser criada pela presidência da Casa

Às vésperas do julgamento sobre a restrição do foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para a quinta-feira, 23, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 22, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado por prerrogativa de função em casos de crimes comuns.

O mérito da proposta será discutido agora por uma comissão especial, que precisa ser criada pela presidência da Casa. As bancadas se posicionaram favoráveis ao andamento da PEC na Casa, mas destacaram que pretendem aprofundar a discussão e mudar a extensão do foro na comissão especial.

A proposta que restringe o foro especial valerá para crimes comuns cometidos por deputados, senadores, ministros de Estado, governadores, prefeitos, ministros de tribunais superiores, desembargadores, embaixadores, comandantes das Forças Armadas, integrantes de tribunais regionais federais, juízes federais, membros do Ministério Público, procurador-geral da República e membros dos conselhos de Justiça e do Ministério Público.

O foro permanecerá para presidente e vice-presidente da República, presidente do Supremo Tribunal Federal e os presidentes da Câmara e do Senado. O texto em apreciação na CCJ é a íntegra da proposta que foi aprovada pelos senadores.

“O foro por prerrogativa de função, popularmente chamado de ‘foro privilegiado’, é um verdadeiro resquício aristocrático que ainda permanece na nossa Constituição Federal. Se de um lado há o crescente clamor social pelo combate à corrupção, de outro temos um sistema desigual entre as autoridades e os cidadãos comuns desprovidos de prerrogativas. Essa seletividade só transmite à sociedade uma mensagem: a de impunidade”, defendeu o relatório do deputado Efraim Filho (DEM-PB).

No parecer, Efraim diz que o fim do foro privilegiado afastará a ideia de “blindagem” de autoridades, em especial em casos de corrupção, e resgatará o princípio de que todos são iguais perante a lei.

“Isto porque o que era para ser exceção virou regra, visto o extenso rol de hipóteses de foro privilegiado no Brasil”, completou o deputado, que deve continuar na relatoria da PEC na comissão especial.

Segundo levantamento da consultoria legislativa do Senado, hoje mais de 54.990 autoridades têm direito a foro privilegiado, a maioria no Judiciário. “É inegável o desvirtuamento do foro”, comentou o deputado Rubens Pereira Jr. (PCdoB-MA), um dos parlamentares que apontou a necessidade de aperfeiçoamento do texto proveniente do Senado.

Partidos de oposição, como PT, PCdoB e PSOL votaram pela admissibilidade da PEC, mas defenderam “cautela no debate”.

Os petistas, por exemplo, concordaram que é preciso restringir o rol de autoridades com foro, mas que não se pode, por exemplo, deixar prefeitos expostos “à sanha persecutória” de juízes e que é preciso ter salvaguardas na legislação.

“Vamos ver essas coisas com cuidado”, defendeu o deputado Wadih Damous (PT-RJ). O petista disse que nem tudo o que está previsto na Constituição é “privilégio”, mas uma necessidade.

O chamado foro por prerrogativa de função é um direito concedido a autoridades públicas de somente serem processadas penalmente por uma corte especial – como o Supremo, no caso de políticos do Executivo e do Legislativo federal – e está previsto na Constituição de 1988.

Damous disse considerar interessante a proposta do ministro do STF Luís Roberto Barroso de que os políticos só terão direito ao foro privilegiado se o crime do qual forem acusados tiver sido cometido no exercício do mandato e for relacionado ao cargo que ocupam. “A ideia de restringir a crimes comuns, eu concordo com ela”, afirmou.

O deputado Betinho Gomes (PSDB-PE) disse que é necessário um ajuste no foro para que seja adequado para os tempos atuais e lembrou que, quando o instrumento constitucional foi criado, tinha como objetivo preservar autoridades para que elas tivessem “a condição de fazer seu trabalho sem incorrer em demasiadas ações que pudessem prejudicá-las”.

“Mas, ao longo do tempo, o alcance desse instrumento, com o número de autoridades que passaram a ter direito ao foro, criou uma deformação grave, que passou a ser confundida com proteção e impunidade. Nós precisamos fazer essa discussão”, discursou na comissão.

Por Daiene Cardoso, do Estadão Conteúdo

Procuradora-geral da República diz que RJ vive “clima de terra sem lei”

Para ela, decisão da Alerj que soltou deputados ofendeu lei e Constituição
Para ela, decisão da Alerj que soltou deputados ofendeu lei e Constituição

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal essa disputa entre o Legislativo e o Judiciário do Rio de Janeiro. E disse que o estado vive um clima de terra sem lei.

A procuradora argumentou que a decisão da Assembleia Legislativa foi uma ofensa à lei e à Constituição.

O MP pede para suspender e anular a decisão da Alerj que soltou os três deputados.
Raquel Dodge afirmou que a decisão do Supremo sobre medidas cautelares a parlamentares, usada pelo Senado para devolver o mandato ao senador Aécio Neves, não se estende a deputados estaduais.

A Procuradoria informou que entrou com a ação no STF antes da decisão que já mandou os três deputados de volta à prisão. E reforçou: o fato de a Alerj ignorar os crimes atribuídos aos deputados indica o quadro de anomalia e excepcionalidade vivido nesse momento, o que, segundo a procuradora, exige uma resposta imediata e firme do Supremo.

Raquel Dodge disse que o fato de a resolução legislativa ter sido cumprida por ordem direta da Alerj, sem expedição de alvará de soltura pela Justiça, é prova eloquente do clima de terra sem lei que domina o estado. E que a resolução, ordenando aos carcereiros que soltassem os deputados não encontra respaldo ou paralelo, aproximando-se, pura e simplesmente, de um ato de força ilegal. O relator será o ministro Edson Fachin.

Jornal Nacional 

Robert Mugabe, ditador do Zimbábue, renuncia após 37 anos no poder

Herói da luta pela independência, Mugabe se tornou um ditador sanguinário
Herói da luta pela independência, Mugabe se tornou um ditador sanguinário

Uma multidão saiu, nesta terça-feira (21), às ruas da capital do Zimbábue para celebrar a renúncia do presidente Robert Mugabe, que estava afastado do poder desde quarta-feira (15).

Robert Mugabe caiu do poder e, dessa vez, não havia ninguém para amparar. O presidente do Zimbábue perdeu cada pilar do regime.

Os militares que apoiaram o ditador por 37 anos pediam sua saída. A influente Associação de Veteranos da Guerra pela Independência não queria Mugabe nem por mais 37 segundos.

Aquele homem um dia já foi herói: parou de dar aulas e liderou uma guerrilha pela independência. Assim como Nelson Mandela, ele lutou contra o colonialismo britânico e depois contra a segregação entre brancos e negros.

Mas, ao contrário do líder sul-africano, Mugabe se apegou ao poder e comandou um genocídio contra uma etnia rival: um massacre conhecido como Gukurahundi, a tempestade que separa o joio do trigo.

Robert Mugabe era um nome temido e reverenciado à frente de um governo desastroso. A corrupção e a expropriação de terras ajudaram a quebrar o país, que já enfrentou uma hiperinflação, com a famosa nota de 100 trilhões de dólares zimbabuanos.

O erro fatal foi o afastamento do vice-presidente Emmerson Mnangagwa. Mugabe quis como sucessora a esposa, apelidada de Gucci Grace pelos gastos extravagantes. O Exército não tolerou e manteve o presidente sob custódia em sua mansão na capital Harare. O ditador não resistiu à pressão. Nesta terça-feira (21), o presidente do Congresso leu a carta de renúncia de Mugabe.

O Reino Unido declarou que a renúncia é uma oportunidade para a ex-colônia encontrar um caminho livre de opressões. Mas o principal nome para a sucessão era o braço direito de Mugabe. Durante quase 40 anos de regime, Emmerson Mnangagwa passou por praticamente todos os cargos do governo.

O Zimbábue hoje importa a maior parte da comida que consome. Um país com enorme riqueza natural, mas com uma população muito empobrecida. O novo líder tem tudo para ser um velho conhecido, mas hoje o povo dança.

Os zimbabuanos têm um ditado para isso: “Ithemba alibulali”. Algo como: “A esperança não mata ninguém”.

Jornal Nacional 

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