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Israel quer deportar 40 mil imigrantes africanos e enfrenta oposição

© Reuters
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O plano do governo de Israel de deportar dezenas de milhares de imigrantes africanos recebeu a oposição inesperada de israelenses liberais e alguns setores judaicos dos Estados Unidos. Eles afirmam que Israel, criado após o Holocausto, nunca deveria ignorar aqueles que precisam de ajuda.

Israel pretende começar a deportar os africanos no primeiro dia de abril. Alguns deles estão no país há anos e constituíram família. 

Nas últimas semanas, um grupo de pilotos, médicos, escritores e ex-embaixadores pediram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu suspendesse o plano de deportação, afirmando que a medida é antiética e causaria graves danos à imagem do país. 

O memorial oficial em memória das vítimas do Holocausto, Yad Vashem, rejeitou qualquer comparação entre o assassinato de judeus durante a Segunda Guerra Mundial e a crise migratória, mas disse que a situação atual é um “desafio nacional e internacional que exige empatia, compaixão e misericórdia”.

“A experiência do povo judeu ao longo das gerações aumenta essa obrigação”, afirmou o Yad Vashem em comunicado. “As autoridades em Israel devem fazer todos os esforços para que não haja pessoa que tenha chegado a Israel com uma espada sobre o pescoço que não receba status de refugiado.”

O governo, entretanto, não vê com bons olhos os pedidos. “Esta campanha é sem fundamento e absurda”, disse Netanyahu. “Os verdadeiros refugiados e suas famílias permanecerão em Israel. Não temos a obrigação de permitir que migrantes trabalhistas ilegais que não sejam refugiados permaneçam aqui.”

“Não é razoável que apenas em Israel eles sejam ‘infiltrados’ e em qualquer outro lugar do mundo eles sejam refugiados”, disse Dror Sadot, do grupo de advocacia Hotline for Refugees and Migrants.

O fluxo migratório de africanos para Israel começou em 2005, após o Egito reprimir violentamente uma manifestação de refugiados sudaneses em que pelo menos 27 foram mortos. Após o episódio, Israel passou a ser visto como um lugar com segurança e oportunidade de empregos. 

Cerca de 60 mil imigrantes atravessaram a fronteira do deserto de Porouso para chegar a Israel até uma barreira ser construída em 2012. 

Desde então, cerca de 20 mil pessoas deixaram Israel voluntariamente, através da Organização das Nações Unidas (ONU) ou com o incentivo do governo, que oferece cerca de US$ 3,5 mil e um bilhete de avião para quem deseja ir embora.

Existe, também, um centro de detenção em uma região deserta do sul de Israel que concentra um número não conhecido de africanos.

Ainda assim, milhares de imigrantes estão concentrados em bairros no sul de Tel Aviv, onde as lojas de alimentos étnicos e as bancas de cartões de telefone tomam as ruas e a área tornou-se conhecida como “Pequena África”. Isso provocou tensão com os residentes judeus de classe trabalhadora que pressionaram o governo para encontrar uma solução.

O governo, dominado por partidos nacionalistas, defendeu a causa dos moradores. Após anos de atrasos, foi aprovada a deportação de 40 mil imigrantes, mesmo contra sua vontade, a um terceiro país africano cujo nome não foi divulgado.

Este destino seria Ruanda, apesar de Netanyahu apenas afirmar que “a ONU considera um dos países mais seguros da África”.

O ministro da Justiça, Ayelet Shaked, disse que a grande maioria dos africanos em Israel são homens jovens que procuram trabalho, em vez de refugiados, e Israel tem o direito de ditar sua política de imigração.

“Israel não pode ser o escritório de desemprego da África”, disse ela à rádio do exército israelense na terça-feira. “Eles não estão sendo enviados para a morte, eles vão trabalhar em outro lugar”.

Os defensores dos africanos discordam. Eles dizem que o Ruanda não tem capacidade para recebê-los e que parte do fluxo está sendo absorvido por outros países africanos. 

A maior parte dos imigrantes africanos são da Eritreia, cujo serviço militar é comparado à escravidão, e do Sudão — que foi foi destruído por uma guerra civil de 22 anos e um genocídio na região ocidental de Darfur.

Defensores dos imigrantes africanos afirmam que eles estão sendo forçados para a Líbia — onde enfrentam tortura, escravidão e estupro na tentativa de cruzar o mar mediterrâneo e chegar na Europa. Com informações do Sputnik.

Sobe para 81 o número de mortes por febre amarela no Brasil

O Ministério da Saúde (MS) divulgou, nesta terça-feira (30), dados atualizados sobre a ocorrência da febre amarela no país. Desde o dia 23, quando foi apresentado o último balanço, foram mais 83 casos de febre amarela, sendo que 28 vieram a óbito.

Ao todo, entre os dias 1º de julho de 2017 e 30 de janeiro de 2018, foram confirmados 213 casos de febre amarela no país e 81 mortes. A pasta também detalhou que 1.080 casos suspeitos foram analisados, sendo que 432 foram descartados e 435 continuam em investigação.

A circulação do vírus da febre amarela em áreas mais amplas do que vinha sendo observado nos anos anteriores – incluindo cidades com maior concentração de pessoas – tem gerado preocupação na população e busca por vacina em postos de saúde. Por isso, o governo federal decidiu a antecipar a campanha de imunização, com doses fracionadas, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

No entanto, o número de casos entre julho de 2016 e janeiro de 2017 foi maior que o que tem sido observado. Segundo o ministério, naquela época foram 468 casos confirmados e 147 óbitos.

Para viabilizar ações de combate à doença, a pasta se comprometeu a encaminhar aos estados R$ 54 milhões. Do total, já foram repassados R$ 15,8 milhões para São Paulo e R$ 30 milhões para Rio de Janeiro, onde na segunda-feira (29), o número de mortes pela doença chegou a nove, conforme informou a Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde. Com informações da Agência Brasil.

‘Ela esfaqueou Warley intencionalmente’, diz delegado sobre travesti

Warley foi esfaqueado em tentativa de assalto/Foto: Arquivo
Warley foi esfaqueado em tentativa de assalto/Foto: Arquivo

“Warley estava caído no chão quando o suspeito o agrediu a facadas. Foi intencional”. A afirmação foi do delegado Diego Garcia que autuou em flagrante, por tentativa de latrocínio, a travesti suspeita de esfaquear Warley Santos, ex-jogador e atual dirigente do Botafogo-PB durante crime cometido na madrugada de sexta-feira (29), em João Pessoa.

Ao Portal Correio, o delegado contou que a manutenção da prisão, em flagrante, foi motivada pelo fato do suspeito ter deliberadamente esfaqueado Warley enquanto ele estava caído ao chão.

“Foram dois os motivos para a prisão em flagrante. O primeiro é em decorrente do suspeito ter pego o celular da vítima para justificar o não pagamento de um serviço. O segundo é que após a briga, Warley caiu ao chão e, deliberadamente, o suspeito o esfaqueou. Com isso, mantivemos a prisão”, contou o delegado.

O suspeito vai passar por exame de corpo de delito e irá permanecer na Central de Polícia Civil, aguardando audiência de custódia que deve ser realizada nesta quarta-feira (30).

Por Halan Azevedo

População prestigia Show de Prêmios do Mercadinho Irmãos Caxias em Curral de Cima

Mercadinho Irmãos Caxias realizou Show de prêmios para a população

A população de Curral de Cima compareceu em massa para prestigiar mais um Show de Prêmios do Mercadinho Irmãos Caxias, no último domingo (28).

O comercial que é dirigido por três irmãos da família Caxias, proporcionou um dia especial para os seus clientes, com sorteios de vários brindes, de um garrote no valor de R$ 2 mil reais, além de churrasco, feijoada e bebidas ao público, que curtiu ao som do artista da terra, Leozinho dos Teclados.  

Um dos irmãos, Manoel Caxias, concedeu entrevista ao PBVale e agradeceu a fidelidade dos clientes ao ‘Mercadinho Irmãos Caxias’, destacando a importância dos fornecedores para a realização do evento.

“Essa festa é dos clientes, são os clientes que faz acontecer, graças a Deus, primeiramente Deus, segundo os clientes. Porque são os clientes que faz acontecer o comercio”, destacou Manoel.

Populares de várias comunidades da área urbana e rural de Curral de Cima prestigiaram a festa, que também cotou com a presença de diversas autoridades.

Ouça entrevista com Manoel Caxias:

Sistema Correio reafirma compromisso com a bancada federal

Encontro da bancada federal com a diretoria do Sistema Correio/Foto: Sony Lacerda
Encontro da bancada federal com a diretoria do Sistema Correio/Foto: Sony Lacerda

Oito representantes da bancada federal paraibana em Brasília participaram nesta segunda-feira (29) do tradicional almoço com a diretoria do Sistema Correio de Comunicação para celebrar o terceiro aniversário da coluna ‘Direto de Brasília’, do jornalista Edinho Magalhães. Encontro aconteceu no The W Restaurante, na Praia de Tambaú, em João Pessoa. Estiveram presentes os deputados federais Damião Feliciano (PDT), André Amaral (PMDB), Wilson Filho (PTB), Efraim Filho (DEM), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Rômulo Gouveia (PSD). Também compareceram os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB).

Para o empresário Roberto Cavalcanti, o momento é importante para haver uma confraternização com a bancada paraibana no Congresso Federal. Ele também comentou sobre o ano eleitoral e a participação do Sistema Correio neste processo.

“Na verdade, a Paraíba depende muito de Brasília, da atuação de nossa bancada, e eu vejo um reconhecimento, uma confraternização para que nos possamos acostar aos projetos paraibanos em Brasília. Como democrata, (2018) é um ano que eu vibro muito. Como empresário de comunicação também não poderia deixar de realmente me contaminar com o quadro eleitoral e o Sistema Correio espera que seja uma eleição fantástica, muito disputada. Eu acho que toda eleição é um espetáculo democrático, merecedor de nosso apoio”.

A diretora executiva do Sistema Correio, Beatriz Ribeiro, também ressaltou o momento e a importância do jornalismo do Sistema levando informação aos paraibanos das ações da bancada do estado em Brasília.

“É um momento de mostrar o trabalho de cada um deles e este é o nosso propósito. Dar a nossa informação com credibilidade, jornalismo com ética, com paixão, com amor e que eles tenham energias redobradas em 2018 para que possam fazer a missão que eles têm que fazer em Brasília. E a gente tem que estar aqui dando esta luz para o povo da Paraíba mostrando o que eles estão fazendo lá.  A gente tem sempre este objetivo de estar cada vez mais ampliando nossos espaços, contribuindo mais com a comunidade, com a população, fazendo pelo bem de cada um deles”, disse.

Bancada paraibana unida

Um dos temas mais recorrente entre os deputados e senadores presentes foi a união da bancada paraibana. O jornalista Edinho Magalhães também ressaltou este momento dos políticos da Paraíba em Brasília.

“Há três anos que a gente faz esta cobertura da bancada federal paraibana no congresso nacional para os paraibanos. É importante mostrarmos o que os deputados paraibanos têm feito de melhorias para a Paraíba. É preciso mais uma vez, e muito mais importante por estarmos em um ano eleitoral, acordarmos e criarmos a consciência cidadã no eleitor para que ele possa acompanhar mais e melhor a política nacional, em especial a paraibana, através da atuação dos deputados federais e senadores em Brasília. A bancada nunca esteve tão boa, tão unida e tão influente, com líderes de governo, líderes de bancada, presidentes de comissão, ocupando lugares estratégicos nas mesas diretoras da Câmara e Senado. Uma bancada influente, unida, um time que está ganhando e quem tem que ter a sensação de vitoria é o eleitor e o cidadão paraibano”, descreveu.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) também falou da união da bancada e fez um balanço do que foi produzido em 2017.

“É um momento que se faz este balanço e o resultado graças a Deus é positivo. A bancada tem atuado de forma unida, coesa. E trazendo conquistas importantes para o nosso estado. O destaque do ano passado é sem duvida a conclusão do eixo leste da transposição do Rio São Francisco e a nossa luta agora para que possamos ter a conclusão do eixo norte da transposição. Assim como o ramal Piancó, que vai levar água para o açude de Coremas. A bancada tem atuado de forma coesa, unida, trazendo benefícios para o estado”, disse, listando ainda outras ações.

Cássio também comentou sobre o processo eleitoral. Para ele, a definição do nome da oposição para a disputa ao governo da Paraíba deverá sair logo após o carnaval.

“Acho que o tempo para isto será logo após o carnaval. O prefeito Luciano (Cartaxo), com razão, quis tentar ter uma definição agora em janeiro, não foi possível,por uma série de circunstâncias, mas não acredito que devamos tardar muito esta definição. Um tempo que eu considero razoável, é que agora após o carnaval, o PSDB estará se reunindo, interna e externamente para tomar estas definições. Eu continuo acreditando nesta unidade”, falou.

Outro a falar da união da bancada paraibana foi o também senador José Maranhão. Ele disse ainda que se esta unidade existisse em um outro momento, a Paraíba não teria perdido alguns investimentos.

“Essa unidade que realmente existe em um aspecto. Um aspecto de que todos nós temos um ponto comum: o de trabalhar em beneficio da Paraíba. E é por isto que todos os projetos que até hoje foram apresentados para julgamento dos senadores ou dos deputados têm tido aprovação unânime, sem nenhuma discrepância, porque todos estão convencidos neste momento que nós vivemos que é preciso unir as forças políticas da Paraíba não apenas em torno de eventuais alianças político-partidárias, mas sobretudo em torno do grande tema do momento: o desenvolvimento social e econômico da Paraíba”, enfatizou.

Os deputados federais Wilson Filho, Damião Feliciano e André Amaral também fizeram um breve balanço da atividade parlamentar na Câmara Federal em 2017 e traçaram um breve panorama do processo eleitoral que acontece em outubro deste ano.

Jornal Correio da Paraíba

TCE-PB realiza pesquisa para diagnosticar situação tributária dos 223 municípios da Paraíba

O Tribunal de Contas da Paraíba está fazendo um diagnóstico sobre a administração tributária dos municípios e para isso, iniciou neste início de ano, com prazo de conclusão para 31 de janeiro próximo, um levantamento por meio de questionário, envolvendo todas as 223 prefeituras do Estado. Os dados obtidos com a pesquisa irão subsidiar os trabalhos do Fórum Permanente de Administradores Tributários da Paraíba – FPAT/PB, segundo informou o presidente do TCE-PB, André Carlo Torres Pontes.

O conselheiro André Carlo explicou que esse diagnóstico vai traçar um perfil sobre a realidade tributária nos municípios e ajudará aos gestores nas ações que visam aperfeiçoar a administração tributária municipal. Reiterou a arrecadação tributária é uma responsabilidade do gestor e uma obrigação constitucional.  No TCE, o trabalho está sendo realizado por uma equipe, sob a coordenação do auditor de Contas Pública, Luiz Henrique dos Santos Fernandes.

O questionário relaciona 15 perguntas sobre os mais variados temas sobre administração tributária, a começar pela indagação se o município tem setor específico relacionado à administração tributária, no caso, secretaria, departamento, divisão ou outro setor. Do mesmo modo, se há lei que preveja estruturação de cargos de fiscal ou similar. Do mesmo modo se há cadastro de contribuintes de IPTU e ISS. Também se há convênios com a administração fazendária de outros municípios, Estado ou A União.

Tributação Municipal – O poder de tributar está previsto na Constitucional Federal, lei maior do ordenamento jurídico nacional, e foi repartido em forma de competência tributária para todos os entes federados, seja de forma privativa, como no caso dos impostos, seja de forma comum, como no caso das taxas e da contribuição de melhoria. Um exemplo é a cobrança do IPTU. O art. 156 da CF confere competência aos municípios para cobrar de todas as pessoas físicas e jurídicas que forem proprietárias de imóveis, edificados ou não, dentro da zona urbana, paguem anualmente o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).

MP recomenda investimento exclusivo de precatórios do Fundef na educação

Os quatro ramos do Ministério Público na Paraíba (MPF, MPPB, MPC e MPT) emitiram uma recomendação conjunta a prefeitos paraibanos para que abstenham-se de contratar, sem licitação, escritórios de advocacia visando ao recebimento de valores complementares do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), pagos pela União. Inicialmente, o documento foi expedido para 37 municípios, que estão na área de atuação da Procuradoria da República na Capital e que figuram como credores do Fundef (atual Fundeb), mas a intenção do Ministério Público é que a recomendação seja observada por todos os gestores municipais do Estado.

O Ministério Público alerta que os contratos com escritórios de advocacia não devem prever pagamento dos honorários contratuais com cláusula de risco, nem o pagamento dos honorários deve ser vinculado a qualquer percentual dos recursos complementares do Fundef, a serem recebidos pelas prefeituras, em decorrência de atos judiciais produzidos para recebimento desses valores, devidos pela União aos municípios.

Conforme a recomendação, os municípios devem abster-se de efetuar pagamento de honorários a escritórios de advocacia, mediante uso de verbas do Fundef, o atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), por prestação de serviços visando ao recebimento dos valores complementares.

Tais valores são decorrentes de diferenças da complementação federal do valor mínimo anual por aluno (VMAA), prevista na Lei do Fundef (Lei n.º 9.424/96), pagas a menor pela União, quando houve a mudança do Fundo (de Fundef para Fundeb). Em 2015, em ação civil pública ajuizada pelo MPF em São Paulo, a Justiça Federal sentenciou a União a repassar aos municípios lesados a diferença dos valores devidos. Em decorrência, diversos municípios no Brasil ingressaram com ações de cobrança contra a União, logrando êxito na obtenção de quantias vultosas.

Rastreamento de recursos
Os órgãos recomendantes aconselham que os municípios busquem o recebimento de tais verbas por meio de suas respectivas procuradorias municipais, bem como depositem os recursos em conta, criada especificamente com este propósito, a fim de garantir-lhes a rastreabilidade, conforme determina o artigo 17 da Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007.

A partir do recebimento da recomendação, as prefeituras devem informar ao Ministério Público se já receberam precatórios referentes a diferenças da complementação federal do Fundef, indicando os valores recebidos, se foram depositados em conta especificamente criada com esse propósito e se a ação foi ajuizada por escritório de advocacia, com a identificação do escritório, a referência da quantia paga ao escritório e se esta integrava uma porcentagem dos recursos do Fundef.

Recomposição do erário
Aos municípios que já receberam os recursos complementares do Fundef, a recomendação é para que informem ao Ministério Público, em 30 dias, qual a destinação dada aos recursos recebidos. Se estiverem para receber tais recursos, recomenda-se que tenham sua aplicação vinculada a ações em educação, mediante conta específica a ser aberta para tal finalidade, recompondo ao erário os valores que foram pagos a escritórios de advocacia com recursos do Fundef, a fim de garantir-lhes a vinculação constitucional e legal.

Em caso de não acatamento da recomendação, o Ministério Público informa que adotará as medidas legais necessárias a fim de assegurar a sua implementação, inclusive através do ajuizamento da ação civil pública cabível e por improbidade administrativa.

MPPB: proteção do patrimônio público
O procurador-geral de Justiça, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, ressaltou que a recomendação conjunta é uma iniciativa pioneira e importante dos quatro ramos do MP, no âmbito da Paraíba objetivando a proteção da legalidade e do patrimônio público. Ele reforçou, ainda, que o objetivo da recomendação é justamente que os municípios se abstenham de contratar escritórios de advocacia em situações nas quais não estejam previstas a singularidade dos serviços.

“A contratação por inexigibilidade somente é possível por força de lei nos casos de serviço singular e com profissionais de notória especialização. Nos casos em que seja efetivado esse recolhimento pelas procuradorias municipais, que se faça o depósito em conta bancária específica, para que se possa acompanhar a utilização dos valores. É importante registrar também que, inicialmente, a recomendação é direcionada a municípios específicos mas o objetivo é abarcar todo o Estado da Paraíba”, explicou o chefe do MPPB.

MPF: aplicação exclusiva na educação básica
Para o procurador da República, Antonio Edílio Magalhães Teixeira, responsável pelo procedimento investigatório no âmbito do MPF em João Pessoa, a medida visa prevenir o uso indevido de recursos destinados exclusivamente à educação básica.

“Tais verbas, por expressa determinação constitucional, são exclusivas para o desenvolvimento da educação, que está longe de alcançar um padrão ideal de qualidade. Utilizar tais valores em ações outras que não a educação, caracteriza irregularidade grave, a qual, torna-se mais evidente se o destino diverso for para pagamento por serviços privados de qualquer natureza. Ainda que possível fosse o pagamento com verbas da educação, haveriam de ser aferidos os processos de dispensa de licitações, as contratações e sua efetiva necessidade, bem como a correlação entre a complexidade e a natureza do serviço e os valores por sua retribuição”, alertou.

MPC: atuação dos órgãos de controle
Por sua vez, o procurador-geral do MP de Contas, Luciano Andrade Farias, lembra que assegurar a correta aplicação dos recursos públicos vinculados à educação é prioridade na atuação dos órgãos de controle, por envolver área essencial ao desenvolvimento humano.

“Essa recomendação conjunta dos diversos ramos do Ministério Público Paraibano, fruto de um trabalho de cooperação contínuo entre os órgãos, tem por objetivo evitar que contratações reconhecidamente desnecessárias impliquem desperdício de verbas públicas, sobretudo aquelas direcionadas à educação”, reforçou o procurador.

MPT: direitos dos trabalhadores
Já o procurador-chefe do MPT, Carlos Azevedo Lima, enfatizou a relevância da atuação conjunta dos ramos do Ministério Público no combate às mais diversas irregularidades e, também, na busca pela intensificação de uma atuação preventiva, voltada para a conscientização dos agentes públicos e da iniciativa privada quanto à relevância de se atentar para o que determina a legislação, em suas mais variadas searas.

“Difícil imaginar uma situação de ilicitude, ainda mais no plano de políticas públicas, que, direta ou indiretamente, não atinja, ainda que reflexamente, direitos dos trabalhadores. Em se tratando da adequada utilização de verbas públicas, notadamente em segmentos essenciais como a educação, a relação se mostra ainda mais clara. Vale lembrar, ademais, que não são as instituições, abstratamente consideradas, que praticam atos ilícitos, mas sim as pessoas que as integram, razão pela qual as questões concernentes às formas de contratação no âmbito da Administração Pública têm nítida relação com a atuação do MPT, sendo extremamente salutar, portanto, que os ramos avancem nessa atuação conjunta, cada um no âmbito de suas atribuições, como forma de otimizar os resultados.

Assessorias de Comunicação do MPPB, MPF, MPT e MPC

Projeto Caminhos da Gestão Participativa é realizado em Mamanguape

Projeto visa soluções imediatas para um aprendizado de qualidade

Gestores escolares que compõem a 14ª Gerência Regional de Educação (GRE) participaram, na tarde desta segunda-feira (29), do projeto Caminhos da Gestão Participativa, no auditório da Escola Técnica de Mamanguape. O projeto, que está na sua oitava edição, é realizado pela Secretaria de Estado da Educação (SEE)

O Caminhos da Gestão Participativa tem o objetivo de subsidiar os gestores nas áreas pedagógica e administrativa, visando o planejamento anual das atividades nas unidades de ensino, com a apresentação de resultados pela SEE e avaliação de demandas dos gestores.

“Nosso intuito é alcançar os melhores índices e indicadores possíveis”, destacou Gerlane Pereira

A gerente da 14ª Regional de Educação, Gerlane Pereira, disse que “o projeto Caminhos da Gestão Participativa possibilita aos gestores fazer um comparativo ao longo dos anos, desde que foi iniciado, os índices alcançados pela escola e pela gestão, visando modificar a condução da parte pedagógica, para que os alunos tenham um aprendizado com qualidade”.

Uma das ações do projeto é encaminhar aos gestores orientações pedagógicas relacionadas à primeira semana de Planejamento Pedagógico em 2018. Neste sentido, foram enviadas às GREs a versão atualizada das Diretrizes Operacionais 2018 e folder com a indicação das temáticas a serem trabalhadas.

O programa também tem como objetivo fortalecer as relações institucionais entre a SEE, as GREs e as escolas por meio da integração dos serviços e divulgação de Programas, Projetos e Ações, com foco na eficiência das atividades pedagógicas. Projeto percorrerá ainda as gerências de Itabaiana, Guarabira, Patos, Itaporanga, Pombal, Catolé do Rocha, Sousa, Cajazeiras, Cuité e Monteiro.

“Este ano estamos prezando muito pela gestão da escola. Queremos pactuar metas desafiadoras com ações educativas. Na troca de experiências, construindo um caminho para bons resultados”, pontuou Marta Medeiros

Para a gerente executiva da Educação Infantil e Ensino Fundamental da SEE, Marta Medeiros, “os encontros servem para buscar junto aos gestores das unidades de educação, suas experiências, escutá-los e ter subsídios para que possamos desenvolver de fato em 2018 um trabalho colaborativo, integrado e ações com todos os programas federais e em nível de estado”, frisou.

Suspeito de tentar matar irmão a facadas é preso em Mamanguape

‘Índio da Piçarreira’. Foto: assessoria PM
‘Índio da Piçarreira’. Foto: assessoria PM

A Polícia Militar prendeu na noite desse domingo (28), em Mamanguape, Josinaldo da Silva, de 30 anos, conhecido por ‘Índio da Piçarreira’. Ele é suspeito de tentar matar a facadas o próprio irmão, Daniel da Silva, 32 anos, e a cunhada, Josilane de Araújo, na mesma noite em que foi preso.

Com ele, a polícia apreendeu a faca utilizada no crime. As vítimas foram atingidas no tórax e socorridas para o hospital. A partir das tentativas de homicídio, a polícia passou a fazer diligência na tentativa de prender o suspeito.

O Núcleo de Inteligência recebeu informações precisas da localização do suspeito. Os policiais foram ao local e conseguiram prender Josinaldo da Silva em flagrante, ainda com a faca utilizada no crime presa a sua cintura.

Ele confessou o crime e foi encaminhado para a Delegacia de Mamanguape para autuação por tentativa de homicídio. As informações são do MaisPB.

Lista de aprovados no Sisu é liberada pelo MEC

O Ministério da Educação divulgou nesta segunda-feira (29)) a lista dos candidatos aprovados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2018. A divulgação foi feita na página do programa na internet. Veja aqui.

No total, são oferecidas 239.716 vagas em 130 instituições, entre universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e instituições estaduais. O período de matrícula dos aprovados começa nessa terça-feira (30) e vai até 7 de fevereiro.

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC), utilizado por instituições públicas de educação superior na oferta de vagas a estudantes, com base nas notas obtidas no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

O MEC também deve divulgar nesta segunda (29) o balanço do número de candidatos inscritos este ano. As inscrições começaram no dia 23 de janeiro e foram encerradas à meia-noite de sexta-feira (26).

Agência Brasil

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