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Ricardo se posiciona contra privatização da Eletrobras e da Chesf

O governador também recordou que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) não foi privatizada pelo Governo do Estado.
Ricardo recordou que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) não foi privatizada

O governador Ricardo Coutinho enfatizou seu posicionamento contrário à privatização da Eletrobras e da Chesf e cobrou ações voltadas para a defesa do Rio São Francisco durante o Encontro dos Governadores do Nordeste, realizado nesta sexta-feira (18), no Palácio do Campo das Princesas, em Recife (PE). Na ocasião, além da privatização de empresas, também foram discutidos temas relacionados ao pacto federativo, ações para o Rio São Francisco e a conjuntura política nacional.

Participaram da reunião, além de Ricardo Coutinho, os governadores Paulo Câmara (Pernambuco) anfitrião do encontro, Camilo Santana (Ceará), Robinson Faria (Rio Grande do Norte), Wellington Dias (Piauí), Rui Costa (Bahia). Também esteve presente o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o senador Humberto Costa, deputados federais e estaduais.

Entre os pleitos escolhidos pelos governadores como prioridades para a região Nordeste estão: A rediscussão do Equilíbrio Federativo; Exclusão da Chesf do grupo Eletrobras; conclusão da Transposição do rio São Francisco; Estruturação do Sistema Único de Segurança Pública, entre outros.

Para o governador Ricardo Coutinho, a Eletrobras e a Chesf são patrimônios fundamentais para que o Brasil seja tratado de forma igualitária. “Por isso temos uma postura absolutamente contrária à privatização. Não se pode privatizar água, o rio, num momento em que o Nordeste conseguiu a chegada das águas do São Francisco com a transposição. A região hoje tem uma outra realidade e a água não pode ser entregue à iniciativa privada”, frisou.

O governador também recordou que a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) não foi privatizada pelo Governo do Estado. “Eu já me posicionei contrário à privatização da água quando decidi não privatizar a Cagepa e tomamos a decisão correta, porque ela hoje é superavitária. Quando bem administrada a empresa pública é essencial para a população”, disse Ricardo Coutinho. “Não queremos ver a Eletrobras e a Chesf privatizadas, porque isso não é bom para o povo”, observou o governador.

Ainda segundo Ricardo Coutinho, os governadores assinaram uma carta expressando a posição contrária e medidas no campo legislativo e judiciário que serão tomadas para que a privatização não ocorra. A Carta de Recife, documento elaborado pelos governadores do Nordeste e de Minas Gerais será encaminhada para a Presidência da República.

Uma medida provisória do Governo Federal altera leis relacionadas ao setor elétrico e permite que a Eletrobras e suas controladas – Furnas, Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Eletronorte, Eletrosul e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), sejam incluídas no Programa Nacional de Desestatização (PND).

A Eletrobras controla subsidiárias que atuam nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, uma empresa de participações (Eletrobras Eletropar), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Eletrobras Cepel, o maior do ramo no hemisfério Sul) e ainda detém metade do capital de Itaipu Binacional, em nome do governo brasileiro.

O chefe do executivo Estadual paraibano também comentou sobre as dificuldades enfrentadas pelos estados do Nordeste em contrair financiamentos para investimentos. “Nós estamos fazendo nossa tarefa de casa, mas não tivemos acesso a financiamentos e, por isso, muitas obras no Nordeste deixaram de ser concluídas. O país precisa ter uma distribuição de recursos e concessão de empréstimo mais adequado, além de ter respeito ao pacto federativo”, analisou.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou que a reunião foi relevante para colocar pontos fundamentais de atenção no âmbito federativo que afligem os governadores. “Dialogamos sobre o a privatização da Eletrobras e da Chesf, a respeito da segurança nacional, também sobre questões federativas que estão nos preocupando, como a forma de repartição dos impostos que estão sendo repartidos para Estados e municípios da maneira incorreta, no nosso ponto de vista”, falou.

“No momento em que o mundo briga por água, devido à escassez existente, é um absurdo vender grandes empresas estatais. Vender a Chesf é como vender o rio São Francisco para a iniciativa privada e isso não pode acontecer”, comentou o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria.

Por Thaysa Videres

Pouca representatividade LGBT na política expõe falha na democracia

Brasil possui milhões LGBTs, mas grupo é pouco representado nos parlamentos (Foto: Divulgação)
Brasil possui milhões LGBTs, mas grupo é pouco representado nos parlamentos (Foto: Divulgação)

Democracia é, por definição, uma forma de governo em que o povo exerce soberania e onde não existem diferenças ou privilégios entre classes. Na prática, não é o que acontece – pelo menos não no Brasil. Entre os representantes eleitos pelo povo, um perfil majoritário: homens, brancos, heterossexuais e de classe média ou alta. Em estados ou cidades menores, onde persistem as tradições familiares na política, praticamente com rodízio de poucos sobrenomes no poder, a exclusão de alguns grupos é ainda mais notória.

Como, então, em um país tão plural quanto o nosso, os políticos conseguem atender de forma satisfatória às demandas e necessidades de grupos distintos dos seus, seja com políticas públicas ou concessão de direitos? A resposta é fácil, embora lastimável: não conseguem. Entre os mais prejudicados pela falta de representatividade na política, certamente estão as lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

De acordo com um levantamento feito pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), nas Eleições mais recentes, em 2016, apenas 26 pessoas ligadas à causa saíram vitoriosas, enquanto mais de 62 mil vagas foram disponibilizadas em câmaras municipais e prefeituras. No Congresso Nacional, nenhum senador e apenas um deputado federal é assumidamente LGBT.

Na Paraíba, o Poder Legislativo não tem representantes declaradamente homossexuais. Para vocalizar suas aspirações na Assembleia, grupos LGBT recorrem a deputados apontados como “aliados”. Uma conquista recente foi a obrigatoriedade de avisos sobre o crime de homofobia em estabelecimentos comerciais, sob pena de multa para quem não cumprir a lei. O autor, Anísio Maia, do Partido dos Trabalhadores (PT), heterossexual.

Renan Palmeira, militante da causa LGBT na Paraíba e suplente de vereador em João Pessoa, acredita que a ausência de representatividade na política é resultado de uma série de fatores, como a falta de recursos e espaço em partidos, a dificuldade de diálogo com a sociedade e os esforços de setores conservadores em propagar intolerância. Para ele, avanços outrora alcançados são ameaçados por uma nova onda de preconceito.

“Há 20 anos, houve uma visibilidade LGBT e um grande marco foi a criação do Programa Brasil sem Homofobia, que possibilitou a criação de políticas públicas, como centros de referência e delegacias especializadas no combate a crimes contra pessoas LGBT. Em contrapartida, nos últimos anos tivemos a reorganização de um setor muito preconceituoso, muito homofóbico, que vem tentando questionar as políticas públicas em prol da população LGBT, dizendo que elas são políticas de privilégios, quando na verdade são de Direitos Humanos, diminuição dos índices de violência e reparação social. É muito preocupante essa difamação de políticas públicas”, alerta.

Renan Palmeira avalia que o preconceito contribui para que a população não acredite que candidatos LGBT sejam capazes de discutir assuntos que vão além da pauta de diversidade sexual. “A nossa sociedade está cada vez mais xenofóbica, racista e homofóbica. Então isso impede, de fato, a consolidação de uma candidatura”, lamenta. Conforme o suplente de vereador, a representatividade LGBT também é tabu nos partidos. “Os LGBTs ainda não são prioridades nos espaços partidários. O voto dessa comunidade é algo que os grandes partidos estão de olho e querem, mas, para candidatos, a esfera partidária privilegia homens brancos e heterossexuais”, diz.

Enquanto não conseguem se eleger, grupos LGBT procuram alianças com alguns que chegaram aos cargos eletivos. “Temos parlamentares aliados, que são contra o discurso do ódio, do preconceito. Mas, a representação da população LGBT é uma coisa ainda muito distante. Os poucos parlamentares que nós temos no Brasil estão vivenciando seus primeiros mandatos, e isso tem se concentrado basicamente em grandes cidades. Na maioria, somos inexpressivos. Não temos representantes, temos apenas aliados”, lamenta Renan.

“A comunidade LGBT precisa se politizar, mas esse é um trabalho lento. O grande dilema é que as minorias sociais não foram trabalhadas com ideia de poder. Essa possibilidade algo muito nova no Brasil. Essa é uma luta recente. Aqui na Paraíba, pouquíssimas pessoas assumiram essa pauta”, destaca.

A transexual Fernanda Benvenutty foi uma das primeiras pessoas LGBT a ingressarem na política na Paraíba. Ela disputou eleições para vereadora e deputada estadual quatro vezes, e nunca se elegeu. Para Fernanda, o “cenário para pessoas LGBT nunca foi fácil, nem nunca será”.

“Fui uma das primeiras candidatas na Capital. Notei que, conforme o tempo passava e a nossa pauta era discutida com mais frequência na sociedade, o número de votos conquistados aumentava. Porém, com o recente avanço do fundamentalismo religioso, a perspectiva de eleger pessoas LGBTs ainda é pouca”, analisa.

Fernanda Benvenutty reforça que a presença de parlamentares aliados é importante, embora a atuação deles seja “totalmente diferente do que a de integrantes do movimento seria”. “Mas eles não deixam de estar sensíveis à causa e sofrem preconceito dos próprios colegas parlamentares, então damos muito valor a isso”, complementa.

Democracia deturpada e tirania das maiorias

O cientista político e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) José Artigas aponta que o eleitorado paraibano é profundamente conservador. “Isso se demonstra nas maiores taxas nacionais de violência contra LGBTs e se reflete no âmbito da política, com uma participação muito restrita não só de representantes dos movimentos LGBT, mas também de pautas pelos direitos das minorias”, lamenta.

Ele acrescenta ainda que, na maioria das vezes em que essas questões são levantadas no parlamento paraibano, o viés usado é negativo. “São pautas que rejeitam todo e qualquer pensamento crítico ou mesmo apresentação nas escolas de temas que envolvam gênero. As pautas que de fato vêm sendo debatidas nos dois legislativos, estadual e municipal em João Pessoa, são negativas. São pautas regressivas, intolerantes. Estamos vendo uma onda anti-civilizatória que favorece a amplificação do preconceito e tenta eliminar do debate público a questão da violência e da discriminação”, avalia.

O cientista político considera também que a falta de representatividade nos parlamentos é resultado do modelo político e eleitoral que foram estabelecidos no país. Ele explica que o nosso sistema permite que o poder econômico e a capacidade de mobilização de recursos em campanhas eleitorais sejam os instrumentos mais importantes no processo de conquista de mandatos. José Artigas explica que o sistema eleitoral escolhido no Brasil foi o proporcional, que essencialmente deveria favorecer o multipartidarismo e as minorias, segundo pensamento do cientista político francês Maurice Duverger (1917-2014).

“Nós temos uma tendência ao voto nominal, ao voto em pessoas e não em partidos. O voto proporcional, historicamente no mundo todo, foi constituído como forma de favorecer a representação das minorias. Entretanto não é isso que de fato acontece por conta da interveniência do poder econômico”, comenta.

Para José Artigas, a realidade vivida pelo Brasil se encaixa na tese de um outro estudioso francês, Alexis de Tocqueville. “Ela diz respeito à tirania das maiorias, que seria uma deturpação, uma degeneração da democracia, de forma que as maiorias imponham sua vontade, eliminando os direitos das minorias. De fato é isso que se expressa a partir do nosso sistema eleitoral e da composição dos nossos parlamentos”, aponta o professor. “Democracia não é o governo das maiorias. Democracia é o governo da maioria, respeitados os direitos e liberdades das minorias. Quando as maiorias se compõem e negam os direitos e liberdades das minorias, aí nós não temos mais democracia, nós temos tirania das maiorias”, acrescenta Artigas.

O cientista político lamenta o fato de o Brasil e a Paraíba viverem “uma enorme distorção de representatividade”. Ainda conforme ele, uma solução seria estabelecer cotas que obrigassem a participação efetiva de diversos grupos sociais nos parlamentos e também uma reforma nas regras de financiamento de campanhas, mas essas são pautas rejeitas pelo Congresso porque vai contra os interesses de quem já alcançou o poder.

“O abuso do poder econômico prepondera e nega o direito democrático de representação. Vivemos uma falha de representação muito grave. Isso diminui a legitimidade da representação e afasta os cidadãos da vida política parlamentar, que não veem seus interesses refletidos ali, pois são excluídos nesse sistema eleitoral completamente deturpado”, finaliza José Artigas.

Por Amanda Gabriel, do Portal Correio

PM intercepta carregamento de cocaína pura e prende dois suspeitos

Material apreendido

A Polícia Militar interceptou um carro que estava transportando 10 kg de cocaína pura para serem distribuídos em bairros da zona sul de João Pessoa. A abordagem ao veículo aconteceu na tarde desta sexta-feira (18), no bairro do José Américo.

No carro, foram presos dois suspeitos, de 29 anos cada. Eles não tinham passagem pela polícia e não quiseram revelar o destino das drogas, mas o veículo tinha sido visto na mesma tarde no bairro dos Bancários e, possivelmente, estava indo fazer uma entrega no José Américo e outra em Mangabeira VIII, de acordo com os levantamentos realizados pela PM.

A prisão foi realizada pelos policiais do 5° Batalhão, que encontraram o entorpecente no banco de trás do carro. Os presos e todo o entorpecente apreendido foram levados para a Central de Polícia, no Geisel.

João Azevedo recebe adesão de prefeito emedebista

João Azevedo
“Nossa Paraíba não pode perder esse ritmo de crescimento”, disse o prefeito Noel (MDB)

O pré-candidato ao Governo do Estado João Azevedo (PSB), não para de receber apoios para o seu projeto político. Quem chega agora para reforçar a pré-candidatura do socialista é o prefeito da cidade de Malta, Nael (MDB). O apoio foi declarado durante passagem de João por algumas cidades do Sertão.

O prefeito Nael explicou o que motivou o seu grupo político a declarar apoio a João. “Nossa Paraíba não pode perder esse ritmo de crescimento que vem sendo adotado pelo nosso governador Ricardo Coutinho. O próximo que for governar o Estado, tem que ter a mesma linha de trabalho e João Azevêdo com certeza vai dar continuidade a isso tudo. Para isso, vamos caminhar juntos e unir todas as forças necessárias”, enfatizou o prefeito.

Quem também participou da agenda de João na cidade de Malta, foi o deputado estadual Nabor Wanderley (MDB) que destacou a importancia de mais um apoio para a pré-candidatira de João. “As lideranças políticas e toda a população da Paraíba estão compreendendo a importância que tem a continuidade desse projeto e que o pré-candidato João Azevêdo se apresenta como o mais preparado para administrar a Paraíba por causa da sua competência, pelo trabalho que já vem sendo realizado na vida pública ao lado de Ricardo Coutinho e, acima de tudo, acima de tudo, pela sensibilidade que a gente vê nele para fazer o melhor para o nosso Estado”, explicou Nabor.

O deputado federal e pré-candidato a Senador, Veneziano Vital (PSB), destacou que a recepção por onde João está passando está aumentando cada vez mais. “Tudo isso é o reconhecimento do povo ao esforço pelo que ja foi feito pela atual gestão. Cada cidade que nós estamos passando, existem referências importantes com assinaturas do nosso ex secretário João. Ficamos contentes pq a Paraíba passa a viver momentos diferentes atualmente”, completou.

Ainda participaram do encontro em Malta, os vereadores Luís do Padre ( MDB), Graça de Vila (MDB), Zé da Besta (MDB), Xodó (MDB), Eliene Cabrinha, (MDB), Gugu (MDB), Saviani (MDB), Valone, Lidiane, além do vice-prefeito Zeca e o ex-prefeito João Marques.

Assessoria

Jacaraú, Pedro Régis e Lagoa de Dentro vão receber Circuito Junino e Arraiá do Interior

Imagem ilustrada
Imagem ilustrada

Pelo menos 25 municípios que integram o Circuito Junino do Brejo, Arraiá do Interior e Santura (Associação de Turismo e Cultura de Santa Luzia) já confirmaram presença no lançamento dos festejos juninos e produtos turísticos dos municípios da Paraíba, que acontecerá na Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) na praia de Tambaú, em João Pessoa, no dia 29 de maio. O evento será realizado a partir das 16h.

O pátio do Centro Turístico de Tambaú, onde fica a PBTur, se transformará em um verdadeiro “arraiá junino” com quadrilhas, comidas típicas e forró pé de serra. Cada município deverá trazer as suas atrações para que os turistas possam já sentir um pouquinho da animação que serão as festas juninas que acontecerão na Paraíba ao longo do mês de junho.

O evento será promovido pelo oitavo ano consecutivo pelo Governo do Estado, por meio da PBTur, em parceria com a Fecomércio. A ação objetiva divulgar e fortalecer os eventos juninos e culturais realizados em todo o Estado junto à população local, turistas e agentes de turismo receptivo. Como acontece todos os anos, a PBTur disponibiliza um espaço com tendas, estande e um palco para que os municípios divulguem a programação das festas juninas e apresentam seus produtos, a exemplo da gastronomia, artesanato e de grupos culturais.

“Nós, da PBTur, temos todo interesse de apoiar os municípios e equipamentos turísticos que promovem eventos nesse período de junho. Sabemos que os festejos juninos são uma tradição em nosso Estado e um forte atrativo turístico. Então, fazemos questão de trabalhar nessa divulgação”, afirmou a presidente da PBTur, Ruth Avelino.

De acordo com Juliana Jardim, que está à frente da coordenação do lançamento, o evento está aberto para todos os municípios e os interessados em participar podem fazer contato com a coordenação pelo telefone (83) 98871-7695 ou pelo email: divulgacaoparaiba@gmail.com

Durante o evento, representantes das prefeituras irão distribuir material publicitário com as datas e atrações das festas, bem como haverá degustação de comidas típicas do período junino, com muito milho verde. O Centro Turístico, segundo Ruth Avelino, é uma das áreas de maior fluxo de turistas e paraibanos em João Pessoa e um local ideal para que as prefeituras promovam as suas festas.

Estão confirmadas as presenças das cidades de Bananeiras, Serraria, Borborema, Solânea, Alagoa Nova, Caiçara, Duas Estradas, Lagoa de Dentro, Pedro Régis, Serra da Raiz, Jacaraú, João Pessoa, Pedras de Fogo, Cabedelo, Campina Grande, Queimadas, Soledade, Gurjão, Taperoá, Monteiro, Cabaceiras, Araruna, Belém, Santa Luzia e Princesa Isabel.

Polícia prende suspeito de matar ex-candidato a vice-prefeito

A Polícia Civil da Paraíba, por meio do Núcleo de Homicídios do Litoral Sul, prendeu, nesta sexta-feira (18), Wellington Bezerra da Silva, suspeito de ser um dos autores do homicídio do ex-candidato a vice-prefeito de Alhandra, empresário João da Galinha. O crime aconteceu no dia 22 de dezembro de 2017.

De acordo com as investigações, Wellington era ex-funcionário de João e exercia a função de motorista. Após a prisão, o suspeito foi recolhido à carceragem da Central de Polícia, onde aguarda audiência de custódia.

No dia do crime, o empresário foi atingido por um disparo de arma de fogo na testa dentro de sua residência. O tiro foi efetuado por duas pessoas que já foram presas pela Polícia Militar após cerco na BR-101. De acordo com o comandante da Polícia Militar na região, Major M. Lima, os suspeitos confessaram o crime e junto com eles foram apreendidos dois revólveres.

Na fuga, os criminosos roubaram um veículo Gol, mas a PM conseguiu abordá-los na rodovia federal. Os suspeitos, assim como as armas apreendidas, foram levados para a Delegacia Seccional de Alhandra onde serão ouvidos pelo delegado e ficarão à disposição da Justiça.

No mês de agosto a casa do empresário foi invadida por dois homens armados. Eles roubaram documentos pessoais, celulares e R$ 60 mil. Na época ele afirmou que o dinheiro guardado era o lucro do fim de semana do estabelecimento comercial que mantinha.

João foi candidato a vice-prefeito pelo PCdoB na chapa de Marcelo Rodrigues em 2016, que tentava a reeleição, mas eles não venceram.

MaisPB

PB tem 259 denúncias de exploração sexual

A cada 34 horas, uma denúncia de abuso ou exploração sexual praticada contra criança e adolescente é registrada pelo ‘Disque 123’, na Paraíba. Entre janeiro e dezembro de 2017, o serviço recebeu 259 casos desse tipo, sendo 180 delas de abuso sexual e 79, de exploração sexual.

Os dados revelam que o abuso e a violência sexual estão entre os principais tipos de violência praticados contra o público infanto-juvenil, na Paraíba, atrás apenas da negligência (principal problema), violência física e violência psicológica.

Para o promotor de Justiça que coordena o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente, Alley Escorel, esse é um problema muito grave, que requer a participação de todos para o seu enfrentamento. “No Brasil, acontece diariamente casos de abuso e explorações sexuais de crianças e adolescentes e esses abusos e explorações são praticados, geralmente, por pessoas muito próximas das vítimas ou de suas famílias. Aqui, na Paraíba, não é diferente. É preciso que denunciemos e não sejamos cúmplices silenciosos desse tipo de violência”, disse.

O promotor de Justiça enfatizou que apenas a simples suspeita pode ser denunciada à rede de proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes, que é integrada por diversos órgãos, como Conselhos Tutelares, Delegacia da Criança e Ministério Público, por exemplo. Caberá aos órgãos competentes investigar e averiguar a veracidade dos casos.

As denúncias podem ser anônimas e feitas através de dois serviços gratuitos e que funcionam 24 horas por dia: o “Disque 100” (da Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal) e o “Disque 123” (que pertence ao Governo do Estado da Paraíba).

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual (18 de maio), o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público da Paraíba reforça o apelo: “Faça a sua parte! Não se omita! Seja a voz da criança ou do adolescente que é vítima dessa violência!”

Do MPT, via MaisPB

‘Fake news’ podem mudar rumo das Eleições, alertam jornalistas no Campus Festival 2018

Laerte Cerqueira, Heron Cid (esquerda), Andreia Barros e Bruno Sakaue (direita) participaram de mesa redonda sobre jornalismo e inovação no Campus Festival 2018 (Foto: Campus Festival 2018/Divulgação)
Laerte Cerqueira, Heron Cid (esquerda), Andreia Barros e Bruno Sakaue (direita) participaram de mesa redonda sobre jornalismo e inovação no Campus Festival 2018 (Foto: Campus Festival 2018/Divulgação)

As “fakes news” podem mudar o rumo das Eleições deste ano no Brasil e a inovação como antídoto pós-crise do jornalismo. Esses foram os principais pontos levantados durante a mesa redonda “Jornalismo e Inovação”, no segundo dia de Campus Festival 2018, que aconteceu na quinta-feira (17). O bate-papo contou com a presença dos jornalistas Bruno Sakaue e Laerte Cerqueira, da TV Cabo Branco, e o apresentador Heron Cid, com mediação de Andreia Barros.

Na saudação – com panoramas sobre o tema – Bruno Sakaue abriu o bate-papo falando sobre os desafios dos novos meios e das novas formas de informar e disseminar a informação. Em seguida Laerte Cerqueira destacou a importância de estar debatendo a inovação e não mais a crise do jornalismo. Por fim, Heron Cid expôs que é preciso uma inovação também na produção jornalística.

“A gente milita nessa área há algum tempo, mas poucas vezes para e analisa o que estamos fazendo, para onde estamos indo, no que estamos errando. Num determinado momento ligamos o piloto automático, no bom sentido”, declarou inicialmente Sakaue.

Já Laerte Cerqueira pontuou a importância do tema por outra perspectiva: a de falar da inovação e não da crise do jornalismo. “Como é bom discutir a inovação e as perspectivas do jornalismo, e não a crise. Até porque tenho minhas reticência sobre essa crise. Acho que o jornalismo como instituição social legitimada pela sociedade não está em crise”, destacou o jornalista.

Para Heron, talvez o jornalismo nunca foi tão atacado na história como nos últimos tempos. Um outro patamar da notícia veio com as plataformas digitais, já que o que mudou, segundo ele, tenha sido o retorno dos leitores. “Que bom que o jornalismo é alvo desse olhar da sociedade. O que mudou muito foi a crítica, a cobrança, que a sociedade faz sobre o conteúdo que consome. E nós também precisamos fazer algumas autocríticas”, disse o comunicador.

Fake news nas Eleições 2018

Processo apontado como imprescindível para angariar votos nas eleições presidenciais de países como Estados Unidos e Argentina, as “fakes news” (notícias falsas) foi ponto destacado pelos integrantes do Campus Talks. Os jornalistas acreditam que as notícias mentirosas têm forte poder de disseminação – mais até do que uma boa notícia verdadeira – e que podem mudar os rumos naturais da eleições presidenciais e também para o Governo do Estado.

Conforme Laerte Cerqueira, as pessoas não estão preocupadas em confirmar e apurar as informações, além de muitos jornalistas também não estarem preocupados em apurar, compartilhar informação verdadeira ou contestar fontes. “Também tem a história das pessoas estarem muito mais apegadas às suas paixões, do que realmente aos fatos. Acho que vai afetar sim [as eleições], é muito ruim saber disso”, afirmou.

Entretanto, para o jornalista, por outro lado, as empresas convencionais e as novas plataformas vão cumprir seu papel bem de se reafirmarem como boas fontes de informação. “A informação de qualidade não tem a capacidade de se proliferar como uma mentirosa ou inventada, infelizmente”, concluiu Laerte.

As “fake news” também vão exercer certa influência no processo eleitoral deste ano. Essa é a visão de Heron Cid. “A previsão é que haverá muita influência, mas espero que não. Há um grande antídoto contra isso: o cuidado de saber o que está lendo, checar as informações e a fonte. As fakes news vão dar muita dor de cabeça, não que vão ser determinantes para uma eleição. As próprias campanhas vão ser alteradas por isso. Vale ressaltar ainda, que vai ser um grande desafio para a Justiça Eleitoral”, analisou.

G1 Paraíba

Caso Marielle: Anistia questiona imparcialidade da polícia

Marielle Franco (Foto: Guilherme Cunha/Alerj)
Marielle Franco (Foto: Guilherme Cunha/Alerj)

A Anistia Internacional questiona a imparcialidade da Polícia Civil na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira, 18, a Anistia cita uma reportagem da TV Globo segundo a qual as polícias do Rio teriam 71 submetralhadoras HK MP-S, modelo que teria sido usado no crime.

Das 60 armas pertencentes à Polícia Civil, cinco delas teriam sido extraviadas em 2011. Outras 11 submetralhadoras pertenceriam ao Batalhão de Operações Especiais (Bope).

“Estamos há quase 65 dias da morte da defensora de direitos humanos e vereadora Marielle Franco. Durante esse período, diversas informações sobre o caso foram veiculadas pela mídia, inclusive de que a munição utilizada pertencia a lote vendido à Polícia Federal em Brasília e havia sido roubada na sede dos Correios, sem que houvesse nenhuma explicação ou pronunciamento oficial pelas autoridades”, disse a Anistia Internacional, em nota.

Segundo o órgão, “a informação de que armas do mesmo modelo da que teria sido usada na execução de Marielle Franco teriam sido desviadas do arsenal da Polícia Civil pode comprometer a competência e independência da Polícia Civil de investigar o caso”. “A Anistia Internacional urge que a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro se pronunciem sobre a imparcialidade das investigações.”

Em nota, a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) disse que “reitera sua confiança na Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e no trabalho de excelência da Divisão de Homicídios”.

A Seseg diz estar “alinhada ao clamor da sociedade por Justiça e respeita o trabalho técnico de investigação cuja produção de provas qualificadas levará os culpados à condenação”. Com informações do Estadão Conteúdo.

Eleitorado evangélico ganha força nas urnas da América Latina

Às vésperas de três das principais eleições latino-americanas deste ano, em Venezuela, Colômbia e México, candidatos e partidos evangélicos vêm ocupando importante espaço.

Até a semana passada na Venezuela, que vai às urnas em 20 de maio, o candidato líder nas pesquisas, Henri Falcón, tentava atrair para sua aliança o pastor evangélico Javier Bertucci, com 15% das intenções de voto.

A coalizão não foi possível, e Bertucci seguiu com sua propaganda baseada em obras de assistência social. Ele dirige há mais de vinte anos a Igreja Maranata no país, que organiza programas de ajuda social e de formação religiosa em comunidades humildes.

O pastor, porém, carrega uma imagem de dupla leitura. É conhecido e querido por seus fiéis pelas obras de caridade mas também é questionado por ser um empresário do ramo petrolífero com negócios no exterior e por uma causa na Justiça em que é acusado de contrabando de toneladas de diesel.

Na Colômbia, que vota no próximo dia 27, a corrida dos candidatos pelos evangélicos tem sido feroz. Quem chegou na frente, desde 2016, foi o líder do Centro Democrático e uma das forças políticas mais importantes do país, Álvaro Uribe.

O ex-presidente peregrinou por igrejas evangélicas à época, insistindo que o acordo de paz com a então guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) continha artigos que tratavam de diversidade sexual que ameaçam a “família colombiana”.

De fato, estes mesmos artigos tiveram de ser reescritos para que o acordo fosse aprovado no Congresso.Esse capital político dos uribistas junto aos evangélicos, principalmente na costa colombiana, região mais habitada do país, está sendo transferido de Uribe para seu candidato nesta eleição, o direitista Iván Duque, que lidera as pesquisas.

Existem mais de 6.000 igrejas evangélicas na Colômbia, que reúnem mais de 10 milhões de fiéis, principalmente na região costeira, cujo voto tradicionalmente pendia para o lado dos liberais, e agora favorece os conservadores.

Duque também recebeu o apoio do grupo de pastores ultraconservadores Justa Libres, que reúne mais de 60% das igrejas evangélicas do país e que tem uma bancada importante no Congresso.

Já no México, que vota em 1º de julho, ocorre algo mais insólito. O apoio evangélico, por meio do partido Encuentro Social (PES), liderado por Hugo Érico Flores, está ao lado do esquerdista Andrés Manuel López Obrador.

Talvez por interesse de ambos os lados. López Obrador tenta pela terceira vez ser presidente e precisa de apoios e o PES deseja aumentar sua bancada no Congresso.

O país tem uma população evangélica grande, de cerca de 10 milhões de pessoas.

Os eleitores tradicionais de AMLO, como é conhecido, se incomodam com as bandeiras dos evangélicos (antiaborto e contra matrimônio gay), mas por ora não expressaram rejeição, até porque AMLO não sinalizou com concessões em seu programa.

AMLO lidera isoladamente as pesquisas, com mais de 18 pontos percentuais de diferença com relação ao segundo colocado, Ricardo Anaya, da coligação de centro-direita México À Frente. Com informações da Folhapress.

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