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domingo, 8 novembro 2026
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Empresários bancam campanha contra o PT pelo Whatsapp; prática é ilegal

São Paulo – Empresários estão investindo milhões de reais para fazerem disparos de mensagens em massa pelo Whatsapp contra o PT e o seu candidato a presidente Fernando Haddad. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18), cada contrato de “pacote de mensagens” pode chegar a até R$ 12 milhões. A rede de lojas Havan, de Luciano Hang, está entre as empresas compradoras, segundo a reportagem. A prática é considerada ilegal por se tratar de doação empresarial de recursos, proibida pela legislação eleitoral. 

A operação envolve o envio de centenas de milhares de mensagens pelo Whatsapp e estaria sendo arquitetada para a semana que antecede a votação do segundo turno das eleições de 2018, no próximo dia 28. A Polícia Federal foi acionada, nesta quarta-feira (17), pela coligação O Povo Feliz de Novo, para que investigue as denúncias de irregularidades associadas as fake news, doações não declaradas do exterior, propaganda eleitoral irregular e uso indevido do aplicativo Whatsapp. 

As mensagens contra Haddad e a favor do candidato Jair Bolsonaro (PSL) são enviadas a partir de uma base de dados dos apoiadores do capitão reformado ou compradas de agências de marketing digital, o que também é considerado ilegal, pois a legislação proíbe a venda de dados de terceiros. Segundo a reportagem, o preço de cada mensagem pode variar entre R$ 0,08 a R$ 0,12 quando utilizada a base de apoiadores de Bolsonaro e até R$ 0,40 quando utiliza a base das próprias prestadoras.

Estas listas de contatos também teriam sido adquiridas de maneira ilegal através de empresas de cobrança ou por funcionários de empresas de telefonia. Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market estão entre as agências que estariam prestando o serviço ilegal. A Quickmobile nega envolvimento e a Yacows afirmou que não vai se manifestar. Já a SMS Market não respondeu aos questionamentos da reportagem. O empresário Luciano Hang também nega participação.

Já o candidato Jair Bolsonaro pagou R$ 115 mil à agência AM4 Brasil Inteligência Digital, segundo prestação de contas fornecida ao Tribunal Superior Eleitoral. À Folha, a empresa oficialmente nega fazer a prática de disparo em massa de mensagens, e diz atuar com grupos de Whatsapp apenas para denunciar notícias falsas – as chamadas fake news –, além de “listas de transmissão e grupos estaduais chamados comitês de conteúdo”.

A reportagem, contudo, apurou que a AM4 Brasil utiliza ferramenta que fornece números de telefones de fora do país, utilizados como administradores para assim escaparem de filtros e limitações locais impostos pelo Whatsapp, assim podendo incluir grupos com o maior número de participantes, bem como o repasse automático de mensagens para mais grupos e pessoas. A empresa ainda utilizaria algorítimos para diferenciar os usuários de cada grupo, classificando-os como apoiadores, neutros ou opositores, para personalizar o tipo de mensagem enviada. 

Prefeito entrega revitalização e novos equipamentos ao Centro do Idoso de Rio Tinto

Centro do Idoso passou por uma nova reforma e recebeu novos equipamentos.

O prefeito Fernando Naia, entregou na tarde desta terça-feira (16), a revitalização do prédio do CCI – (Centro de Convivência do Idoso), Juiz Adeilson Nunes de Melo, além de novos equipamentos como sistema de som, mobília, mesas, cadeiras e a implantação de ar-condicionado, melhorando a climatização do ambiente. O CCI recebeu nova instalação elétrica, pintura, além de reparos no piso e no teto.

A solenidade contou com a presença da Secretária do Trabalho e Assistência Social, Iona Suelena, do coordenador do Centro do Idoso – Adryano Costa, coordenadora do Programa Criança Feliz – Jaqueline Nunes, da coordenadora do CRAS – Vila Regina; Maria das Graças, da conselheira tutelar – Lurdinha Silva, e a representante do homenageado na solenidade, a esposa do ex-juiz de Rio Tinto – Adeilson Nunes, a senhora Sandra Aires.

O prefeito Fernando Naia destacou a importância dos investimentos realizados no prédio que acomoda um grupo de cerca 50 idosas, para a prática de atividades semanais, com fins de promoção da sua autoestima.

O gestor lembrou ainda que a administração vem realizando investimentos importantes na área do social, desde a aquisição de instrumentos musicais e materiais esportivos para os jovens do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – (SCFV), como a entrega com a construção do novo prédio do CRAS na Vila Regina, apoio ao Programa Criança Feliz, aquisição e distribuição de alimentos para famílias de baixa renda, e incentivo ao grupo das idosas “Vivendo a melhor Idade”, com a manutenção e aquisição de nova roupagem para apresentações artísticas e culturais em datas tradicionais da cidade.  

“Estamos investindo e tendo um olhar prioritário no social porque acreditamos que esse é um caminho estratégico para promovermos uma qualidade de vida melhor a nossa população. São vários públicos que são atendidos através dos programas ligados à Secretaria do Trabalho e da Assistência Social”, lembrou o prefeito.

Fernando Naia fez ainda em sua fala, uma homenagem ao juiz Adeilson Nunes de Melo, que leva o nome do CCI. O gestor destacou a preocupação do magistrado quando a frente dos trabalhos do Fórum da comarca de Rio Tinto, com realização de atividades e campanhas de cunho social para comunidades carentes da cidade.   

Da redação

 

Bolsonaro visita a PF e assina carta de compromisso na Arquidiocese do Rio

Bolsonaro conversa com a imprensa depois de encontro com a Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (17) — Foto: Cristina Boeckel/G1
Bolsonaro conversa com a imprensa depois de encontro com a Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (17) — Foto: Cristina Boeckel/G1

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, visitou nesta quarta-feira (17) a Superintendência da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro para agradecer a proteção policial durante a campanha eleitoral.

Cada candidato a presidente da República tem direito a uma equipe de segurança de 21 policiais federais especializados em dar proteção a autoridades.

Após o encontro, em entrevista à imprensa, afirmou que sua participação em debates depende de avaliação médica e de estratégia política.

“É lógico, política é estratégia. O Lula não compareceu ao debate no final, até o último da rede Globo, não sei se foi 2006, se não me engano, ele não compareceu. Entra tudo no meio, eu decido em equipe”, disse Bolsonaro sobre a possibilidade de ir a debates.

O candidato ainda se recupera de facada que levou durante campanha na rua em Minhas Gerais. “Agora, eu vou debater com um cara que é um poste, um pau mandado do Lula? Tenha a santa paciência. A equipe médica que decide amanhã se estou em condições ou não”, afirmou.

Bolsonaro disse, ainda, que está com a “mão na faixa”, e que seu adversário, Fernando haddad (PT), não vai conseguir tirar dele “18 milhões de votos” até o dia 28 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais.

“Nós estamos com uma mão na faixa. É verdade. Pode até não chegar lá. Mas estamos com a mão na faixa. Ele não vai tirar 18 milhões de votos de agora até a dois domingos”, afirmou a jornalistas na saída do encontro com a PF.

Mais cedo, Bolsonaro se encontrou com o cardeal Dom Orani Tempesta, na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Após o encontro, Bolsonaro disse que assinou um compromisso em defesa da família e da liberdade das religiões, contra o aborto e contra a legalização das drogas.

“Assinamos um compromisso em defesa da família, em defesa da inocência da criança na sala de aula, em defesa da liberdade das religiões. Contrário ao aborto, contrário a legalização das drogas. Ou seja, o compromisso que está no coração de todo brasileiro de bem”, disse.

G1

Haddad se reúne com representantes de igrejas evangélicas em São Paulo

Haddad defendeu a liberdade religiosa e disse que governo deve combater a desigualdade dando oportunidades a todos.

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, se reuniu nesta quarta-feira (17) com representantes de igrejas evangélicas no centro de São Paulo. Participaram do evento integrantes das igrejas Batista, Metodista, Presbiteriana, Assembleia de Deus e Anglicana.

O candidato do PT ouviu músicas e orações e recebeu apoio de pastores. Haddad divulgou uma carta aos evangélicos, na qual diz que “desde as eleições de 1989, o medo e a mentira são semeados entre o povo cristão contra candidatos do PT.”

No texto, pontuado por passagens da Bíblia, ele escreveu: “A legalização do aborto, o kit gay, a taxação de templos, a proibição de culto público, a escolha de sexo pelas crianças não constam de meu programa de governo”.

No discurso, Haddad também defendeu a liberdade religiosa. “Num país tão desigual quanto o Brasil, o único projeto que eu concebo é um projeto que garanta a mais ampla liberdade para as pessoas. Mais ampla e em todos os âmbitos. Liberdade de se expressar, liberdade de se organizar, liberdade de abraçar uma religião, liberdade de dizer o que pensa, de ser convencido e convencer”, afirmou o candidato.

Para Haddad, “o Estado não pode ser propriedade de uma religião, tem que abraçar todas”.

Ele também disse que assumiu um compromisso com aqueles que mais precisam. Para combater a desigualdade, ele ressaltou que o governo precisa dar oportunidades iguais.

“O que nós queremos é que, independentemente disso, seja católico ou evangélico, seja judeu ou muçulmano, seja nordestino ou sulista, branco ou negro, homem ou mulher, todo mundo tem rigorosamente as mesmas condições de se desenvolve”, disse.

“Deus distribuiu talento democraticamente. Todo mundo tem talento […] Mas se nós criarmos condições para que todos possam se desenvolver, você vai descobrir pianistas, médicos, engenheiros, advogados, artistas, cantores, compositores em cada um de nós, porque todo mundo nasceu com talento pra desenvolver”, completou Haddad.

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, se reuniu nesta quarta-feira (17) com representantes de igrejas evangélicas no centro de São Paulo. Participaram do evento integrantes das igrejas Batista, Metodista, Presbiteriana, Assembleia de Deus e Anglicana.

O candidato do PT ouviu músicas e orações e recebeu apoio de pastores. Haddad divulgou uma carta aos evangélicos, na qual diz que “desde as eleições de 1989, o medo e a mentira são semeados entre o povo cristão contra candidatos do PT.”

No texto, pontuado por passagens da Bíblia, ele escreveu: “A legalização do aborto, o kit gay, a taxação de templos, a proibição de culto público, a escolha de sexo pelas crianças não constam de meu programa de governo”.

No discurso, Haddad também defendeu a liberdade religiosa. “Num país tão desigual quanto o Brasil, o único projeto que eu concebo é um projeto que garanta a mais ampla liberdade para as pessoas. Mais ampla e em todos os âmbitos. Liberdade de se expressar, liberdade de se organizar, liberdade de abraçar uma religião, liberdade de dizer o que pensa, de ser convencido e convencer”, afirmou o candidato.

Para Haddad, “o Estado não pode ser propriedade de uma religião, tem que abraçar todas”.

Ele também disse que assumiu um compromisso com aqueles que mais precisam. Para combater a desigualdade, ele ressaltou que o governo precisa dar oportunidades iguais.

“O que nós queremos é que, independentemente disso, seja católico ou evangélico, seja judeu ou muçulmano, seja nordestino ou sulista, branco ou negro, homem ou mulher, todo mundo tem rigorosamente as mesmas condições de se desenvolve”, disse.

“Deus distribuiu talento democraticamente. Todo mundo tem talento […] Mas se nós criarmos condições para que todos possam se desenvolver, você vai descobrir pianistas, médicos, engenheiros, advogados, artistas, cantores, compositores em cada um de nós, porque todo mundo nasceu com talento pra desenvolver”, completou Haddad.

Questionado sobre se faria como Temer e não escolheria o mais votado, o presidenciável do PT afirmou que, “de preferência”, escolheria o mais votado, “mas sempre da lista tríplice”.

G1

Pesquisa constata só 8% de imagens verdadeiras em grupos de WhatsApp

Um levantamento realizado pelos professores Pablo Ortellado (USP), Fabrício Benvenuto (UFMG) e pela agência de checagem de fatos Lupa em 357 grupos de WhatsApp encontrou entre as imagens mais compartilhadas apenas 8% podendo ser classificadas como verdadeiras. O estudo buscou analisar o fenômeno da desinformação e das mensagens falsas em grupos na plataforma, que vem sendo apontada como principal espaço de disseminação desse tipo de conteúdo.

O estudo analisou conteúdos enviados entre os dias 16 de setembro de 7 de outubro, ou seja, em boa parte do 1º turno das eleições deste ano. A amostra trouxe 347 grupos monitorados pelo projeto Eleição sem Fake, da UFMG. Os resultados, portanto, não podem ser generalizados. Mas trazem indícios importantes para a compreensão deste fenômeno. Ao todo, eles reuniram mais de 18 mil usuários. No período, circularam 846 mil mensagens, entre textos, vídeos, imagens e links externos.

Das 50 imagens mais compartilhadas nos grupos checadas pela agência Lupa, considerando foto e texto, apenas quatro foram consideradas verdadeiras (8%), entre elas uma de Bolsonaro em uma maca e outra do autor da facada no candidato, Adélio Bispo de Oliveira. Do total, oito (16%) eram falsas, como a montagem de Dilma com Che Guevara.

Quatro (8%) foram consideradas insustentáveis, conceito da agência para conteúdos que não se baseiam em nenhum banco de dados público confiável, como fotos de Lula e FHC afirmando que os dois se reuniram para planejar assaltos a banco. Outras nove eram fotos reais, mas com alusões a teorias da conspiração sem comprovação.

Da amostra, sete fotos eram reais, mas tiradas de contexto, como um registro de Aécio Neves e Fidel Castro acompanhado da acusação do político tucano ter virado “aluno” do dirigente cubano. Três imagens foram consideradas sátiras, seis estavam associadas a textos de opinião, o que a agência não checa, e três não foram examinadas por não ser possível aferir se a foto havia sido tirada no Brasil ou não. No total, 56% das imagens que mais circularam foram consideradas “enganosas”.

Caso BNDES

O levantamento dos professores e da Agência Lupa detalhou o caso das mensagens sobre supostos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras fora do Brasil. De oito sobre o tema acompanhadas de fotos, apenas duas eram verdadeiras. Outras três traziam dados considerados “exagerados” e duas eram falsas, como a alegação de que o banco teria financiado um gasoduto em Montevidéu e o soterramento de uma ilha em Sarmiento, na Argentina.

Propostas

Os autores divulgaram propostas em artigos e em documento ao WhatsApp solicitando a redução da possibilidade de encaminhamento de mensagens para, no máximo, cinco destinatários. Hoje, este limite é de até 20 pessoas ou grupos. Segundo o professor da USP Pablo Ortellado, o WhatsApp respondeu que tal medida seria inviável.

“Nós discordamos. Na Índia, após uma série de linchamentos causados por boatos difundidos no aplicativo, o WhatsApp conseguiu implementar mudanças em poucos dias. Nossa situação é bastante grave. Estamos conclamando também o TSE e outras instituições com poder regulatório para agir”, escreveu Ortellado, em texto em sua rede oficial sobre o relatório.

Agência Brasil

Congresso derruba veto de Temer a piso salarial de agentes de saúde

Na primeira sessão do Congresso após o primeiro turno das eleições, senadores e deputados comemoraram hoje (17) a derrubada do veto (VET 32/2018) do presidente da República ao piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

A remuneração nacional estava prevista no projeto de conversão oriundo da Medida Provisória (MPV) 827/2018, aprovada em julho pelo Congresso.

À época, o presidente Michel Temer sancionou a nova regulamentação profissional da categoria, mas vetou os seis pontos do texto que tratavam do reajuste com a justificativa de que matéria aprovada pelo Congresso Nacional criava despesas obrigatórias sem estimativa de impacto orçamentário.

O texto aprovado pelo Congresso fixa a remuneração em R$ 1.250 a partir de 2019. Os agentes receberão R$ 1.400 em 2020 e R$ 1.550 em 2021.

A partir de 2022, o piso será reajustado anualmente em percentual definido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Parlamentares se revezaram hoje na tribuna com discursos de que a derrubada do veto significa justiça aos agentes de saúde.

O texto será promulgado nos próximos dias pelo presidente do Congresso, Eunício Oliveira (MDB-CE).

Esse foi o único veto apreciado nesta quarta-feira. Com o quórum baixo, parlamentares de vários partidos entraram em obstrução e forçaram o encerramento da sessão.

A medida foi tomada para que os outros 15 vetos previstos para hoje, que não têm tanto consenso quanto o dos agentes comunitários, não corressem risco de não serem derrubados.

PF pede bloqueio de bens de Temer e a prisão do Coronel Lima

Presidente Michel Temer no dia 7 de outubro. MARCELO CHELLO (EFE).
Presidente Michel Temer no dia 7 de outubro. MARCELO CHELLO (EFE).

Na conclusão das investigações do inquérito dos portos entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal pediu o indiciamento e o sequestro e bloqueio de bens do presidente Michel Temer, a filha dele Maristela Temer, do ex-assessor especial da Presidência Rodrigo Rocha Loures e de outros oito investigados, conforme despacho do relator do caso na corte, Luís Roberto Barroso, a que a Reuters teve acesso.

No relatório final, a PF também solicitou ao Supremo a prisão preventiva do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel, e outras duas pessoas. Em despacho desta terça, Barroso disse que vai aguardar a manifestação da Procuradoria-Geral da República a respeito dos pedidos feitos pela PF antes de decidir. A PGR poderá oferecer denúncia contra Temer.

Se isso ocorrer, seria a terceira contra o atual chefe do Poder Executivo —as outras duas ele conseguiu barrar o prosseguimento na Câmara dos Deputados, que não deu aval para o STF julgar as acusações criminais e que ficaram suspensas até ele deixar o cargo.

Ainda assim, de antemão Barroso decidiu proibir os investigados que tiveram a prisão preventiva requerida pela PF de deixarem o Brasil.

“Aguardarei a manifestação do Ministério Público quanto aos requerimentos de sequestro e bloqueio de bens, assim como do pedido de prisão preventiva. Determino, no entanto, desde logo, a proibição de se ausentarem do país aos investigados que tiveram sua prisão processual solicitada pela autoridade policial”, disse Barroso.

Segundo o ministro do STF, a PF decidiu apontar o indiciamento dos investigados pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O ministro cita que essa organização está “dividida em quatro núcleos: político, administrativo, empresarial (ou econômico) e operacional (ou financeiro)”.

Na lista de indiciados estão Antônio Celso Grecco, ex-presidente da Rodrimar, Ricardo Conrado Mesquita, ex-diretor da Rodrimar, sócio do grupo Libras, Gonçalo Borges Torrealba.

“De acordo com o relatório, foram produzidas, no âmbito do inquérito, provas de naturezas diversas, que incluíram colaborações premiadas, depoimentos, informações bancárias, fiscais, telemáticas e extratos de telefone, laudos periciais, informações e pronunciamentos do Tribunal de Contas da União, bem como foram apurados fatos envolvendo propinas em espécie, propinas dissimuladas em doações eleitorais, pagamentos de despesas pessoais por interpostas pessoas —físicas e jurídicas—, atuação de empresas de fachada e contratos fictícios de prestação de serviços, em meio a outros”, informa Barroso, citando o relatório da PF.

O inquérito dos portos foi aberto em setembro do ano passado, diante da suspeita de que Temer teria recebido propina, por meio do então assessor especial Rodrigo Rocha Loures, para editar um decreto que beneficiou a Rodrimar em alterações legais para o setor. Mas, no curso das apurações, outros crimes foram sendo investigados.

A defesa de Temer informou à Reuters na noite desta terça que ainda não tinha tido acesso ao relatório final da apuração e que vai se manifestar na quarta-feira.

Reuters

Qual candidato representa melhor os interesses de 10 setores da sociedade?

Do G1

Pesquisa Ibope para presidente divulgada nesta segunda-feira (15) apontou qual candidato representa melhor os interesses de 10 setores da sociedade. Para medir os índices, o Ibope perguntou: “Qual destes candidatos a Presidente da República, na sua opinião, melhor representa os interesses de cada um desses setores da sociedade citados”.

Na sequência apresentou os seguintes setores: “os ricos”, “a agricultura”, “os empresários”, “os bancos”, “a defesa do meio ambiente”, “os aposentados”, “os jovens”, “os trabalhadores”, “os pobres” e “as mulheres”.

Para os eleitores, dos 10 setores, o candidato Jair Bolsonaro é o que melhor representa o interesse de seis deles: “os ricos”, “a agricultura”, “os empresários”, “os bancos”, “a defesa do meio ambiente” e “os jovens”.

Já o candidato Fernando Haddad aparece como o mais citado em quatro segmentos: “os aposentados”, “os trabalhadores”, “os pobres” e “as mulheres”.

As respostas foram as seguintes:

Os ricos

Jair Bolsonaro: 65%

Fernando Haddad:22%

Nenhum deles: 5%

Não sabe: 8%

A agricultura

Jair Bolsonaro: 42%

Fernando Haddad: 40%

Nenhum deles: 8%

Não sabe: 10%

Os empresários

Jair Bolsonaro: 65%

Fernando Haddad: 23%

Nenhum deles: 5%

Não sabe: 8%

Os bancos

Jair Bolsonaro: 54%

Fernando Haddad: 28%

Nenhum deles: 6%

Não sabe: 12%

A defesa do meio ambiente

Jair Bolsonaro: 40%

Fernando Haddad: 39%

Nenhum deles: 10%

Não sabe: 11%

Os aposentados

Jair Bolsonaro: 39%

Fernando Haddad: 44%

Nenhum deles: 9%

Não sabe: 9%

Os jovens

Jair Bolsonaro: 46%

Fernando Haddad: 39%

Nenhum deles: 6%

Não sabe: 8%

Os trabalhadores

Jair Bolsonaro: 42%

Fernando Haddad: 47%

Nenhum deles: 6%

Não sabe: 6%

Os pobres

Jair Bolsonaro: 38%

Fernando Haddad: 50%

Nenhum deles: 7%

Não sabe: 5%

As mulheres

Jair Bolsonaro: 37%

Fernando Haddad: 48%

Nenhum deles: 7%

Não sabe: 7%

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos

Entrevistados: 2.506 eleitores em 176 municípios

Quando a pesquisa foi feita: 13 e 14 de outubro

Registro no TSE: BR‐01112/2018

Nível de confiança: 95%

Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Governo decide manter início do horário de verão em 4 de novembro

Horário diferenciado irá durar até o dia 21 de fevereiro de 2016.

O governo decidiu nesta segunda-feira (15) que não vai adiar a data de início do horário de verão deste ano por causa do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). De acordo com o Palácio do Planalto, a data será mantida em 4 de novembro.

Na mesma data, estudantes de todo o país vão comparecer ao primeiro dia de provas do Enem. O segundo domingo de provas será em 11 de novembro.

Inicialmente, estava previsto um adiamento da data em duas semanas para evitar conflitos na realização das provas do Enem. A pedido do Ministério da Educação, o governo chegou a decidir adiar o início do horário de verão para 18 de novembro.

Agora, o Planalto optou por manter a data em 4 de novembro.

Normalmente, o programa tem início em outubro, mas já houve postergação para que a data não coincidisse com o segundo turno das eleições, no próximo dia 28. Com informações da Folhapress.

Morre aos 78 anos o jornalista Gil Gomes

© Divulgação
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O jornalista Gil Gomes morreu, na manhã desta terça-feira (16), após uma série de complicações de saúde. Ele tinha 78 anos, sofria com mal de Parkinson e estava internado no Hospital São Paulo.

Gil Gomes ficou bastante conhecido por utilizar o bordão “Aqui agora”, no final de suas reportagens para o programa televisivo de mesmo nome, veiculado no SBT, na década de 90.

Na noite de ontem (15), passou mal em casa e chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou até a unidade médica. A confirmação da morte ocorreu nesta madrugada.

De acordo com informações do site Metrópoles, atualmente, o jornalista contava apenas com o apoio da família.

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