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quarta-feira, 18 março 2026
                          

Mais de 800 mil funcionários são afetados por paralisação nos EUA

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Redação PB Vale
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Mais de 800 mil funcionários federais serão afetados, num total de 2,1 milhões, pela paralisação de serviços da administração norte-americana, depois de a Casa dos Representantes, Senado e Casa Branca terem falhado um consenso sobre o orçamento.

É esperado que cerca de 380 mil pessoas sejam colocadas no desemprego técnico, incluindo 95% dos funcionários da NASA e do Ministério da Habitação, bem como 52 mil funcionários dos serviços fiscais, uma ‘contabilidade’ realizada pelos democratas, que mantêm um ‘braço de ferro’ com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o financiamento do muro prometido por ele na campanha eleitoral e que está inviabilizando um acordo com os republicanos.

Quase 420 mil funcionários do Governo, que trabalham em serviços considerados essenciais, terão que trabalhar sem serem pagos imediatamente, segundo os democratas: 150 mil funcionários do Ministério da Segurança Interna, que dependem da polícia de fronteira e transporte, e mais de 40 mil elementos das forças de segurança, como a polícia federal (FBI), a agência antidrogas (DEA) e a administração penitenciária.

Se cerca de 75% dos departamentos federais têm orçamentos aprovados para vários meses e não terão um impacto imediato deste impasse, já os principais departamentos serão afetados, incluindo os de Segurança Interna, Justiça, Comércio, Transporte, Habitação, Tesouro e do Interior, que administra os parques nacionais muito visitados durante o período das férias, como é o caso do Grand Canyon.

Tendo por base a paralisação parcial de janeiro de 2018, também motivada por um desentendimento entre republicanos e democratas sobre a política de migração, a maioria dos parques deve permanecer aberta apesar da demissão técnica de 80% dos funcionários do Serviço Nacional de Parques que se deve traduzir no encerramento de muitos serviços de apoio aos visitantes, como lojas, restaurantes e sanitários.

Cidade parada

A Estátua da Liberdade pode ficar inacessível: esteve fechada dois dias em janeiro, antes de o estado de Nova Iorque ter decido avançar para a sua reabertura, financiando o seu funcionamento com fundos estatais, com despesas na ordem dos 65 mil por dia.

Já os principais museus do Smithsonian, em Washington, indicaram que podem ficar abertos até 1º de janeiro.

Alguns dos serviços do Governo federal dos EUA deixaram hoje de ter financiamento e enfrentam uma paralisação parcial devido à falta de entendimento entre a Câmara dos Representantes, Senado e Trump.

Na ausência de acordo, ambas as câmaras do Congresso norte-americano deram por concluídos os trabalhos na noite de sexta-feira e voltaram a convocar os congressistas para uma nova sessão agendada para hoje ao meio-dia (15h no horário de Brasília), já em plena paralisação.

Olhar de Trump

Trump olha para estas negociações como a sua última oportunidade para obter fundos para a construção do muro na fronteira no sul do país, uma vez que em janeiro os democratas passam a controlar a Câmara dos Representantes (como resultado do último ato eleitoral de novembro).

Donald Trump considera esta obra essencial para assegurar a proteção da fronteira com o México, contra imigrantes ilegais e o tráfico de droga.

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