O governo dos Estados Unidos impôs novas restrições para cidadãos americanos que querem viajar para Cuba. O Departamento do Tesouro americano anunciou nesta terça-feira (4) que não serão mais permitidas viagens educacionais e culturais em grupo.
Antes mesmo de os EUA restabelecerem relações formais com o governo comunista, em dezembro de 2014, milhares de cidadãos americanos foram para a ilha caribenha nesse tipo de viagem – também conhecido como “people to people” –, que colocava americanos em contato com o povo cubano.
O fim dessas viagens educacionais em grupo será, provavelmente, um duro golpe para o turismo na ilha, que decolou com as iniciativas tomadas durante o governo de Barack Obama.
O Tesouro também anunciou o veto à exportação de barcos e aviões particulares dos Estados Unidos para a ilha.
“Cuba continua a desempenhar um papel desestabilizador no Hemisfério Ocidental, fornecendo uma plataforma comunista na região e apoiando adversários dos EUA em lugares como a Venezuela e a Nicarágua, fomentando a instabilidade, minando o estado de direito e suprimindo os processos democráticos”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin.
Em comunicado, ele classificou a decisão como estratégica para reverter o relaxamento das sanções e outras restrições ao regime cubano. “Essas ações vão ajudar a manter os dólares americanos fora do alcance dos serviços militares, de Inteligência e de segurança cubanos”, declarou.
Bloqueio econômico
Os Estados Unidos aplicam desde 1962 um bloqueio econômico contra Cuba, a fim de forçar uma mudança de regime na ilha.
O anúncio desta terça evidencia a mudança de rumo da política externa americana com relação a Cuba com a chegada do republicano Donald Trump ao poder.
Desde a sua posse, em janeiro de 2017, Trump já tinha proibido visitas individuais e limitado as trocas comerciais com o país.
Na gestão do seu antecessor, Barack Obama, os dois países viveram um momento histórico ao reatar as relações diplomáticas, embora o embargo tenha sido mantido. A reaproximação facilitava viagens de americanos à ilha e autorizava exportações de bens e serviços dos EUA para Cuba.
G1


