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sábado, 7 março 2026
                          

Cruz Vermelha continua tratando vítimas dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki

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Redação PB Vale
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Apesar de passados 70 anos, milhares de pessoas ainda padecem com sequelas dos ataques.
Apesar de passados 70 anos, milhares de pessoas ainda padecem com sequelas dos ataques.

Setenta anos depois dos bombardeios atômicos sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, dois hospitais da Cruz Vermelha continuam a atender milhares de pessoas que ainda sofrem com sequelas deixadas pelos ataques.

As duas unidades atenderam, no ano passado, 4.657 vítimas da explosão em Hiroshima e 6.030 da ocorrida em Nagasaki, informou hoje (6) a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) em comunicado.

Calcula-se que milhares dessas pessoas ainda precisarão de cuidados nos próximos anos por doenças relacionadas à radiação liberada pelas bombas. No total, nos dois centros, foram hospitalizadas 2,6 milhões de pessoas devido a sequelas.

Desde 1956, data da inauguração dos hospitais, 63% das mortes registadas na unidade de Hiroshima foram consequência, sobretudo, de diferentes tipos de câncer, como do pulmão (20%), estômago (18%), fígado (14%) ou intestinal (7%), além de A leucemia (8%).

No hospital de Nagasaki, que entrou em funcionamento em 1969, as mortes causadas por câncer representavam, até março do ano passado, 56% do total.

Segundo a Cruz Vermelha, a taxa de incidência da leucemia entre os sobreviventes dos bombardeios foi entre quatro e cinco vezes maior do que em pessoas que não foram expostas a radiação durante a primeira década, tendo diminuído posteriormente.

Além disso, as crianças com idade inferior a dez anos expostas à radiação em 1945 padeceram, mais tarde, de um tipo específico de leucemia que, normalmente, afeta pessoas em idade avançada e com índice quatro vezes superior à média. As crianças que sobreviveram também manifestaram tendência para desenvolver diferentes tipos de câncer de forma separada, sintoma que a Cruz Vermelha atribui à exposição de todo o corpo à radiação no momento da explosão.

Por outro lado, os efeitos psicológicos dos bombardeios ainda afetam os sobreviventes, mesmo os que não apresentaram sequelas físicas. A instabilidade psicológica, a depressão e o stress pós-traumático figuram na lista de transtornos mais comuns.

“Esta data [do 70.º aniversário dos bombardeios] nos faz recordar as consequências humanas indiscriminadas que as armas nucleares trazem”, disse o presidente da FICR, Tadateru Konoé.

A Cruz Vermelha estima que estejam vivos atualmente 200 mil hibakusha, nome pelo qual são conhecidos os sobreviventes das bombas atômicas lançadas sobre o Japão, pelos Estados Unidos há 70 anos.

Da Agência Lusa 

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