
O Campeonato Paraibano de 2016 já teve seu primeiro jogo adiado: Santa Cruz de Santa Rita x Treze. O adiamento da partida foi decidido durante a reunião da Comissão Estadual Permanente de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios da Paraíba, que aconteceu na manhã dessa sexta-feira (29), na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Os motivos para a mudança foram dados pela Polícia Militar da Paraíba, que alegou não ter como fazer o policiamento do jogo por causa das prévias do Carnaval em João Pessoa.
Inicialmente, Santa Cruz-PB e Treze se enfrentariam neste sábado (30) no Teixeirão. Com o estádio de Santa Rita vetado, o jogo foi transferido para compor rodada dupla no Almeidão, em João Pessoa: primeiro Auto Esporte x Atlético-PB, depois Santa-PB x Treze. Mas a PM alegou que recebeu o pedido de policiamento para o segundo jogo apenas na terça-feira, quando já tinha destinado o efetivo para trabalhar no bloco carnavalesco Virgens de Mangabeira. Chegou-se até a pensar em transferir a partida para o domingo, em Campina Grande (portanto invertendo o mando de campo), mas novamente a PM alegou que o efetivo da Rainha da Borborema já estava destinado a fornecer a segurança do bloco Virgens de Tambaú, em João Pessoa.
A Federação Paraibana de Futebol (FPF) ainda não decidiu a nova data da partida. Mas a previsão é de que o confronto aconteça entre os dias 11 ou 14 de fevereiro.
Para além do adiamento do confronto, está a incerteza sobre se o Tricolor de Santa Rita vai mesmo disputar o Campeonato Paraibano. A Cobra Coral ainda não tem todos os jogadores inscritos no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF. E o mais grave é que o clube ainda não aderiu ao Profut – sendo que o prazo para a entrega dos documentos acabou na última quarta-feira – e, como isso, pode ser excluído da competição.
A definição sobre se o Santa Cruz vai mesmo disputar o Campeonato Paraibano deve sair ainda na tarde desta sexta-feira. A FPF vai se reunir com os representantes do Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB) para discutir o que deve ser feito.
Por Amauri Aquino e Larissa Keren


