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quinta-feira, 12 março 2026
                          

Del Nero negociou contratos que levaram Marin à prisão

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Unha e carne: ainda como vice, Del Nero participou de diversas reuniões ao lado do então presidente José Maria Marin(Sérgio Lima/Folhapress/VEJA)
Unha e carne: ainda como vice, Del Nero participou de diversas reuniões ao lado do então presidente José Maria Marin(Sérgio Lima/Folhapress/VEJA)

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, afirmou na última sexta-feira que não teve nenhuma participação nos acordos assinados durante a gestão de seu antecessor, José Maria Marin, que segue preso em Zurique por casos de corrupção. No entanto, o jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira exibiu documentos que comprovam a participação de Del Nero nos contratos assinados por Marin. Ainda na condição de vice-presidente da CBF, Del Nero referendou as contas de seu antecessor e participou do fechamento de pelo menos dez de treze contratos de patrocínio, entre 2012 e 2015.

Pouco antes de assumir a presidência, Del Nero assinou, junto a Marin, o balanço de demonstrações financeiras da entidade em abril deste ano – as receitas de 2014 chegaram a 359 milhões de reais, mostrou o jornal. Segundo o diretor financeiro da CBF, Rogério Caboclo, Del Nero não era obrigado a assinar o documento segundo os estatutos da entidade.

Empresários ouvidos pelo jornal ainda disseram que Del Nero era “figura onipresente” nas negociações da CBF durante toda a gestão de Marin. Na sexta-feira, em depoimento na sede da entidade na Barra da Tijuca – da qual foi retirado o nome de José Maria Marin da fachada -, Del Nero disse que não assinou nenhum contrato e que “vice não manda, apenas cumpre determinação”.

José Maria Marin foi preso, a pedido da Justiça dos Estados Unidos, acusado de desviar dinheiro de comissões em contratos fechados pela CBF. Segundo o FBI, Marin dividiu propina com a empresa Traffic e com outros dois outros dirigentes da CBF – que foram chamados apenas de “co-conspiradores”, mas que, segundo a descrição dos investigadores, poderiam ser Ricardo Teixeira e Del Nero – em contratos referentes aos direitos da Copa do Brasil, um dos principais torneios de clubes do país. Marin segue detido em uma prisão nos arredores de Zurique, na Suíça.

Da redação, com Veja Esportes 

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