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terça-feira, 17 março 2026
                          

Com homenagem a Marielle, negros e índios, Mangueira rescreve história do Brasil

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Redação PB Vale
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Marielle Franco foi homenageada.

A Estação Primeira de Mangueira mais uma vez encantou o público da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, na madrugada desta terça-feira (5), segundo dia de desfile das escolas de samba do grupo especial.

A agremiação, com o enredo “História pra ninar gente grande”, contou a verdadeira história do Brasil ao homenagear heróis esquecidos como lideranças negras, indígenas e mulheres, como Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada em 2018, e apresentou uma visão crítica de personagens normalmente enaltecidos pelos livros de história, como os bandeirantes.

O segundo carro alegórico, por exemplo, representava uma releitura do Monumento às Bandeiras, de São Paulo, manchado de sangue, representando os assassinatos de indígenas encampados pelos bandeirantes, que normalmente são tidos como heróis e chegam a dar nomes a rodovias. “Heróis oficiais” como Dom Pedro I, Princesa Isabel e Pedro Álvares Cabral também foram ironizados e desconstruídos pela comissão de frente.

Entre os “heróis esquecidos” homenageados pela escola, estão, por exemplo, o lendário Sepé Tiaraju, guerreiro indígena que lutou contra a dominação portuguesa e espanhola no Brasil, e mulheres negras do Quilombo dos Palmares, como Acotirene e Dandara.

A jornalista Hildegard Angel representou as vítimas da ditadura militar (Reprodução/TV Globo)

A homenagem a Marielle Franco, citada no enredo, foi um dos destaques do desfile. O rosto da vereadora e ativista dos direitos humanos foi estampado em bandeiras e faixas na última ala, que contou com a presença, na avenida, do deputado federal Marcelo Freixo e do vereador Tarcísio Motta, ambos do PSOL, partido de Marielle, além da viúva da vereadora, a arquiteta Mônica Benício.

Outro destaque do desfile da verde e rosa foi o carro que representou os assassinatos e perseguições da ditadura militar, que contou com a presença da jornalista Hildegard Angel,  filha de Zuzu Angel e irmã de Stuart Angel, ambos assassinados pelo aparelho repressor dos anos de chumbo. Ela estava em cima de um livro gigante e a frente de um em que se lia “ditadura assassina”.

Revista Forum

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