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sábado, 7 março 2026
                          

SOS interior: pequenos municípios vítimas de ações criminosas clamam por socorro

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Lenilson Balla
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O Colunista e Radialista, Lenilson Balla, acumula a condição de Repórter, Multimídia e Coordenador Executivo do Portal PBVALE. Ele também é Locutor Apresentador e Voice Session da Rádio Correio do Vale FM 106,1 – Mamanguape – PB.
SOS interior: pequenos municípios vítimas de ações criminosas clamam por socorro
SOS interior: pequenos municípios vítimas de ações criminosas clamam por socorro

“O tema segurança pública nunca esteve tão em evidência em nosso país”.

Não é de hoje que a violência que tomava conta das grandes cidades e centros urbanos chegou ao interior e até a zona rural dos estados. Onde antes reinavam a paz e a tranquilidade, hoje as pessoas são dominadas pelo medo e pela insegurança. Basta analisar os recentes acontecimentos em cidades que compõem a região do Vale do Mamanguape como Baía da Traição, Rio Tinto, Cuité de Mamanguape, Capim e Itapororoca.

A sensação de temor que toma conta dos habitantes dos pequenos municípios é causada por uma série de ações violentas, orquestradas por grupos fortemente armados e dispostos a qualquer coisa para atingirem os seus objetivos. O que mais chama a atenção é a diversidade de práticas criminosas que vão desde assalto, roubo e furtos comuns, até a explosão de caixas eletrônicos e lotéricas. As quadrilhas estudam os seus alvos e posteriormente atacam suas vítimas com planejamento, violência e crueldade inimagináveis em outras épocas.

Especialistas em segurança atribuem tais transformações sociais a fatores como o aumento do contingente populacional, a interiorização do tráfico de drogas, a falta de politicas públicas para os mais carentes e o enfraquecimento do aparelho de segurança do estado. Nunca estivemos tão expostos às investidas da criminalidade como estamos agora. Infelizmente, segurança pública e criminalidade caminham em direções opostas. Enquanto uma avança a passos longos e apressados, a outra, apesar de alguns avanços nos últimos anos, parece ter parado no tempo.

Até por uma questão de logística, os governos estaduais sempre voltaram suas atenções para os grandes centros urbanos, arregimentado para eles o grosso das suas fileiras de segurança. Os chamados “destacamentos”, pequenas cidades do interior, sempre foram o sonho de muitos militares, onde a ocorrência de crimes era tão irrisória quanto o número de homens que fazia a segurança desses locais, algo raramente superior ao número de dois por plantão. A figura do policial sem coturno, se balançando deitado numa rede e aguardando o evento mais complicado do final de semana, a pelada no campo de futebol, já há muito ficou no passado.

O efetivo é pequeno, os problemas são grandes e os tempos são difíceis. Não há mais como se conceber que numa cidade do interior não exista sequer uma viatura e que uma única patrulha seja responsável por duas ou mais cidades como ocorre com Cuité de Mamanguape e Capim. Para ser eficiente o policiamento deve ser ostensivo e preventivo, conforme “reza a Lei”. O modelo de segurança pública ainda em voga está ultrapassado e obsoleto. Podia até funcionar, mas em outras épocas. A criminalidade deve ser combatida nos grandes centros urbanos, contudo, faz-se mister que seja dado o devido suporte aos destacamentos e municípios do interior, ou ao invés de resolver o problema, estarão apenas mudando ele de região.

Por Lenilson Balla

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1 COMENTÁRIO

  1. O Estado é incapaz de fornecer a segurança adequada que os cidadãos necessitam, devido isso, vivemos na ditadura da criminalidade, e para atenuar, já que reverter é algo ilusório. Se faz necessário uma alteração na legislação vigente e menos obstáculos para os cidadãos idôneos possuírem armas, pois uma sociedade desarmada só favorece duas espécies: Um Estado totalitário e os foras da lei.

    PS: Quem é bandido já está armado. Estatuto do desarmamento só serve para cidadão de bem. Pensar que algo muda sem colocar essas ideias na realidade. É querer mudança sem pensar no progresso. É pensar com a mente vazia. O Estado não é onipresente, ele é falho e incapaz.

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