Em uma pequena vila nos EUA, chamada Roseto, no estado da Pensilvânia, ficou conhecida devido a baixa taxa de mortalidade por doença cardíaca (conhecido como efeito Roseto).
Durante o dia eles trabalhavam e à noite encontravam-se nas ruas para conversar, nos clubes, nas festas locais, onde bebiam vinho e comiam, sobretudo comida tipicamente italiana.
O que é que esta vila tinha de diferente das outras?
A taxa de mortalidade por ataque cardíaco era muito inferior à média do país. O que fez o indivíduo morrer menos de doenças cardíacas do que cidades idênticas em outros lugares? Laços familiares. Outra observação: eles tinham relações familiares e comunitárias tradicionais e coesas.
Rosetanos, independentemente da renda e da educação, expressaram-se em uma vida social centrada na família. Havia uma ausência total de ostentação entre os ricos, o que significa que aqueles que tinham mais dinheiro não ostentavam.
Ninguém estava sozinho em Roseto. Ninguém parecia muito infeliz ou muito estressado. E a prova foi uma taxa de morte por ataque cardíaco quase metade de todo mundo ao seu redor. As cidades mais ricas sofriam de doenças cardíacas, embora suas instalações médicas, dieta e ocupações fossem melhores ou pelo menos iguais às disponíveis em Roseto.
Cada casa estudada continha três famílias, ou três gerações. Os idosos não foram institucionalizados nem marginalizados.
Chegou-se à conclusão que o fato de viverem unidos em comunidades, de partilharem as suas vidas, de terem momentos de lazer e descontração todos juntos no final de cada dia é que fez com que a taxa de mortes por ataque cardíaco fosse muito inferior à média do país.
Fonte: The Roseto effect: a 50-year comparison of mortality
Por Valério Marcelo Vasconcelos do Nascimento
Professor de Cardiologia na Faculdade de Medicina Nova Esperança- PB
Diretor do Centro de Referência em Atenção à Saúde da
Universidade Federal da Paraíba (CRAS/UFPB)
Médico pesquisador do Centro de Biotecnologia da UFPB
Jornalista Registro Profissional 3.520
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