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sábado, 7 março 2026
                          

O NOSSO CARNAVAL

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Sebastião Gerbase
Sebastião Gerbase
Sebastião Gerbase Teixeira da Silva, conhecido carinhosamente como Basinho. Exerceu os cargos de Fiscal de Mercadorias em Trânsito, Fiscal de Estabelecimentos (hoje Auditor Fiscal), Conselheiro da AFRAFEP e coletor de importantes coletorias, a exemplo de Santa Rita, Cabedelo, Pilar e Mamanguape (duas vezes), onde se aposentou proporcionalmente. Formado em Direito desde 1.985, Basinho é aquele grande amigo, “riotinguapense” (se considera de Rio Tinto e Mamanguape), que gosta muito de escrever e irá apresentar, neste Portal PBVALE, colunas sobre assuntos interessantes para toda comunidade.

A história se repete!

A cidade fica literalmente vazia nos dias de carnaval. É como se estivesse fechada para balanço. Vai todo mundo embora, feito pássaros de arribação. A maioria vai para as praias da periferia, Baía da Traição principalmente, mesmo sabendo-se que lá não tem estrutura suficiente para comportar a presença de todos, de uma só vez. Aí começa a falta d’água, falta de energia elétrica, falta de alimentos, enfim, falta o mínimo do conforto indispensável para evitar o estresse.

Com endereço na beira da estrada que dá acesso àquela e outras praias, durante a semana de carnaval ficava eu a observar o vai-e-vem de carros e motos, como se cada um estivesse à procura de um porto seguro para brincar o carnaval.

O nosso povo é folião por natureza. É por isso que – tal qual o futebol – o carnaval é tido como a maior festa popular brasileira. Os brasileiros gostam mesmo é de folia, de sentir a emoção do carnaval, de sambar com os pés no chão e alegria no coração; fugir do estresse rotineiro, cotidiano, indo seja lá para onde for. Ninguém merece ficar olhando pra cara um do outro, quando o país inteiro está se esbaldando na folia.

Só que, nesses dias de muita insegurança e desenfreada violência, o ideal seria que pudéssemos brincar o carnaval pertinho de casa. Seria menos arriscado, mais econômico, evitaria a dispersão familiar e a cidade ganharia outros ares.

Não é comum se vê baiano, bananeirense, pernambucano, campinense nem carioca, por exemplo, no nosso meio, em dia de carnaval. Claro que eles estão nos seus redutos, valorizando os seus carnavais. Nós é que costumamos ir até eles. E por que isso? Ora! É só, e somente só, porque não cuidamos de promover o nosso próprio carnaval. O que não seria coisa do outro mundo.

O pontapé inicial já foi dado, com a criação do bloco “Os Aripuás”, que em sua primeira apresentação já deu mostras de que seria viável. Na segunda apresentação, o bloco recebeu da sociedade o “carimbo” da aprovação. A opinião pública que o diga. Aliás, o público já o disse, quando foi às ruas levar o seu prestigio, a sua participação, a sua alegria, o seu “aprovo”; sem poluição sonora, sem violência, como gente civilizada. 

E olha que os organizadores eram apenas um grupo de amigos, os quais se propuseram mostrar que é possível, sim, realizar o nosso próprio carnaval, sem mendigar o dinheiro público, restando às autoridades apenas o apoio institucional.

Por Sebastião Gerbase (Basinho)

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