
Coisas inéditas, incríveis, estão acontecendo ultimamente em Mamanguape. A começar pela ascensão de uma mulher ao cargo de prefeita, a qual, na sua simplicidade, vem surpreendendo com a capacidade (antes desconhecida) de administrar com garra e com ótimos resultados, inclusive mudando a cara da cidade, trazendo de volta a autoestima do seu povo e crescendo na aceitação popular… Sobre isso falarei n’outra oportunidade.
Pois bem, estive ontem na terrinha e, pude constatar que o único clube da cidade, o tradicional “Mamanguape Esporte Clube Recreativo”, de saudosas lembranças, que, vinha enfeando a paisagem do Bairro do Campo, está sendo resgatado… Alvíssaras!
É que um grupo de pessoas da sociedade local, composto por Ramos Coutinho, Júnio da Locadora, Fátima Lélis, Dé da farmácia, Paulo da Labwil, Evódio e outro, tomou para si a responsabilidade de reerguer esse patrimônio público, o qual se encontrava em deplorável estado de abandono há décadas.
O Mamanguape Clube tem uma história digna de ser contada e apreciada, a partir da sua origem. Em alguns aspectos eu o comparo ao Instituto Moderno, como, por exemplo, a abnegação de seus fundadores, ambos de saudosa memória. No Instituto Moderno o Dr. Adailton Coelho Costa e no Mamanguape Clube o Senhor Severino Germano.
Em frente onde hoje é o Clube, havia um campo de futebol que, inclusive, servia até de pouso para pequenas Aeronaves, por isso o nome “Bairro do Campo”.
Até onde eu sei, Severino Germano foi seu primeiro presidente, e foi ele quem construiu o prédio que deu origem a esse clube. Para tanto, contou com a colaboração de amigos, principalmente de alguns pedreiros (os melhores mestres da região), entre eles João Agostinho, Zé Germano, Seu Braz, Gedeão, Mestre Elias, Mestre Lu e outros. Todos trabalhavam gratuitamente, pela amizade com Severino Germano e pelo o espírito de cidadania e de colaboração. Assim como está fazendo esse grupo de hoje, que, sem fins lucrativos, abraçou a ideia de salvar um inestimável patrimônio da sociedade.
Na sequencia outros presidentes fizeram a sua parte, tanto no esporte quanto (mais ainda) na recreação, onde relembramos Genésio Martins, João da Pioca, professor Edmilson, Dr. Maximiano Machado, e outros.
A chegada do “novo time” que compõe a “nova diretoria” do “novo Mamanguape Clube” resgata a esperança de revivermos grandes eventos, onde valsas e boleros, sambas e forrós executados pelas bandas “Tuaregs”, “Mistura Fina”, “Orquestra de Camutanga” e outros, na boate com “luz negra”, nos convidavam a ser felizes.
Por Sebastião Gerbase (Basinho)


