
Ver televisão e ouvir rádio, hoje em dia, é quase um martírio. O apresentador (locutor) às vezes nem tem culpa. Ele recebe uma programação pré-estabelecida e tem que cumprir. Ainda bem que, em tudo na vida, há as exceções. E entre elas, eis um bom exemplo:
Todo sábado pela manhã, na Rádio Correio FM 106.1, das oito às nove horas, tem um programa que vale à pena a gente ouvir com atenção. Sob o patrocínio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mamanguape, o programa é comandado pelo seu presidente, o nosso amigo Zé João, e o foco principal, como não poderia deixar de ser, é o associado.
Na condição de ouvinte atento, avalio que ali, o Zé João não representa apenas a presidência de uma entidade sindical, mas, assume o papel de excelente formador de opinião, uma vez que os temas por ele enfocados refletem em outros segmentos da sociedade.
O presidente Zé João, é o que se pode considerar um verdadeiro homem público, na mais expressiva exatidão da palavra. Mais que isso (eu diria), como o disse aí no título acima, ele é o que se pode denominar de “cuidador público”!
A palavra cuidador, segundo o nosso Dicionário, significa aquele que cuida; que toma conta de alguém ou algo; aquele que trata; que se mostra zeloso, diligente para com outrem.
E o Zé João é um presidente que se encaixa, como uma luva, nessa definição, pois ele exerce a sua função com todas essas características, e as demonstra, pontualmente, na forma de conduzir o seu programa.
Em apenas uma hora de programa, ele consegue desenvolver um trabalho extraordinário de comunicação. A sua intimidade, com o microfone, é de um profissional. Acho que o nome do seu programa deveria ser “Encontro com Zé João”, pois, de tão prático e eficiente, ele me faz lembrar o global Encontro com Fátima Bernardes.
O Zé João é uma pessoa muito simples, mas é um cara preparado no tempo, inteligente e politizado, por isso é que seu programa tem conteúdo, e seu raio de ação alcança uma camada considerável da sociedade.
Em clima de alto astral, e sempre alimentando o pensamento positivo, lá não se fala em crise, nem tem espaço para a politicagem. O espaço ele ocupa (em parceria com seus diretores), falando de políticas públicas, de valorização do homem do campo, de incentivo ao trabalho e à produção agrícola, orientando e alertando o associado sobre as campanhas de vacinação, em humanos e nas suas crias, encaminhando, orientando e incentivando a conciliação de interesses comuns, et cetera.
Antes de encerrar o programa, ele dar uma aula sobre “Orçamento Democrático”, onde também ocupa espaço importante e de cujo assunto é quem mais entende; convida os amigos e o distinto público a participarem de vaquejadas, de cavalgadas e de outros eventos culturais, que o sindicato promove em parceria com os produtores, e conclui soltando algumas graças engraçadas, o que é próprio de todo bom cuidador público.
Por Sebastião Gerbase (Basinho)


