
Uma crise aguda de gota me levou, ontem pela manhã ao hospital, mais precisamente ao Memorial São Francisco.
O senso crítico é um (digamos assim) defeito que se identifica muito comigo, e o pior é que ele não me larga, até mesmo nos momentos de dor.
Ainda bem que, quando ele se manifesta, eu invoco o auxílio da prudência, para não cometer injustiça!
Dois fatos corriqueiros me chamaram a atenção, enquanto estive naquele ambiente (aproximadamente umas três horas):
O primeiro foi o bom atendimento hospitalar. Começando na portaria, passando pela triagem; a relação médico/paciente, incluso aí o profissionalismo do técnico de enfermagem, Jorge Santana, o qual cumpriu sua missão com aquela simpatia que ajuda a curar!
Tudo isso, nessa ordem, foi objeto da minha observação porque, infelizmente, não é fato comum, os nossos hospitais tradicionais dispensarem esse nível de tratamento aos seus pacientes. Há exceções – reconheçamos!
Outro fato que instigou a minha curiosidade foi a presença de pessoas idosas, indevidamente desacompanhadas de familiares que os auxiliassem ao menos na sua locomoção.
(Graças a Deus, não foi o meu caso, né Nena/Gió?).
Meus filhos jamais fariam isso comigo… Nenhum! O próprio “Bambam” (de saudosa memória), quando estava fisicamente perto de mim, desmanchava-se em solidariedade na hora da minha dor.
Aí eu pergunto aos filhos desses pais (semi) abandonados na hora da dor: por que é que somente AMANHÃ É “O DIA DOS PAIS”?
Por Sebastião Gerbase (Basinho)


