
Uma investigação da Polícia Federal pode dar uma reviravolta na histórica onda de violência que tomou conta do Espírito Santo nos últimos dias. Parte das mais de 140 mortes registrada no estado, diria a investigação, teve atuação de policiais militares.
Declarações ditas por pessoas ligadas à análise minuciosa revelam que ‘há policiais aproveitando da manifestação que pede melhores condições de trabalho para cometer acertos de contas’.
À CBN, as fontes afirmaram, em caráter sigiloso, a atuação criminosa e que ‘incidentes realmente indicam a ação de movimentos organizados’. Inclusive, ainda de acordo com a reportagem, há uma migração massiva de PMs para o interior do estado, onde o número de mortes tem se elevado desde o início dos homicídios no Espírito Santo.
Ordem e segurança foram restauradas
O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse na tarde deste domigo (12) que, na avaliação do governo federal, a ordem e a segurança pública foram resgatadas no Espírito Santo. Segundo ele, as informações do governo do estado são de que a greve da Polícia Militar está “em declínio”. Ainda assim, o efetivo de 3,1 mil homens das Forças Armadas permanecerá no Espírito Santo “todo o tempo que seja necessário para que se garantam vidas”, de acordo com o ministro.
“A grande Vitória está levando uma vida bem mais tranquila. Amanhã as escolas estarão funcionando. O comércio abre, como já abriu no sábado, e o sistema de transporte coletivo deverá operar normalmente. A determinação do presidente da República, de recuperar a ordem, está sendo atendida”, disse Jungmann, após reunião com Michel Temer neste domingo no Palácio do Jaburu.
Também participaram no encontro os ministros da secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, da secretaria-geral da Presidência, Moreira Franco, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, Sérgio Etchegoyen e o ministro interino da Justiça, José Levi do Amaral. Segundo Jungmann, foi uma reunião de trabalho na qual, entre outros assuntos, os ministros fizeram um balanço sobre a atuação das Forças Armadas no Espírito Santo.
O ministro da Defesa negou que o governo federal tenha demorado a agir diante do caos causado no estado pela greve da PM. O Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo informou que foram registrados 142 homicídios no Espírito Santo do dia 4 de fevereiro até as 10h de hoje.
Jungmann frisou que cinco horas depois do governador [em exercício] do Espírito Santo, César Colnago, ter feito um pedido escrito pedindo ajuda federal as Forças Armadas já se encontravam nas ruas do estado na última segunda-feira (6),. “Desde então, não tivemos mais arrastões, sequestros, desordens ou o que seja. Se algo houve, foi anterior à entrada em cena das Forças Armadas”, afirmou.
Da Redação, com Agência Brasil


