
Termina nesta sexta-feira (18), em Brasilia, a 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena (CNSI), que discute temas escolhidos pelos povos originários durante encontros realizados em 2018. A última conferência havia sido realizada em 2013 (saiba mais abaixo).
Desde segunda-feira (14), cerca de dois mil representantes dos povos originários debatem formas de atualizar a Política Nacional de Saúde Indígena (Pnaspi), definir diretrizes e investimentos, e efetivar particularidades étnicas e culturais no modelo de atenção básica à saúde.
Organizada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), a conferência é o momento em que os indígenas apontam quais melhorias devem ser implementadas. Neste ano, foram sete eixos temáticos:
- Articulação dos Sistemas Tradicionais Indígenas de Saúde
- Modelo de Atenção e Organização dos Serviços de Saúde
- Recursos Humanos e Gestão de Pessoal em Contexto Intercultural
- Infraestrutura e Saneamento
- Financiamento
- Determinantes da Saúde
- Controle Social e Gestão Participativa
‘Degrau por degrau’
De acordo com o Ministério da Saúde, as pautas foram selecionadas após 302 conferências locais e 34 distritais, realizadas entre outubro e dezembro de 2018. Segundo o secretário especial de saúde indígena Reginaldo Ramos Machado, o encontro é realizado a cada quatro anos, mas atrasou por “adiamentos” e pela pandemia de Covid-19.
As ideias foram votadas por 1,3 mil delegados de diversas aldeias e comunidades indígenas. Caetano Tserenhi’ rumoritu, do Povo Xavante de Mato Grosso foi um dos participantes.
“O que nós reivindicamos vai, degrau por degrau, avançando até chegar aqui”, diz ele.
Tserenhi’ rumoritu ressalta que a Conferência é uma oportunidade de encontro dos povos originários. “Precisamos decidir quais propostas são relevantes para a saúde do nosso povo”, afirma.
G1DF


