CNI critica tarifa de 50% dos EUA e defende diálogo para preservar relação comercial

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reagiu com preocupação à decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Segundo a entidade, não há qualquer fato econômico recente que justifique a medida adotada pela gestão do presidente Donald Trump.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (9), a CNI destacou que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é histórica, sólida e de caráter complementar, e que deve ser preservada por meio do diálogo. Para a entidade, o momento exige que o governo brasileiro intensifique as negociações com Washington a fim de evitar prejuízos maiores ao setor produtivo nacional.

Levantamento preliminar feito pela CNI entre junho e o início de julho, quando ainda vigoravam tarifas menores — como a taxa básica de 10% e outras medidas comerciais específicas — já indicava que cerca de um terço das empresas brasileiras que exportam bens e serviços para os Estados Unidos vinham enfrentando impactos negativos em seus negócios.

Diante do novo cenário, a CNI reforça a necessidade de uma comunicação contínua e construtiva entre os dois países, com o objetivo de reverter ou ao menos minimizar os efeitos da tarifa. A entidade afirmou que manter a confiança mútua é fundamental para o desenvolvimento de uma agenda comercial equilibrada e benéfica para ambos os lados.

PBVale