
O arquivamento da investigação, pelo Ministério Público de Minas Gerais, sobre a construção de um aeroporto em terras de familiares do ex-governador e atual senador Aécio Neves (PSDB-MG), no município de Cláudio, “não apaga os fatos levantados e comprovados em uma investigação jornalística legítima e autônoma”, escreve o repórter Lucas Ferraz na Folha de S. Paulo.
Ele foi o autor de reportagens sobre o caso e acusa, em artigo neste domingo 22, o deputado federal Domingos Savio (PSDB-MG) de “omitir e falsear deliberadamente informações que foram publicadas” para defender o aliado Aécio Neves em texto veiculado no mesmo jornal há uma semana, quando o tucano cobrou reparo ao senador, que segundo ele, teria sido injustiçado por uma “falsa acusação”. Ele classifica a reportagem como “ficção”.
“Ao defender o aliado, o presidente do PSDB de Minas omite e falseia deliberadamente informações que foram publicadas nesta Folha. Logo ele, cuja atuação parlamentar se entrelaça com a história do aeródromo: o deputado batizou o local, por meio de lei aprovada no Legislativo mineiro, com o nome do finado Oswaldo Tolentino, um dos tios-avôs de Aécio e irmão de Múcio, o proprietário do terreno desapropriado para o aeroporto”, escreve Lucas.
“O arquivamento do caso, que em si nada significa, não apaga os fatos levantados e comprovados em uma investigação jornalística legítima e autônoma. O engraçado é que a segunda investigação da Promotoria mineira, instaurada após a revelação da Folha, ignorou todos os elementos expostos na reportagem. Talvez os promotores tenham alguma explicação”, acrescenta o jornalista.
Leia aqui a íntegra.
Brasil 247


